sábado, 5 de março de 2016

"Grandes êxitos do "The Braganza Mothers I" (2006/07): "Das brincadeiras aos enfermeiros e outras "parades" portuguesas"



Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas


Cortesia www.seancody.com



Tenho de confessar que passei toda a minha vida a brincar aos enfermeiros: umas vezes, faz-se de termómetro, outras, de boca para medir a febre.
Sou uma pessoa cheia de febres, e já rebentei vários termómetros à pala disso. Não se pense, todavia, que sou uma Bocarra Guimarães ou uma Man'ela Boca Guedes: não, há, hoje em dia, imensas cirurgias reconstrutivas, e tenho de reconhecer que muitas vezes utilizei os dinheiros do Estado para ir a São Paulo e a Nova Iorque refazer as bordas.
Uma vez, até de Falcon fui, mas voltei já no porão de um Hércules C-130, cheio de tropas de elite que, em 6 horas de alta atmosfera me destruíram o meticuloso trabalho de 2 horas de mesa de cirurgia estética...
É verdade que durante estas longas viagens, sempre aproveitei para me cultivar, sentindo aquele íntimo consolo de que havia mais vícios para além do meu. No entanto, foi-me preciso chegar ao início do séc. XXI, para descobrir que o Estado Português tinha uma forte matriz pedófila, e outra hebófila, a sustentá-lo. A primeira, que tinha feito cair o Governo do Engenheiro Guterres, posto o Cherne na alheta, enquanto a frigideira não transbordava de todo, e levado a que o Santana chegasse ao topo, no momento exacto em que a... enfim... Magna Mater poderia ter chegado ao Poder. Chegou depois, com Maioria Absoluta, e com uma gigantesca esfregona, para ver o que ainda podia limpar. Está a funcionar bem, e até limpa.
Um terço dos Portugueses é pedófilo, adora violar as próprias filhas, estrear o que é seu, ou é obrigado, por viver abaixo do limiar da pobreza, a dormir na mesma cama com mães, pais, avós, tios, filhos, enteados e madrinhas. Quando chega a hora de enfiar no buraco, é escuro, e não distingue qual. Haveria, mas isso seria pedir demais, haveria de haver um dia que um magno procurador da república desencadeasse um gigantesco Processo Casa Gerontofilia, e tentasse perceber como há, em Portugal, tantos casos de gajos que gostam de levar no cu do vovô, ou de mafiosos que assaltam e violam senhoritas de oitenta anos. Lá ficará para o próximo choque tecnológico, mas usando a bitola do Constâncio, outro terço de Portugal, mais propriamente, 33,3865% será gerontófilo.
Quantos aos hebófilos, como diria Voltaire, "ils sont partout!...": é o gorila do Bairro 2 de Maio, que pendurado com o cabo-verdiano no andaime, cobiça as tetas nascentes da repetente do 8º Ano, é o Padre que na Casa do Gaiato arruma o sardão na garagem pré-adolescente do seu pupilo, ou são os "Morangos com Açúcar" generalizados, onde, diante do écran plasma, -- baixaram de preço, no Media Market!... -- tanto se masturba o filho, como se masturba o pai e também a mãe, quando não é o avô que para ali vem.
Depois, entra-se na fase da "normalidade": a bicha democrata-cristã, pelas leis da Natureza, casa-se e passa a ser pai de três filhos, o Melão vira-se para as câmaras, e afirma com voz lânguida e socrática, "eu não sou homossexual!...", o Figueiras apresenta-se com a sua longínqua mulher austríaca, o Cláudio Ramos e o Castel'Branco vivem as suas risonhas e assumidas heterossexualidades passivas, o Diogo Infante cai na já longa senda dos Boatos de Estado, a Chupadora de Moitas vai a Ministra da Presidência, os pacatos industriais deixam a legítima em casa e mergulham nas noites avermelhadas dos quartos de alterna, os traficantes de armas comem traficadas da carne, e até há "parties" em que isto tudo se junta, se torna equiparado, e se fazem solenes missas negras, defronte do Altar da Grande Mãe Branca, a Deusa Coca.
A verdade é que o país inteiro fode com os fantasmas da sua própria clandestinidade, e o mal nem estaria aí, mas em ele ter decidido deixar-se representar, rever-se e moldar o Estado à sua própria natureza. De aí, o enigmático sorriso de Souto de Moura.

No início do séc. XXI, Portugal tornou-se, aliás, como sempre foi, na sua intimidade, uma tartufa, hipócrita e infinitamente mal assumida "gay" (alegre) parade de todas as ementas: quando para ele olhamos de frente, lá vai ele, em massa, ajoelhar a Fátima, o problema é quando lhe viramos as costas e a noite começa realmente a cair...
 
 

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