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terça-feira, 5 de maio de 2015

A TAP, ou o BPN alado


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas



Dedicada ao Filipe Moraes Alçada, pela excelente semana de companhia, fora deste buraco, no triângulo das cidades civilizadas, Londres, Paris e Bruxelas (se havia greve, não demos por ela...)




É sabido que em Portugal não há Ciência, mas milagres da Fé e causas naturais, pelo que a greve da TAP não pode ter causas científicas, mas ser um fenómeno natural ou uma exceção ditada pela Fé. Como sou generoso, escreverei um texto que agradará a ambas a correntes, e vamos já às causas naturais, que são antigas, e remontam aos tempos em que o Sereníssimo D. João V, nos primórdios do joaninha, avoa, avoa que o teu American Express foi para Lisboa, mandou queimar a "Passarola", do Padre Bartolomeu de Gusmão, pelos acidentes eucarísticos que diziam que um padre não devia voar, muito menos nas vizinhanças reais, e ainda menos nas alturas e paranças em que sua Majestade Catolicíssima estava a mocar com freiras e madres nas moitas: a coisa, vista de cima, ainda era mais indecente do que aquela mulher da vida que o José Rodrigues Miguéis, muito divertidamente, e em boa escrita, cosa rara, diz que os beatos pastorinhos confundiram com a Santa com Cara de Saloia, que depois deu origem aos rastejantes de 13 de maio. Sendo mais cultural, por que a Cultura não ocupa lugar, quando o Papa Freiras mandou queimar a "Passarola", já Ahmed Çelebi tinha 100 anos antes voado, para espantar o alcoólico Murad IV, do alto da Torre de Gálata até Scutari, onde o sibarítico Gulbenkian viria a nascer. Como Murad preferia o álcool às freiras, não queimou a passarola do outro, mas resolveu recompensá-lo, o que prova que a Civilização é sempre civilizada, e tudo o resto são quintais.

Salazar foi mais modesto, e aproveitando a boleia de Humberto Delgado, resolveu criar uma legião de passarolas que ligassem o atraso de vida peninsular aos seus atrasos de vida coloniais. Vi, no outro dia, num zapping, que a TAP se chamava "Linha Aérea Imperial", o que nem lhe ficava mal, não fosse o Império a miséria em que o miserabilismo de séculos a tornara, mas isso era irrelevante, já que Salazar, um homem de tradições, resolveu levar mais além o sonho de D. João V, e, já que não comia freiras, resolveu colocar as freiras a voar, e eu aqui explico este salto, que pode parecer impróprio de um sobredotado, como eu, para se encaixar na realidade. Na verdade, e eu não sou dessas eras, havia profissões em que as mulheres, antes da Abrilada, não se podiam casar, entre as quais, tanto quanto me lembro, estavam as enfermeiras e as hospedeiras. Sem enfermeiras até passamos bem, já que o Passos Coelho as convidou todas a emigrar; já quanto às hospedeiras, o Vacão de Santa Comba, pôs-lhes asas e um selo na rata, quer dizer, não era bem um selo, já que havia um intervalo epistemológico entre o não casar e o não levar na cona. Daí deriva, creio, que nas alíneas dos contratos das Linhas Aéreas Imperiais vinha expressamente dito, "não casarás", mas nunca uma interditação ao implícito convite do "mas... foderás".

Para os incautos, que até hoje procuravam causas naturais para o elevado nível de fornicação associado às companhias aéreas, se terá de dizer que foi obra de Salazar, e alimentou os sonhos de gerações: quantas e quantas vezes o voo chegava do Lobito, ainda a cheirar a catinga, e já multidões de jovens mancebos, daqueles que depois iam deixar os braços e as pernas na Guerra do Ultramar, se acotovelavam nas pistas da Portela, para darem brutas canzanadas nas hospedeiras que vinham das Angolas, a precisarem de consolo no hangar. Nem Carlota Joaquina, nos cais do Rio de Janeiro, quando chegavam as naves de marujos da Europa...

Como não sou sexista, e também sei daquela terrível dificuldade que sempre houve em contratar comissários de bordo, já que, uma vez feito o teste da cadeira furada, medido o grau gutural da voz e tateada a maçã de adão, uma vez apanhados no ar, e com o contrato na mão, abriam o uniforme, mostravam as mamas, e davam ao cu -- e o cu -- aos gritos de surprise e we will surive!.., coisa que tanto levou depois a Troika a falar na necessidade de flexibilizar as leis laborais, já que a TAP, coitada, abria 10 lugares de Comissário de Bordo, e, pelo menos 8 eram verdadeiras hospedeiras, com contrato para o resto da vida... Para as feministas, aqui fica este pequeno carinho: devem defender a TAP com todos os vossos esforços, pois deve ser uma das empresas mais femininas de Portugal, tirando os cabeleireiros e os Alunos de Apolo.

Deve-se aos Capitães de Abril a ordem para casar das hospedeiras. Acontece, e aqui creio que tivemos um milagre da Fé, não foi com a libertação do casamento que se conseguiu privatizar a arte de bem levar na cona, e antes diria que a coisa enveredou por um neoliberalismo desenfreado, com atos de cópula a 32 000 pés, nos wcs, e nos porões de repouso -- esses lugares mágicos onde tudo acontece, e que tão pouca gente frequenta, mas eu tenho nas memórias mais carinhosas do meu coração, sobretudo, quando se deixa pelas costas o farol de Fernando de Noronha, e, pela frente estão as quatro horas de escuridão, até ao espaço aéreo de Dakar, ai, sódades, sódades... :-) -- mas vou voltar ao texto, senão perco-me...

Tudo isto seria fantástico se não desse prejuízo, e a TAP começou a dar prejuízo. Durante anos, creio que isto constituiu o chamado Terceiro Segredo da Portela, já que, com linhas em regime de quase monopólio, com a tutela dos chulos de Bruxelas, e as viagens pagas da Inês de Medeiros para Paris, onde ia esfregar o grelo lesbo, travessias de longo curso por preços insuportáveis, vije maria, como poderia isto dar prejuízo, não se tivesse a TAP BPNizado, ou seja, tudo o que havia de mau se pendurou ali. A reportagem sobre Lino da Silva -- custou, porra!... -- e a sua demissão, mostram que há sempre um je ne sais pas quoi que consegue ser pior do que tudo o que é evidente, um pouco como aquelas mortes súbitas, que vegetam pela sombra. Tal como no BPN, tal como no BES, tal como nas PPP há sempre um número muito limitado se sombras capaz de destruir uma grande empresa e lucrar com a desgraça dos outros, a questão é agarrar numa vara, desentocá-los e apontar-lhes um holofote bem forte, em cima. O caso de Shakaf Wine, outro filho da puta, do calibre do monhé Zeinal Bava, é só mais um. Eles estão por todo o lado e minaram não só o país como o planeta inteiro.

Sem que se perceba bem como, a TAP, ao BPNizar-se, enquanto BES Air, fez um pouco o percurso da PT-Telecom: permitiu a um punhado de pulhas tornar-se milionário, naquela estranha posição do Colosso de Rodes, com um pé na favela portuguesa e outro pé na favela brasileira, enquanto os colegas, a empresa e o próprio país eram atraídos para o vórtice. Estas coisas, evidentemente, têm rosto, e alguns azares que foram infortúnios da Fé. Fernando Santos -- que devia estar preso, sobreviveu a nove ministros dos transportes e a cinco primeiros ministros -- foi lá posto para fundir a TAP com a Varig, com o azar da Varig ter falido, e as despesas, os salários e os prejuízos ficarem do lado português, e os canalhas, como Carlos Costa Pina -- que devia estar preso -- a voarem para outras gestões ruinosas. Tudo isto, como reconhecerão, faz parte dos milagres da Fé e das causas naturais portuguesas, todavia, como faz falta uma parte de realismo nestas coisas, devemos relembrar que tudo aquilo que, tal como no BPN e no BES se não podia fazer diretamente, passou para as mãos de filiais discretas, a Air Luxor, que traficava diretamente a coca, e desapareceu, deixando o lugar das velhinhas de Arraiolos para as rastejantes de Boliqueime: nasceu a Hi Fly, a coca é a mesma, e as velhinhas de 70 anos foram substituídas por gajas com brutas mamas, que agora trazem a branca implantada nas tetas, e até o Efromovich, que queria que a coisa fosse feita a descoberto, e voltará, e justamente, ou conseguirá mandar um ainda pior, para o fazer por ele.

Este texto poderia tornar-se infinito, por que tudo isto se assemelha às metástases, mas às metástases de um cancro político, posto que, não estando a empresa privatizada, todos os governos que participaram neste carnaval deviam estar detidos e condenados por crime económico  ou uma coisa mais direcionada, antigamente conhecida por crime de lesa pátria. Tal como o BPN e o BES, a TAP é agora um excelente pretexto para limpar a Classe Política, pelo que, como já poderão imaginar, nada acontecerá.

Num patamar acima, e respondendo às dúvidas do Filipe sobre como é possível manter máquinas locais, ou gigantescas, a despenderem esforços e recursos, para rotas e finalidades que todos já identificaram como de desastre, as empresas cujo fim não é o lucro, mas o prejuízo, como Lino da Silva sonhava, vem a resposta lúgubre, da velha teoria da conspiração: tal como Bilderberg preconiza, é fundamental que enormes falésias de civilização se desmoronem, para que a sociedade dos escravos, com que o grupo há tanto sonha, se instale, e a Nova Idade Média, onde os grupos, cada vez mais isolados, se sintam estrangulados, enveredem pela necessidade de canibalismo e tracem o admirável mundo devastado. Como nas Eleições Inglesas, vencerá o pior. Esses serão os amanhãs que vão cantar, onde tudo o resto são meras telenovelas, a que, creio, nós que vemos, assistimos incrédulos. Os outros já há muito perderam os olhos.



(Quarteto do colapso aéreo, no "Arrebenta Sol", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
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quinta-feira, 16 de abril de 2015
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Correio da Lola - "Não sei se o meu vizinho bonzão, da Rua H, de Mem Martins, não será do ISIS..."


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas



Querida Lola:

Tenho um vizinho super excitante, aqui, no 11.º esq. Sempre que ele vem à janela, com aquele peito peludo e aqueles abdominais, fico toda úmida, tenho de enfiar à pressa o meu Ernâni, a Soraia e o Pedro na cama, e o comando da box da MEO na rata, a fantasiar com ele. Só que vi um daqueles programas da SIC-Notícias e ele parece-se tanto com aqueles que vão cortar pescoços de japoneses descorados, na Síria... Será terrorista?... Será que eu ando a enfiar o comando da box da MEO na rata, por causa de um terrorista...




Maria Celina, Mem Martins



Querida Celina:



Como eu a compreendo: ainda não vi o seu vizinho, mas já acredito piamente que seja uma tesão. Basta um peito peludo, para eu ficar também toda úmida, e então, se for perigoso, ainda me excita mais. Sabe como é que nós travecas somos, sempre prontas para ir para a cama com o inimigo... Também é normal que, com tantos terroristas bons a passar na televisão, a menina tenha imaginado que o seu macho do 11.º esquerdo seja um fundamentalista islâmico, e mesmo que não seja, a imaginação faz o resto... Como sabe, estou agora no Conde Redondo, graças a deus, muito perto do nosso amigo Vítor, da "Loewe-Tivoli", mas demasiado longe para a ir visitar e poder dar já o meu parecer final, mas posso fornecer-lhe algumas pistas, para fazer o seu trabalhinho de casa, sozinha, tá?... Já que passa os dias à janela, como boa portuguesa desempregada, tente ver se o peito dele desaparece cinco vezes ao dia da janela, e só se começa a ver um cuzão rijo e peludo, a espreitar pela borda da janela. Se for isso, é possível, mas não certo que seja islamita, já que eles têm de se colocar na posição do pegar de empurrão cinco vezes ao dia, embora ele também se possa agachar cinco vezes ao dia, para snifar uma linha de coca debaixo do sofá, como fazem na "Casa dos Segredos", da minha querida badalhoca, Teresa Guilherme. Depois, há outros testes, mas mais sofisticados, e que levam mais tempo, como ver se ele deixa crescer uma barba, e fica ponto por ponto igual aos da televisão. Sobretudo, experimente tentar ouvir a voz dele: se for grossa, como a da Bastoneira da Ordem dos Ordinários, é provável que venere Alá, e saiba que Maomé é o seu maior profeta... Sei lá, há tanta coisa... Experimente saber onde é a mesquita clandestina mais perto, aí da sua zona, e veja se ele vai orar, nas horas certas. Tente saber se ele tem um carro transformado, e se vai, aos fins de semana, acelerar para a Ponte Vasco da Gama. Saiba se está desempregado de longa duração, e se tem um avô ou uma avó que votaram Cavaco Silva, e um pai que ache que José Sócrates devia ser já libertado. Tente saber se os progenitores e os padrinhos, a treze de maio, rastejam até Fátima. O clube de futebol..., sim..., isso também é importante: se for do Porto, é quase certo que é um fundamentalista; já os do Belenenses e do Marítimo são mais sunitas, sendo que quase todos os do Boavista são xiitas. Também há muitos deles que acham que o "Glorioso" é uma mesquita, e não a "Catedral"... Veja se ele veste na "Primark", por que todos os que vestem na "Primark", ao contrário da "Desigual", são potenciais islamitas. Olhe-lhe para as mãos e veja se está sempre a desfiar um rosário negro... Esses são os piores, sobretudo, quando têm uma avó de bigode que faz o mesmo, mas a rezar pela Santa com Cara de Saloia: muitas vezes isso já vem de família, e pega-se. A minha experiência de jihadistas, aqui, no Conde Redondo, tem algum interesse. Para já, ao contrário dos casados e pais de três filhos portugueses, não são passivos, não me perguntam imediatamente "se é grande", mas perguntam-me se sou uma das 20 000 virgens. Eu muito despachadinha, digo logo, filho, desculpa lá, mas se eu fosse virgem, não andava aqui, aqui e no Colégio Mira Rio é mais fácil encontrar uma agulha no palheiro do que uma virgem. Se queres virgens, vai à Assembleia da República, e pergunta pela Senhora de Mota Amaral, mas garanto-te já que entre aquilo e carne de galinha velha, é melhor comer porco de fumeiro... Isto é um bocado como o teste do algodão, por que os que vão fingir de fundamentalistas, desistem logo aqui, agora, se forem verdadeiros, começam a discutir a situação, lá desistem do "virgem" e passam diretamente para a Aritmética, e perguntam, "mas ao menos fazes parte das 20 000?...". Ora, eu não sou economista, nem tenho uma tese brilhante em Finanças, como o Cangalho de Belém, e tenho de começar a contar de cabeça... 20 000, deixa cá ver, se incluir as brasileiras ali de cima, as colombianas, as das casa de alterna do Pinto da Costa e do Menezes, mais as do "Finalmente", e as "meninas com chicote" da Póvoa do Varzim e de Gaia, mais os gerentes de conta do "Millennium-BCP", que se têm de travestir de homens e nunca provaram mulher, mais os que fingem que estão casados só para aprenderem com as fêmeas como se deve ser para se ser fêmea, meu deus, acho que 20 000 é muito pouco, e até podemos, sem falsificar as estatísticas, avançar logo para 10 a 100 vezes mais. Aqui, geralmente, chegamos a um problema de colisão conceptual, muito Steve Hawking, já que se toda a gente é virgem desaparece imediatamente aquela tesão de só haver 20 000 e ele ir comê-las todas perde a graça, e torna-se na radiação residual de um buraco negro. É então a altura de entrarmos nos diálogos das carmelitas, e eu torno-me uma espinosista e tento explicar-lhe que podemos participar de uma mesma natureza, buscar um bem capaz de comunicar-se, cuja descoberta fará desfrutar eternamente uma alegria contínua e suprema, e que ambos podemos ser essa parcela de Deus, e que até pode acontecer que eu não seja uma das 20 000 virgens que ele procura, mas que ele poderia, em contrapartida, trazer-me um bando de 20 000 amigos, machos como ele, e rebentarem-me com a marquise das traseiras... Quanto tempo será que eu levaria a aviar 20 000 machos, com estas bordas apertadinhas e rijas que o Inteligent Design me deu?... E é aqui que eu gosto do treino especial que estes suburbanos receberam em Massamá, Rio de Mouro e Mem Martins, muitas, muitas, vezes, melhor do que os mestrados da Católica, as formações flácidas da Opus de Navarra, e da Portuguese School of Economy, da Nova, considerada uma das dez melhores merdas do Mundo, onde se aprende a escavacar um país, em três anos. A resposta mais interessante que recebi nas últimas semanas, quando eles, vindos de Londres, a caminho da Síria, via Istambul, e com escala de reabastecimento no Conde Redondo, me deram, a esta pergunta, foi um, lindo, lindo, com olhos de gato, cor de amêndoa, a dar tantos erros de sintaxe como o badochas do Nuno Crato, que me respondeu: se os meus 20 000 amigos te aviassem o cagueiro demoraria tanto tempo como a Grécia a syrizar a sua dívida externa... Até me vieram as lágrimas aos olhos, acredita, e só encontrei voz para lhe perguntar, " tu estás a dizer-me, meu machão, que eu ia ficar o resto da vida a levar no cu?..." Jesus, se isto é o jihadismo, vou-me já tornar maometana, e acho que a menina devia fazer o mesmo, não só com o vizinho do 11.º, mas com todos os amigos dele!... Kisses, desta sua porca.





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