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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Diário da Guerra - Hoje é o dia em que vou estar o tempo todo a agarrar-lhe na mão, a segurar-lhe bem na mão, a fazer-lhe sentir que está mesmo de mão dada comigo, e, se o sentir o tremer, aperto com mais força, não o largo, continuo a dar-lhe a mão, e se ele ficar para trás, aperto-o com força, e puxo-o para perto de mim. E quando já tiver a mão cansada, passo-o para o outro lado, e dou-lhe a outra mão. Deixo-o andar um pouco sozinho, um pouco sonhador, e depois volto a pôr-me ao lado dele, e volto a dar-lhe a minha mão, e aperto, e quando achar que ele já não precisa mais de mim, volto para o pé dele, e volto a dar-lhe a mão, e a apertar, muito apertada, muito com força, como se estivesse a apertar-lhe a mão pela última vez, por que hoje é o dia em que ele mais precisa de mim...

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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Pequena ode campestre, para o nascimento de Eduardo IV


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas




Dedicado ao Baby Boy Swin, e aos eduardos do futuro, com a estima do porvir, nos céus celestes



Outubro é o tempo de reinos sem roque, a pátria errante. No início vieram suões; para o fim, já reinava o vento forte. Lá pelo meio, Eduardo viu o Mundo e o Zodíaco da Balança. No zénite, reinava Úrano, solitário, o senhor do Aquário, a conjugar com o Sol a fremência dos progressos. Apostando fortes pujanças no Irracional, as turbulências de Vesta, em fogo, foram viradas para razões violentas e para o declínio da ordem do sistema antigo. Senhor de príncipes e princesas, a sua carta astral suporta-se na branca Canopus, e na azul Sírio e também na Procyon dos Dois Cães. Assim será, por natureza, idealista, e depois, pela adolescência, sonhador, por onde passará a seduzir com dons de Fomalhaut, e de Rigel, e da vermelha Aldebaran, a senhora alta dos Arcos do Touro. Não suportará que lhe contestem opiniões, e levará o fogo dos litígios a fundar em ordem tempos novos. O céu do nascimento pôs-lhe os astros plúmbeos bem abaixo do horizonte. Só a Lua se enxerga em crescente fino, e é parca arca d'Ísis a dotar-lhe oníricos e horas longas de contos maravilhados. Será sua a beleza natural, e a Justiça e o sentido do gosto apurado. É o que discretamente lhe dita o arcano último, de Achernar, Alpha Eridani, a senhora do "fim do rio". Hadward Frates, fildelfo, guardião das riquezas, senhor dos risos de ouro e dos galgos de prata dos céus e da terra, serás nascido num tempo ambíguo e sem senhor, e assim durarás além dos tempos, pois está escrito que também tu serás senhor.

(Quarteto em forma de zénite, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
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sábado, 9 de maio de 2015

Ravel - "Pavana Para uma Infanta Defunta" (1899 - versão para rolo de piano, tocada pelo autor, em 1922)

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