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segunda-feira, 8 de abril de 2019

"Fake News": "The Braganza Mothers", em colaboração com o PAN, apoia o regresso das noivas portuguesas do DAESH, e até já tem um destino para lhes dar: alojadas no campo de tiro de Alcochete, para ajudar os mancebos das forças especiais a treinarem-se para o combate contra o Terrorismo. O PAN quer ir ainda mais longe, e propõe que, mal chegue a época da caça, as viuvinhas do Daesh, filhas da puta, sejam espalhadas pelos campos e matas portuguesas, para diminuir o abate dos coelhos e perdizes, que nunca fizeram mal a ninguém. Só se quer que a Ana Drago e o Rui Tavares não obstruam o processo...

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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

A Vânia Cherif e a Catarina Almeida foram para a Síria, servir de bocas da servidão do Daesh. Por lá andaram, enquanto deu, e estão agora à rasca, quando deixou de dar. Dizem que não são terroristas, mas esquecem-se de que, no Daesh, todos são culpados, até prova muito sólida de inocência. Querem agora que o governo português as "ajude a voltar" (!). Ora, acontece que o governo português não tem, ou diz não ter, dinheiro para mandar cantar um cego, o que quer dizer que, mais tarde ou mais cedo, o regresso daquelas duas bocas do corpo do Daesh nos pode sair pesadamente dos bolsos, e como nos pode sair pesadamente dos bolsos, "The Braganza Mothers" sugere já uma solução rápida de apoio e auxílio para as duas gajas, e um modo de se tornarem imediatamente úteis à comunidade. Colaborem, e ajudem-nos a colaborar!...

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segunda-feira, 24 de setembro de 2018

A merda continua: os pais dos assassinos do Daesh, Edgar e Celso Costa, que Satã já levou para junto de si, e esperamos que de morte penosa, querem que as quatro fêmeas (duas para cada um!...) mais uma do criminoso de guerra Sadjo Turé, e as crias, mais do que dez, venham para Portugal, para os contribuintes portugueses, entre os quais nós e todos vocês, os sustentarem. Nós propomos uma solução muito mais rápida e barata, que é a que o pai dos celerados Celso e Edgar Costa seja posto fora daqui, e lhe seja pago um bilhete de ida, sem volta, para se ir juntar a essa família, da qual tantas saudades tem. "Não te esqueças de que podes fugir, mas não te podes esconder"... Que vá, que saudades cá não deixa, puta que o pariu!...

"O pai dos irmãos Costa (Celso e Edgar) tem feito contactos junto a várias entidades nacionais e internacionais para que ajudem a trazer as quatro noras (os irmãos Costa tinham duas mulheres cada um).

Celso e Edgar partiram de Massamá, Sintra, e fazem parte da designada "célula de Leyton", zona inglesa onde se radicalizaram e de onde partiram para o califado em 2013.

No autoproclamado estado islâmico tinham um papel destacado e chegaram a protagonizar vídeos de propaganda. As quatro mulheres e as crianças estão no campo de refugiados de Roj e Ain Issa, na Síria, numa zona controlada pelos curdos.

Os campos estão sob gestão da Cruz Vermelha e será também através desta organização internacional que o pai dos irmãos Costa tem feito os seus apelos. Com elas estará também a mulher de Sadjo Turé, outro da "célula de Leyton", cuja morte foi anunciada pelo DN em 2015.

As cinco mulheres têm ao todo cerca de uma dezena de crianças, a maior parte nascidos no califado, mas alguns ainda nascidos em Portugal e no Reino Unido".
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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

President Trump

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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

President Trump



Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas



Faço parte dos cidadãos do Mundo que têm observado a campanha americana com o sensor de tédio ligado ao máximo. Corrijo: faço parte dos cidadãos do Mundo cujo sensor de tédio há muito que discretamente me afastou dos desenvolvimentos da campanha presidencial americana. No outro dia, por desfastio, liguei a televisão e estava a passar uma gaja pausada, cheia de comprimidos. Rapidamente compreendi que ela se estava a candidatar contra um outro, bastante descomprimido e cheio de gajas, e que aquilo era o estado presente da coisa americana. Nada de estranhar, como nada é de estranhar, depois de Obama. Ela falava no mesmo tom com que as jeovás apocalipsam o fim próximo do Mundo, e ele no tom de quem acredita que é mesmo o Fim do Mundo, o que, da parte dele, é uma forma de imodéstia a mais.

A realidade é que no estado em que o Mundo está dá muito trabalho acabar com ele, ele, Mundo, e não Trump, e, depois de um pouco de observação, percebi que a senhora não tinha mais programa do que deixar que o Mundo não acabasse já, e o tipo, do que andar assustar a senhora com o trabalho que estava a conseguir dar a ela. Na verdade, numa termodinâmica de economias e consumos, ele gasta muito menos do que ela, já que, de cada vez que ladra, logo ela acorre a fechar todas as portas e janelas, o que é um colossal dispêndio de energia, para um simples ladrar. A coisa, ao fim de semanas, converteu-se num mero patético espetáculo de bancada, em que um apenas toureia os receios do outro, para que, por detrás do boneco da outra, logo venha uma multidão imensa compor o boneco, para se fingir que ela não está completamente borrada de medo, com o medo do boneco dele.

Acontece que, na nossa sociedade teresoaguilhermada, o boneco Trump até tem graça, e a graça do boneco Clinton é uma perfeita desgraça. E onde nada disto tem graça é que não estamos num reality-show, mas durante o processo de eleição para um dos cargos mais poderosos da Aldeia Global.

Alguns céticos comparam este processo penoso à fase catalética da Academia Sueca, e, num raciocínio de transitividade elementar, dar a Casa Branca ao Trump acaba por estar para o Donald, como o Nobel recentemente esteve para o Dylan, ou seja, o apertar de mão de duas formas muito próprias do vazio. O problema desta forma de analogias, é que, estando o Donald para o Dylan, também o Saramago teria estado para a Clinton, e isto começa a aproximar-se muito da realidade, já que radiografa a contemporaneidade americana, do mesmo modo que, ao longo dos tempos, o Nobel da Literatura nos foi revelando o relatório clínico da sua longa agonia.

Há muitos que preferiram lançar o Dylan no anedotário, mas o Dylan é uma coisa séria, aliás, ele é rosto de um estado de coisas muito sérias, tal como o Trump é a cara chapada de um certa seriedade do estado atual das coisas. Tudo o resto é axiomático, já que a morte da Literatura conveio muito bem à morte do Nobel da Literatura, depois de um processo em que o próprio Nobel procurou adiar a sua morte, aliando-se a alguns escritores, para depois se ter o inverso, com alguns escritores nado-mortos a procurarem no Nobel um impossível fôlego para a sua triste agonia, para chegarmos ao presente estado das coisas, em que este duplo velório mais não pode ser adiado.

Acontece que, como não sou pessimista, e a análise da coisa está mesmo num impasse, é importante que se lhe traga uma grelha mínima de leitura, e retomamos, ninguém duvida do estado moribundo da Literatura e do estado ainda mais moribundo do Nobel da dita cuja, e, não duvidando deste estado de coisas, era urgente que algo se fizesse, e assim se fez, atirando-se o prémio numa direção imprevista. A Academia fez o seu coming-out, e deu um salto kitsch, numa direção francamente hyppie. Mais friamente, e como caminhamos para uma Nova Idade Média, cheia de Webs Summits, onde a narrativa dos artefactos traz muito mais imaginação do que todos os milénios da Literatura -- sobretudo quando nessa literatura, como o Saramago, nenhum milénio estava guardado para qualquer poesia ou imaginação, -- a Academia resolveu atribuir o prémio a um bardo, relembrando que, nos anos da outra Idade Média, também a voz literária gravitava entre lugares da luz, só mantida pela voz dos trovadores, e aqui regressamos ao tema central, em debate nestas presidenciais, o próximo regresso à nova Idade Média.

Para os apologistas de que os políticos mais não são do que fantoches nas mãos dos interesses que os colocam lá, lanço agora o desafio de acreditarem piamente nas suas palavras, e olharem com os próprios olhos da sua perspetiva, na direção de Trump e da Senhora Clinton, já que, numa forma aguda, eles não representam mais do que o estado previsível dessa infeção. Para os seguidores de debates -- eu continuo a preferir os combates tradicionais de gladiadores --, esquecidos de que aquilo mais não é do que uma forma não muito sofisticada de entretimento, deve ter sido interessante perceber as jigajogas que estavam por detrás de um e de outro, sendo talvez a maior curiosidade destes eventos que, num puro desespero de causa, a viuvinha Clinton tenha desistido de defender qualquer ideia, e acabado a dizer que mais não era, afinal, do que o bastião final de defesa do atual estado de coisas.

Curiosamente, esse é o maior capital do Trump, uma personagem que se pensaria impossível, antes de termos assistido ao Putin, ao Barroso, ao Erdogan, ao Kim jong e a uns quantos outros que agora se instalaram pelos vários pelouros da contemporaneidade, já que, de cada vez que a outra se arroga vir, para defender todas as coisas tal qual como estão, imediatamente engrossam as fileiras dos cada vez mais prejudicados pelo establishment, e são muitos, e todos frutos das muitas facetas de tal estado insuportável de coisas. Trump é o Ronald Reagan possível de hoje.

Atrás, enganei-vos, quando vos disse que a Literatura estava morta. Não está, apenas mudou de palco, e escreve e continua a escrever, como eu acabei de fazer, e durante mil anos ela fez, rabiscando glosas e escólios na margem dos pergaminhos. Vocês caíram no erro e leram, validando a minha tese, e assim impugnando dylans, nobeles e saramagos, e assim vamos continuar. Creio que do desastre Clinton/Trump igualmente emerge uma leitura fria, que é a da agonia da Política. Depois de terça-feira, é provável que também regresse à margem dos pergaminhos, em glosas e escólios, queira lá isto dizer o que quer que seja. 


É óbvio que os perfis radicais podem ser perigosos, e, sem chegar a perorar, como certas cassandras, que é da massa dos Trumps que sempre se fizeram os hitlers, a verdade é que sempre foram as massas das clintons a permitir, no limite, que emergissem cada vez mais trumps, e eles são hoje, como se sabe, mais do que as mães. Está por comprovar que da massa das clintons emerjam quaisquer hitlers, mas não podemos dizer que dessa água não beberemos. Na verdade, as bolsas não têm hoje qualquer paciência para hitlers, e os catalisadores são-lhes indiferentes, desde que não colidam com a lógica dos mercados: quem se lhes oponha surge e evapora-se em dois dias, como os palermas do "Brexit", e este é o verdadeiro prognóstico da Era Trump, uma coisa que aí vem, independentemente do Trump. Depois de terça feira, iremos ver como é fraco o ladrar de qualquer político, perante as vozes de fundo das correntes que os mandataram, ou, mais frio do que isto, como essas correntes já podem prescindir do ladrar dos políticos para fazerem ouvir diretamente as suas vozes.



Aparentemente, tudo indica que o paradigma pós industrial está a querer mostrar, em direto, que já não precisa mais de atores públicos para se fazer representar social e politicamente, e isto é um ato profundamente político, já que terça irão eleger um balão vazio, perante uma plateia que está no mesmo estado do "À espera dos Bárbaros", do Kavafys, que nunca teve o Nobel. A isto chama-se "Era Trump", cuja maior encenação cenográfica, e preparação, tem sido, com bastante sucesso, o Daesh dos subúrbios.


O final deste texto é técnico. O sistema eleitoral americano -- que, no fundo, irá aproveitar esta oportunidade para mostrar que, contrariando tudo o que escrevi atrás, felizmente está vivo, mas na peculiar maneira -- assenta numa sólida topologia de alternância. A grande lógica do seu modelo matemático é uma invariância global dos ciclos de sístole/diástase, o que, trazido para a linguagem política, fala de uma estabilidade do modelo de sucessão entre períodos democratas e períodos republicanos. Por outras palavras, é o ciclo de alternância que é imutável, e são apenas os seus protagonistas que vão variando, assegurando sempre o mesmo programa eleitoral, petróleo, fabrico de armas e status quo. Os eleitores limitam-se a validar vagamente um xadrez de colégios eleitorais, e a isto se chama por lá democracia. A última demonstração da frieza deste sistema revelou-se quando Bush, a quem tinha sido incumbida a Missão Nine Eleven, teve mesmo de vencer Al Gore, independentemente da contagem local dos votos. Se é certo que este mesmo modelo revela algumas exceções, elas estão sempre associadas a períodos fortemente atípicos, que é o que aqui nos interessa, já que esta eleição, em novembro de 2016, apenas nos vai dar o sinal de estarmos perante um ciclo de estagnação, ou de necessitarmos mesmo de uma emergência de rotura, capaz de inverter a lógica do ciclo. Deste modo, creio que nos devemos serenamente concentrar em apenas três questões: "processa-se esta eleição num período de tal modo crítico que o ciclo de alternância se veja coagido a alterar-se momentaneamente?"; "É a Senadora Clinton de tal modo extraordinária que permita uma extensão anómala do ciclo democrata?" e "É Donald Trump realmente tão mau que mereça destruir a própria lógica profunda da alternância?".

Se respondeu uma vez "sim" a pelo menos uma destas questões, eu, e todos nós, já ficamos imediatamente a saber onde o meu caro leito iria votar. Pela minha parte, e sem querer ser pessimista, prefiro continuar a responder "não" às três questões, sendo certo que também não voto, nem quereria, num cenário destes. Certo é que todos nós, na próxima terça feira, nos iremos espantar com mais uma irónica solução da História.

Lá estaremos para ver, companheiros :-)




Quarteto da Era Trump, no adormecido "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e no "The Braganza Mothers"
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terça-feira, 4 de outubro de 2016

Diário do Saraiva - Daesh continua a invadir a Europa, com apoio das guardas-costeiras. Ontem, foram quase mais 6000, a partir da Líbia...

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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Diário do Saraiva - Começou a Batalha de Mossul, para libertação dos reféns nas mãos dos assassinos do Daesh

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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

O Daesh como lugar psicanalítico e fisiológico da decadência do Ocidente






Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas



Num tempo em que me não lembro bem de quando, nem onde, nem por quê, os órgãos de intoxicação social adotaram a mais errada das denominações para um recente grupo terrorista: começaram a chamar-lhe "Estado Islâmico", quando o seu verdadeiro nome era "Daesh", e não se encontrava sequer na Síria, ou no Iraque, mas um pouco por toda a parte, onde disséssemos Ocidente e Oriente, e nem sequer era uma invenção recente, mas antes uma longa construção da complacência e cumplicidade do Socialismo Fabiano com a destruição da Cultura Ocidental.

Há uma teoria da fisiopsicologia que diz que enlouqueceríamos, se fossemos forçados a dar todas as ordens necessárias ao funcionamento de todos os mecanismos automáticos do corpo. É algures, no bolbo raquidiano, que, entre outros, os processos autónomos da respiração e do bater do coração se desencadeiam. Que seria daquele organismo que tivesse de pensar, antes das sístoles e diástoles, ou de dar um  milhão de ordens para encher o peito?... Na realidade, todo este automatismo foi importado para toda a sociedade, e muitas das rotinas da nossa existência estão hoje ligadas ao seu automatismo próprio. Como já por vezes se disse, nas sociedades desenvolvidas atuais, qualquer indivíduo médio poderia seguir do nascimento à morte, apenas cumprindo regras e rotinas, sem sequer ter chegado aos lugares da Filosofia ou do divino.

Este acostumamento das coisas tem, na Natureza, um outro nome, já que pode ser aproximado, por analogia, da mimese, e a mimese é o poder de umas coisas passarem desapercebidas por outras, por mero efeito de infiltração e disfarce. O Daesh, camada sociológicas das sociedades ocidentais, estudou e pratica este princípio de mimese e de automatismo das nossas defesas e atenções. E ele não o faz de agora, fá-lo de há muito, sendo talvez o seu efeito mais espetacular o atentado às Twin Towers, onde nada deixaria prever que a imagem quotidiana do avião que cruza os céus ora anunciasse um terrível míssil contra um centro financeiro mundial. A suspeita caiu sobre os comboios, o metro, e todos os transportes. O Daesh tornou-nos todos os objetos familiares em inimigos potenciais. Tudo o resto são réplicas posteriores, as sociedade dos nómadas de ginásio e computador, dos turistas cegos, de fim de semana, em qualquer lugar barato da EasyJet, sempre com a perpétua mochila, onde o Daesh já infiltrou os seus sacos explosivos; os festivais de multidões alucinadas, de óculos escuros, por detrás dos quais o Daesh escondeu os seus últimos guerreiros suicidas; os idiotas de barba fardada, todos lançados nos concursos da ninfómana Teresa Guilherme, todos iguais, e todos ávidos de exibir sinais de virilidade compensadores da sua desvirilização física e mental, infindáveis multidões de burka maxilar, como se tivessem uma bota invertida calçada no queixo, e todos iguais àquele fundamentalista que se irá fazer explodir junto da Torre de Belém de Lisboa.

Por que, um a um, através das suas células adormecidas, o Daesh já infiltrou os hábitos, lugares e rotinas do Ocidente, tudo aquilo que fazemos sem pensar e todas as coisas que preenchem a normalidade da nossa escolha cultural, ou, por outra perspetiva, tudo aquilo que o Daesh odeia em nós, e jurou um dia exterminar. Na verdade, nós não poderemos viver a desconfiar de cada uma das coisas de que gostamos, nem passar a pensar em cada passo dado, com receio de que ele possa ser uma nova ratoeira do inimigo. O Daesh não é de hoje, é de há um tempo arcaico, e foi tendo várias faces, ao longo da História. Na nossa idade mediática, nós limitamo-nos a oferecer-lhe o próprio brinde de nem se ter de deslocar, para avaliar a eficácia do seu último atentado: a vertigem dos idiotas das "selfies", dos exibicionistas do "Facebook" e dos alucinados autistas do Twitter encarregou-se de o fazer, em tempo real, e de passar ao inimigo o máximo de informação por ele desejado. Este lado psicanalítico, em que o exibicionismo de uma sociedade malsã se cruza com o agrado voyeur dos assassinos é a verdadeira boda de sangue com os criminosos do Daesh.

É agosto, verão, e as próximas vagas de atentados estarão aí. Não sabemos se as sociedades continuam sem perceber que estão em risco final, e que o futuro breve pode ser uma multidão filhos da puta do calibre de Putin, Erdogan e Trump, a marcarem o Final dos Tempos. E até é provável que continuem sem perceber, ou que alguém, nelas, comece a ter de finalmente acordar. É verão, e é agosto, e são férias. Talvez seja tempo de perceber que estamos em guerra, e que um pouco de disciplina porventura fizesse bem, como treino de proteção das sociedades urbanas. Talvez vá chocar, mas que interessa, o enorme charme destes textos é exatamente a sua permanente capacidade de chocar. Poderíamos, assim, começar por impor uma disciplina de cara rapada, a todos os idiotas que visualmente se tornaram profetas de pacotilhas das cidades do ocidente. Seria uma mera prudência dos tempos de guerra, uma simples higiene contra o inimigo, uma lição de alerta e diferença, e um simples treino doméstico contra os infiltrados. Caras rapadas, e ordem de identificar, em cada esquina, quem não cumprisse este rapar obrigatório, uma medida breve, rápida e concisa, para dar a ver ao inimigo que assim lhe retirávamos, sem pudor, a forte arma da mimese.

Não iria hoje mais longe: podíamos aplicar esta medida, já, nos festivais de verão, em todos os lugares em que o Daesh, psicanaliticamente, não nos forçou a cancelá-los. E podíamos começar a rapar já queixos, por onde os víssemos e a respirar de alívio, da tarefa feita, e, porventura, a rezar (podem ser orações laicas, coisa de que o Ocidente bem, e tanto precisa, de ambos os lados da cortina...) e a rezar para o Daesh não se nos tivesse já adiantado, e acabássemos a rapar os queixos ensanguentados de mais um massacre no metro de Berlim.

Boas férias, leitores.




(Quarteto da mimese da morte, no "Arrebenta-SOL" (em pausa), no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
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terça-feira, 5 de julho de 2016

Diário do Marcelo - Daesh está farto dos rastejantes de Fátima, e planeia ataques. Os dias 13 são considerados particularmente fatídicos :-\

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sexta-feira, 1 de julho de 2016
quarta-feira, 29 de junho de 2016

Fuck Daesh!!!...

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