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sexta-feira, 9 de março de 2018

Grandes êxitos do "The Braganza Mothers" (2015), a propósito da acusação da "Operação Marquês": "Transcrições das escutas da "Operação Marquês" - "Pá, metes as folhas na gabardine do Soares, e o que não couber vem depois na mochila do Duda..."



Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas



Imagem do Kaos, e dedicada ao Carlos Diogo Santos, pela coragem, por outras imprevistas aventuras comuns, et... pour cause






Do CD 253, da série "collector's prize" do Juiz Carlos Alexandre


(17.30 da manhã, toca o telefone na Cela 44, Évora)



C.S.S - Posso falar?...

J.S. - Podes, pá, mas com cuidadinho...


C.S.S - Como 'tá a cena aí?


J.S. - 'Tá sombria, mas passa-se, pá, passa-se... tranquilo...

C.S.S - Tu precisas de alguma coisa?... A Sofia disse que tu andavas meio encaralhado...

J.S. - Pá, quem é que não está encaralhado, aqui fechado o dia inteiro?...E se fosse só isso, um gajo não pode estar à vontade, não pode falar, não pode comunicar. Bem basta o que basta, depois os mirones todos a toda a hora..., se eu tomar o pequeno almoço, aqueles badochas todos a olharem, a ver se tenho alguma coisa nos bolsos, porra, a marca dos sapatos, o cachecol... eu queria passar desapercebido, pá, isto não é exatamente o lugar para ter plateias, para dar entrevistas, conferências, um gajo agora precisa é mesmo de sossego...

C.S.S - Pá, de sossego, sim... mas também de resolver a vidinha. Tu viste na televisão o João a mandar a Laranjo para o caralho?... "Houve" lá, o gajo tem tudo no sítio, olhou para a gaja e disse à cara podre que ela cheirava mal, foda-se.. (risos) ah, cabrão d'um caralho, ele é cá dos nossos... (risos) havias de ver a cara da gaja, parecia que tinha levado com uma esfregona molhada naquelas trombas... (risos) O gajo é bom... E os cabrões dos jornalistas, pulhas d'um caralho, não gostam de ouvir as verdades. Ela, a perguntar aquelas merdas, e o gajo virou o focinho para ela, e disse "você chegue-se para lá, que você cheira mal!..." Não viste? Grande cena, um la feria mesmo a sério (risos) "Houve" lá, onde é que tu arranjaste aquele gajo?... Deve ter sido o primeiro que teve colhões para dizer que os jornalistas cheiravam todos mal...

J.S. - Não digas isso, que a Nanda fica fodida contigo: há os que cheiram mal e os outros, os que são nossos amigos. Acho que esse gajo ainda foi uma encomenda do tempo do Jorge...

C.S.S - Qual Jorge?...

J.S. - Pá, isso são conhecimentos do tempo de Belém, do Sampaio, não sei, o Pedro é que fez os contactos, o gajo tinha um folha pesada do tempo das FP-25, é capaz de salvar o pai da forca, até crimes de sangue ele consegue transformar em histórias da guilherme... O Jorge é que parece que o indicou, era amigo do Mortágua, das bombas...

C.S.S - O Sampaio?... A "Chorona"?... Esse gajo também está em todas, fininho, fininho, mas lá te empurrou para cima e passou um pano em cima daquela merda toda do "Casa Pia" (silêncio) Vocês, naquela altura, estavam mêmo à rasca... Andavam ou não andavam à rasca?...

J.S. - Isso já foi, pá, os gajos estavam mesmo a ver a vidinha a andar para trás, cada um nos seus colos..., os meus não metem mesmo isso, pá, como tu sabes, eu sou um gajo mais de estudos...

C.S.S - Então, é assim, a "Soufie" disse que estava com um caralho de problemas para pagar a casa de Montemor, isto já meteu o pessoal todo, é telefonemas para trás, telefonemas para a frente, e o caralho, a Tânia, a Sofia para a Mara, a Mara para Leiria... Ah, a propósito, o cheque do Francisco já foi depositado, discretamente, que estes gajos andam a controlar tudo, mas fica descansado que o cheque já foi depositado...

J.S. - Pá, agradece, quando puderes, vocês têm sido impecáveis, mas eu agora tenho de andar aqui com mais cuidado, leituras de manhã, à tarde e à noite...

C.S.S - Se o problemas são livros, eu posso ir aí levar... (risos)

J.S. - Olha, por acaso, é assim... Livros, até tenho..., queria ver era se arranjavas mais umas fotocópias dos testes do explicador do Duda, isto vai haver exames e eu e a Sofia queríamos que o puto estivesse nos conformes...

C.S.S - Mas queres que fotocópias?

J.S. - Só as dos testes do Duda. Todas as que arranjares, pá, todas as que puderes...

C.S.S - E faço como?...

J.S. - Pá, faz como puderes, mas à cautela, que os gajos andam a vigiar tudo...

C.S.S - Queres quantas, um molho de cem?...

J.S. - Traz o que puderes...

C.S.S - Vou falar com a Sofia. Vamos arranjar todas, o gajo (risos) vai fazer testes todos os dias... (risos) vai ser avaliação contínua... (risos) se o cabrão do Crato sabe disto ainda te rouba a ideia... (risos) Ah, meu sacana, quem diria que tu, aqui fechado em Évora, que tu ainda ias fazer a melhor reforma do ensino desta choldra... (risos)

J.S. - E quando é que tu trazes os testes?...

C.S.S - Olha, é assim, o cota acho que quer vir amanhã visitar-te outra vez... O gajo está mesmo apanhado, dizem que anda a identificar-se bués contigo..., chora, quando lhe falam de estares preso..., ah, caraças, os "nossos irmãos" nunca nos desiludiram...

J.S. - Pois...

C.S.S - Então, é assim, quando ele vier amanhã, podemos meter alguns testes na gabardina do avozinho (risos) acho que o vovô Soares vai pensar que são lenços para limpar o nariz... (risos) depois, para te passar aquilo para a mão, dizes que também tens a batata a pingar... (risos)

J.S. - 'Tá..., combinado... (risos)

C.S.S - ... e o resto traz o Perna. O gajo, porra, anda a odiar esta merda da publicidade, tem medo que lhe estraguem a carreira, e tem razão, isto bem visto, se não for controlado, ainda nos pode foder a vida a todos...

J.S. - ... e os testes chegam quando?...

C.S.S - Pá, já te disse que o nafarros vem amanhã, e passam muitos no bolso. Se for preciso, repete-se a visita, e vem outra vez para a semana... Quantas tu quiseres (risos), até pode vir visitar-te todos os dias... (risos) e o resto nós metemos na mochila do Duda e ele vem trazer... até acabar...

J.S. - Pá, não sei como te agradecer...

C.S.S - Mano, somos amigos, a amizade é para isto que serve...

J.S. - Eu sei, há muitos anos que conto contigo, com o Pedro, com o Man'el, pá, se não fossem vocês... (pausa)

C.S.S - Deixa lá isso para lá, pá, agora deu-te para a sentimentalidade, um gajo quando anda nestes filmes tem de deixar a sentimentalidade para o lado, ou não é?...

J.S. - Claro que é!...

C.S.S - Olha lá, se tu agora fosses um gajo livre, sei lá, como vais ser, quando a gente te tirar daí... (pausa) Escuta, posso fazer uma pergunta?...

J.S. - Claro

C.S.S - Escuta, se tu agora fosses um gajo livre..., preferias que eu te trouxesse os testes do explicador do Duda, ou... (pausa) ou... (pausa) ou... dinheiro?...

J.S. - (silêncio)

C.S.S - Zé, responde, assim na boa, na boinha mesmo...

J.S. - (silêncio)

C.S.S - Zé, escuta, 'tou eu só aqui e mais a tua mãe...

J.S. - (pausa) ... a minha mãe está aí?...

C.S.S - Sim, temos estado a discutir essas cenas dos testes. Sabes que ela sempre foi impecável em tudo, impecável, nunca disse não, e avançou sempre p'á frente... (pausa) E é por isso que eu 'tou a repetir a pergunta, Zé, se fosses um gajo normal, cá fora, com a folha limpa, um gajo pronto para avançar, para ser o nosso Presidente da República..., Zé..., um gajo com a pica toda, Zé..., escuta... vais responder?... Se tu 'tivesses na muito boa, preferias os testes do Duda, ou... money, money, money?...

J.S. - (silêncio)

C.S.S - Zé, 'tá aqui a tua mãe ao lado, tudo na boa, tranquilo, preferias os testes do explicador do Duda, ou papel do limpo?...

J.S. - (silêncio)

C.S.S - "Houve", 'tamos só nós os três, eu tu e ela... Preferias os testes, ou dinheiro?...

J.S. - (silêncio)

C.S.S - (silêncio)

J.S. - (silêncio) ... os testes

(Fim da escuta)



(Quarteto do ai, duda, duda, duda, duda a minha agulha, aduda, aduda aduda o meu dedal, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")


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terça-feira, 6 de março de 2018

Grandes êxitos do "The Braganza Mothers" (2015), a propósito da acusação da "Operação Marquês": "Transcrições das escutas da "Operação Marquês" - "Se esta merda entornar, eu sou capaz de pôr o Rui Pedro Soares a pagar-me a candidatura às Presidenciais..."



Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas


Imagem do Kaos




Do CD 22, da série "collector's prize" do procurador Rosário Teixeira

(1 da manhã, toca o telefone Louis XVI, na Avenue du Président Wilson)


C.S.S. - Mano, desculpa a hora...

Zé - Tá-se bem, não há espiga, a hora mudou. Já tens os bilhetes?

C.S.S. - Tá tudo organizado, deixa cá confirmar... Formentera... O carro está alugado, e já encomendei o serviço das refeições ao hotel, é só mesmo para descansar, para virarmos as costas a esta merda toda, fogo, a Inês anda doida por uma folga...

Zé - ... e vamos ter uma folga, pá... (risos) Mais uma... (risos) mas, olha lá, está tudo como combinado?...

C.S.S - ... tudo como combinado, só nós quatro, tudo incluído, Migjorn só para aqui, para o pessoal...e vamos a partir de Madrid, e não de Lisboa, para evitar que os cabrões dos paparazii venham atrás. Até lá, cada um safa-se por si. Depois, é tudo ao molho, e fé em deus. Até já troquei as horas, e está tudo registado como "trabalho", e os nomes são os do costume, nada de coisas que os gajos bifem. Ficou a Inês, a Madame "S." e tu vais como Engenheiro Roldão. Ainda estive para te registar com o nome do Mão de Ferro, mas é melhor não dar abébias ao pessoal, esses gajos, c'um caralho, parece que farejam a desgraça!...

Zé - Pá, eu só quero é saltar daqui para ver o mar, saltar para curtir uma bruta folga... Mais uma (risos). Por que eu, depois..., depois, eu quero mesmo começar a estudar a sério...

C.S.S - Estudar, ou "livros"?... (risos)

Zé - ... As duas, pá, as duas (risos) já sabes que uma não vai sem a outra... (risos) Aliás (risos) nem podia... (risos) Estudar sem "livros" é para os pobres (risos) e para o Relvas!... (risos)

C.S.S - ... e (risos) ... para os Gajos da Função Pública (risos) ... Nós somos privados, e tu és do Ministério, ou já foste, de vários ministérios, pá, e já deste muito ao litro para os cabrões deste país, um gajo agora quer é descanso, sopas e descanso... (pausa) Olha, 'pera aí que eu tenho o 'Berry a tocar... (pausa) É o Rui, está a perguntar se precisas de alguma coisa...

Zé - Pá, desse... (risos) pá, desse... só mesmo se forem fotocópias (risos) As fotocópias desse gajo são as melhores do país e... e... de Formentera... (risos)

C.S.S - ... e de Paris, pá (risos) e de Londres, e o caraças!... (risos)

Zé - ... do mundo inteiro, sim, caraças, e... Caracas... esse toino tem cá uma escola, vê-se bem que é um Soares de gema (risos) Se eu tivesse um tio daqueles também era uma grande puta (risos)

C.S.S - ... e não és, pá?... (risos) não me digas que deixaste de ser uma grande puta... (risos) Olha lá, tu já te olhaste ao espelho, Zé?... Tu já viste que consegues ser pior do que as gajas todas que te andam a chular?... (risos) Zé, tu és um sacana do caralho, pá, mas a verdade é que ele ainda consegue ser melhor no papel dele... (risos), os cabrões lá do Parlamento, a quererem que ele "fala-se" de robalos e o gajo, o tempo todo, só falou do "padrinho"... (risos) Grande cabrão, acho que eles nem perceberam que o gajo os estava a rebaixar (risos). Aquilo é uma grande família, todos juntos, muito unidos, para onde vai um vão sempre todos. O velho, então, fogo, não larga um gajo e acho que é daqueles que é fiel até à morte... bem, à morte não digo, mas acho que é fiel até à prisão (risos) sim, é... Uma grande família, mano, até melhor do que a tua, pá (risos), e a olha que a tua já é muito p'á frente, pá, muito p'à frente... (risos)

Zé - Tu também andas agora com inveja da minha mãe, fogo?... Olha que a gaja até o "je" surpreendeu..., nunca pensei que a velhota fosse tão boa em contas de cabeça...

C.S.S - A velha faz contas de cabeça?... pensei que fossem só contas de sumir (risos)

Zé - De sumir, não, pá, de se orientar, e manter a vidinha dela... e a nossa, meu... dá muito jeito quando ela despeja uns números na conta, assim, muito low profile, muito doméstica, como convém, pensar que um gajo agora anda muito mais folgado do que quando eram aquelas cenas de andar a fingir governo, pá, nunca falamos disso, mas aquela cena desgasta para caralho..., 24 sobre 24 horas, a fazer teatro, a mentir...

C.S.S - ... a mentir e com os cabrões dos jornalistas sempre atrás, um gajo não pode dar um peido que tem logo a Tânia Laranjo, o Carlos Diogo Santos e a cabrona da Cabrita em cima, (cospe) mas eu já estou como tu, eu agora quero é que eles se fodam, por isso é que eu fui para a privada, golpes só na privada, o Estado só serve para aparar quando correr mal, mas tu agora também está de palma, numa boa, tudo calminho tá-se bem, esquecer essa merda toda, agora é cagar e andar, e vamos embora, e vamos ter uma bruta folga... (risos) Fromentera, here we are!!!... (risos)

Zé - ... Isso, Fromentera, descanso, e depois estudos... Mas a gente nem fala muito disso, mas faz-me um bocado falta aquela adrenalina dos golpes, um dia destes faço-me outra vez ao palco...

C.S.S - Para a Política outra vez?... Deixa-te disso, chavalo!... Caga nisso, mano, a Política só interessa aos Políticos, tu agora estás bem, foste lá ganhar o teu, fizeste bem, fizeste como os outros, agora já tens o teu, estás bem, aproveita para curtir, deixa lá os gajos afundarem o resto desta merda. Não precisas daquilo para nada, não és como o Portas, o gajo é que precisa daquilo, já sabe que no dia em que vier para fora, vai de cana, tu não és como o Portas, tu és um gajo honesto, ninguém te pode apontar nada...

Zé - Honesto?... (risos)

C.S.S - Pá, honesto, é uma forma de dizer, mas tu não és o estilo de gajo que alguma vez fosse dentro, tu és um gajo que consegues dar sempre a volta, é ou não é verdade?... Por isso é que eu tenho muito orgulho em ti, mano, já sabes que comigo contas para o quiseres, para a Política não digo, mas podias apontar para uma coisa mais calminha, assim, no privado, como eu. Já fizeste a cena das energias alternativas, aquilo é um buraco do caralho, mas os gajos pensam que estão nas ecologias, e o pessoal, por trás, os testes todos falsificados, a faturar a dobrar, o Mexia já mexia nessas merdas no tempo do Cavaco, e encheu-se, ou não encheu?... Os plutónios também já não digo, por que essa merda queima, e pode queimar muito... e também andar em jogos com os iranianos... bom, isto até nem é conversa para telemóveis, que nunca se sabe se estão a ouvir, mas há aí umas cenas que o Amado uma vez me passou, do H.A.R.R.P., ou lá que merda é essa...

Zé- H.A.R.R.P.?... que é essa cena?...

C.S.S. - Não sei, mas acho que tem a ver com tempestades atmosféricas, tipo, um gajo altera o clima e aquilo começa a matar gajos... Uma cena bué grande e bué secreta. O pessoal de Caracas e de Bogotá deve saber dessas merdas, se quiseres, eu telefono, ou falas tu com o Amaro ou o Seixas da Costa, mas agora só depois de virmos, tá?... Mas agora, política, política, não estou a ver, a não ser que chutes para cima, pá, não sei,... tipo, já que estás numa de regresso, sei lá, ministérios já fizeste, também já deste a tua para governos, uns melhores que os outros, também não convém exagerar, da última vez, ficaram alguns rabos de fora, mas acima disso, pá, não sei, isto é um "supônhamos", podias fazer como o outro, do Alzheimer, o corcunda de Belém... sei lá, José Sócrates, candidato presidencial, hein?... que tal, levares os teus dotes e direitos políticos até bem alto... enfim, bem alto, nesta choldra?...

Zé - Não 'tá mal visto. Precisava é que pagassem uma cena dessas...

C.S.S - Pá, pagar, não sei, mas o Rui de certeza que, se falar com a família, te arranjam fotocópias, havia de ser uma cena do caralho, tu a concorreres contra, sei lá, não sei quem é que os gajos vão empurrar desta vez, o Marcelo não é, de certeza, que esse, se perceber que não ganha logo, atrapalha-se, e se não ganha logo, perde logo... Mas fazia-te bem uma cena dessas, com pose de estado à henrique santana..., o Senhor Presidente da República, José Sócrates Pinto de Sousa, parece que estou a ver... E já viste, os gajos do "Expresso" a fazerem-te o boneco e a manipularem as sondagens, e a entrevistarem-te, e tu a falares de cima (risos)

Zé - O "Expresso" não sei, mas eu ainda tenho umas cenas a ajustar com os gajos do "Sol"... Acho que precisava de lhes dar um bruto entalão... Uma daquelas feias, que ficam para o resto da vida..

C.S.S - Isso, estilo, tipo, método, sei lá, Rui Pedro Soares..., mão de ferro, Pinto da Costa: esse, para ganhar os jogos que não compra ameaça os gajos no balneário, se não ganhas, ponha a tua filha nas mãos dos McCann, foda-se, e a tua gaja numa casa de alterna, a dar serventia aos angolanos, fogo, isso não..., os gajos acagaçam-se logo, e ganham tudo. Ganham, ou não ganham?...

Zé - Sim, ganham, mas com os jornalistas é pior, um gajo tem de telefonar muitas vezes a ameaçar e há uns que não prestam mesmo, aquele cabrão do Saraiva foi levado pela reinserção social para uma cave, mas mesmo assim não aprendeu nada. Pá, esse está cá atravessado, e não perde pela demora, pá, juro-te, nem que seja a última coisa que eu faço na vida... E os badochas do "Correio da Manhã", pá, esses até os engolia vida, filhos da puta!...

C.S.S - Mano, está a ficar bué tarde. Vais fazer o quê?... Eu ainda vou enfardar uma sandocha...

Zé - Sandocha?... A esta hora uma sandocha não me mata a fome. Acho que vou antes nuns robalos...

C.S.S - Robalos?... (risos) Robalos simples?... (risos)

Zé - Simples, não, pá, robalos à minha maneira: robalos à moda dos livros (risos)



(Quarteto das belas providências acauteladas, ai, que desprezível que eu sou e ainda me publicam as fotos de vibrador todo enterrado nas bordas!..., no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

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segunda-feira, 4 de abril de 2016

Exclusivo "The Braganza Mothers": a partir de amanhã, e fruto da participação da nossa equipa no ICIJ, uma longa reportagem sobre os nomes portugueses envolvidos nos "Panama Papers"

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sexta-feira, 4 de março de 2016

"Grandes êxitos do "The Braganza Mothers I" (2006/07): "Hoje não me apetece ouvir Haydn"



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Dedicado ao João Gonçalves do "Portugal dos Pequeninos"

Uma pessoa não pode andar em permanente estado de choque, mas tudo aponta para isso.
Hoje, de manhã, prometi que a tensão iria aumentar e vai, vai mesmo, pois.
Portanto, é assim: quando António Costa, figura número dois do execrável Governo de Sócrates, o governo ao serviço do maior número, e dos mais perigosos, interesses que já existiu em Portugal, pensei imediatamente que, num período crítico -- lá fora, já teria apanhado com um valente par de patins... -- o Vigarista de Vilar de Maçada vinha apenas fazer uma... sondagem.
Não perdia grande coisa: Lisboa tornou-se num raquítico subúrbio desabitado dos seus gigantescos subúrbios satélites, onde é mais fácil apanhar uma facada numa esquina das Avenidas Novas do que encontrar uma tia, a cair da tripeça, à porta da defunta "Versalhes".
Quando, se, como desejamos -- e tudo faremos para isso -- António Costa perder Lisboa, toda a gente, incluindo o súcubo da "Independente" se poria a assobiar para o ar, uma Câmara, ainda que de grande aldeia, não é o Governo, a Esfera Imóvel, a Cornucópia das Benesses, dos Eternos Crescimentos Virtuais, da Retoma-em-primeira-com-o-carro-permanentemente-engasgado-a-não-subir-a-rampa.
E Sócrates é Sócrates, desde a cicuta e da... mãe dele, para fazer a rima.
Todavia, a coisa é muito mais grave do que parecia: ELES, o SISTEMA, os ABADES, todos, ou quase todos os responsáveis, em todas as áreas do bloqueio do Estado Português estão aí, aliás, AQUI.
Não se espante, se encontrar um seu vizinho, um "olha-olha-cá-está-este-outra-vez", porque é mesmo verdade.
Sim, é ele, aliás, SÃO ELES.
AQUI, já lhes demos um primeiro tratamento, o segundo virá até Julho, diária, incansavelmente, como todas as armas que tivermos ao dispor, porque António Costa não é o Candidato de Lisboa, nem o Candidato de Sócrates, nem o Homem do Governo, António Costa é o mais descarado medir da tensão da COISA, do SISTEMA, do REGIME, a que já se assistiu.
Contas feitas, são os mesmos da Comissão do Manuel (de dia) Maria (de noite) Carrilho.
Você, boquiaberto, como eu, pode perguntar o que une António Serzedelo, Ana Zanatti, António Toscano, Filipe La Féria, Nuno Crespo, Manuel Luís Goucha ou Rui Vieira Nery, e eu poder-lhe-ia responder que... "um certo modo sexual de ser".
O que reuniria Inês Pedrosa, João Pinharanda, Possidónio Cachapa, Eduardo Prado Coelho ou Júlio Isidro? E eu teria de dizer: "A mesma mediocridade".
O que têm de comum Alexandre Melo, Tomás Taveira, ou Vítor de Sousa?... E eu teria de falar de "um certo gosto arquitectónico das traseiras".
Decerto o gosto do, enfim... "preto" reúne Manuel Reis, Leonor Coutinho e... uma pessoa que não posso pôr aqui (fica a dever-me essa, querida...).
Um "bacalhau já antigo", com Maria Velho da Costa, Maria Teresa Horta, Teodora Cardoso, ou Graça Lobo...
Mas a merda grossa vem a seguir: o eterno grupo dos "Pedros", que bloqueou a produção artística portuguesa num marasmo enconado de Américas Plagiadas, o Pedro Proença, o Pedro Portugal, José Pedro Croft, o Julião "Sarnento", o Leonel Moura, o Jorge Molder, o etc...
O Grupo dos Apreciadores de "Negócios", Vasco Franco, Carlos Monjardino, Armando Vara, António Almeida Santos, Murteira Nabo ou Horácio Roque.
Bom, eu não tenho todo o tempo do mundo para perder aqui: vamos, assim, directos à parte pior, os "sem-vergonha": Vasco Lourenço, José Sócrates, Edite Estrela, Emídio Rangel, Mário Zambujal, Freitas do Amaral, e outros que você aqui queira incluir, já que, à Umberto Eco (primeira maneira), esta Comissão de Honra é uma "Obra Aberta".
finalmente, o Limbo: Jorge Coroado, Nelo Vingada, Carlos Lopes e Manuel Maria Carrilho.
ah, sim,
e o Limbo dos Limbos: Eduardo Ferro Rodrigues, em representação de Paulo Pedroso, Hermann José e de todos os nomes que ficaram para trás, nos bons tempos em que António Costa não pretendia influenciar os eleitores de Lisboa, mas tão-só o funcionamento do Estado de Direito.
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quarta-feira, 2 de março de 2016

"Grandes êxitos do "The Braganza Mothers I" (2006/07): "Elogio do Verde Pinho"



Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas



Eu gosto muito do Ministro da Economia: ele detém um suave milagre, que é o de conseguir manter-nos a crescer, no preciso instante em que tudo está a fechar. E isto é apenas a parte objectiva.
Depois, vem a parte subjectiva e, obviamente, a mais importante: tem bom ar, misto de nascituro de sete meses com batráquio dos novos charcos do Alqueva, e porque sabe, como ninguém, manter aquela magnífica pátina morte-em-veneza, que marca muitos dos membros deste Governo. Sente-se que a sua escolha teve, de raiz, o critério do velho baboso, que se "lêmbia" todo ao ver passar aquele adolescente promissor, que era o nosso socrático Tadzio.

Passaram os tempos, e Tadzio encaneceu, as babosas tornaram-se ainda mais babosas, foram a ministras, e tingem agora o cabelo todos os dias -- lembram-se daquele Ministro das Finanças que se foi embora, porque estava a perder dinheiro com a acumulação das reformas?... Lindo, sempre que chovia, escorria-lhe o piche do cabelo pela cara afora...

Adiante.


Disseram-me, já nos tempos do Santana, que havia uma chave secreta naquelas pulseirinhas, de pano, do Bonfim, que ambos trazem amarradinhas ao pulso: parece que, se for no pulso direito, é porque batem punhetas a si mesmos; se for no esquerdo, que passam a vida a masturbar os outros. Como sou canhoto, e, para além disso, torto e daltónico, como raramente os vejo ao vivo, e como na televisão, é como nos espelhos, o que é direito passa a esquerdo, e o que é esquerdo parece ser direito, fica para os estimados leitores a descoberta dessa chave encriptada da Retoma: punheta dele, dos outros, ou, como diz o Alexandrino, dos grilos.
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Grandes êxitos do "The Braganza Mothers I" (2006/07): "Testámos o Simplex"



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Eu, que sou muito mauzinho, resolvi testar hoje a coisa, e fui, mais a Rebarbado d'Abreu para o telefone, gozar o prato, toca de ligar para um daqueles organismos públicos com nomes idiotas, cheios de amigos dos partidos, e atende uma gaja do lado de lá, meio arrogante, não percebi se era a amante de algum chefe de gabinete, se era só um tom de pré-excedentária, eu, espera aí, filha, que já levas a dose, viro-me para ela, e ponho aquela minha vózinha de Branca de Neve, da fase em que andava a ser aleitada, ao mesmo tempo, pelos Sete Anões, e digo-lhe assim:
-- Olhe, é que eu tenho cá em casa uma irmã cega...
E ela:
-- Cega?...
E eu:
-- Sim, cega, mesmo daquelas cegas dos olhos, e que para além disso, ainda tem um defeito horrível, que é estar o dia inteiro metida em casa, a ler o "Diário da República", de uma ponta à outra... Só que ouvimos mesmo agora na televisão o Senhor Primeiro-Ministro dizer que vai deixar de haver edição em papel, e a minha irmã já está cheia de comprimidos, e nós queríamos saber o que fazer, porque ela, se não ler todos os dias o "Diário da República"... (e fiz ali uma pausa estratégica) se não ler todos os dias o "Diário da República"... ela... mata-se!...
(silêncio)
A outra suponho que tenha ficado aterrorizada. E eu:
-- A senhora está-me a ouvir?...
E a outra:
-- Estou, estou... Acha que ela se mata mesmo?...
E eu:
-- Ai, mata, mata, que eu já a conheço há muitos anos...
-- Então, espere só um bocadinho...
(Tempo de bichanar. Bichanou para trás, e bichanou para diante, e bichanou para o lado)
-- Olhe, é assim, o meu chefe ainda não veio da hora do almoço, mas tenho aqui uma colega que diz que, nesse caso...
E eu:
-- Sim?...
-- ... nesse caso... só se for com um monitor com picos...
E eu:
-- Ai, muito obrigado pela sugestão, vou já à loja ver o que encontro, dentro do género.

É evidente que escorregámos os dois pelas paredes a rir: "um monitor com picos!...", às tantas, até fabricado pela Opel, puta que pariu a galinha, pensámos numa solução muito melhor, e que vai ser assim -- Senhor Engenheiro, apanhe esta bola, que nós não duramos sempre!... -- Para os invisuais, o "Diário da República" irá passar a estar disponível em formato mp3, de livre e fácil... "download", assim nos ajudem as bandas largas que para aí vegetam.
Quanto às vozes necessárias à leitura, proceda do seguinte modo: é evidente que todos nós gostaríamos de ouvir a sua voz aflautada, arrogante e pastosa, permanentemente a descambar para o delico-broche, mas é evidente que os seus múltiplos afazeres demagógicos e governativos o impedem de tal, pelo que os textos da Primeira Série deverão ser monocordicamente lidos pelo Eng. Guterres -- pessoa que até acho que foi o último Primeiro-Ministro decente e humano de Portugal -- coisa que, nem por isso, lhe retira o mérito de ter um excelente timbre e uma boa colocação de voz, e, sobretudo, um inegável engenho de picareta falante, muito próximo da retórica do “Diário da República”. Depois, sempre que haja uma daquelas torcidelas para-jurídicas mal-justificadas, a voz do Engenheiro será substituída pelos gargarejos de “Miss Fardas”, ora uma oitava acima, ora uma oitava abaixo, bem mais empolgada, e com um toquezinho hitleriano, para o amblíope sentir que ali há mesmo marosca; por fim, quando houver uma daquelas vergonhosas enfiadelas à pressão de assessor, amigalhaço, compadre ou amante, ou escandalosa remuneração, aparecerá a inconfundível voz e ritmo de Odete Santos, a ler o texto, com um descarado sotaque rasca de crítica, a dar a entender que vem ali porcaria da grossa; e quanto ao resto, todas aquelas conhecidas medidas diárias, e inúteis, para manterem o ceguinho bem entretido, serão cantadas, em voz de soprano lírico-spinto, pela defunta Natália de Andrade, mas já remasterizada e completamente dolby-soroundada, como pede qualquer bom choque tecnológico português.

Bem haja.
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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Diário da Guerra - Francisca Van Dunem não confirma, nem desmente, qualquer relação entre a detenção de Nestor Cerveró e André Esteves e a aguardada detenção de Paulo Portas

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sexta-feira, 27 de novembro de 2015
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Diário da Guerra - Enquanto Primeiro Ministro, já José Sócrates recebia dinheiro dos gajos da Lena, dinheiro limpo, nada a ver com o tráfico de plutónio para o Irão e arredores, nem com os estados ligados à expansão do Fundamentalismo Islâmico, como a Líbia e os amigos da Líbia, graças a Deus, aliás, graças a Alá..., enfim, achamos que nem por isso..., sim..., graças a Jeová, que é nesse tabuleiro que a cota, a Adelaide Monteiro joga, para datar o Fim do Mundo. Puta que os pariu!...

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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

José Sócrates, o vigarista de Vilar de Maçada, prometeu fazer, no seu programa televisivo, publicidade à Venezuela do defunto Chávez. A novidade é que ia fazer publicidade só por carinho, uma coisa só de amigos, e não ia receber nada em troca, como atestam as escutas da Operação Marquês, onde não se fala uma só vez de fazer publicidade da Venezuela a troca de "fotocópias dos testes do explicador do Duda"... sim, esperem lá que eu vou confirmar... sim, nas escutas, não há nenhuma referência a fazer publicidade na RTP à Venezuela, a troco de testes das explicações do Duda, não, não há, mas a verdade é que ele também não fez publicidade à Venezuela, não foi?...

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quinta-feira, 5 de novembro de 2015
quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Transcrições das escutas da "Operação Marquês" - "Pá, metes as folhas na gabardine do Soares, e o que não couber vem depois na mochila do Duda..."



Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas



Imagem do Kaos, e dedicada ao Carlos Diogo Santos, pela coragem, por outras imprevistas aventuras comuns, et... pour cause






Do CD 253, da série "collector's prize" do Juiz Carlos Alexandre


(17.30 da manhã, toca o telefone na Cela 44, Évora)



C.S.S - Posso falar?...

J.S. - Podes, pá, mas com cuidadinho...


C.S.S - Como 'tá a cena aí?


J.S. - 'Tá sombria, mas passa-se, pá, passa-se... tranquilo...

C.S.S - Tu precisas de alguma coisa?... A Sofia disse que tu andavas meio encaralhado...

J.S. - Pá, quem é que não está encaralhado, aqui fechado o dia inteiro?...E se fosse só isso, um gajo não pode estar à vontade, não pode falar, não pode comunicar. Bem basta o que basta, depois os mirones todos a toda a hora..., se eu tomar o pequeno almoço, aqueles badochas todos a olharem, a ver se tenho alguma coisa nos bolsos, porra, a marca dos sapatos, o cachecol... eu queria passar desapercebido, pá, isto não é exatamente o lugar para ter plateias, para dar entrevistas, conferências, um gajo agora precisa é mesmo de sossego...

C.S.S - Pá, de sossego, sim... mas também de resolver a vidinha. Tu viste na televisão o João a mandar a Laranjo para o caralho?... "Houve" lá, o gajo tem tudo no sítio, olhou para a gaja e disse à cara podre que ela cheirava mal, foda-se.. (risos) ah, cabrão d'um caralho, ele é cá dos nossos... (risos) havias de ver a cara da gaja, parecia que tinha levado com uma esfregona molhada naquelas trombas... (risos) O gajo é bom... E os cabrões dos jornalistas, pulhas d'um caralho, não gostam de ouvir as verdades. Ela, a perguntar aquelas merdas, e o gajo virou o focinho para ela, e disse "você chegue-se para lá, que você cheira mal!..." Não viste? Grande cena, um la feria mesmo a sério (risos) "Houve" lá, onde é que tu arranjaste aquele gajo?... Deve ter sido o primeiro que teve colhões para dizer que os jornalistas cheiravam todos mal...

J.S. - Não digas isso, que a Nanda fica fodida contigo: há os que cheiram mal e os outros, os que são nossos amigos. Acho que esse gajo ainda foi uma encomenda do tempo do Jorge...

C.S.S - Qual Jorge?...

J.S. - Pá, isso são conhecimentos do tempo de Belém, do Sampaio, não sei, o Pedro é que fez os contactos, o gajo tinha um folha pesada do tempo das FP-25, é capaz de salvar o pai da forca, até crimes de sangue ele consegue transformar em histórias da guilherme... O Jorge é que parece que o indicou, era amigo do Mortágua, das bombas...

C.S.S - O Sampaio?... A "Chorona"?... Esse gajo também está em todas, fininho, fininho, mas lá te empurrou para cima e passou um pano em cima daquela merda toda do "Casa Pia" (silêncio) Vocês, naquela altura, estavam mêmo à rasca... Andavam ou não andavam à rasca?...

J.S. - Isso já foi, pá, os gajos estavam mesmo a ver a vidinha a andar para trás, cada um nos seus colos..., os meus não metem mesmo isso, pá, como tu sabes, eu sou um gajo mais de estudos...

C.S.S - Então, é assim, a "Soufie" disse que estava com um caralho de problemas para pagar a casa de Montemor, isto já meteu o pessoal todo, é telefonemas para trás, telefonemas para a frente, e o caralho, a Tânia, a Sofia para a Mara, a Mara para Leiria... Ah, a propósito, o cheque do Francisco já foi depositado, discretamente, que estes gajos andam a controlar tudo, mas fica descansado que o cheque já foi depositado...

J.S. - Pá, agradece, quando puderes, vocês têm sido impecáveis, mas eu agora tenho de andar aqui com mais cuidado, leituras de manhã, à tarde e à noite...

C.S.S - Se o problemas são livros, eu posso ir aí levar... (risos)

J.S. - Olha, por acaso, é assim... Livros, até tenho..., queria ver era se arranjavas mais umas fotocópias dos testes do explicador do Duda, isto vai haver exames e eu e a Sofia queríamos que o puto estivesse nos conformes...

C.S.S - Mas queres que fotocópias?

J.S. - Só as dos testes do Duda. Todas as que arranjares, pá, todas as que puderes...

C.S.S - E faço como?...

J.S. - Pá, faz como puderes, mas à cautela, que os gajos andam a vigiar tudo...

C.S.S - Queres quantas, um molho de cem?...

J.S. - Traz o que puderes...

C.S.S - Vou falar com a Sofia. Vamos arranjar todas, o gajo (risos) vai fazer testes todos os dias... (risos) vai ser avaliação contínua... (risos) se o cabrão do Crato sabe disto ainda te rouba a ideia... (risos) Ah, meu sacana, quem diria que tu, aqui fechado em Évora, que tu ainda ias fazer a melhor reforma do ensino desta choldra... (risos)

J.S. - E quando é que tu trazes os testes?...

C.S.S - Olha, é assim, o cota acho que quer vir amanhã visitar-te outra vez... O gajo está mesmo apanhado, dizem que anda a identificar-se bués contigo..., chora, quando lhe falam de estares preso..., ah, caraças, os "nossos irmãos" nunca nos desiludiram...

J.S. - Pois...

C.S.S - Então, é assim, quando ele vier amanhã, podemos meter alguns testes na gabardina do avozinho (risos) acho que o vovô Soares vai pensar que são lenços para limpar o nariz... (risos) depois, para te passar aquilo para a mão, dizes que também tens a batata a pingar... (risos)

J.S. - 'Tá..., combinado... (risos)

C.S.S - ... e o resto traz o Perna. O gajo, porra, anda a odiar esta merda da publicidade, tem medo que lhe estraguem a carreira, e tem razão, isto bem visto, se não for controlado, ainda nos pode foder a vida a todos...

J.S. - ... e os testes chegam quando?...

C.S.S - Pá, já te disse que o nafarros vem amanhã, e passam muitos no bolso. Se for preciso, repete-se a visita, e vem outra vez para a semana... Quantas tu quiseres (risos), até pode vir visitar-te todos os dias... (risos) e o resto nós metemos na mochila do Duda e ele vem trazer... até acabar...

J.S. - Pá, não sei como te agradecer...

C.S.S - Mano, somos amigos, a amizade é para isto que serve...

J.S. - Eu sei, há muitos anos que conto contigo, com o Pedro, com o Man'el, pá, se não fossem vocês... (pausa)

C.S.S - Deixa lá isso para lá, pá, agora deu-te para a sentimentalidade, um gajo quando anda nestes filmes tem de deixar a sentimentalidade para o lado, ou não é?...

J.S. - Claro que é!...

C.S.S - Olha lá, se tu agora fosses um gajo livre, sei lá, como vais ser, quando a gente te tirar daí... (pausa) Escuta, posso fazer uma pergunta?...

J.S. - Claro

C.S.S - Escuta, se tu agora fosses um gajo livre..., preferias que eu te trouxesse os testes do explicador do Duda, ou... (pausa) ou... (pausa) ou... dinheiro?...

J.S. - (silêncio)

C.S.S - Zé, responde, assim na boa, na boinha mesmo...

J.S. - (silêncio)

C.S.S - Zé, escuta, 'tou eu só aqui e mais a tua mãe...

J.S. - (pausa) ... a minha mãe está aí?...

C.S.S - Sim, temos estado a discutir essas cenas dos testes. Sabes que ela sempre foi impecável em tudo, impecável, nunca disse não, e avançou sempre p'á frente... (pausa) E é por isso que eu 'tou a repetir a pergunta, Zé, se fosses um gajo normal, cá fora, com a folha limpa, um gajo pronto para avançar, para ser o nosso Presidente da República..., Zé..., um gajo com a pica toda, Zé..., escuta... vais responder?... Se yu 'tivesses na muito boa, preferias os testes do Duda, ou... money, money, money?...

J.S. - (silêncio)

C.S.S - Zé, 'tá aqui a tua mãe ao lado, tudo na boa, tranquilo, preferias os testes do explicador do Duda, ou papel do limpo?...

J.S. - (silêncio)

C.S.S - "Houve", 'tamos só nós os três, eu tu e ela... Preferias os testes, ou dinheiro?...

J.S. - (silêncio)

C.S.S - (silêncio)

J.S. - (silêncio) ... os testes

(Fim da escuta)



(Quarteto do ai, duda, duda, duda, duda a minha agulha, aduda, aduda aduda o meu dedal, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")


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