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sexta-feira, 17 de junho de 2016
sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Fundação Laura " Bouche" completa um mês de existência, e segue em frente: Portugal para a frente :-)

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terça-feira, 29 de setembro de 2015

Correia da Lola - "O meu Bruno deixou crescer a barba, e eu ando tão desconfiada..."


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas




Querida Lola:

O meu Bruno fez 18 anos e começou a deixar crescer a barba. Diz que só quer um fiozinho, e vai fazer depilação definitiva, para ficar só com aquele desenho, muito desenhado, na cara. O meu marido é contra e diz que há muitos invertidos que agora usam essa barba... Querida Lola, será que o meu filho é barbudo, barbado, ou um filho contra a natureza?...

Maria da Consolação, Praia da Consolação

Querida Consolação:

O seu marido, seja lá ele quem for, parece-me homem de horizontes largos. É verdade que toda a gente sabe que as barbas, hoje em dia, são altamente suspeitas. Não sei se costuma passar no Chiado, mas se lá fosse, como eu muitas vezes vou, à paisana, comprar à FNAC a "Lux", ficaria com uma panorâmica do desastre generalizado. Quem sobe, do lado de quem desce, fica com a impressão de que está a assistir a uma procissão das barbas, e, se reparar melhor, como todas aquelas barbas agitam a anca, ficará a perceber que estamos a assistir a uma autêntica procissão de barbas invertidas. Agora, vou explicar-lhe o sistema, como se a menina fosse muito loura, muito burra... Como se sabe, o fenómeno da feminilização dos machos, uma coisa que já vem desde Babilónia, mas só agora se implantou cá, graças à Teresa Guilherme... aliás, a Teresa Guilherme deve ser o último profeta, depois de Maomé... por que, quase tudo o que vivemos na contemporaneidade se lhe deve, a começar pelos homens, que, desde a Revolução Francesa, nasciam todos diferentes, e hoje já não é bem assim, pois que todos os homens nascem diferentes, e a Teresa Guilherme logo se encarrega de os fazer todos iguais. Nisto tudo, há mudanças de paradigma, voltando às suspeitas do dono da sua boca da servidão: antigamente, falava-se das bichas solitárias; hoje em dia, já não bichas solitárias, mas tão só bichas paritárias, acasaladas, cuja unidade mínima já não é o átomo rabeta, mas a molécula que pega de empurrão. A Joana Amaral Dias despiu-se, para dar liberdade à bicha de se manifestar, mas as bichas já se manifestaram tanto que seria um alívio poder agora voltar a um pouco de normalidade. Nesse casal, por exemplo, quantas vezes a criança, com o seu olhar ingénuo, que sobe o Chiado, se não perguntará quem é o macho e a fêmea, naquele acasalamento?... Eu sei que a querida não sabe, o seu marido talvez suspeite, mas eu vou dar-lhe um pouco da realidade, por muito dolorosa que lhe possa ser. Vou-lhe ensinar como as distingo, e pode seguir-me, se achar que eu tenho razão. A chave da coisa é então a seguinte: no casal de bichas, a fêmea é a que usa barba, para não ficar muito mulher, mas o macho, por imitação, também a usa, para a confortar e apoiar. Assim, logo que identifique a fêmea, ficará muito mais simples saber quem é o macho. Não se deve, contudo, confundir isso com o "ativo" e o "passivo", essas categorias, tão importantes no "Grindr", no "Badoo" e nos chats da SIC e da TVI, já que a fêmea, numa imitação do padrão hetero, é muitas vezes obrigada, no casal homo, a ser ativa, ou então, como no "X-Social", a serem ambos passivos, por solidariedade. Como deve saber, o microcosmos e a sociedade do Chiado são muito mais complexos do que isto, pelo que não basta ver a barba para saber quem leva mais no cu, e é aí que entra o chapéu, como também já deve ter visto. Se usar chapéu de palha, é por que quer levar no cu. Se usar chapéu de palha e barba, é por que é uma "fêmea" que quer levar no cu. Se usar barba e chapéu de palha no Chiado, é por que é uma romântica, que, no fundo, gostaria de levar no cu, ali mesmo, na Rua Nova do Almada, com gritos de Calçada da Glória. Se for, pela mão, com uma mulher com chapéu de palha, é por que a mulher também quer levar no cu, mas a bicha terá precedência, já que as mulheres são anteriores às bichas. Se tiver um bonezinho com pala, virado para trás, é por que quer levar no cu atrás; se tiver a pala para a frente, é por que está a disfarçar que quer levar no cu atrás, e, se a pala estiver para o lado, é por que tanto lhe faz, desde que leve no cu. Também há as que usam as calças enroladas do tornozelo até ao joelho, e são as inseguras, que têm medo de meter água quando estiverem a levar no cu. São as típicas barbies do Chiado, e geralmente, votam no "Livre" e no "Partido dos Animais". Se tiverem barba, chapéu de palha, calças apertadas e enroladas até ao joelho, é por que querem mesmo levar no cu, e distinguem-se das que têm barba, chapéu de palha e calças apertadas e enroladas até ao joelho, e uma gaja pela mão. Estas são as mais ortodoxas, e querem levar no cu, com a gaja a ver. São do Bloco de Esquerda, ou têm parafilias com os "migrantes", ou seja, levar no cu com o "refugiado" a ver, como o Manzarra. Se tiverem calças de chourição, apertadas entre a cintura e o joelhos, tatuagens, manga cavada, barba, chapéu de palha, ou boné, é por que querem levar no cu, mas a votarem Galamba. As da coligação são mais discretas, e poupam na tatuagem, ou só se tatuam nas partes íntimas, para imitar o Paulo Portas. Há muitas que também andam com um brasileiro, como a Miss "Fardas", mas levam mais no cu do que o Portas, e as discretas, como o preto do Paulo Rangel, que prefere morrer a que se saiba que anda acasalado com um caboverdiano, mas anda, pois anda, por isso tem aquele ar de moribundo apoplético. Piores do que estas todas, são as que não têm barba, não usam chapéu de palha, não são tatuadas, não têm calças apertadas, nem puxadas até ao joelho, nunca usaram bonezinho, também não têm a nuca rapada e o penachinho de cabelo no alto... mas... também querem levar no cu. Geralmente, são do PCP, do Marinho Pinto, ou do PNR. O superlativo disto é mesmo quando reúnem todo o anterior e... e... e... mais uma mochilinha, ou alcofa!... Nesse caso, não querem levar no cu, por que já acabaram de ter levado... São primas daquela espécie que toda a gente sabe que quer levar no cu, só por que vai a subir o Chiado, e se distinguem das que estão a disfarçar, só por que já vêm a descer, o que tanto pode dizer que estão a disfarçar, ou que já foram muito bem aviadas... No fim disto tudo, e por que há uma versão anterior disto tudo, em estrangeiro, aquelas que querem levar no cu dizendo, "oh, yeah", ou "beautiful", acho que já me perdi, dado que desta história toda só resulta que, como diria São Tomás de Aquino, levar no cu se tornou, no Portugal contemporâneo, um transcendental, visto que levar no cu toda a gente leva, ou que levar, e em toda a parte, ou onde muito bem calhar. Sei que esta resposta pouco a encaminha, no modo como deve acarinhar o seu filho, mas dou-lhe um conselho prático: se ele usar barba, é por que já é a fêmea assumida do namorado dele, e o seu marido terá mesmo razão, ou, quiçá, também poderá estar a usá-la, já que é um bruto macho que se solidarizou com a barba do macho fêmea, seu namorado. Vá em paz, querida, e viva e deixe viver, meu amor, já que também as barbas passarão.
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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Já não se pode levar no cu na Festa do "Avante"... :-\

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sexta-feira, 8 de maio de 2015

A Tap, ou o BPN alado (Director cuts)


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas




Dedicado aos irreverentes deste mundo, no qual se pode incluir Pedro Cosme Vieira, com que o país do Santo Ofício resolveu agora implicar, pá, manda-os levar no pacote!... Não, não mandes, que eles gostam!... :-)


O mal das história de voos é que são infinitas. Já falamos de freiras que não queriam ser vistas de cima, a serem encavadas pelo Sereníssimo D. João V, e do Salazar que pôs as freiras todas, ou quase todas, a voar, sem que com isso conseguisse impedir o aumento da fornicação, bem pelo contrário, como diria o Paes do Amaral. No final da carreira, ficavam as cinquentonas em terra, confinadas às sombras, e às madeixas, para disfarçar as rugas, muito coladas ao "Badoo" e a aviarem rapazes da Groundforce, a troco de notas de 100 €.

Toda esta visão, todavia, pecava pelo eurocentrismo, já que todas as religiões voam, e umas mais alto do as outras. Lembro-me sempre da minha querida psiquiatra, cujo filho se casou nos meios diplomáticos das Monarquias do Golfo, onde se fala da Europa como o "Museu do Novo Mundo", e isto entre brindes de champanhe, nas poltronas de couro verdadeiro da Air Qatar, 30 000 pés acima de Doha, o que contraria as visões modestas de Salazar e muito mais modestíssimas do "Magnânimo".

A verdade é que se não tivesse tido de cortar o meu texto inicial, teríamos de falar daqueles que debandaram de Portugal pela porta grande, e foram fazer de hospedeiras e comissárias das linhas aéreas do Golfo, onde não querem freiras a voar, mas as expectativas são altas, já que, como desde que o mundo é mundo, enquanto uns voam os outros ficam a ver voar, variando as estatísticas entre a visão dos que oprimem e dos que gostam de ser oprimidos. Como não me enquadro em nenhuma das categorias, já que adoro ensinar as pessoas a libertarem-se das suas pequenas opressões e fantasmas exteriores, pensei, para que quererá a Air Qatar tanta morena portuguesa e tanto gajo descendente de Neaderthal?...

A verdade é que, como no Bahrein -- um paraíso na terra, onde, quando perdes o emprego, és imediatamente recambiado para o país de origem -- por cima das costas do Próximo Oriente, ou se está nas poltronas de couro da Emirates, ou se está a ser decapitado pelos suburbanos do ISIS, como o célebre Fábio Poças, já conhecido pelo Manoel de Oliveira de Ninive.

Parece que esses gajos acreditam em que há 20 000 virgens à espera deles num sítio qualquer, mal abandonem este Vale de Lágrimas. Entre isso e o solzinho a dançar, o intervalo epistemológico é nulo, mas os recursos são diversos, já que, para gente que nem sabe onde fica o Polo Norte e confunde Buda com deus filho, nalgum lado as virgens devem andar. Em hipótese, já que as teorias se tornaram vagas, desde que a própria Partícula de Deus começou a aparecer à venda no LIDL, é possível que os suburbanos barbudos de Londres, Paris e Mem Martins, que veem passar no alto os Airbus300 acreditem que as 20 000 lá vão dentro. Se tratassemos a coisa cientificamente, eu poderia responder que o número é substancialmente menor, mas, usando o argumentum ornithologicum, de Borges, para quem passa os dias a comer areia e a assassinar, vai tudo dar ao mesmo, quer vão a bordo 20 ou 20 000. Assim se explicará que, com as chacinas em massa, muitas delas pelas mãos das nossas tropas especiais, que os penduram pelos pés, e lhes dão duas refeições por dia, porrada ao almoço e porrada ao jantar, e no permanente estado de alucinação em que as drogas os têm, morram e imediatamente voem para cima, colocando os A300 em situação de overbooking, coitadas das hospedeira do Norte, que falam inglês com o sotaque xanxo do Bolhão e subitamente veem chegar o lixo suburbano aos lugares de coxia. A grande surpresa, e nas companhias em que não há greves -- se houver, cortam-lhes as mãos -- é que nem todas as virgens são fêmeas biológicas, como está cientificamente estudado, e, por muito que as companhias se tenham AIRbusado e abusado, a matriz continua a mesma.

Que será do Fábio Poças, quando for abatido, e aparecer a bordo de um AIRbus da TAP em busca de 20 000 virgens e lhe aparecer um punhado de dengosas chiadenses, a perguntar se quer chá ou café, já com os cantos da boca salivados?... Com um bocado de azar, ainda ressuscitava o João Solano, -- um antepassado do tarado Andreas Lubitz -- que fazia picagens de voo raso pela Praia do Cavalo Preto, não para despenhar aviões, mas para que os turistas, de olhos arregalados, vissem como primeira paisagem portuguesa a "mangueira" da Laura "Bouche", no seu eterno trá-lá-lá de nudista da costa algarvia. Como o passado se torna tão moderno, e quem diria, a verdade é que esta greve continua a ter um excelente cariz de fait divers, ou seja, os pilotos continuam na pilota, depois de terem bazado da Força Aérea, onde custaram 100 000 € de formação, para se meterem na aviação civil, e, agora que o avião certamente vai naufragar, saltarão que nem ratos para as Air Qatar anexas, com salários decuplicados, deixando atrás de si apenas pó e ruínas.

"Consta-se já de que" brevemente haverá a "Tap Boa" e a "Tap Má".

A Má certamente ficará para os nossos bolsos de contribuinte, ah, sim, pois, com certeza.



(Quarteto das 20 000 virgens, com pelos no peito, do Fábio Poças, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")


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terça-feira, 5 de maio de 2015

A TAP, ou o BPN alado


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas



Dedicada ao Filipe Moraes Alçada, pela excelente semana de companhia, fora deste buraco, no triângulo das cidades civilizadas, Londres, Paris e Bruxelas (se havia greve, não demos por ela...)




É sabido que em Portugal não há Ciência, mas milagres da Fé e causas naturais, pelo que a greve da TAP não pode ter causas científicas, mas ser um fenómeno natural ou uma exceção ditada pela Fé. Como sou generoso, escreverei um texto que agradará a ambas a correntes, e vamos já às causas naturais, que são antigas, e remontam aos tempos em que o Sereníssimo D. João V, nos primórdios do joaninha, avoa, avoa que o teu American Express foi para Lisboa, mandou queimar a "Passarola", do Padre Bartolomeu de Gusmão, pelos acidentes eucarísticos que diziam que um padre não devia voar, muito menos nas vizinhanças reais, e ainda menos nas alturas e paranças em que sua Majestade Catolicíssima estava a mocar com freiras e madres nas moitas: a coisa, vista de cima, ainda era mais indecente do que aquela mulher da vida que o José Rodrigues Miguéis, muito divertidamente, e em boa escrita, cosa rara, diz que os beatos pastorinhos confundiram com a Santa com Cara de Saloia, que depois deu origem aos rastejantes de 13 de maio. Sendo mais cultural, por que a Cultura não ocupa lugar, quando o Papa Freiras mandou queimar a "Passarola", já Ahmed Çelebi tinha 100 anos antes voado, para espantar o alcoólico Murad IV, do alto da Torre de Gálata até Scutari, onde o sibarítico Gulbenkian viria a nascer. Como Murad preferia o álcool às freiras, não queimou a passarola do outro, mas resolveu recompensá-lo, o que prova que a Civilização é sempre civilizada, e tudo o resto são quintais.

Salazar foi mais modesto, e aproveitando a boleia de Humberto Delgado, resolveu criar uma legião de passarolas que ligassem o atraso de vida peninsular aos seus atrasos de vida coloniais. Vi, no outro dia, num zapping, que a TAP se chamava "Linha Aérea Imperial", o que nem lhe ficava mal, não fosse o Império a miséria em que o miserabilismo de séculos a tornara, mas isso era irrelevante, já que Salazar, um homem de tradições, resolveu levar mais além o sonho de D. João V, e, já que não comia freiras, resolveu colocar as freiras a voar, e eu aqui explico este salto, que pode parecer impróprio de um sobredotado, como eu, para se encaixar na realidade. Na verdade, e eu não sou dessas eras, havia profissões em que as mulheres, antes da Abrilada, não se podiam casar, entre as quais, tanto quanto me lembro, estavam as enfermeiras e as hospedeiras. Sem enfermeiras até passamos bem, já que o Passos Coelho as convidou todas a emigrar; já quanto às hospedeiras, o Vacão de Santa Comba, pôs-lhes asas e um selo na rata, quer dizer, não era bem um selo, já que havia um intervalo epistemológico entre o não casar e o não levar na cona. Daí deriva, creio, que nas alíneas dos contratos das Linhas Aéreas Imperiais vinha expressamente dito, "não casarás", mas nunca uma interditação ao implícito convite do "mas... foderás".

Para os incautos, que até hoje procuravam causas naturais para o elevado nível de fornicação associado às companhias aéreas, se terá de dizer que foi obra de Salazar, e alimentou os sonhos de gerações: quantas e quantas vezes o voo chegava do Lobito, ainda a cheirar a catinga, e já multidões de jovens mancebos, daqueles que depois iam deixar os braços e as pernas na Guerra do Ultramar, se acotovelavam nas pistas da Portela, para darem brutas canzanadas nas hospedeiras que vinham das Angolas, a precisarem de consolo no hangar. Nem Carlota Joaquina, nos cais do Rio de Janeiro, quando chegavam as naves de marujos da Europa...

Como não sou sexista, e também sei daquela terrível dificuldade que sempre houve em contratar comissários de bordo, já que, uma vez feito o teste da cadeira furada, medido o grau gutural da voz e tateada a maçã de adão, uma vez apanhados no ar, e com o contrato na mão, abriam o uniforme, mostravam as mamas, e davam ao cu -- e o cu -- aos gritos de surprise e we will surive!.., coisa que tanto levou depois a Troika a falar na necessidade de flexibilizar as leis laborais, já que a TAP, coitada, abria 10 lugares de Comissário de Bordo, e, pelo menos 8 eram verdadeiras hospedeiras, com contrato para o resto da vida... Para as feministas, aqui fica este pequeno carinho: devem defender a TAP com todos os vossos esforços, pois deve ser uma das empresas mais femininas de Portugal, tirando os cabeleireiros e os Alunos de Apolo.

Deve-se aos Capitães de Abril a ordem para casar das hospedeiras. Acontece, e aqui creio que tivemos um milagre da Fé, não foi com a libertação do casamento que se conseguiu privatizar a arte de bem levar na cona, e antes diria que a coisa enveredou por um neoliberalismo desenfreado, com atos de cópula a 32 000 pés, nos wcs, e nos porões de repouso -- esses lugares mágicos onde tudo acontece, e que tão pouca gente frequenta, mas eu tenho nas memórias mais carinhosas do meu coração, sobretudo, quando se deixa pelas costas o farol de Fernando de Noronha, e, pela frente estão as quatro horas de escuridão, até ao espaço aéreo de Dakar, ai, sódades, sódades... :-) -- mas vou voltar ao texto, senão perco-me...

Tudo isto seria fantástico se não desse prejuízo, e a TAP começou a dar prejuízo. Durante anos, creio que isto constituiu o chamado Terceiro Segredo da Portela, já que, com linhas em regime de quase monopólio, com a tutela dos chulos de Bruxelas, e as viagens pagas da Inês de Medeiros para Paris, onde ia esfregar o grelo lesbo, travessias de longo curso por preços insuportáveis, vije maria, como poderia isto dar prejuízo, não se tivesse a TAP BPNizado, ou seja, tudo o que havia de mau se pendurou ali. A reportagem sobre Lino da Silva -- custou, porra!... -- e a sua demissão, mostram que há sempre um je ne sais pas quoi que consegue ser pior do que tudo o que é evidente, um pouco como aquelas mortes súbitas, que vegetam pela sombra. Tal como no BPN, tal como no BES, tal como nas PPP há sempre um número muito limitado se sombras capaz de destruir uma grande empresa e lucrar com a desgraça dos outros, a questão é agarrar numa vara, desentocá-los e apontar-lhes um holofote bem forte, em cima. O caso de Shakaf Wine, outro filho da puta, do calibre do monhé Zeinal Bava, é só mais um. Eles estão por todo o lado e minaram não só o país como o planeta inteiro.

Sem que se perceba bem como, a TAP, ao BPNizar-se, enquanto BES Air, fez um pouco o percurso da PT-Telecom: permitiu a um punhado de pulhas tornar-se milionário, naquela estranha posição do Colosso de Rodes, com um pé na favela portuguesa e outro pé na favela brasileira, enquanto os colegas, a empresa e o próprio país eram atraídos para o vórtice. Estas coisas, evidentemente, têm rosto, e alguns azares que foram infortúnios da Fé. Fernando Santos -- que devia estar preso, sobreviveu a nove ministros dos transportes e a cinco primeiros ministros -- foi lá posto para fundir a TAP com a Varig, com o azar da Varig ter falido, e as despesas, os salários e os prejuízos ficarem do lado português, e os canalhas, como Carlos Costa Pina -- que devia estar preso -- a voarem para outras gestões ruinosas. Tudo isto, como reconhecerão, faz parte dos milagres da Fé e das causas naturais portuguesas, todavia, como faz falta uma parte de realismo nestas coisas, devemos relembrar que tudo aquilo que, tal como no BPN e no BES se não podia fazer diretamente, passou para as mãos de filiais discretas, a Air Luxor, que traficava diretamente a coca, e desapareceu, deixando o lugar das velhinhas de Arraiolos para as rastejantes de Boliqueime: nasceu a Hi Fly, a coca é a mesma, e as velhinhas de 70 anos foram substituídas por gajas com brutas mamas, que agora trazem a branca implantada nas tetas, e até o Efromovich, que queria que a coisa fosse feita a descoberto, e voltará, e justamente, ou conseguirá mandar um ainda pior, para o fazer por ele.

Este texto poderia tornar-se infinito, por que tudo isto se assemelha às metástases, mas às metástases de um cancro político, posto que, não estando a empresa privatizada, todos os governos que participaram neste carnaval deviam estar detidos e condenados por crime económico  ou uma coisa mais direcionada, antigamente conhecida por crime de lesa pátria. Tal como o BPN e o BES, a TAP é agora um excelente pretexto para limpar a Classe Política, pelo que, como já poderão imaginar, nada acontecerá.

Num patamar acima, e respondendo às dúvidas do Filipe sobre como é possível manter máquinas locais, ou gigantescas, a despenderem esforços e recursos, para rotas e finalidades que todos já identificaram como de desastre, as empresas cujo fim não é o lucro, mas o prejuízo, como Lino da Silva sonhava, vem a resposta lúgubre, da velha teoria da conspiração: tal como Bilderberg preconiza, é fundamental que enormes falésias de civilização se desmoronem, para que a sociedade dos escravos, com que o grupo há tanto sonha, se instale, e a Nova Idade Média, onde os grupos, cada vez mais isolados, se sintam estrangulados, enveredem pela necessidade de canibalismo e tracem o admirável mundo devastado. Como nas Eleições Inglesas, vencerá o pior. Esses serão os amanhãs que vão cantar, onde tudo o resto são meras telenovelas, a que, creio, nós que vemos, assistimos incrédulos. Os outros já há muito perderam os olhos.



(Quarteto do colapso aéreo, no "Arrebenta Sol", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Correio da Lola - "Homossexuais só podem dar sangue, se estiverem em abstinência... Será mesmo possível?..."


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Querida Lola:

O meu marido é um homem muito puritano. Casei-me com ele quase em desespero de causa. Antes de o conhecer, ele era tipo monge eremita, mas eu resolvi fazer dele um verdadeiro macho latino, para me comer toda, como um filé mignon, mas... mas ando tão... tão... desesperada. A primeira vez, abriu-me as pernas e começou a ler o manual de instruções... E eu a perguntar-lhe, então, Henrique?... E só então descobri que ele estava mais interessado no folheto do que eu conhecer-me, no sentido bíblico... Desde então, tem sido sempre pior, e agora não vejo o padeiro há três meses... Será que posso doar sangue?... E ele também?...

Carlota Juventina, Valongo




Querida Carlota:

Percebo perfeitamente o seu drama. Este país está cheio de mulheres que nunca veem o padeiro, e cheio de padeiros que nunca veem mulheres. Acho que Platão, quando escreveu o "Symposium" estava completamente errado, com aquela teoria das meias metades que se haveriam um dia de encaixar umas nas outras. A verdade é que a História da Humanidade, e até da Animalidade, é toda feita de coisas que não se conseguem encaixar, mas passam o tempo a tentar encaixar-se. Aliás, desde que vi aquela foca, ou leão do mar, ou lá o que era aquilo, a tentar encavar um pinguim que percebi que não só Mundo estava perdido, como o "Banquete" estava completamente errado, a não ser lá na Atlântida do Platão, onde aquilo, um dia imaginário, deve ter sido verdade... Cá no nosso Mundo, mais modesto, tudo o que vemos é a Teresa Guilherme a tentar encaixar-se em surfistas de 20 anos, tatuados e sem cérebro, mas com brutos caralhos, depois de lhes pagar valentes jantaradas, na "Marisqueira do Cais Sodré" -- coisa que a "Laura Bouche" não faz, e depois fica sempre a chuchar no dedo...; O Marco Paulo a tentar ter dois amores, mas a continuar sempre agarrado a mais do que dois mangalhos; diretoras a tentarem mamar em alunos de 14 anos; professoras a aviarem garanhões peludos de 15; leis para evitar que se embriaguem abaixo de 18, para os clientes da "Casa Pia" não levarem depois para casa putos embriagados...; netos, de 19 anos, a violarem avós acamadas, de 82...; treinadores da bola, com taras por imberbes de 10 anoscasados e pais de três filhos a levarem todas as noites no cu... ; freiras grávidas; padres paneleiros... sei lá, tanta coisa, tudo menos um casal que se casa, tem um filhote, como a menina, e vive uma vidinha normal, sem pornografia, sem encornanço, sem engates de "Facebook" nem "Grindr"... Que maravilhoso que o mundo seria, mas isto é mesmo assim, deve ter sido decisão do "Intelligent Design", já que Deus ultimamente anda muito de folga. Mas, voltando ao seu caso, se me diz que há três meses que o seu marido não lhe fecunda a cona, creio que está nas condições de poder doar sangue, já que certamente não é seropositiva e a sua hepatite-C tem fracas hipóteses de ir contaminar uma operada à anca de 90 anos. Quanto ao seu marido, já que não a monta há três meses, também deve reunir as tais condições de "abstinência" que, de acordo com a Constituição Portuguesa, não devem apenas restringir-se a quem pega de empurrão, mas a todos os empurrões de que esta sociedade estagnada vive, pega e sobrevive... Eu até lhe diria: vão já amanhã, os dois, dar sangue, mas há uma dúvida que me assalta, e para isso lhe vou dar o meu email para me retribuir, na volta, com uma fotografia do seu marido... Pode ser mera coincidência, mas há um "Henrique" que, de há três meses para cá, me visita noite sim, noite não. Espero que não seja o seu Henrique, embora, como otimista que sou, lhe vou abrir o coração: mal aqui chega, vira-me as nádegas e quer sentir o meu clit hipertrofiado... Como sabe, sou muito mulher por dentro, mas como não sou operada, lá tenho de comer os henriques todos deste país. O seu é muito querido: faço-lhe sempre desconto, quando ele quer sem camisinha, o que são 75% das vezes... Creio que lhe faz bem à saúde. A mim, juro, faz, e até lhe posso dizer que deve ir já doar sangue: cumpre as condições todas de um heterossexual em abstinência -- não come a rata, há meses, à legítima -- e, contas feitas, como a Química faz milagres, acho que o meu leitinho, depois de lhe fermentar nas bordas do cu, e transformar-se em sangue, deve dar um excelente RH-, ou um AO, que tanta falta fazem, sobretudo nas cirurgias plásticas das gajas que querem enxertar as tetas, em forma de balão. Cuide-se e milhões de kisses desta sua badalhoca, em cristo, com cristo, e por cristo :-)
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