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sábado, 16 de março de 2019

Lugar de ideias

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sábado, 23 de fevereiro de 2019

O Olho do Sahara

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sábado, 13 de outubro de 2018

Nas tardes dos frutos sextos e bissextos

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quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Brasil





Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas






Há os povos da boa fama e os povos da fama duvidosa. Se esquece o lugar dos últimos, pela força do seu mau exemplo. No lado inverso, se aumentou o povo alegre brasileiro. Em cidades e florestas de um mar enorme, não morre ele de fome, nem de tristeza. E quando lhe fadam um pé descalço, logo veste a face do seu melhor sorriso.

Diz-se dos brasileiros enganarem dias maus a cantar, e em dança vencerem quaisquer restantes. O seu sotaque é verde, e a voz pintada de amarelo. Por ali existe um país tisnado de sorrisos, a dominar os enormes hemisférios. Pois assim se fez a imagem de um vasto festival de cores.

O brasileiro singra agora um mau momento. Como em Goya, e deitado no divã da sua análise, reviu os monstros todos da Razão adormecida. Ao reabrir os olhos, se multiplicaram bocas estridentes de frases fáceis. E em todas elas sempre as crónicas encontraram guerra extensa. Pois nunca a pobreza ditou conselhos de boa política, mas tão-só as palavras divisoras das gentes.

No fechar da semana, terminará a psicanálise deste voto brasileiro. Dela se viu ter sido penosa, e mostrado ao mundo um espanto de inquietação. Nela, mais se não pressentiu do que o Brasil inteiro, a duvidar das nações felizes.

Domingo, haverá os brasileiros quebrados de um grande mal, e também haverá os brasileiros órfãos dos males maiores. E só nesse tempo se poderão contabilizar as horas tantas perdidas. Porquanto diz a História ser rápida a morte dos tiranos, enquanto é longo o luto dos seus seguidores.

Mero navegador do Tempo, relembro de Oscar Wilde o dizer das boas reputações, que só quando deveras perdidas, recebem o seu devido valor. Ora devem as vozes civilizadas desejar um exemplo de fama generosa ao povo irmão. Pois não haverá harmonia nas restantes gentes, antes de que os brasileiros enterrem as suas sombras, e regressem à serenidade simples do seu sol de sempre.




(Luís Alves da Costa, outubro de 2018)
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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Antíoco IX, Ciziceno

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sábado, 16 de junho de 2018

Santa maria dei fiori

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sábado, 14 de abril de 2018

Seleuco II, “Callinicus Pogon”, Καλλίνικος ὁ Πώγων






Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Seleuco II, “Callinicus Pogon”, Καλλίνικος ὁ Πώγων (“O das barbas triunfantes”), Rei da Síria (246 A.C.-225 A.C.).

A marca da espada no tetradracma indica que salvou (ou não) a vida a alguém, num confronto militar.
O resto é mera ficção minha. Ela poupou a vida a um ciliciano de Mopsuetum, sonhador, na Batalha de Ancyra, travada, no ano de 239 A.C. (Ano 73 da Era Selêucida), entre Seleuco e o seu irmão usurpador, Antíoco Hierax.

Quando o rei foi vencido, ambos atravessaram o Taurus. Tinham 26 anos, mas só o soldado sentira na anca a pancada da lâmina. E não voltará a tocar na sua moeda salvadora.
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sábado, 24 de março de 2018

Horas densas

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sábado, 10 de março de 2018

Exatamente antes

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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Elogio, contra o PCP, do acordo ortográfico de 1990



Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas




Três coisas sustentavam o Estado Novo: a ditadura, uma justiça inquisitória e o PCP.

O 25 de abril apenas conseguiu libertar-nos da primeira; a segunda evoluiu (?) para o pântano que conhecemos, e a terceira parece ter-se tornado vagamente arqueológica.

Vem esta introdução a propósito da iniciativa do Partido Comunista, reprovada por todas as correntes parlamentares, de tentar reverter o atual acordo ortográfico.

Pela minha parte, também não gosto de acordos ortográficos, pela simples razão de que quem constrói a língua e as formas da língua são sempre os povos e os escritores, e não os guiões das academias. Por outras palavras, os guiões das academias só vêm depois de os ajustes e novidades que os usos das gentes e dos poetas trouxeram ao fluxo da língua. Os acordos apenas podem aspirar a transformar em norma o que o curso das coisas já impulsionou. Nisto tudo, como se poderá ver, não há qualquer espaço para o PCP, como os parlamentares hoje, e bem, lhe puderam demonstrar.

Começava janeiro de 2009, e eu escrevi, em Fortaleza, o primeiro poema enformado pelo acordo. Esse poema tem o nome de “Inscrito no Tempo”, e foi assim que entrou para história da Língua, como o primeiro texto de escritor português, a cumprir as novas normas da ortografia. Reproduzo-o, por, com o passar dos anos, se ter tornado mais intenso, e por mais intenso ainda se dever vir a tornar: “Chegado dos Alísios, O Guardião dos Fogos espalhava as estrelas do Nascente, e a sua mão de olhares cruzados acendeu os Céus num momento inteiro, do supremo Zénite aos infinitos lugares do Poente.
Era o Turbilhão dos Astros e das flores efémeras, e o turbilhão das estrelas fixas, desenhado para sempre, ato inscrito no Tempo”.

Excetuada a poesia, toda a sua novidade assenta no “ato” com que finda E é só essa pequena diferença que prestou homenagem ao janeiro de 2009, em que o Brasil inteiro inaugurava a simplificação do acordo.

Ao contrário desta festa, o PCP sonhava com poder regressar, em 2018, à ortografia do seu Estado Novo. Parece que não conseguiu. Creio ser apenas mais um anquilosamento de quem nunca compreendeu que, de todas as aspirações da liberdade, uma das maiores é a de poder escrever com desobediência.

Todavia, pode o PCP estar tranquilo, pois eu acabei de percorrer ambas as letras, as do “Avante” e da “Internacional”, e não há nelas uma única palavra que os ditames ortográficos do acordo venham alterar, o que, eventualmente, talvez seja uma pena, já que, tal como no 25 de abril, parece que por aquelas bandas, mais uma vez, vai tudo ficar na mesma...

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domingo, 31 de dezembro de 2017

replicante

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

E então no último dia daquele ano, encontraram a fivela perdida, a que se escondera no fundo da gaveta, no bolso do casaco, na caixa antiga dos botões. Não lhe fizeram perguntas inúteis, não a criticaram pela longa ausência. Prenderam-lhe uma fita de seda e a fivela de jade dançou até ser amanhã. Ao longe as vozes, os altos, contraltos, sopranos e os tenores também. A afastar a escuridão.

...a replicar, "As fivelas de Jade" de Luís Alves da Costa

E então as árvores cobriram-se de vermelho, e o vale das ginko selvagens amareleceu. No Reino de Hongshan era o tempo breve das fivelas de Jade, e logo os cortesãos as cruzaram nas fitas de seda. Ao longe, só eram cítaras e brumas.



Nesta passagem 
e que seja luminosa a outra margem



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sábado, 5 de agosto de 2017

Ptolomeu III, Evergeta (246 - 221 A.C.)

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sábado, 6 de maio de 2017

Certas horas depois do meio dia

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sábado, 1 de abril de 2017

No infinito extremo do violeta

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sábado, 18 de março de 2017

Maroneia

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Aigues Mortes (janeiro de 2017)

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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

"Teorema das Esferas", para Hélia Reis, que agora iniciou a sua grande viagem






Para a minha Tia Hélia, para quem, num tempo, as palavras matemáticas foram vozes opostas do silêncio






A memória é escassa, e o esquecimento fundo
e as longas baías vividas no navegar profundo
dos invernos longos da inquieta solidão,
devassada nos sóis baixos da luz rasa,
e o deserto dos interiores
e as curvas planas das audácias de outrora
e os oceanos atravessados
na vertical das atmosferas,
de um tempo em que se galopavam continentes
e havia sorrisos brancos
de liberdades quentes,
namíbias ao estender da mão, 
e planaltos de escala inversa,
pela manhã, o sol, a fenecer à tarde no poente
raso e seco e brutal e ardente,
quem não lembraria hoje aquela luz cegante?

E as estações foram-se acumulando
na deriva de tantas áfricas austrais,
cantadas na voz dos insetos sibilantes
e odores das torrentes, 
e fomos recuando pelos zénites todos,
mudado o inverno pelo saudoso outono,
e, esquecida a primavera,
sentámo-nos,
frente a frente,
como se fora o verão omnipresente,
e mergulhámos os olhos nos olhos,
apenas uma criança de face apagada,
na busca de paisagens distantes,
cumes devastados em rasadas dunas,
tal o Tempo,
e o tempo, do tempo, do tempo,
ressonante, num vertiginoso circular,
e, com um dedo mágico
do iniciático evocar,
lhe tracei nos ares o inefável triângulo
de um geométrico inconsciente,
e proferi as palavras délficas
do oráculo sem nascente,
e a hipotenusa forçada ao seu quadrado
e,  do lado em frente,
inesperada e flutuante,
a apagada voz se ergueu
para completar as delidas linhas
daquela memória extinta,
soletrando a eterna vertigem dos catetos,
forçada à escravidão
um dia pronunciada por Pitágoras,
muitos éons após o Homem a ter sabido,
e assim iniciámos a nossa hipnótica ascensão,
como se,  eterno retorno
das verdades estelares,
ali pudéssemos recuperar,
na Harmonia da Esfera,
o desinteressante desfiar
da transitoriedade humana.
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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Les animaux modèles de 2017, le Crabe Soleil

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domingo, 25 de dezembro de 2016

Andreas Cellarius, Harmonia Macrocosmica

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sábado, 10 de dezembro de 2016

As cigarras do Sexto Reino

E, ao começarem as auroras de novembro, entre as brumas e as águas agitadas do rio, em Hin, o Senhor Qan, do Sexto Reino, chamou todos os vizinhos até à fronteira dos territórios do Sul e até o belicoso Ken, do Quarto Reino, e ao vê-los ali todos juntos lhes falou da escolta para a sua longa travessia, e só o arquiteto Hon-si, que lhe talhara as pedras subterrâneas, não estranhou que o muito nobre Qan apenas quisesse levar consigo o exército de Jade das cigarras dos 10 000 anos de prosperidade
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