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sábado, 10 de dezembro de 2016

As cigarras do Sexto Reino

E, ao começarem as auroras de novembro, entre as brumas e as águas agitadas do rio, em Hin, o Senhor Qan, do Sexto Reino, chamou todos os vizinhos até à fronteira dos territórios do Sul e até o belicoso Ken, do Quarto Reino, e ao vê-los ali todos juntos lhes falou da escolta para a sua longa travessia, e só o arquiteto Hon-si, que lhe talhara as pedras subterrâneas, não estranhou que o muito nobre Qan apenas quisesse levar consigo o exército de Jade das cigarras dos 10 000 anos de prosperidade
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domingo, 4 de dezembro de 2016

Monticola solitarius

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Sobre a mesa comprida da cozinha estendemos o tecido, preso pelas quatro pontas e desenhámos o pássaro, as asas abertas, as patas esticadas, quase a poisar. Cheirava a maçãs assadas e a canela e lá fora o cão corria e ladrava a pedir para entrar.
Começámos a bordar. A cada um calhou uma pena, o pescoço, a cabeça, a pata direita, a esquerda, a cauda, o bico, os dedos, a quilha do peito e escondido, por baixo do ponto cheio, o coração.
Os rapazes não bordam a linha de seda, mas bordaram. E em cadeia, o pássaro de dezembro cresceu, apenas um pouco tosco por passar de mão em mão.
Antes do Natal chegar, pendurámos o pano bordado na parede da sala e deixámos a janela aberta. Entrou o frio, uma chuva leve, o vento do entardecer. E um ou dois pássaros.

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sábado, 22 de outubro de 2016

Sinais de Fogo

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domingo, 25 de setembro de 2016

clarificar

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Tomam-se cinco frascos de vidro transparente, escaldam-se em água a ferver, secam-se com um pano de algodão e colocam-se de cabeça para baixo para escoar qualquer ideia triste. Nas folhas amarelecidas pelo tempo, seguimos a caligrafia antiga, desenhada, a explicar ponto por ponto de caramelo, de estrada ou de cabelo, como se guarda a luz do sol para termos sempre à mão. No primeiro frasco a compota de tomate com um pau de canela. No segundo, a geleia de marmelo. No terceiro, o doce de melão com amêndoa torrada. No quarto, as malaguetas em alho e azeite e no quinto frasco, as ginjas afogadas em aguardente da melhor.
Requerem-se prateleiras arejadas, mas resguardadas, enquanto lá fora tudo parece igual, os ramos, os pássaros, os cães a ladrar, talvez não, aquele arrepio das manhãs.
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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Equinócio

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