#Post Title #Post Title #Post Title #Post Title
Mostrar mensagens com a etiqueta Pássaros. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pássaros. Mostrar todas as mensagens
domingo, 26 de fevereiro de 2017

domingo disfarçado de pássaro

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Acordou tarde, abriu todas as janelas da casa, bebeu três chávenas de café sem açúcar e inesperadamente o domingo acertou-lhe em cheio na cara. Se fosse cágado, gostava do domingo e não gostava do sábado. Mas não era. 
Foi então que se vestiu de pássaro e foi para a rua assobiar.


[ Read More ]
domingo, 21 de abril de 2013

conto antigo e os códigos de linguagem dos pássaros

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas


Aprisionou-o irrefletidamente logo após o primeiro gorjeio do anoitecer e lançou para o ar frio e húmido a linguagem dissuasora de ramos e telhas. Os outros assustaram-se, confundidos pela razão das penas, sem vontade de brigas e gritos.
O homem não soube o que dizer, deixou-se ficar, as pernas pendentes, um ligeiro arrepio, que estupidez, disse, porque é que não vesti uma camisola de gola alta, agora não adianta, altitude é coisa que não me falta e sentiu-se marear.
O pássaro ouviu-o e aproximou-se saltitando, telha sim, telha não, numa equidistância espontânea lança-lhe uma baga encarnada, redonda, brilhante, e mais outra ainda, desafia-o ao reconhecimento do jogo, não teme, conduz. O homem deixa-se conduzir, não sabe o que fazer, nunca foi prisioneiro de um pássaro.
A negritude das penas confunde-se com o escuro da noite, o bico laranja abre-se provocador e ensina ao ser sem asas o grito agudo do medo da rapina das aves, o miar do gato gordo e mimado, o assobio desvairado do ciúme, o agressivo da guerra.
Criadores de códigos, partilham as árvores e os telhados, o calor do sol, a água da chuva, a lama, os ninhos e as penas. O pássaro é fiel, o homem nem sempre.
Os olhos do pássaro fixam os olhos do homem e ele sente-se bem ali, longe do ruído dos dias, da solidão do micro ondas, dos talheres de plástico dos centros comerciais, do som das chávenas quando chocam com as torradas.
A noite cheira a laranjas desfiadas, a um colar de bagas encarnadas para enfeitar um pescoço delgado.
E o homem entende a diferença do pássaro e não ousa perguntar porque me prendeste. Ou fui eu que me deixei prender. Os melros riram da sua ingenuidade.
[ Read More ]
sábado, 20 de abril de 2013

. canto . turdus merula .

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
 
 
Ler a.qui
 
 

[ Read More ]
 
 

Blogger news

Blog Archive