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quarta-feira, 10 de abril de 2019

Paulo Intemporal

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terça-feira, 10 de abril de 2018

Luna anuncia o aniversário do Paulo Intemporal. Parabéns, Paulo Intemporal :-)

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segunda-feira, 2 de maio de 2016

agora põe num vaso e é só regar

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas


Desenha um peixe, uma avestruz, um canguru, uma quimera, um leão, uma ave de um olho só, um cavalo riscado, daqueles que habitam os céus ao entardecer. Ou os desertos, talvez. Onde crescem as plantas que florescem de noite e sopra o vento quente. Esta é uma outra dimensão que acompanha as palavras, são poderosas as palavras, mas não tanto como os animais que habitam os céus ao entardecer. 

Parabéns Luís!

:)


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domingo, 10 de abril de 2016

dez de abril

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Que ideia esta de te falar de toutinegras neste dia, numa confusão detalhada de cabeças, peitos, asas e sobretudo na certeza de que as aves jamais mantêm as mesmas cores e tudo se altera com o estio, o bico, o ninho, a pena, o voo, tal como nós.


Feliz aniversário Paulo!


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domingo, 20 de março de 2016

primavera



Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas


Imagem original de Manuela BaPtista


A luz branca que invade os céus e anuncia o nadir das coisas frias, e se expande pelas flores chãs, do campo chão, há pauis pelas areias e as mais brancas nem a cabeça levantam, são uma cabeleira de primícias e brevemente darão os frutos primaveris. É esta a rota de Vénus, um canto muro de Boticelli
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domingo, 31 de janeiro de 2016

. intervalo .

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domingo, 20 de dezembro de 2015

a estrela e o barco

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Com a chegada do equinócio o mar agitou-se e a maré alta lançou na areia toda a espécie de detritos, humanos ou não. Era uma vingança, um retorno, do que não fazendo parte dos oceanos regressava ao lugar de origem.
Zeferino não temia as ondas nem as tempestades, no entanto esperou que o tempo amainasse, que o quarto crescente arredondasse, que a vila adormecesse, que os cães se calassem, que as aves marinhas escondessem a pata direita entre as asas e partiu. Às vezes o coração pesava-lhe. Sentia-se distante das pessoas, indiferente às rodadas e aos votos, ao ruído das ruas. Mais valia o mar do seu avô, que o ensinara. As sacadas, as armações, as redes de emalhar, a arte cercadora ou traineira e agora já ninguém pesca assim. Nem ele. Perdera o seu barco antigo, quebrado entre as rochas e construíra um barco maior, mais seguro, mais veloz e depois desenhara outro e ainda um terceiro e passou aos peixes e aos seres reais e imaginários que povoam o mar e colava-os nas paredes das casas e nos muros das hortas e já não era Zeferino, o neto do pescador, mas Zeferino o sonhador.
Não tinha rota definida, desejava um mar chão e os cardumes de peixes prata a saltar e a mergulhar. Navegou algumas milhas em direção ao norte e logo ali, a baleia. Corpo longo e esguio, acinzentado e ele quase jurava que era a mesma em todas as viagens, aquela baleia comum que o reconhecia e que se fazia reconhecer. O coração de Zeferino perdeu dois gramas e a baleia cinzenta espadanou água por todos os lados. A baleia nadava e o barco seguia-a e quando avistaram ao longe os grandes blocos de gelo, desviaram a rota, pois não estava na sua natureza esse lugar gelado. Cruzaram-se com um veleiro que logo apitou, ali vai Zeferino e a sua baleia, nós regressamos a terra e ele não, nós buscamos a casa e o lume e ele é o vaga-lume do mar, adeus Zeferino. Depois o silêncio, a escuridão e nem o vento soprava. Não era possível identificar o mar e o firmamento e o breu profundo cobriu o homem, o barco, o leme e a baleia.
Zeferino aguardou, esperou, porque não tinha pressa ou urgência de chegar e ela surgiu, uma luz no céu, um cometa, um asteróide, uma estrela brilhante. Muitas outras a seguiram e pousaram no mastro mais alto e os peixes prata pratearam o mar de prata e o coração de Zeferino perdeu mais dois gramas e os seus ouvidos foram capazes de ouvir o canto inaudível das baleias. E Zeferino seguiu a rota das estrelas.
Em terra, foi visível a estrela e o barco e todos souberam que era Natal.


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domingo, 6 de dezembro de 2015

. intervalo .

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para lá do cinzento tão denso do céu
as linhas são lábios apensos ao olhar
para lá da tormenta entre quem fui e quem sou
deste ocidental canto é para lá que eu vou
entre a esfera e o céu serei apenas eu
para lá onde o azul é a turquesa do mar


é de afinco a contiguidade dos dias que pressinto
horizonte ou borda d`água ou o silêncio de um grito
intervalam as marés circunscritas ao convés
e recorrem a ser mar finda a terra a meus pés


no retorno o sufrágio de uma alma renascida
na geografia que reinvento no redesenho do tempo
ou re.engenho arrebatado às asas rasas do vento
ou universo inato onde intacto me sustento


neste intervalo tão curto onde o pouco é quase furto
nesta barreira convexa onde eclodem os corais
o silêncio acrescenta agora o que outrora fora surto
e regressam as horas das quimeras intemporais


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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Para o aniversário do "Intemporal", "Artaserse", de Leonardo Vinci, cantado pelo Fagioli

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domingo, 29 de novembro de 2015

. intemporal .

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domingo, 15 de novembro de 2015

. Humanidade versus

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domingo, 18 de outubro de 2015

Buddha

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Devemos compreender que o corpo é impermanente como
um recipiente de argila
E que os fenómenos, como as miragens, são desprovidos
de realidade intrínseca.
Depois de destruirmos as perigosas armas do apego - que
são atraentes como as flores -
Poderemos mesmo ultrapassar as visões da morte.

Buddha


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domingo, 11 de outubro de 2015

estudo para domingo adormecido

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Kika entre as estrelas



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Imagem de manuela baPtista, dedicada ao paulo intemporal, à la manière de manuela baptista



chegou o outono e ela escondeu-se nas folhas. havia uma voragem pela casa inteira, o rumor vigiado dos budas nas cítaras do sol nascente. as crianças brincavam ao jogo das horas, e escondiam anos inteiros na sombra dos bolsos. os dias do verão passaram, e a estação inteira mergulhou fria nas cores do parque. um dia acordou mais tarde, e a manhã era sem som. olhou para a frente e ela não estava lá. só a reconheceu pelas plumas: tinha levado as brincadeiras para mais longe, silenciosa, um vulto inigualável desenhado no perfil das estrelas.
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domingo, 30 de agosto de 2015

. quase .

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de repente renascemos
de um estádio de quase nada
e somos laureados
com um pálio de quase tudo
quase porque a ser quase
a vontade ase de mão dada
e por um pouco deste quase
o olhar prolonga.se
e o silêncio é mudo
não fora a compaixão
a piedade e o velho escudo


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domingo, 16 de agosto de 2015

. intemporal .

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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Sri Lanka

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domingo, 3 de maio de 2015

Histórias com Poulenc ao fundo, uma visão onírica de Manuela BaPtista

"Tinha concluído. Recuou três passos e apropriou-se do universo fantástico que criara. O cometa, a constelação maior, os cervos, o escaravelho gigante, a floresta, os trilhos. Logo de seguida preparou o gesso e trabalhou as partes laterais das telas e lá fora a primavera instalava-se e inundou-lhe as janelas abertas, as tintas, os pincéis, as paredes, os cabelos e os olhos e foi nesse instante que ela entrou. Esvoaçou fixada nas cores, à volta do gesso e se pousasse colava-se, moldava-se em estátua para sempre. Ele tentou recordar-se da morfologia inquieta das abelhas. A ferroada, o espigão, a moeda de cinquenta cêntimos para fazer passar a dor, não passava, não. Cinco olhos, três simples e dois compostos, a visão aumentada dos objetos, a alucinação da luz e do movimento e não sabia, apenas imaginava o que ela via. Depois num voltear mais amplo ela saiu e ele fechou a janela. Do outro lado do vidro a abelha batia e ali ficou muito tempo a bater e quem sabe talvez amanhã a polinização mágica dos cometas, da floresta, dos trilhos, da luz."


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sábado, 2 de maio de 2015

. Luís Alves da Costa .

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sexta-feira, 10 de abril de 2015

dez de abril

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Fica entregue, com um cartão escrito à mão, a esquerda, embora eu seja dextra e digo-te, tem um dia feliz, não, tem dois dias felizes, estende-os até ao fim de semana, tem muitos dias felizes, é isto que te desejamos e estas flores que te desenhei, falta-lhes qualquer coisa, estão incompletas mas finge que não vês, coloca-as numa jarra à janela para que as invejem as aves e o azul do céu.


Feliz Aniversário Intemporal!

:)
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