Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
Era uma vez um ouriço, tímido, solitário, lento, crepuscular.
Possuía uma toca escavada na terra, um pé de morangueiro silvestre e seis mil
espinhos aguçados que soltava quando lhe queriam fazer mal. Quando lhe queriam
bem, enrolava-se sobre si próprio e fingia que não estava ali. Gostava
da noite e na sua lentidão, gostava ainda mais das noites de lua cheia porque
fazem de conta que são plenas. Um dia encontrou um coelho.












