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sábado, 4 de novembro de 2017

Grandes êxitos do "The Braganza Mothers" (2010), a propósito da acusação da "Operação Marquês": "Novas Escutas do "Face Oculta" - A Ceia dos Robalos, de Manuel Godinho"



Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas


Imagem do KAOS




Do CD 227, da série mandada queimar pelo Orelhas de Bode do Supremo Avental de “Justiça”



(Protagonistas: o Sucateiro, Manuel Godinho, e a sua Boca da Servidão, Dona Idalina Godinho – por detrás de um grande sucateiro, há sempre uma grande sucateira fêmea)




Manuel Godinho – Lina, querida, vem aí o Natal, e precisava de fazer a lista das prendas…

Dona Idalina – Sim, amor, queres começar por quem?... Pelo “Chefe”, pelo “Major”, ou pelo “Dragão”…

M.G. – Vamos pela classe A, que é a mais barata… Como se chamava aquele taxista que mandaste subir, no outro dia…

D.I. – (suspiro) Que delícia, Manel… para esse, podemos pôr uma corrente de ouro, 200 €. Se voltar, dou-lhe também uma figa, porque tinha a figa bem (suspiro)… grossa…

M.G. – O que damos ao Lello, este ano?...

D.I. – A “Lena” ficou de negociar com ele uns custos a mais, nos IPs da Roménia… Acho que eles podem dar a prenda...

M.G. – (silêncio) O “Chefe” não gosta muito que se fale da “Lena”, de maneira que podemos pôr um bidé de prata, aí coisa para…

D.I. – para?...

M.G. – Classe AA – 2500 €

D.I. – Já escrevi, podes continuar, querido…

M.G. – Que é que damos ao Armando?... Essa dos robalos está muito gasta…

D.I. – Podia ser um livro?...

M.G. – Por amor de deus, o homem mal sabe ler, olha... põe umas bandas desenhadas…

D.I. – Mas isso é muito barato…

M.G. – Sim, mas assenta aí, “bandas desenhadas do Tonecas”. O resto vai em “quilómetros”…

D.I. – Damos alguma coisa ao Sousa Tavares este ano?...

M.G. – Também pode ser um livro, mas com muita bonecada, porque o gajo também lê mal… Olha, até tive uma ideia: damos uns “Astérix” a esse, e, em troca, uns “Equadores” à Ana Paula Vitorino

D.I. – “Equadores”, versão copiada, ou o original?…

M.G. – A copiada, porque ela é como o “Chefe”, mazinha, em Inglês Técnico…

D.I. – E para o Vitorino?...

M.G. – O Vitorino adora passes para as saunas: põe aqui um catálogo de “gay-bears”: álbum de fotos, redondos, peludinhos e de pila pequena…

D.I. – Credo, que nojo!... Isso custa quanto?...


D.I. – O Jorge Coelho leva o quê?...

M.G. – Esse gajo já mamou muito. Põe-lhe um Translator de Bolso, para evitar que ele diga “há dem” e “há des”… 250€, Classe A

D.I. – Ai, amor, é tão chato estar nesta lista…

M.G. – Ainda falta o “Pidá”… Acho que o gajo ia gostar duma metralhadora, mas ainda não sei o preço, vou ter de telefonar ou ao “Major” ou ao Júdice…

D.I. – Fica então em aberto?...

M.G. – Sim, deixa em branco, mas escreve AAA, à frente. Convém ter esses gajos da Noite sempre do nosso lado...

D.I. – O Pedroso leva alguma coisa este ano?...

M.G. – Sim põe um Menino Jesus de Prata, coisa aí para 400 €, AA

D.I. – E o “Major”?...

M.G. – O “Major” vai com o Figo e o Pinto da Costa. Temos de falar com o “Chefe” e ver se obtemos um perdão fiscal. O ideal era que os gajos pagassem para aí, sei lá, 5% do que puseram nos “offshores”, e o resto vinha em perdão fiscal, para enganar o pagode…

D.I. – Isso são montes de robalos, amor…

M.G. – Pois são, querida, mas o populacho é analfabeto, está tudo no nível da Lurdes Rodrigues, mas para o perdão fiscal, no estado em que esta merda está, mais robalo, menos robalo, é tudo uma questão de meses, ate à Bancarrota... mas tenho mesmo de falar com o Gajo das Finanças, e tem de ser às escondidas da “Bruxa”, que essa gaja anda a esticar-se muito no que diz para a Imprensa...

D.I. – Não achas que se podia pregar-lhe um… susto?...

M.G. – Não, a gaja tá de saída e o Balsemão já negociou com o Avental pôr aquele chavalo tonto, o Passos Coelho, no lugar da Velha, para esta merda não oscilar muito.

D.I. – Mas damos alguma coisa à Velha?...

M.G. – Sim, põe aí um Galo de Barcelos, mas baratucho, segunda escolha, que ela depois vai ganhar uma pipa de massa, quando for para Governadora do Banco de Portugal

D.I. – A Maria Barroso?...

M.G. – Ai, filha, essa ainda está pior: dá-lhe uma prenda A… Olha, melhor, nem gastes dinheiro: manda-lhe aquele catálogo de “La Redoute” do ano passado… Não deitaste fora, pois não?... Assim, a gaja fica a ver os bonecos, lá em Nafarros, e não chateia.

D.I. – E o “Chefe”…

M.G. – (silêncio)

D.I. – (silêncio)

M.G. – … o “Chefe”?...

D.I. – É sempre um grande problema… Um problema do caralho...

M.G. – Vamos deixar para o fim, mas não te esqueças, amor…

D.I. – Temos a Câncio… Que achas?...

M.G. – Vocês é que são mulheres, sabem melhor do que eu…

D.I. – Querido, eu acho-a nojenta, de maneira que preferia que fosses tu…

M.G. – (risos) olha, por mim… (risos) Por mim… era já um vibrador…

D.I. – Manel, por amor de deus, não sejas ordinário…

M.G. – Querida, EU estou a falar a sério… Acho que lhe faz falta. Há uns da Ferrari, com cinco mudanças, dizem que faz maravilhas de jornalismo…

D.I. – (silêncio) ... amor…

M.G. – Pronto. Tive uma ideia genial: vamos gastar uma pipa de robalos, mas vamos matar dois coelhos de uma só cajadada… (risos)

D.I. – Como assim?...

M.G. – Mandamos a gaja para Barcelona, para falar com o Rubén Noé Coronado, para a aconselhar a fazer um implante de pénis…

D.I. – Amor, isso vai sair AAAAA, caríssimo!…

M.G. – Não vai, querida, ela faz o implante, toma umas hormonas, é um investimento, como qualquer outro, (risos) saiu mais caro mandar matar o Sá Carneiro, e depois… (risos)

D.I. – … depois o quê?...

M.G. – (risos) Ficamos com o problema do “Chefe” resolvido: quando ela estiver … “transformada”…, oferecemo-la como prémio (risos) ao “Chefe”… (risos)

(fim da escuta)


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quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Grandes êxitos do "The Braganza Mothers" (2010), a propósito da acusação da "Operação Marquês": "Novas Escutas do "Freeport": da Coleção de Rejeitados da Popota Cândida Almeida"


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas






CD 12 – 1h 12m 14 s




Elisabeth II – Ohhhh, darling… (smile)

Dona Adelaide Pinto de Sousa – Como está, minha querida?...

E. II – I am a bit of pain in the ass…

D.A.P.S. – Dores nas cruzes?... Isso já lhe passa, querida, quem me dera que as minhas dores fossem todas nas cruzes...

E. II – And your son?... Do you know that “eu já dei ordem” of blocking here “Freeport’s” process?...

D.A.P.S. – Sim, “my son” já me disse...

E. II – You know, I don’t want dirty things envolving MY son!...

D.A.P.S. – Nem o meu!... O meu Zé é tudo para mim, aliás, o meu Sócrates, e o outro, que se ia chamar Platão, e um terceiro, que se Jeová quisesse, seria Aristóteles...

E. II – So, what about “Freeport”, in Lisbon?...

D.A.P.S. – Cândida Almeida “is just trying” to arquivá-lo. Fique descansada, que já não aparece lá o nome nem do seu filho, nem do meu, nem do meu irmão, nem dos meios-irmãos, nem dos meus sobrinhos, nem dos meios sobrinhos, nem de ninguém da sua família, nem da minha, e a palavra "offshore" e "Parkinson" foi apagada de lá!...

E. II – God is great!...

D.A.P.S. – (silêncio) No, dear… Yahvé “is great”!...

E. II – Yes, yes, Yhavé too. And Allah, and all gods are great (smiles)

D.A.P.S. – Tudo, na Terra, é grande e grosso (risos)

E. II – So, now, we can begin thinking on something greater than “Freeport”… (silence)

D.A.P.S. – José “is trying to build the BIGGEST airport” no Mundo. (silêncio) Quer dizer, está a arranjar maneira…

E. II – “arranjar maneira” is what?...

D.A.P.S. – “He is trying”…

E. II – Ah, that’s all right, dear (smiles)

D.A.P.S. – … “He is trying” to have more robalos?...

E. II – What is that... “robalos”?...

D.A.P.S. – (silêncio)

E. II – (silence)

D.A.P.S. – (silêncio)

E. II – Is it what?... a fish?...

D.A.P.S. – “Well, IT is not fish, not… It is…”

E. II – Bass fish?...

D.A.P.S. – Não, not “snuff” (silêncio), é… (silêncio)… dinheiro

E. II – Oh, darling, I see, “dinheiro”, money… It' s so, so... sweet, money. I like money very much!... Money is my… blood!...

D.A.P.S. – Querida, não me fale de “blood”!...

E. II – Why not, my dear?...

D.A.P.S. – “Because I’m” Testemunha de Jeová. Posso receber dinheiro mas não posso receber sangue.

E. II – Ohhhh, I’m so sorry, darling, so I can imagine how you are “sofrendo”, now...

D.A.P.S. – Sim, sou uma sofredora, estão a tentar linchar moralmente o meu filho...

E. II – But has your child any morals?

D.A.P.S. – Não, mas uma mãe acredita sempre que sim

E. II – And he will get married now? ...

D.A.P.S. – (silêncio)

E. II – I’m not talking about gay marriage. I’m talking about a woman, you know you can always buy a woman to pretend to be his wife. I’ve done the same, with Sophie and Edward… My son is also a… faggot...

D.A.P.S. – “So, you are a fag-mother…” (risos)

E. II – (silence)

D.A.P.S. – (silêncio)

E. II – No, I’m the Queen, and you are a… (silence)

D.A.P.S. – …

E. II – … anyone can help me?... Richard, please, call me the translator!... (silence)

D.A.P.S. – …

E. II – (silence) So... “Você é uma javardona transmontana, mãe dominadora, que fez a vida negra ao seu marido, antes de se divorciar, e o seu filho tinha de dar num paneleiro de Vilar de Maçada, o maior aldrabão que os Portugueses já tiveram como Primeiro-Ministro, portanto, “fag-mother” é a puta que a pariu, sua ordinária!...”

D.A.P.S. – (chora)

(Ouve-se outra voz na linha)

Cândida Almeida – Importam-se de manter alguma decência na conversa, porque isto está tudo a ser gravado?... E, já agora, ou falam em Português, ou é melhor estarem caladas, porque eu sou fraquinha em Inglês Técnico!...

E. II – Oh, yes, darling, of course!...

D.A.P.S. – Ai, sim, querida, pedimos já desculpa… Mas podemos continuar?...

E. II – What’s about raining, in Madeira?... And Cristiano... Cristiano Ronaldo?...

D.A.P.S. – “Do you love too” Cristiano Ronaldo?... Passo o dia a “dar ao dedo”, “esfolheando” revistas com ele…

E. II – “Dar ao dedo?...”

D.A.P.S. – “Yes, darling”, como é que se diz, em Inglês... esfregar o dedo no clítoris, com toda a força?...


(Fim da escuta)

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Grandes êxitos do "The Braganza Mothers" (2010), a propósito da acusação da "Operação Marquês": "Transcrições das Escutas do "Face Oculta" - "Um pouco de sexphone, se faz favor..."



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Dedicado ao Semanário "SOL", pela ousadia de me atribuir o galardão de "Blogue da Semana"




CD 37 – minuto 5, segundo 12 (Da série mandada queimar pelo Aventalinho do Orelhas de Bode, do Supremo Tribunal de Justiça)

Zé - … é porque eu hoje estou de ressaca. Voltou o meu primo de Shaolin, só conversas de gajos e de coca, ele foi para lá, pensar que ia aprender aqueles truques todos do “Matrix”, parece que deslocou duas vértebras, a minha mãe tem estado nas rezas dela…

Mano – A tua mãe continua nas cenas do Jeová?...

Zé- Sim, e isso é uma coisa que me faz sofrer bués, aqui, na vizinhança, quando ela bate à porta, a anunciar o Fim do Mundo, fazem um grande sorriso, mandam-na entrar, começa tudo como se já se conhecessem há muito tempo… Perguntam-lhe logo se ela já sabia que o Fim do Mundo ia ser comigo, a cota fica horrorizada, diz que não é isso que vem na “Sentinela”, mas as pessoas insistem que é isso que ouvem dizer por todo o lado, no talho, na padaria, no café…

Mano – E a velha?...

Zé – Pá, a velha anda fodida, como é natural, já foi de urgência para o hospital, e agora decidiu que já não vai bater de porta em porta, a falar do Fim do Mundo, mas da Retoma que vai vir a seguir. Entrou em depressão, porque batem-lhe com a porta na cara, como faziam antigamente. Isso, mais a Câncio, que quer ser aumentada, por cada notícia em que o nome dela aparece colado ao meu, nas revistas do Abel e do Carlos Castro..., pá..., ando mesmo mal, como no período da “Independente”…

Mano – Então, queres falar de quê?...

Zé - Pá, tudo menos de robalos, de sacos de dinheiro, de “Freeport”, de concessões à Mota-Engil…

Mano – Podemos falar da “Lena”. A cena está bem orientada com o consórcio francês. O Pedroso cumpriu bem a missão na Roménia, e, se calhar vai agora para o Báltico. Os gajos precisam bué de autoestradas, e nós sabemos sacar o alcatrão e… (risos) transformá-lo em… robalos (risos)

Zé – Mano, já te disse que não me apetecia falar de coisas sérias… Apetecia-me qualquer coisa de especial…

Mano – Tipo o quê?... Queres umas anedotas das pielas do Alegre?... Dos ataques de epilepsia do Cavaco?... Há umas boas, que me chegaram ontem de Belém (risos) O gajo parece que se mija pelas pernas abaixo!... (risos)

Zé – Não, queria outra coisa, sei lá... (silêncio)... Sabes fazer sexphone?...

Mano – Sei, mas com gajas russas, daquelas com mamas grandes e muita chichinha (risos) pachachas seminovas, como diz o Putin (risos). Queres que faça de gaja?...

Zé – (silêncio)

Mano – Pronto, já percebi… Queres que faça de gajo?...

Zé –(silêncio)

Mano – Escuta, eu sei imitar a voz do Diogo Infante… do teu primo…

Zé - Consegues imitar o meu primo?...

Mano – Yeah… os dois, os três, todos os que tu quiseres. (silêncio) Mas tens alguma fantasia com os teus primos?...

Zé – (silêncio)… (silêncio)… (silêncio)… tenho…

Mano – Com qual???...

Zé – (silêncio)… com… todos... Os primos, os meios primos, os tios... eu curtia uma bacanal com eles todos...

Mano – Então, vamos nessa, para começar, eu faço de Hugo Monteiro, e tu (silêncio)…

Zé - … eu posso fazer de... Câncio?...

Mano – Bute nessa, meu, bute nessa (risos). Vá, começa lá… Anda, chavala, põe-me essas tetas todas cá para fora…

Zé – (silêncio. Abre a camisa Boss) … assim, está bem?...

Mano – Yeah, meu, vamos já a uma “espanholada”?... Abre-me essas mamas e roça agora o telemóvel no rego… isso… estás a senti-lo todo, muito quentinho, para cima e para baixo?... Isso, vá, mais devagarinho, e roça mesmo o teclado, para eu te sentir toda… Queres gemer para mim?...

Zé – (Sócrates geme)… hmmmm… tão bom… Queres que meta o Blackberry onde?...

Mano – Onde quiseres, passa-o no rego do cu… Isso… devagarinho… Agora, põe no vibrar, que eu vou desligar e voltar a ligar… (desliga o telefone)

Zé - Hmmm, tão bom… Apetecia-me um Venezuelano daqueles morenões, como o Chávez me costuma arranjar, nas visitas de Estado… Mano, estou cheio de tesão… Não queres vir aqui, para fazermos os dois, ao vivo?...

Mano – foda-se, ainda se fosses uma Lituana boa, fazíamos o “Hostel” aí, em tua casa, com a Mãe do Herman a cortar-te a picha e a dá-la de comer aos cães aí da rua, que ela costuma envenenar…

Zé - … vá, mano, já nos conhecemos há tanto tempo… Aqueles dias em que ficávamos sozinhos na “Sovenco”… (suspiro) Tantas vezes que eu pensei que me ias encostar à parede, e tratar como uma cadela… Até podíamos casar, quando eu aprovasse o Casamento “Gay”… (silêncio) Eu iria lindíssima, de véu branco e flor de laranjeira, e depois podíamos adotar uns daqueles putos sem família da Roménia… O Paulo conhece tantos… E o meu nome ia ser, no Registo Civil, José Sócrates Pinto de Sousa Vara… (suspiro) Lindíssimo… (suspiro)

Mano – Nâ, chavalo, isso não… Regras da Loja. Somos como irmãos: irmãos da Loja negoceiam, traficam e manipulam, mas nunca fodem. Isso ia ser incesto, Zé, quer na Regular, quer na Irregular...



(Fim da escuta)
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terça-feira, 24 de outubro de 2017

Grandes êxitos do "The Braganza Mothers" (2009), a propósito da acusação da "Operação Marquês": “Como prometido, iniciamos a publicação das transcrições das escutas Armando Vara versus Sócrates, mandadas destruir pelo Pelos na Orelha do "Aventalinho"


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CD 3 – minuto 3, segundo 12 (Da série mandada queimar pelo Orelhas de Bode, do Supremo Tribunal de Justiça)


Zé – Olá, mano, tudo bem?... Viste o noticiário hoje?... A gaja da TVI tem de ser queimada, pá, é assim, não foi isto que combinámos no início, é todos os dias a mesma merda, os putos, na escola… pá… não podem estar a ouvir todos os dias o que dizem de mim…

Mano – A gaja tá protegida na TVI, mas aquela merda pode-se dar um toque à PRISA. Eu amanhã vou para Madrid, tenho lá um jantar com umas gajas… (silêncio) Pá, desculpa lá… (risos) se eu soubesse que tavas nessa onda até te convidava… (risos) São da Letónia, ou uma dessas merda desses países que inventaram agora… Pá… lindas… mandaram-me o catálogo, têm olhos que parecem aquelas pedras dos anéis..., lindas, bué, Zé..., lindas… águas marinhas, ou lá o que é, muitas vieram clandestinas para pagar a vida da mãe, que tá com cancro… foda-se, estes gajos das redes não respeitam nada, mas a casa é um espetáculo, nada daquelas porras onde eu ia com o Madaíl, em Vouzela, as gajas até cheiravam mal, estas é tudo limpinho, foda-se, boas como o caralho (silêncio)… Zé, eu já meti a língua em duas…

Zé – (silêncio)

Mano - … e volto domingo, deixei uns gajos cá, no gabinete, a aldrabar umas contas no BCP, segunda devo tar com uma ressaca, mas tenho de fingir que tive a tratar dos negócios, há uns gajos dos petróleos, que vieram de Paris, acho que vão lá estar, mas nem me tou pa chatear, pá, foda-se, o fim de semana é pra um gajo se esticar, mas é assim, Zé, se nas Russas estiver lá algum gajo da Prisa… não, com os paneleiros eu não vou negociar, isso depois podemos marcar uma reunião informal, em Queluz, mas eu posso dar o toque. Pessoalmente, também tou farto da gaja, parece uma boneca insuflável, antigamente, tinha a boca grande, agora tem tudo grande e a boca ainda maior, acho que tem mesmo de ser trocada…

Zé- Pronto, então é isso, eu aqui posso pressionar o Paes do Amaral…

Mano – (risos) Vais “pressionar” o Paes do Amaral???... (risos) Como é que tu vais pressionar o Paes do Amaral???... O gajo ainda é mais passivo do que tu, deixa-te de caralhos, eu vou falar diretamente com o Penedos, o gajo mexe-se bem na Holanda, no fundo, nunca deviam ter deixado essa merda da Endemol tomar conta disto tudo. Aquilo é bom para os “cámones”, o pessoal aqui gosta é de gajas com grandes cus e futebol. O problema vai ser que não pode ficar à vista… (silêncio) No “Casa Pia” eles não ficaram com nenhum cu de fora?... Parece que a gaja vendeu a casa no Alto do Restelo e népia de mais valias… Podíamos atacar pelo lado do Fisco, foda-se, sei lá, numa só de desmoralizar, como fazemos com o Portas...

Zé – Do Fisco não sei nada, e do “Casa Pia”… deixa ver, o Paulo ainda não veio da Roménia, está a acabar os contratos, para ver se aquilo passa rapidamente para os Franceses, que não quero o meu nome misturado nem com a "Lena" nem com a "Abrantina", vocês isso prometeram…

Mano – Tá prometido, tá cumprido… Sabes se o gajo se tem safado com os putos?...

Zé - Mano, tou mais preocupado com as fugas, a Cabrita já anda à perna, o Monteiro anda a fazer jogo duplo na Procuradoria e a gaja, qualquer dia, enturma com a outra…

Mano – Yeah, isso é mau… sim, isso é mau, tou farto dessas gajas da coca, a história começa aqui, amanhã já está o Balsemão a snifá-la, aquilo do “Expresso” e da “Sic” acho que está mesmo muito mau… (silêncio) Olha, já te chegou alguma sobre o Miguel ir para a “Sic”?...

Zé- Qual Miguel?...

Mano – Pá, o filho da outra, o que copia os livros…

Zé – Quais livros?... Há tantos a copiar livros

Mano – Pá, o dos comentários da TVI, ele não está feito com a da boca grande, mas se se vir entalado faz maioria… esse é daqueles que é tudo menos merdas, por causa da mãe…

Zé- Tá morta. Essa, ao menos, já foi, senão tínhamos de ir arrumá-la ao lado do Ferro…

Mano – Ou do Carrilho, na Unesco… olha, tinha sido mais fácil calá-lo assim. Agora, há um problema nisto tudo, é que eu preciso de fundos, para comprar algumas coisas, sabes como é, o pessoal anda todo um bocado enrascado com a crise, se tu chegares e puseres um saco de notas em cima da mesa, a conversa é sempre mais rápida…

Zé- Tens a faturas do Godinho, mas podemos usar o nome da REN, para sacar alguma coisa da fatia do BPN, ninguém nota, no meio do buraco... Mais logo, vou telefonar ao Zé, quando ele chegar de Bruxelas, aquilo ali está mesmo denso, parece que andam a queimar o nome do Blair, para depois avançar com o nome de um dos nossos, para a Presidência Europeia…

Mano – E então?...

Zé -… e então, pá, tivemos de negociar. O pessoal, aqui, cala-se, oficialmente, vamos com a Espanha, e aí avançamos com um nome dos nossos, parece que é um Belga, mas deixei ali o nome no bolso do outro casaco, não sei dizer-te quem é, mas é poderoso, daqueles que conseguiu bloquear o Caso Dutroux. Em contrapartida, os gajos fecham os olhos ao nosso deficit aí uns dois anos, pelo menos...

Mano – E isso do deficit está como?... Lá no banco falam de uma porrada de dinheiro…

Zé- Tá mau, mas a gente aguenta-se. A Loja deu ordens ao Vítor para agarrar os números, e só virem depois das eleições…

Mano – Mas tipo o quê?...

Zé – (silêncio) Pá, já passou os dois dígitos, mas isso não se pode saber, e também não interessa, que eu nessa altura já espero não estar cá. (silêncio) Agora que isto está mau… está, está muito mais do que se pensa...

Mano –E o que é que diz a Loja?... Tenho tido pouco tempo para ir lá, com isto das Russas…

Zé- Até agora estão a aguentar a coisa. A eleição do Obama calou os toscos, na América, e aqui vamos ver se conseguimos manter a calma até à próxima reunião de Bilderberg.

Mano – Já sabes onde é?...

Zé- O Aguiar Branco disse-me que pode ser na Sicília, mas já me chegou, por outras vias, que vai ser no Rio de Janeiro.

Mano – Boa!... Para ver se dividimos os gajos. E sempre vai dar para falar diretamente sobre o plutónio, com o Hugo.

Zé- … é… Isso é outra coisa que me anda a tirar o sono. Quando era uma de estarmos a fazer entrar a coca, ainda podíamos ter a “Air Luxor” e a as velhinhas de Arraiolos, agora, com o plutónio… É complicado, já pensámos em Marrocos, ou Cabo Verde, para depois vir via os voos de Angola. Depois mete-se nos camiões e é mais fácil, os gajos nem sabem que aquilo mata (risos)

Mano – E como está a conversa com Teerão?

Zé- Bastante boa. Se houver crise do petróleo, os gajos asseguram os stocks até 2015, mas precisamos de pôr lá 10 toneladas, senão nada feito…

Mano – 2015 é porreiro, pá… Achas que em 2015 já estamos outra vez com Maioria reforçada?

Zé- o Zé diz que sim. Está agora a montar uma empresa de sondagens…

Mano – Ah, ganda Magalhães, sempre a faturar (risos). E achas que é merda para se aguentar?...

Zé- Ele disse-me que é tudo baseado em escutas, portanto, não precisamos de amostragens, diz o gajo. Tem uma equipa que escreve o que o pessoal diz ao telefone, e ninguém vai mentir, ao telefone sobre onde vai votar… 0% de margem de erro!... (risos)

Mano – E o Corno de Belém, anda manso, ou com os tremeliques?...

Zé - Anda manso. Por aí está tudo controlado. Pelo menos, é o que tenho ouvido nas gravações. Parece que ainda pensa que é Presidente (risos)

(Fim da secção)


( Duo da Coxa no "Arrebenta-SOL", e no "The Braganza Mothers" )


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