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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

"Grandes êxitos do "The Braganza Mothers I" (2006/07): "As "Licenciaturas" de Sócrates, deitadas no divã de Freud"







Para mim, com uma Quarta Classe das antigas, puta nas horas vagas, e mulher-a-dias do Regime a tempo inteiro, foi com enorme orgulho que recebi, no I.S.P.A., uma Pós-Graduação em Psicanálise (4 dias, de 2 horas intensivas, que bem me saíram do corpo e da carteira...).

Fiquei a saber que, para Freud, os anos mais importantes da nossa vida eram os 5 primeiros, sobre os quais -- azar -- logo tombava uma cortina de sombras, que durava a vida inteira, exceptuados os sobressaltos e as recaídas no Inconsciente.

Estou agora a terminar uma tese de doutoramento, em que defendo que, bem mais importantes do que esses 5 anos da Infância são os 5 anos da Licenciatura. Esse, sim, é o tempo da verdadeira angústia.
É, pois, com a Dor de Sócrates que eu sofro: aquela Pós-Graduação de 4 dias fez-me saber o que pode ser o sentimento de inferioridade de um cavalheiro que quer galgar a todo o custo, e sabe não ser detentor de um canudo.
Há, em José Sócrates, um pouco de Harry Potter. Ele sabe mexer a varinha -- ou o varão -- e as coisas aparecem todas feitas. "Consta-se de que", mal seja apeado involuntariamente do Governo, já se está a preparar para a Beatificação. O "Expresso" de hoje avança com o seu primeiro milagre: o de ter criado, do Nada, um Reitor.

Isso é uma coisa lindíssima, e acho que nem a Sãozinha, nem a Santa da Ladeira, nem a Irmã Lúcia, no tempo das suas melhores "performances", conseguiram tais feitos...

Nomear um Reitor é algo de bem mais profundo do que pôr um paralítico a andar, um cego a ver, ou o Mega Ferreira à frente do Centro Cultural de Belém.
Resta a matriz psicanalítica da coisa, e essa é o centro deste texto: até agora, nunca tinha percebido a raiva desmesurada contra certas classes da Sociedade Portuguesa, justamente, aquelas onde se congregam mais licenciados, Médicos, Juristas e Professores.

Era, afinal, um problema psicanalítico, não o dos 5 primeiros anos de vida, mas o dos intermináveis 5 anos da sua "Licenciatura", em irremediável forma de Quasímodo.

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sábado, 13 de fevereiro de 2016

Grandes êxitos do "The Braganza Mothers I" (2006/07): Correio da Lola - "Qual a diferença entre a providência divina e uma providência cautelar?..."




Querida Lola: Li ontem na Revista "Maria" que a minha escritora favorita, Margarida Rebelo Pinto, tinha posto uma "providência cautelar", e depois falavam também da Páscoa e da "providência divina". Querida Lola, qual a diferença entre providência cautelar e providência divina?

(leitora devidamente intoxicada do Farelão)




Querida leitora:

A Providência Divina manifesta-se, por exemplo, sempre que caduca uma dívida monumental ao fisco, sempre que alguém com um I.R.S. de Salário Mínimo compra um apartamento nas Torres do Vasco da Gama, sempre que prescreve um processo de Pedofilia ou de contaminação de hemofílicos. Pelo seu próprio carácter divino, a Providência Divina está em todo o lado e em todo o tempo, ao contrário da providência cautelar, que, como o próprio nome diz, passa a vida a vender cautelas e a apostar no euro-milhões, para conseguir, com um golpe de sorte, tudo aquilo que a outra dá diariamente. Com o correr dos tempos, foram declaradas, no Concílio de Niceia (325 D.C.), de uma e uma só natureza, dando origem à Previdência Social, a qual, como se sabe, se encontra tecnicamente falida... sim, falida, mas mais uma vez, só para alguns, pelo que se supõe que o séc. XXI voltará a trazer a novidade da separação entre a Providência Divina e a Providência cautelar. Querida, nunca ouviu dizer que a História não se repete, mas adora imitar-se? Kisses.
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domingo, 4 de outubro de 2015

José Vilhena: num tempo de pequenos, lá se foi mais um dos raros grandes

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quinta-feira, 28 de maio de 2015

Correio da Lola - "Querida Lola, o meu pai mudou de sexo, e agora acho que tenho mesmo duas mães..."


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas




Querida Lola:

O meu pai era um machão. A minha mãe sofreu horrores, por causa das mulheres que ele tinha, e teve, e foi tendo, e só conseguiu estabilizá-lo através do estômago, fazendo-o engordar 20 quilos, e então elas deixaram de ver nele um macho latino, e passaram a ver a Porca de Murça, cerdas e tudo incluído... No fundo, até estavamos a viver agora com alguma calma, quando, suddenly last summer, ele entrou pela porta dentro, e disse que tinha uma coisa para nos comunicar. Pensamos que fosse alguma prenda, mas não era, tirou o barrete, e soltou uma longa cabeleira loura; abriu a camisa e pôs um valente par de mamas, em crescimento, em cima da terrina das cerejas. Disse que queria ser operado, mas só fisicamente, já que o seu hemisfério de macho não estava afetado, e agora ia arranjar uma mulher decente, para poder viver com ela lesbianamente. Que acha que faça: mato-me depressa, ou mato-me devagar?

Maria da Assunção Gaiato


Querida São:

Sabe que este meu correio da Internet tem sido uma escola da vida: para além de me ensinar a viver intensamente os problemas das pessoas, também me ensina que o Mundo é um problema intenso que cada vez vai tendo menos pessoas e mais problemas. Posso dizer que o seu email me trouxe um pouco mais de luz sobre o mundo, por que nunca tinha ouvido falar de um caso como o seu. Aposto que o seu pai era um machão peludo, daqueles que se passa a mão pelo peito e se tem de ir pôr um pouco de creme, para não ficar tudo assado. O horror que vai ser ter de depilar esse pelo todo... Já me parece estar a vê-lo, de cu para o ar, numa marquesa, a levar choques daquelas coisas roxas de laser, que tanto matam o pelo como as moscas à porta do talho... Deixe-me que lhe diga que, com este meu nariz sensível de traveca, o problema nem vai ser tanto visual, mas mais de odores: depilar um Neanderthal tem o mesmo cheiro daqueles viveiros de galinhas nos quais caiu um raio e arderam por completo. A sua pena são os pelos que ele vai perder, mas a minha dor é o cheiro a pena dessa queimada. Houve um verão em que a Austrália acabou toda assim..., seja positiva, e pense que é melhor ver o seu pai a arder do que bandos de coalas órfãos a fugir das matas de eucaliptos. Mas, minha querida, deixe que lhe diga que percebo todo o seu sofrimento: ter um Don Giovanni, em casa, a cheirar a cavalo, e, de repente, ele inchar, vir com a pele do leitão depois de passada pelas brasas, rosadinho, cheio de hormonas, e, brevemente, com uma neovagina talhada pela nossa querida amiga Emília, em Santa Maria. Só espero que ele não entre em casa a dançar, de tutu, como os hipopótamos, de Walt Disney, senão, isso vai ser uma versão séc. XXI, da "Fantasia". Nisto tudo, só há um pequeno problema, por que, como sabe, o meu setor é o aconselhamento do homem masculino que tem problemas de necessidade de outra masculinidade. No seu caso, querida, está-me a contar a contar a verdadeira história da mulher lesbiana, prima da mulher bichona: no seu pai, o corpo nunca condisse com a alma, e, pior, a líbido andava desgraçadamente à solta, como quando se parte a suspensão, e os porcos caem todos no meio da autoestrada... Penso que, pior do que ter um pai transsexual é ter de contar às suas amigas que tem um pai fufa... Já imaginou que elas até podem ter medo de ir lá lanchar a casa?... De estarem a tomar um chá da Manuela BaPtista, cheio de menta, e a cheirar a gerânios pela casa fora, e toda a gente a pensar que se vai levantar uma brisa musical, e, de repente, o seu pai, já transformado, salta de cima do guarda vestidos e diz "surprise!...", levanta a saia e avança para as suas amigas, com um tosão negro -- já que acho que ele deve deixar intacto aquele mato grosso que lhe ia até ao pescoço... -- e lhes pergunta "posso esfregar-me em vocês todas?..." Virgem Maria, já imagino o escândalo que isso vai ser no prédio, com toda a gente a fugir pelas janelas, a chegarem a casa a ofegar, e os pais a perguntar, que foi, meu amor, e elas a responderem, foi o pai da São, que afinal não é pai, mas mãe, que nos queria violar!... Meu deus, coisa pecaminosa, isso é uma imagem do altar do diabo, faz lembrar o último "Dança com as Estrelas", em que a Teresa Guilherme foi convidada, e se lançou imediatamente nos braços do bailarino mais novo. Também foi Walt Disney, mas mais soft. Eu sei que lhe vai parecer um pequeno desvio, mas às vezes também gosto de desabafar um pouco: há anos que a Teresinha confessa que gosta de homens mais novos..., o problema é que, com o passar dos anos, ela vai ter de corrigir nas entrevistas "mais novos" por "muito mais novos", ou "muitíssimo mais novos", ou "escandalosamente mais novos", até aquilo se parecer com a distância que separa o Sol de Plutão. No fundo, parece a história da minha vida, em que comecei a satisfazer os pais, e agora, de quando em vez, já me aparecem os filhos a pedir a mesma dose dos pais. Com o aumento da idade da reforma, e as permanentes obras de manutenção da minha esquina da Rodrigues Sampaio, um dia destes ainda acabo a fazer os netos, depois de ter comido os pais, e manchado a cuequinha dos avôs.. Creio que é isto que é o Tempo, embora eu ache que é a genética a manifestar-se em toda a sua promiscuidade. Uma coisa me distingue, porém, da Teresa Guilherme, é que eu não sou como ela, que parece que lhe faltam umas vértebras. Ela parece um Violino de Ingres ao contrário, mas eu, graças à santa, sou perfeitinha, em toda a minha deformidade estrutural... Olhe, penso que já me estiquei, e vou voltar ao seu problema. Acho bem que o seu pai faça a sua operação radical, para se sentir bem no seu corpo, já que nós, direta ou indiretamente, pagamos isso tudo pela ADSE, e que ele se encha de hormonas, para aumentar o deficit da balança comercial, já que essa porcaria vem toda da China. Também acho bem que organize chás de fufas e faça reuniões de tupperwares, para discutirem quem é mais mulher, a que o Intelligent Design fabricou, ou a que saiu da mesa de 12 horas de cirurgia de Coimbra. E até lhe vou dizer mais: já que o seu pai tem essa mente tão aberta, tão século vinte e dois, não quero ser Cassandra, mas está-me a cheirar que ele se vai cansar dessa mulher que já seduziu como fufa, e vai querer mas é voltar à sua mãe, e desejar reconquistá-la enquanto fêmea. Com um pouco de sorte, ou azar, a sua vidinha ainda se pode complicar, já que, depois de ter sido forçada a ter duas mães, ainda acaba a ter duas mães lesbianas, o que é demais para um pobre coraçãozinho frágil, como o seu, eu sei... E, como é quase verão, ainda lhe vou dar mais um pequenino carinho: imagine que o seu pai, para além de galã de fêmeas, sempre teve um secreto desejo incestuoso, e anda morto por enfiar a linguinha na boquita da servidão da sua filhota?... Esta é má, não é, querida, mas como já nada nos espanta, também não nos devemos espantar com tudo o que nos possa acontecer. Pior do que isso será mesmo o seu pai, em forma de mãe, a abocanhá-la, enquanto a menina, já sem saber o que fazer, se agarra ao que tem à mão, se aproxima do crucifixo, para... para... para aviar um valente broche ao martirizado, como a outra tarada!... E, realmente, agora já só falta mesmo o final finalizante, o conselho da amiga traveca do seu coração: não se mate depressa, vá saboreando toda essa odisseia em que se tornou a sua vida, e mate-se devagar, como aquela livraria, onde as pessoas adormecem, todas encostadas umas às outras, a folhear o Louco Antunes. Kisses desta toda sua para o que quiser.


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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Correio da Lola - "Moro em Sesimbra, e estou cheia de medo de que o "Lyubov Orlova" venha dar à costa aqui, e os ratos canibais comam os meus filhos todos..."


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas


Querida Lola:


Sou uma sua leitora atenta, e tenho todos os seus textos na prateleira da minha biblioteca de favoritos, ao lado dos plágios do Miguel Sousa Tavares, dos livros de piadas para adormecer, dos "Gatos Fedorentos", do "Ovário de Eva", de Clara Pinto Correia, e dos inéditos, escritos depois de morto, do imortal Saramago. Adoro as brisas do mar, aqui, e os pescadores, de tora grossa, de Sesimbra, mas li no "Correio da Manhã" que vinha aí um navio fantasma, cheio de ratos canibais, que até podia encalhar, aqui, em Sesimbra!... Que acha que faça, que venda já a minha casa aos Chineses, que a alugue a uma família de escravos moldavos, ou emigre, como recomenda o Sr. Primeiro Ministro?...

Glicínia Quartil, Sesimbra


Querida Glicínia:

Adoro mulheres, com nome de flor, que me escrevem. E também percebo toda a sua preocupação, por que um navio à deriva, cheio de ratos, pode dar à costa em qualquer lado, sobretudo em Portugal, onde aparecem a boiar tantos fardos de coca, das lanchas rápidas da Fonte da Telha, do Guincho e da Nazaré, onde nunca se percebe se se está a surfar uma onda se a surfar uma onda de sacos da "branca"... Mas a isso, querida, já nós estamos habituados. Que seria de um país, onde o Sr Aníbal, de Boliqueime, destruiu as Pescas, para as substituir pelo tráfico do "peixe" em pó?... É o "pügrèsso", meu amor, e quem somos nós, eu, uma pobre traveca, e você, uma bronzeada de Sesimbra, viciada em ser comida por pescadores e filhos de pescadores, para combater o "pügrèsso"?... Devemos é aderir, de peito inchado, e a sorrir, como aconselha a boca da servidão de Boliqueime. No entanto, se me escreveu, é por que confia na minha intuição feminina, e a minha intuição feminina (com chicote), vai acalmá-la, querida, por que isto, com as alterações climáticas e a pré campanha eleitoral para as Eleições Europeias, cheira-me... deixe que lhe diga, que o "Lyubov Orlova" vem direitinho para a Praça do Comércio, e que o Sr. Presidente da Câmara de Lisboa, futuro Presidente da República Portuguesa, até já tem tudo preparado, e vamos ter um gigantesco Festival de Primavera, para esquecer a Crise, e mostrar que Lisboa é a cidade mais "cool" do Mundo... ---para vir passar três dias, fazer umas merdas que já não se podem fazer em mais nenhuma cidade civilizada do Mundo, e... e.... e... nunca mais voltar -- senão para assistir ao "Festival Lyubov Orlova", com queima das fitas, praxes, e muitas b'zanas e overdoses... Isto, querida, é o lado político da coisa, o lado Marine Le Pen, se quiser, por que, depois, também há o lado biológico, e isso tenho de a informar, por que já andei a pesquisar umas coisas, e tenho uma investigação científica preparada, que só está à espera de bolsa, aprovada pela fêmea do Ministro Nuno Crato, a Bacharel Superior de Educação, Luísa Borges de Araújo, e vamos ver se tenho sorte desta vez. Como sabe, meu amor, os ratos começam por ratar tudo o que têm à mão, aliás, à boca, desde madeira, borracha, plásticos, panos, ações do BPN, sei lá, tudo o que der para roer, e, excetuados os ratos sucateiros, do tempo do Bacharel Sócrates, chegam ao metal, e... param. Foi aí que começou o problema mais sério, por que, nada mais havendo para ratar do que o metal, tiveram de se começar a comer uns aos outros, salvo seja, e entramos num horroroso ciclo de canibalismo, misturado com crias da coadoção, que mal eram paridas eram devoradas por multidões de guinchadores, peludos, e fedorentos, com uma fomeca do diabo. Agora, querida, sendo racional, analítica, e científica, e aplicando o darwinismo puro e duro, foram os ratos mais fortes que foram comendo os ratos mais fracos, como já dizia o Padre António Vieira. E isso deve ter sido uma coisa atroz, tipo a "Casa dos Segredos" e os metadiálogos do pai do Cláudio Fernandes com as mamas da Teresa Guilherme. Agora, para nós, que somos fêmeas, a menina, fêmea de fenda, e eu, fêmea de "chicote", pode imaginar que, no meio de uma carnificina destas, quem triunfou, ou seja o último rato a comer o penúltimo rato do "Lyubov Orlova", não foi um rato, mas uma rata, por que nós temos uma estrutura muito mais resistente, e costumamos sobreviver sempre ao óbito do macho!... Por tudo isto, coração, quando o "Lyubov Orlova" encalhar no Cais das Colunas, com o António Costa, vestido de libré, e a Banda da GNR, a tocar o hino da "Maria da Fonte", o que vai sair do casco arrombado vai ser uma gigantesca rata, esfomeada, do tamanho de um elefante, e aqui entra a minha voz da experiência: mal ela saia do casco arrombado, vai querer comer ainda mais, como o Ferreira do Amaral ou o Zeinal Bava!.... Ora, uma rata esfomeada só tem dois caminhos: ou é heterossexual, adulta e ativa, como o Carlos Cruz, e vai querer comer mais ratos, ou se transformou, só a Irmã Lúcia e o Papa Francisquinho saberão por quê, numa rata fressureira, ávida de outras ratas, e  ainda se atira, sem avisar, à nossa querida Margarida Martins, isola, isola, isola... Quanto a mim, que conheço tão profundamente a desordem dos sentidos que preside ao feminino profundo, inclino-me mais para a hipótese de termos mesmo uma gigantesca rata heterossexual ativa, cheia de vontade de papar mais ratos!... E, aí, vai se lhe defrontar a crua realidade portuguesa, onde estamos infestados de casados e pais de três filhos, ou seja, de falsos "ratos", que se comportam como "ratas", e, mal percebam que vem aí uma esfomeada mor, a Hiper-rata, a Rata todas as Ratas, como diria Fernando Pessoa, super babada, sebenta e fedorenta, do "Lyubov Orlova", fogem todos imediatamente, como diz o ditado: "os ratos, mal se sentem ameaçados, são sempre os primeiros a abandonar o navio". E aqui vai começar a parte mais triste deste festival, por que, não sendo a Rata Fedorenta do "Lyubov Orlova" uma rata fressureira, NUNCA aceitaria o supremo vexame, contra a Natureza, de ter de desembarcar em Lisboa, e, ainda por cima, para se ver forçada a devorar ratas do mesmo sexo, pelo que é normal que sofra uma crise psicótica, como a do Renato Seabra, e se comece a autodevorar, ou seja, a comer-se a si mesma, como já tantas vezes sucedeu... Agora, filhota, isto vai ser lindo, por que, em pleno "Festival Lyubov Orlova", com o António Costa a fazer-se às Presidenciais e a Margarida Martins ao Parlamento Europeu, enquanto a Rata Fedorenta se devora a si mesma, já me parece estar a ver a Praça do Comércio cheia destes chinesinhos, de "visto gold", que não têm onde cair mortos, a pensar que aquilo também é "Cultura", como os "Mirós" do BPN, e vai ser uma chuva de flashes de selfishes, com os Instragams a encherem-se de olhos em bico gold, em primeiro plano, enquanto a rata se autocanibaliza, até só ficar um monte de ossos fedorentos no chão. Quanto aos seus filhos, meu amor, não se preocupe, já que, se não vão ser devorados por ratos canibais, cheios de peste, um dia haverá em que acabarão nalguma "brincadeira", do Meco, ou arredores. Vai ser horrível, querida, eu sei, mas o que tem de ser tem mesmo muita força, fofa. Kisses nos seus grandes lábios, desta toda, toda, toda, sua, Lola.
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quarta-feira, 8 de maio de 2013

Joaquim Monchique em risco muito elevado de pegar fogo :-)

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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Rita Ferro, o anticlímax do Vazio

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