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sábado, 10 de março de 2018

Grandes êxitos do "The Braganza Mothers" (2015), a propósito da acusação da "Operação Marquês": "Transcrições das Escutas da "Operação Marquês" - "O cabrão do Mão de Ferro já tem as instruções todas para ganharmos as Presidenciais, mas ainda precisamos de marcar o encontro"




Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas



Imagem do "Expresso"





Do CD 120, da série "collector's prize" do juiz Carlos Alexandre




(2 da manhã, toca o telefone no nº 33 da Abade Faria)


R.P.S. - 'Tou, Zé?...

Zé - 'Tou, sim. Tá tudo nos conformes?...

R.P.S. - Tudo na boa, tudo a correr como esperado, tá tudo "angolado", "cabindado", "luandado"... (risos) Que cena de ruído é essa?...

Zé - Pá, agora 'tou no jacuzzi. Queres vir cá ter?...

R.P.S. - Fogo, até parece a Fonte Luminosa, quando o monhé, o poucochinho vermelho, decide despejar uns paus para isso!... 'Tás a fazer o quê no jacuzzi a esta hora, chavalo?... A fazer a "duchinha", meu sacana?... (risos)

Zé - Duchinha faz a puta da tua tia, mano!... Quantas vezes já te disse para não andares com essas conversas de merda ao telefone?... Esse cabrão do Carlos Alexandre mandou gravar tudo, fogo, vocês não aprendem nada... Quem fica mal sou sempre eu, pá...

R.P.S. - Na boa, pá, na boa, pá, desculpa...

Zé - E mesmo que eu estivesse a fazer a "duchinha", que é que tu tinhas a ver com essa cena?... Isso são coisas da vida privada, uns fazem a duchinha e os outros não, mas essa cena é do intimo de cada um, a duchinha é como a religião, cada um tem a sua, ou não tem..., mas não anda para aí a chatear os outros, não é?...

R.P.S. - Ó, pá, isso da religião até dava uma beca de conversa, isso antigamente era assim, agora já não é, mano, olha aqueles gajos todos que estavam no desemprego e o panilas do Coelho mandou emigrar, lembras-te dessa cena, e agora andam todos a cortar pescoços e a largar bombas lá no deserto, não tens a crença deles, és logo morto, caralho!... Foda-se, chega para lá, carago, eles agora estão ainda piores do que a tua mãe, com a "Sentinela" e o "Despertai" na mão, a falar do Fim do Mundo... O Fim do Mundo foi agora, quando tu estiveste no Governo, e nós agora estamos mas é no Depois do Fim do Mundo, meu, no Depois do Fim do Mundo, ponto final!... (risos)

Zé - ... que é, ou não é, pior do que o que antes estava, hein?... Confessa lá, pá, nós estamos ou não estamos "piores" agora?... (risos)

R.P.S. - Foda-se, há quem esteja, nós cá estamos em transição, como se diz aqui na SAD, nós estamos na evolução na continuidade. E de aqui a sete anos, nós vamos estar na vanguarda do Futebol Português!... Comigo, o Belenenses vai sempre à frente!... P'rá frente, Belenenses, p'rá frente, Belenenses, carago!...

Zé - Boa, e para quem começou lá em cima, até já vai em Belém, não é mano?... Upa, upa!... (risos)

R.P.S. - Exatamente: Belenenses..., Belém..., tás a ver a cena, Beleneneses... Belém?...

Zé - Tu és um clubista à maneira, amigo!... (risos)

R.P.S. - Um clubista?... Um clubista do caralho!... (risos) O meu clube sou eu!... E o teu clube és tu, e o nosso clube somos nós!... E sabes por que é que eu estou no Belenenses?...

Zé - Quer dizer... acho que é por causa do Futebol...

R.P.S. - Na..., mano..., frio... frio... muito frio... 

Zé - Pá, fogo, isso então não sei mesmo... Não tenho cabeça para adivinhas, estou bué stressado com isto da domiciliária...

R.P.S. - Mano, é assim: eu estou no Belenenses, já te disse, primeiro, por causa de Belém, mano, e, depois, por causa de Belém e só de Belém, mano, eu estou no Belenenses por causa de Belém, mano, e sabes por que é que eu estou no Belenenses por causa de Belém?... Eu estou no Belenenses, de Belém, por que eu estou só a pensar em Belém, e quando eu estou a pensar em Belém, mano, eu estou só a pensar em ti, mano..., a pensar em mim, e em mim, e em mim, e no Belenenses, e no Futebol Clube do Porto também, mas sobretudo em ti... Em ti, mano..., em ti... e em Belém, mano!...

Zé - Pá, eu nunca tinha pensado nisso, mas não é que até está bem visto, porra...

R.P.S. - Claro que está bem visto, mano, o pessoal só quer é o teu bem, a nossa filosofia é o teu bem, carago, e o teu bem é o nosso bem, o bem do pessoal todo que gosta de ti, do pessoal que acredita em vi, do pessoal que te apoia, que te vem visitar, que te telefona, que não se esquece de ti, que acha que tu és o maior, carago, Zé, e tu és o maior, fogo, c'um caralho, Zé, tu é o maior político de Lisboa, do Porto, de Portugal, pá, e é por causa disso que o pessoal te quer pôr agora em Belém!... Sócrates a Belém!..., Já 'tás a ver o cartaz, meu, ainda com as corzinhas todas da PaF, mas os escritos já a falarem só de ti!... Olha aqui para as minhas mãos, Zé, as letrinhas a brilharem muito, assim, nuns flashes, "Sócrates em Belém", o nosso Sócrates, em Belém, Sócrates, o presidente de todos os portugueses!...

Zé - Tá bem visto, mas achas que vou ser mesmo de todos os portugueses?...

R.P.S. - Pá, de todos e dos outros também, pá..., o fundamental é um gajo chegar lá acima, quando já lá se está, aquilo vai doucement, doucement..., com calminha..., naturalidade, como (risos) como... a "duchinha", carago... (risos)

Zé - Mas eu não sei s'agora já é o tempo ideal para isso...

R.P.S. - Pá, estas cenas só têm um tempo ideal que é quando têm de ser, e a tua candidatura a presidente tem de ser agora, e o que tem de ser tem muita força, ou não é?... O que tem de ser tem muita força, Zé, é assim que é, e é assim que sempre foi..., e... escuta... sempre assim há de ser, Zé, pá, o que tem de ser tem muita força, carago, e o Zé em Presidente é uma coisa que tem mesmo muita força, tem a força toda, Zé, e tem de ser, Zé, porra... Já "óvistes" o que anda a dizer o "Mãozinhas", o Mão de Ferro, ou não?...

Zé - Que é que diz o "Mãozinhas"?...

R.P.S. - Pá, o que diz o "Mãozinhas" é o mesmo que diz o Carlos, e diz o Seixas da Costa, e diz o Tó Morais, e diz o "Gordo", e diz o Bataglia, e diz o Zé Paulo, e diz o Carlos, e diz o Barroca, e diz o Van Dooren, e diz o Lalanda, e diz o Perna, e diz o Godinho, e diz a Bárbara, e diz também a Sofia, e diz também a Mara, e mais a Inês, e a Rita, e a Fernanda, pá, e a Sandra, a Célia, e a tua mãe, pá, tu queres mais, foda-se?!... O pessoal, todo, o pessoal todo, todinho, todos dizem o mesmo, e só não falam os que não podem falar, mano, há pessoal que agora não pode falar, pessoal que tem de estar muito calado, pá, mas esse pessoal está todo a pensar, mano, e é muito pessoal, mesmo muito pessoal..., pessoal com muita força, mano, pessoal que agora tem de estar calado, mas que está contigo, mano, pessoal que faz força, muita força, por ti, carago, pessoal que acredita em ti, pessoal que sabe que foste o único político que pôs esta merda a rodar, a faturar, a andar, o único que deu visibilidade mundial a esta choldra, pá, esta merda era um pardieiro antes de tu teres chegado ao governo, lembras-te, mano, só lama e fumaça?... Isto os gajos deviam estar todos gratos, este país devia era estar todo de joelhos, a agradecer-te, pá, devia haver um Antes de Sócrates e um Depois de Sócrates, e o Antes de Sócrates até nunca existiu, meu, carago, só o depois!... Escuta lá, eu amanhã vou pôr os gajos lá da SAD a ligarem ao Francisquinho, para porem essa merda do Antes de Sócrates e Depois de Sócrates lá no calendário, tá?... (risos)

Zé - Rui, é assim, Belém acho qu'até me fica bem, assenta bem no meu estilo de vestir, maneira de estar, sei lá, pá, eu até acho que até fiz algumas merdas por este país...

R.P.S. - Claro que fizeste merda neste país, Zé, e este país sabe disso, Zé, este país sabe disso, da merda que tu fizeste, quantos portugueses é que não vieram procurar a tua porta, pá, bater às tuas portas todas, mano, a de casa, a de Évora, pá, gente que chorava à tua porta, eu vi, Zé, foi na televisão, mas eu vi, podiam ser as nossas mães, a chorar ali, de braço no ar, cartaz no punho, pá, mulheres... mesmo gente a sério, a chorarem, pareciam refugiadas, carago, aquela gente era capaz de morrer por ti, Zé, aquela gente vai votar em ti, acredita, Zé, e vai levar muito mais gente atrás deles, acredita no que eu te estou a dizer, Zé, aquilo são só votos, Zé, muitos votos..., a multiplicar..., votos a pingar..., votos a faturar..., é só tu quereres, Zé!...

Zé - Rui, eu neste momento não sei mesmo como é que está esta porra deste país...

R.P.S. - Esta porra deste país está como sempre esteve, pá!... Tu tens é de perceber em que país é que estás, e este país 'tá na mesma há muitos séculos, mano, se tu estiveres do lado do Futebol e de Fátima, tens tudo, se estás sem o Futebol e sem Fátima, não és nada, chavalo, és um merdas, um badochas, um mete nojo, um vale nada!... Esta merda é governada por aquilo em que as cotas acreditam e por aquilo em que as cotas não acreditam, se estiveres do lado daquilo em que as cotas não acreditam, estás lixado, agora, é assim, Zé, tu estás preso há quase um ano, o pessoal chorou por ti, foi visitar-te a Évora, tu deste entrevistas, foste tratado como um senhor, estiveste dentro, mas nunca te calaram a boca, não foi, Zé?... E isso quer dizer muito, quer dizer que mesmo o pessoal que te meteu dentro acreditava em ti, tinha muito carinho por ti, achava que tu ias longe, Zé, e vais, tens é de te colocar do lado do Futebol e de Fátima, se estiveres do lado do Futebol e de Fátima, se estiveres do outro lado, não tens nada, pá, agora tu estás na maior, mano, o martírio... já pensaste, pá, esses cabrões, o Carlos Alexandre, e o outro, o Teixeira, esses gajos deram-te o martírio, fizeram de ti um mártir, tu és um mártir português, estás como a Senhora de Fátima, as velhas acreditam todas em ti, rezam por ti, pedem para seres solto, só faltou irem a Évora de joelhos e de lencinho branco, pá..., que é que tu queres mais?..., já tens Fátima contigo, agora, só te falta o Futebol, mano, e o Futebol, Zé, o Futebol sou eu!... Ainda estás com dúvidas?... Porra, não estejas, agora já não há dúvidas, o pior já passou, agora é sempre a abrir, sempre a faturar, até à Presidência!...

Zé - A cena, Rui, é que eu já ouvi que o bêbedo está a apoiar a anã...

R.P.S. - Ó, pá, a anã nem entra nas contabilidades, aquilo foi uma manobra de distração... Tu para veres a gaja tens de olhar para baixo, pá, já pensaste nisso?... Os Portugueses precisam é de um candidato como tu, para os pôr a olhar para cima, não é para baixo!... Um gajo, quando se sente queimado, deve fazer como o Berlusconi, e não desistir, e apontar para cima, sempre para cima!... Olha para o Berlusconi, pá, aquilo é que deve ser o teu exemplo, quanto mais queimado estava mais subia, o gajo dez anos sempre a abrir, só esquemas, só calotes, só gajas boas, só gajos abatidos pelas costas, e a Itália acabou?... Não, não acabou, a Itália até progrediu, p'rá frente, sempre a abrir..., o milagre italiano, Zé, o milagre italiano!... O país precisa de ti, não é da anã!... Tu já ouviste a gaja a falar?... (risos) Parece que tem um supositório na boca, foda-se, c'um caralho, um supositório enfiado p'âquela boca adentro!... (risos) Aquilo não é a duchinha, Zé, aquilo parece mais a boca da chuchinha..., é a Chuchinha Vermelha, foda-se... (risos) a gaja começa a falar, a falar, com aquele tom de aconselhamento familiar... (risos) parece aquelas gajas depressivas que se andam a automedicar, com umas g'andas olheiras, toda amarela, caralho, a boca azeda, e a cheirarem a bafio, carago, (risos) a gaja está para ali, a falar do país e parece que está a receitar aspirinas... (risos) a gaja parece um Benuron mirrado a ganir!... (risos) um gajo a querer saber de politica externa e ela põe aquelas verrugas todas para a frente e começa a dizer, muito pausada, parece que tem uma canadiana enterrada na boca, "um meio ao pequeno almoço, e um meio ao almoço, e um inteiro ao deitar..." (risos) Aquilo mete pena, pá, fogo, este país desceu muito baixo, mesmo muito baixo, que tristeza, essa gaja devia era candidatar-se à "Pharmácia Ideal da Rua dos Correeiros"... (risos), e mesmo assim nem ia ser a diretora clínica daquilo, diretora um caraças, a gaja ia mas era ser a amostra clínica da farmácia, carago... (risos) Este país é uma paródia, mano, não se pode levar nada a sério, pá, é tudo a fingir, e quanto mais se finge mais os gajos acreditam..., Zé, acredita. os gajos acreditam em tudo..., pá, tudo... eles acreditam em tudo... isto é uma paródia, carago...

Zé - Ó Rui, pá, tudo bem,  mas o problema é que não é só a anã, pá... e se a anã já foi apoiada pelo "bêbado" de Argel...

R.P.S. - Pá, o pessoal quer que esse "bêbado" s'â foda!..., o "bêbado" está todo desativado... todo queimado... todo queimadinho!... o "bêbado" já encostou às boxes, pá, já encostou, só que se esqueceram de o avisar (risos) já encostou às boxes, só que ele ainda não sabe que está todo encostado... (risos) ainda não recebeu o postalinho, a avisar... O pá, o futuro, agora, é da gente, de ti, de mim, do Galamba, (risos) o "bêbado" está como a Amália, deixa-o andar, ele anda entretido, deixa andar, enquanto ele anda naquilo, não anda na droga, carago... (risos) E há mais, ó, Zé, tu não tens de te preocupar mesmo nada com esse caralhete, mano, por que tudo o que esse caralhete apoiou... perdeu... (risos) É, ou não é, Zé?... Tudo o que esse gajo apoiou... perdeu, mano, a começar por ele, a passar por ele, e a acabar nele, pá. Esse gajo perde sempre, mano, esse gajo o máximo que conseguiu foi meter o cabrão de Boliqueime duas vezes em Belém, mano, duas vezes, "óviste" bem, mano, duas vezes?... e o gajo não aprendeu nada, pá, nada, esse gajo não aprendeu nada, pá, esse gajo até parece que gosta de perder, carago, o gajo deve ser masoquista..., foda-se, deve ter o cérebro todo grelhado..., porra, meteu o Cavaco duas vezes em Belém, fogo, e não aprendeu, pá, o gajo não aprendeu nada, Zé!... E agora, c'um caralho, ainda vem apoiar a anã?... Deixa lá o gajo apoiar a anã, que s'â foda ele mais a anã!... Mau era se ele te apoiasse a ti, Zé, por que tu ainda perdias (risos) A gente não precisa desses apoios para nada, pá..., a gente aposta muito mais alto, muito mais forte, em pessoal com meios, meios a sério, pessoal que acredita mesmo nos seus fins, nos fins deles..., nos nossos fins, mano..., nos fins do pessoal que realmente interessa em Portugal!... A gente quer é ganhar!... É, ou não é, Zé?..

Zé - Claro que é, Rui, claro que é, mas há mais gajos em cena, para além da rodas baixas... há aquele gajo das universidades...

R.P.S. - O Nódoa?... Pá, mas isso é uma nódoa!... Isso é uma invenção do Eanes, do "fale assem", do "lá de cema", do "axo axim", esses gajos deviam estar todos na reforma, carago, parecem a brigada do cangalho, deviam estar todos nas sucatas do Godinho, mas ainda andam a arrastar-se por esta merda fora!... Esse cota é uma encomenda dessa merda da Opus Dei, para andar a fazer fretes ao de Boliqueime..., o gajo queria continuar a mama, começava no vovô Eanes e na freirinha dele, a Manuela dos aleijadinhos, borrava-se todo pelo Cavaco e pela Maria, e depois vinha agora o Nódoa, isso não era uma presidência, pá, isso era uma procissão de macas na urgência do São José!... Pá, fartos de nódoas andamos nós, foda-se, caralho!... Esses gajos precisavam é do "Vanish" tira-nódoas, com o "Vanish" essa merda saía logo toda..., ficavam no pano na primeira volta, e depois nem era preciso o "Vanish" Gold, ia mesmo com o "Vanish" barato!... (risos) Tu ouviste o gajo a dizer que já pensava como presidente?... Fogo, c'um caralho, o que eu me ri quando ouvi isso, ia-me mijando todo!... (gargalhada)  Estes gajos não se enxergam... (risos) Não se enxergam mesmo nada (risos) Vêm todos de um caralho de um poço, todos de um buraco qualquer, e depois trazem o poço dentro da cabeça, para Lisboa... Isto é o país dos gajos com um poço no lugar da cabeça... (risos) E querem chegar a presidentes?... Atrasados d'um caralho (risos) O gajo já pensava como Presidente?... (risos) Presidente sou eu, carago, presidente da SAD do Belenenses, o maior clube do Mundo, a carburar desde 1919..., exatamente, 23 de setembro de 1919, Zé, nós somos o clube do Restelo, a zona onde moram as gajas mais boas do país..., g'anda Restelo, isto é que é ser presidente, e eu sou o presidente do Belenenses e tu vais ser o Presidente de Belém e de todos os Portugueses, carago, e é já de aqui a três meses, Zé, tá no papo!... Queres apostar comigo, queres apostar?...

Zé - Mano, o problema é que o Nódoa até tem algumas ideias, no outro dia, estava numa conferência, a falar de... de... acho que era... poderes e limites da palavra presidenciável, acho...

R.P.S. - De quê?... A falar de quê?... (risos) O que é que esses gajos percebem da realidade, do país real, do país que vota?... O que ganha, neste país, é sempre aquilo em que as velhas acreditam, mano, mai' nada, só ganha aquilo em que as velhas acreditam, aquilo em que as velhas não acreditam não ganha!... Isto é muito simples, muito elementar, Zé, tu olha sempre para as velhas, tu orienta-te pelas velhas, mano, e ganhas sempre. Tudo o resto são gajos a delirar, só gajos a delirar nesta merda, o "bêbado" dizem que é por que bebe, mas esses gajos é que parece que estão sempre "bêbados", carago, isto parece um país só de "bêbados", fogo!...

Zé - O problema é que se essa filosofia pega...

R.P.S. - Filosofia, qual filosofia, Zé?... Que é essa merda da filosofia?... Quem é que anda aqui a falar de filosofia?... Filosofia é contigo, Zé!... (risos) Contigo e com o João Constâncio, o filho do outro, carago!... (risos) Vocês são muito bons em Filosofia!... Sabem muito, e até de filosofia... (risos) Vocês são uns grandes filósofos, mano (risos)... Vocês são os maiores filósofos de Portugal!... (risos) Deixa-te disso, o país não precisa de filosofias, o país precisa é de cenas reais, de gajos com tomates, de gajos em quem o pessoal acredite, Zé, de pessoal como tu, de pessoal que meta confiança, pessoal em quem o pessoal possa confiar, um gajo sério, na Presidência da República...

Zé - E o Marcelo?...

R.P.S. - Qual Marcelo?... Quem é o Marcelo, pá?... Quem é que te meteu isso do Marcelo na cabeça, mano?... Esse gajo, quando se sentir apertado, desiste logo!... Esse gajo, quando souber que tu vais concorrer... (risos) o gajo até se borra todo, o gajo tem mais medo de ti que do ISIS, do Daesh, caralho..., o gajo não suporta concorrência, é daqueles que só concorre para ganhar, quando percebe que pode perder, começa logo a escorregar, a perder o gás... O gajo não tem discurso, pá, tu já "óviste" bem o gajo a falar?... Está sempre a dizer as mesmas coisas, sempre às voltas, sempre às voltas, sempre a repetir-se, o discurso dele acaba sempre com a mesma palavra, é sempre a mesma, "PSD"..., isso do PSD já foi, pá, o pessoal, agora, as velhas, são todas do PS, estão todas de maioria de esquerda, estão todas contigo!... Tu já viste bem como o Marcelo está, esse gajo está todo tremeliques, parece a múmia de Boliqueime, mas em versão intelectual!..., a múmia tinha ataques, punha a boca em O, pá... mas esse gajo, agora, está muito pior, parece um peixe, sempre a abrir e a fechar a boca, o gajo, entre duas palavras, parece que tem de vir à tona respirar..., esse gajo já não se safa, carago..., este país parece que só consegue amanhar candidatos com defeito, porra, só doentes, 'tá tudo com tremeliques, tudo a babar-se, e é por isso que tu vais ganhar, pá, se não for à primeira, vais à segunda, os indecisos juntam-se todos à tua volta, e fazes um pleno da esquerda, e do centro, e até da direita, que há muito pessoal que ainda se lembra das manhas todas que aprendeste quando andavas na juventude da JSD, grande escola, meu cabrão de merda!... Ah, g'anda escola...

Zé - E a Marisa?...

R.P.S. - Eh, pá, isso é outro filme!... Essa gaja é muito boa, foda-se, quando vi aquele cartaz disse logo, esta gaja vai longe, e até pode ir, mas quem tratava dela era eu... (risos) Marisa com todos, fogo, essa é bué forte, pôr ali logo no cartaz que... que... aviava todos, essa gaja vai à segunda volta, acredita, aliás, se houver segunda volta, vão ser só vocês os três, tu, o Marcelo e a gaja, mas no fim ganhas sempre tu!...

Zé - O Bloco vai apoiar-me???... Sinceramente... pá...

R.P.S. - Sinceramente... Pá, é assim, eu nunca fui dessas cenas, sabes que eu só tenho dois amores na minha vida, o Futebol Clube do Porto e o Belenenses, e, agora, as manas Mortáguas, foda-se, gajas tão boas, ali é que eu dava uma geraldina, punha as duas de perna aberta, sentadas em cima de uma mesa, ajoelhava-me... fogo, até podia ser de olhos vendados, a passar a língua de uma para a outra, eu acho que ia saber bué da bem, só pelo sabor, quem era uma e outra..., e depois levava as duas à segunda volta, ai, levava, levava..., e ah, g'anda segunda volta, e elegia as duas, à segunda volta, ai, não, que não elegia, caraças... ah, carago, que até já estou de pau feito!...

Zé - (silêncio)

R.P.S. - Foda-se!... Gajas tão boas!...

Zé - (silêncio)

R.P.S. - (silêncio) 'tás aí, Zé?...

Zé - (silêncio)... sim.

R.P.S. - Então ficamos como?...

Zé - Pá, eu não tenho nada contra, mas tem de ser uma coisa segura... E faz-se como?...

R.P.S. - Primeiro, vai ser preciso juntar fotocópias, fotocópias pequenas, grandes, apontamentos, documentos, livros, aquilo, a coisa, aquilo de que tu gostas muito, robalos, vinho, tudo o que vier à mão, e depois vamos buscar as fotocópias dos testes do Duda, mandar vir do país inteiro muitas garrafas, dentro de envelopes bem fechadinhos, e com fita cola (risos) vamos fotocopiar o país inteiro, e meter tudo dentro de envelopes, bem apertadinhos (risos). A tua campanha, Zé, vai ser um sucesso. Depois, temos de escarrapachar com essa merda toda nos jornais, nas televisões, na Net, no Facebook, no Tweeter. No "Notícias" a Nanda trata dessa cena, acho, a gaja é muito boa no que faz, primeiro, low profile, depois, mais assumido, uma cena a dar a cara, assim, repetida, com força, com militância, todos os dias... Não podemos é contar com o cabrão do Balsemão, mas damos a volta por fora, o que não falta são recursos, há o Paes do Amaral e a Fatucha...

Zé - Qual Fatucha?...

R.P.S. -  A Campos Ferreira, pá, essa puta já te fez bué d'a fretes, tirou-te de muitas merdas, ainda quando eras Prime, e de certeza que te faz mais, se a gente falar com ela, a gaja é segura, e é boa para a publicidade, pá, temos é de fazer a coisa com calma, nós temos... tu tens... mano, tu tens muitos amigos, acredita, mano, tu tens muitos amigos, pessoal que te deve muita coisa, e pessoal que gosta mesmo de ti, e pessoal que gosta só por gostar... sei lá, e depois tem de se fazer o anúncio público, dás umas conferências num sítio e noutro, e depois...

Zé - ... depois... E antes do depois?...

R.P.S. - Pá, o que é que queres saber agora?...

Zé - Pá, para todos os efeitos, eu ainda estou em domiciliária...

R.P.S. - Estás agora, mas não vais estar sempre, carago!... Ou vais?... Claro que não vais, aliás, o nosso esquema é dar a volta a isso, os gajos, mesmo que tivessem alguma coisa contra ti, e não têm, pá, acredita que esta merda vai dar toda em nada, não te esqueças de que estás em Portugal, na nossa terra, essa merda vai dar toda em nada, mas até lá tu és eleito, e ficas como o Berlusconi, com imunidade, pá, dez anos de imunidade, depois de dez anos quem é que já se lembra dessa merda toda?... Olha para o cavaco, não foi assim que o gajo se safou, enterrado até ao pescoço em merdas, no BPN, na Coelha, numa porrada de merdas, foda-se, o importante, agora é a eleição, e a domiciliária, pá... isso, isso... é uma coisa que se dá um jeito, é só um gajo querer, e dá-se um jeito, ou não é?...

Zé - Pá...

R.P.S. - Pá, não 'tejas preocupado, outra cena que tem de se fazer é calar as oposições, gente que gosta de fazer muito barulho... pá, a esses é cortar os pés antes de começarem a andar... Gajos que gostam de falar muito... a gente cala-os, arranja aí um tribunal para lhes calar a boca...

Zé - Mas um tribunal é mais complicado...

R.P.S. - É mais complicado o quê, carago, em que mundo é que tu estás?... Até parece que nasceste ontem, ó, Zé!... Os tribunais estão todos à distância de um telefonema, pá!... É o custo de uma chamada!... E se for naqueles pacotes grátis para todas as redes, ainda sai de graça...., ainda pagam!... (risos) Os gajos ainda te pagam... (risos) Temos é de telefonar para a pessoa certa!... E ficam com o bico calado para sempre!... Tem é de ser uma coisa bem feita, tipo, nem os deixar respirar, e se deixarmos essa merda bem tapada, acalmar uns quantos, a Cabrita, a Laranjo, e há esse gajo do "Sol", o Diogo Santos, esse gajo é perigoso, anda a tentar subir, já entalou o Relvas no "i", mas a gente trata dele, se for preciso, uns sapatos de betão, aliás isto não é para sempre, é só para durar meia dúzia de meses, depois, quando tu já estiveres eleito, os gajos podem ladrar à vontade, os gajos que ladrem, pá..., a ver se um gajo depois se importa, o importante é chegar lá, mas não te preocupes com isso, eu vou ver o gajo ideal para se telefonar, aliás, o ideal até era arranjar uma gaja, sim, uma gaja, as gajas são mais rijas, dão uma ordem e cai tudo logo de joelhos, é preciso é arranjar uma que tenha o rabo preso, para se mexer bem, olha..., estilo o Rangel, lembras-te?... foi só lembrar ao gajo que tinha o cuzinho a arder em Angola, a ver se o gajo não veio, muito meiguinho, comer à nossa mão... Veio, ou não veio, Zé?... (risos) Veio, ou não veio, logo, comer à nossa mão?... (risos) Parecia um passarinho, foda-se... (risos)

Zé - E tu tratas disso?...

R.P.S. - Claro que trato, Zé!... Alguma vez te falhei com alguma coisa?... Diz lá, alguma vez eu te falhei com alguma coisa?... Nunca falhei, pois não, por que ia falhar agora, carago?...

Zé - Rui, é verdade, confio em ti...

R.P.S. - E depois para arrematar esta merda toda, fazemos um almoço ou um jantar de apoiantes... Na Feira Popular até era o ideal, mas essa merda está toda fechada, é pena... Deixa cá ver... Pronto, fazemos na FIL, na antiga, talvez, a antiga fica mais próxima de Belém, e encenamos essa merda, os gajos vão lá para te ver, te apoiar... e depois... é isso, vou já mandar bué de convites, chamar o pessoal todo, para novembro, sim..., novembro é o melhor..., e quando estiverem lá todos a almoçar, Zé..., assim uma cena bué da íntima..., o pessoal a almoçar, todo empolgado, todo esquentado, pá, as garrafas a abrir, só gajos a olharem para ti... e então eu dou-te um toque com o pé, debaixo da mesa... e tu pedes um minuto de silêncio, mano, tu pões aquele teu ar sério, aquela pose de estado à Henrique Santana, que o pessoal adora, agarras no Soares pela mão, o gajo está choné, mas isso ainda põe as velhas mais comovidas, mais a chorar, mais concentradas em ti, e levantas-te, e dizes assim aos gajos..., pá..., isto é uma decisão irredutível, uma decisão irrevogável... e dizes que tu te vais candidatar à Presidência da República, pá..., vão chover palmas, as velhinhas a chorar..., apoios, it's raining men, meu... e, em janeiro Zé, em janeiro, já tu estás eleito, Zé, eleito nas calmas, Zé..., na boinha, meu, na imunidade, Zé, eleito o Presidente de todos os Portugueses!...


(Fim da gravação)




(Quarteto do José Sócrates Presidente, ah, pois, Presidente de todos os Portugueses, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")





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quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Grandes êxitos do "The Braganza Mothers" (2010), a propósito da acusação da "Operação Marquês": "Transcrições das Escutas do "Face Oculta" - "Um pouco de sexphone, se faz favor..."



Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas


Imagem do KAOS

Dedicado ao Semanário "SOL", pela ousadia de me atribuir o galardão de "Blogue da Semana"




CD 37 – minuto 5, segundo 12 (Da série mandada queimar pelo Aventalinho do Orelhas de Bode, do Supremo Tribunal de Justiça)

Zé - … é porque eu hoje estou de ressaca. Voltou o meu primo de Shaolin, só conversas de gajos e de coca, ele foi para lá, pensar que ia aprender aqueles truques todos do “Matrix”, parece que deslocou duas vértebras, a minha mãe tem estado nas rezas dela…

Mano – A tua mãe continua nas cenas do Jeová?...

Zé- Sim, e isso é uma coisa que me faz sofrer bués, aqui, na vizinhança, quando ela bate à porta, a anunciar o Fim do Mundo, fazem um grande sorriso, mandam-na entrar, começa tudo como se já se conhecessem há muito tempo… Perguntam-lhe logo se ela já sabia que o Fim do Mundo ia ser comigo, a cota fica horrorizada, diz que não é isso que vem na “Sentinela”, mas as pessoas insistem que é isso que ouvem dizer por todo o lado, no talho, na padaria, no café…

Mano – E a velha?...

Zé – Pá, a velha anda fodida, como é natural, já foi de urgência para o hospital, e agora decidiu que já não vai bater de porta em porta, a falar do Fim do Mundo, mas da Retoma que vai vir a seguir. Entrou em depressão, porque batem-lhe com a porta na cara, como faziam antigamente. Isso, mais a Câncio, que quer ser aumentada, por cada notícia em que o nome dela aparece colado ao meu, nas revistas do Abel e do Carlos Castro..., pá..., ando mesmo mal, como no período da “Independente”…

Mano – Então, queres falar de quê?...

Zé - Pá, tudo menos de robalos, de sacos de dinheiro, de “Freeport”, de concessões à Mota-Engil…

Mano – Podemos falar da “Lena”. A cena está bem orientada com o consórcio francês. O Pedroso cumpriu bem a missão na Roménia, e, se calhar vai agora para o Báltico. Os gajos precisam bué de autoestradas, e nós sabemos sacar o alcatrão e… (risos) transformá-lo em… robalos (risos)

Zé – Mano, já te disse que não me apetecia falar de coisas sérias… Apetecia-me qualquer coisa de especial…

Mano – Tipo o quê?... Queres umas anedotas das pielas do Alegre?... Dos ataques de epilepsia do Cavaco?... Há umas boas, que me chegaram ontem de Belém (risos) O gajo parece que se mija pelas pernas abaixo!... (risos)

Zé – Não, queria outra coisa, sei lá... (silêncio)... Sabes fazer sexphone?...

Mano – Sei, mas com gajas russas, daquelas com mamas grandes e muita chichinha (risos) pachachas seminovas, como diz o Putin (risos). Queres que faça de gaja?...

Zé – (silêncio)

Mano – Pronto, já percebi… Queres que faça de gajo?...

Zé –(silêncio)

Mano – Escuta, eu sei imitar a voz do Diogo Infante… do teu primo…

Zé - Consegues imitar o meu primo?...

Mano – Yeah… os dois, os três, todos os que tu quiseres. (silêncio) Mas tens alguma fantasia com os teus primos?...

Zé – (silêncio)… (silêncio)… (silêncio)… tenho…

Mano – Com qual???...

Zé – (silêncio)… com… todos... Os primos, os meios primos, os tios... eu curtia uma bacanal com eles todos...

Mano – Então, vamos nessa, para começar, eu faço de Hugo Monteiro, e tu (silêncio)…

Zé - … eu posso fazer de... Câncio?...

Mano – Bute nessa, meu, bute nessa (risos). Vá, começa lá… Anda, chavala, põe-me essas tetas todas cá para fora…

Zé – (silêncio. Abre a camisa Boss) … assim, está bem?...

Mano – Yeah, meu, vamos já a uma “espanholada”?... Abre-me essas mamas e roça agora o telemóvel no rego… isso… estás a senti-lo todo, muito quentinho, para cima e para baixo?... Isso, vá, mais devagarinho, e roça mesmo o teclado, para eu te sentir toda… Queres gemer para mim?...

Zé – (Sócrates geme)… hmmmm… tão bom… Queres que meta o Blackberry onde?...

Mano – Onde quiseres, passa-o no rego do cu… Isso… devagarinho… Agora, põe no vibrar, que eu vou desligar e voltar a ligar… (desliga o telefone)

Zé - Hmmm, tão bom… Apetecia-me um Venezuelano daqueles morenões, como o Chávez me costuma arranjar, nas visitas de Estado… Mano, estou cheio de tesão… Não queres vir aqui, para fazermos os dois, ao vivo?...

Mano – foda-se, ainda se fosses uma Lituana boa, fazíamos o “Hostel” aí, em tua casa, com a Mãe do Herman a cortar-te a picha e a dá-la de comer aos cães aí da rua, que ela costuma envenenar…

Zé - … vá, mano, já nos conhecemos há tanto tempo… Aqueles dias em que ficávamos sozinhos na “Sovenco”… (suspiro) Tantas vezes que eu pensei que me ias encostar à parede, e tratar como uma cadela… Até podíamos casar, quando eu aprovasse o Casamento “Gay”… (silêncio) Eu iria lindíssima, de véu branco e flor de laranjeira, e depois podíamos adotar uns daqueles putos sem família da Roménia… O Paulo conhece tantos… E o meu nome ia ser, no Registo Civil, José Sócrates Pinto de Sousa Vara… (suspiro) Lindíssimo… (suspiro)

Mano – Nâ, chavalo, isso não… Regras da Loja. Somos como irmãos: irmãos da Loja negoceiam, traficam e manipulam, mas nunca fodem. Isso ia ser incesto, Zé, quer na Regular, quer na Irregular...



(Fim da escuta)
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terça-feira, 17 de outubro de 2017

Grandes êxitos do "The Braganza Mothers" (2007), a propósito da acusação da "Operação Marquês": "Diário de uma Câncio de quarto"



A Cesaltina, a minha empregada, saiu hoje daqui, a caminho da sua Páscoa. Tem mais sorte do que eu, que vou passar a Páscoa enfiado em coisas transfinitas.
A Cesaltina é muito bem educada, nunca fala do que se passa, numa casa, noutra.
Hoje, pela primeira vez, disse-me que trabalhava para um senhor das Informações da S.I.C. Lembrei-me logo daquele Deputado do P.S.D. que tinha afirmado, em plena Televisão, que José Sócrates telefonava "furibundo" para casa dos Directores, a dizer que a sua Licenciatura era uma "não-notícia",
Cesaltina,
perguntei eu,
por acaso houve algum telefonema estranho na casa do seu outro patrão?...,
e ela, pálida, houve, sim, sr. dr., era uma voz estranha, que gritava muito, do outro lado, o meu patrão ficou muito pálido, e só dizia, "esteja vòchelência descansado, pois, vòchelência tem toda a razão...",
e eu,
mas era homem ou mulher?...,
e ela,
ai, sr. dr., sabe quando as gatas estão aluadas?... Era uma coisa estranha, parecia lá muito no alto, mas depois caía para baixo, e parecia que estava engasgada, como o ruído dos ralos da banheira, no fim do esvaziamento, e depois gemia, e voltava a guinchar lá, em cima, numa espécie de pessoa na Hora da Morte, deus me perdoe...
(Neste momento, foi a minha cultura, enfim, natural, que entrou em colisão com a inexistência de licenciatura "independente" da minha doméstica: tudo na sua descrição, me fazia lembrar a voz de Natália de Andrade, a interpretar a Ária da "Rainha da Noite", na "Flauta Mágica"),
e eu,
sabe, por acaso, quem estava ao telefone?...,
e ela encostou-me os seus lábios bigodudos ao ouvido, e sussurou:
... era o Sr. Primeiro-Ministro...


Era, de facto o Sr. Primeiro-Ministro, como depois a SIC comprovou, a dizer que a história da sua "Licenciatura" era uma não-notícia, e até era. Era um Fragmento de Parménides, em toda a sua opulência, uma não-notícia, um não-licenciado, um não-acreditável, um não-possível-de-sustentar-muito-mais-tempo, um não-país, um não-ser, um NÃO rotundo de toda a Opinião Pública Portuguesa.
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sexta-feira, 30 de setembro de 2016
sexta-feira, 13 de maio de 2016

Diário do Marcelo - Manuela Moura Guedes responde a Fernanda Câncio, e diz-lhe que o importante não é estar viva, mas ver o solzinho a dançar



Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas


Ambas viram o solzinho a dançar, há muitos anos: “Isto é que é uma jornalista com "faro"! Fernanda Câncio, como namorada de Sócrates, usufruía de um estilo de vida que só mesmo muito dinheiro poderia proporcionar mas nunca achou estranho. Enternecedora esta ingenuidade e principalmente a fé no namorado. Nunca lhe passou pela cabeça mesmo com as suspeitas no caso Cova da Beira, Freeport, escutas no Face Oculta, as aldrabices da licenciatura, as casinhas da Guarda... Não, a jornalista Câncio sempre achou normal que o ex-primeiro-ministro se comportasse como um milionário. Poderia ter sido a paixão a cegá-la. Mas não, Fernanda é simplesmente igual ao português comum que reelegeu Sócrates em 2009 enquanto se caminhava alegremente para a bancarrota ,o português que aplaude quando ele vai ao Marão ou a Paredes de Coura dar lições de sapiência sobre o País que ele afundou. A única diferença, e é circunstancial, é que a incauta Simplesmente Fernanda precisa neste momento de limpar o nome, a imagem e não direi a alma porque essa estava cega, surda e muda. Agora finalmente falou e falou alto para dizer que abandonou o barco” 
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quarta-feira, 11 de maio de 2016
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

"Grandes êxitos do "The Braganza Mothers I" (2006/07): "O Blogue da Fernanda Canse-o"



Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas



Pois pesquisámos, e ele existe mesmo.
Chama-se "Glória Fácil", cof, cof, cof, obviamente não dispõe de caixa de comentários, não fosse aquilo descambar rapidamente para um espaço do deus-me-livre, jesus-credo, cruzes-canhoto, e até tem algumas hiperligações perfeitamente triviais, excepto uma para... vejam lá se adivinham... sim... não... sim.... não... frio... sim... não.... morno... não.... não... não...
Bem já vi que não vão lá sozinhos: pois, tem um "link" para a "Disfunção Eréctil".

Deus meu, os homens são os horríveis mentirosos, de sempre, e... no que estas mulheres ainda continuam a acreditar... em pleno séc. XXI...
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