sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Correio da Lola - "Querida Lola, queria pôr um pedido de Habeas Corpus para soltar o "Engenheiro" Sócrates, mas sou analfabeta..."


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas


Querida Lola:

Parte se me o coração de saber que o Engenheiro Sócrates está fechado, ao frio, sozinho, naquela cela 44, em Évora, sem um livro de Platão para ler, sem um colo de mulher amada que o console, sem..., sem..., sei lá, sem o carinho da Dona Adelaide, e gostava de escrever um habeas corpus para ele sair para fora, mas sou analfabeta, e não sei como se escreve um habeas corpus. Será que me pode ajudar a fazer um?...


Maria Benedita, Cebolais de Cima

Querida Benedita:

Como eu percebo a sua dor, aliás, as suas várias dores, que isso de não saber ler e escrever é uma coisa sazonal e transversal a toda a Sociedade Portuguesa, um mal que toca do sem abrigo ao Ministro, passando pelo suburbano de Ranholas, que aderiu ao ISIS. Quanto ao habeas corpus, filha, ainda a percebo melhor, sobretudo, quando a madrugada avança, e sentimos a necessidade de um conforto nas partes, por que nós também habemos partem. O problema está em arranjar o conforto das partes, por que a crise afastou os clientes, e os que trouxe, com aquela coisa dos vistos gold, são sobretudo Chineses, um horror, por que, para arranjar um comprimento decente é preciso, pelo menos, colar um quatro ou cinco... Quantas vezes não estou defronte do "Dom Carlos Liberty", com aquela tesão do mijo de quem precisa de paiola de Barrancos, e lá aparece um Yi, Yi, Yi, de olhos em bico e a carteira cheia de yuans, que nem uma palavreca em Português sabe grunhir, para mim, são todos iguais, parecem um boteco falido de madames butterflies, às vezes, ainda penso, será que algum deles é ativo, mas não, veem mas é sempre em mim a sua esposa concubina, e lá me perguntam, com aquela linguagem gestual de Xangai... se... se... é grande. Claro que, com o jat lag e os formatos de Sechuan, tudo é grande, por comparação, como ensina a Teoria da Relatividade, e o Conde Redondo confirma. Portanto, filha, quanto a habeas corpus, estamos faladas: não lhe posso ensinar, e muito menos dar, aquilo que eu também gostava de ter: seria a badalhoca mais feliz da zona isenta de taxas de monhéïzação do Napoleão de Goa, se, todas as noites, ou, vá lá, noite sim, noite não, viesse uma espécie de kung fu zileiro que me desse um golpe no cachaço, para eu ficar zonza, e depois me encostar a um latão de lixo -- pode ser o vidrão, por que adorava ouvir as garrafas a tilintar... -- enquanto ele me baixava os jeans e me enfiava a seco o Celeste Império no Rio das Pérolas... ai, querida Benedita, como é bom sonhar, isso, ao menos, a Troika e o "Livre" ainda não nos conseguiram tirar... mas a realidade é bem mais dura, no fundo, já vêm formatados da banda de lá, são todos especialistas em corrupção passiva, para que eu seja ativa com eles todos, e até lhe digo mais, já considerava um sinal da retoma se um deles me abordasse pela corrupção versátil, mas o prato é sempre o mesmo, e eu só penso, fizeram estas pobres alminhas amarelas meio globo terrestre, para acabarem a apanhar no cu na esquina da Rodrigues Sampaio, e a fazer Yi, Yi, Yi, enquanto as fêmeas lhes guardam a criação nos quartos caríssimos do "Tivoli". Se isto não é a Decadência do Oriente, então, onde é que está a decadência do Oriente?... Quanto ao agente técnico de engenharia José Sócrates, preocupe-se tanto com ele como ele se preocupa consigo e connosco todas... Em vez de um habeas corpus, arranje-lhe mas é um habeas porcos, para ele ficar lá dentro!... Já viu a diferença, a menina é analfabeta, e ele tem um diploma. Eu ataco numa esquina da maior aldeia de Portugal, e ele rastejava pelo XVI ème, coisa que deve ter aprendido nalgum congresso de concièrges, no tempo em que Dona Adelaide era concièrge em Cascais. Como dizia o outro, o que o berço dá a tumba o leva. Sim, sinto pena de Dona Adelaide, que, no fundo, ganhava a vidinha dela, quando não estava a pôr nos offshores o dinheiro do tráfico de plutónio, coisa que ela, na sua santa ingenuidade, pensava ser a marca de algum novo produto de esfregar escadas, valha-me a santa, deus queira que aquele coração, enfraquecido pela febre reumática, sobreviva a mais este golpe, depois de tantos lutos, daquele Simão das Braguilhas, que a morte lhe levou tão cedo, coitado, um sodomita que poderia ter tido tão grande futuro, e não teve... aquele frio de Sócrates sinto-o como a minha querida o sente, mas não deseje o conforto da fêmea a quem sempre preferiu o ardor de outros colos. Veja lá se a Câncio, que mamava brutos sacos de robalos, de cada vez que o gabinete de propaganda do Senhor Primeiro Ministro a fazia aparecer como a eterna boca da servidão do Vigarista de Vilar de Maçada, nas revistas cor de rosa, já o foi visitar?... Nem morta, e faz ela bem, acabou se lhe a teta, acabou se a farsa!... Mas console-se:  é chegada a hora dos figurantes extremos, o Salgado, o Dono Disto Tudo, o Napoleão de Goa, o Aldrabão Disto Tudo, o Cavaco, o Culpado Disto Tudo, o "Livre", a Rã que quer inchar e ser Boi Disto Tudo, os "Fedorentos", que querem fazer de nós os Palhaços Disto Tudo, e o Galamba, o Capaz, mas mesmo Capaz, de Tudo (ele é como Deus, e consegue estar sempre em toda a parte...). Olhe, não sou bruxa, mas lá para quarta, já me parece estar a ver as brigadas de exteriores das televisões generalistas a cobrirem, em direto, a saída de Sócrates, da choldra de Évora, para cinco minutos depois, qual Valle e Azevedo, as mesmas brigadas generalistas cobrirem, pela mão agravada do Carlos Alexandre, a reentrada do Vacão de Vilar de Maçada no quarto ao lado, caminha partilhada com o João Perna, para finalmente lhe dar o consolo e carinho que só nos pode, a nós e a ele, dar a terceira perna... Kisses na xôxa, sua velhaca, desta sua grande badalhoca, que deus tem :-)
 
 

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