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sábado, 21 de outubro de 2017

Grandes êxitos do "The Braganza Mothers" (2014), a propósito da acusação da "Operação Marquês": "O Napoleão de Goa, ou as pré primárias do PS, na forma da prisão de José Sócrates, seguidas das primárias monhés, de António Costa, para finalmente desaguarem nas raposas secundárias, do João Constâncio, filho do dito"



Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas


Imagem do Kaos



Para mim, leitor da Irmã Lúcia, desde o tempo em que era analfabeta, foi com as lágrimas nos olhos que ontem cheguei à pág. 46 do volume III dos seus"Diários", onde ela escreveu a célebre e piedosa frase "sempre que um político é preso, nasce uma nova estrela no céu". E é por estas e por outras que eu acho que a verdadeira poesia só poderá sempre sair das almas simples, como era a Lúcia, o José Rodrigues dos Santos, a Inês Pedrosa e os inéditos do Jardel, por que tudo o resto não passa de saramagos, mas daqueles mesmo maus.

Estava eu neste engano de alma ledo e cego, vejo passar no rodapé do plasma que Sócrates tinha sido preso, e pensei que o Schindler não fazia só listas, mas também elevadores que encravavam entre dois andares, e pensei, "lá vai ficar a dengosa à espera de que lhe desalavanquem o ascensor", mas era bem pior do que isso, era mesmo passar diretamente da executiva de Roissy para o banco de trás do 67-PD-03... minto... esse era o de hoje, o de ontem era 57-SG-36, ou o 70-BU-71... olha, já não sei, para mim, os carros são como os Chineses, são todos iguais... quer dizer, não são, por que os Chineses até se dividem entre os que já têm visto "gold" e os que ainda não têm. Na verdade, disse-me um passarinho, aquilo são tudo viaturas caçadas à Mafia da Noite, do Pinto da Costa, ou da frota do Autarca das Putas, o Menezes, que tem uma grande quinta, lá em Gaia, senão não vinham de matrícula à mostra, portanto, a serenidade impera e é isso que é preciso, como dizem aqueles olhinhos permanentemente dormentes, e cativantes, de antidepressivos, da nossa Paulinha Teixeira da Cruz.

A realidade é que finalmente prenderam o Sócrates.

No entanto, não entendo como a prisão de Sócrates possa ter sido surpresa, já que estava anunciada desde que foi para Primeiro Ministro de certos interesses, disfarçado de Primeiro Ministro de Portugal, coisa que o distingue de Passos Coelho, que veio ao mesmo, mas já na versão 2.0, ou seja, assumidamente disfarçado de coisa nenhuma, mas pressuponho que este progresso seja aquilo que Marx considerava o desígnio da História e as minissaias prenunciaram, ou seja, a lei dos amanhãs cada vez mais nus.

Como homem da Academia, tenho muito carinho por Sócrates, já que era como Átila, por cada Universidade por onde passava nunca mais a erva crescia, e deixou vários lutos atrás de si, como a defunta "Independente", morta por um "fax" fraudulento, nas palavras da nossa querida colega Tânia Vanessa, inventado com a mesma ligeireza com que se inventou "a roda e o fogo", e ele só não fechou a "Sobronne" -- como pronunciava ontem um dos jornalistas aleijados mentais do Futebol... -, onde ele andou a treinar a Sofística, para poder citar Górgias, e fazer crer ao Sistema Judicial que a virtude de um escravo não era igual à virtude de um estadista, ou invertendo a forma, o crime do escravo nunca poderia coincidir com o do estadista, já que o escravo ia invariavelmente dentro, e o estadista continuava cá fora, e continuava, e continuava, até chegar ao Conselho de Estado e à Presidência da República,
dizia eu de que,
só não fechou a "Sobronne" por que passava mais tempo nos "slings" do "Keller", ajoelhado, a fazer de Fernanda Câncio, e por que a Madame Myriam, apesar de ter recusado à cunha do Seixas da Costa converter Estruturas II em Ontologia, e Betão I em Fenomenologia, sempre o tratou com o carinho devido pelas madames francesas às potenciais porteiras portuguesas, sobretudo, com o pedigrée de terem andado a fingir dirigir um país, quando não passavam de uma cortina para tapar interesses e cambalachos.

Infelizmente, esta história toda misturou-se com a cretinice, os atavismos e a ignorância típicas do país mais atrasado da Ibéria, e quando começaram a falar de 3 000 000 € de um apartamento no Sezième, suponho que os jornalistas ficassem confundidos, já que o topo dos topos dessas mentes que chegaram ao topo da base são os 120 000 dos rés do chão de Massamá e de Mem Martins, e, portanto, nem vale a pena falar-lhes de quanto vale um apartamento de cobertura da Avenue Foch. Na realidade, nem percebo por que estamos a discutir isto aqui, já que uma entrada no offshore do "Keller" não vai além de 15€, mas com dress code, por causa das chuvas douradas...

(Estão-me a fazer ali sinais ao fundo de que a loura burra e descolorada do "Eixo do Mal" está a defender assanhadamente o Sócrates, pelo que suponho que haja comissões ocultas, como recebia a Câncio, por se fazer passar por pau de cabeleira do gajo mais homeoerótico que já desfilou pelos "outros colos" do Largo do Rato...)

E, já que se falou do Largo do Rato, tenho de referir a angústia política que mais me atravessa, neste momento negro de dissolução da III República: até hoje, tínhamos sempre aquela vaga sensação de que estávamos perante o pior governo de sempre, até que dei comigo a desejar que o de Passos Coelho, o pior governo de sempre, não caísse já, com receio de que venha o pior governo de sempre que se lhe vai seguir, uma coisa subtilmente preparada nas sarjetas da Nação, já que as célebres Primárias do PS, e sei de quem o fez, e gaba de ter feito, foi uma multidão de aficionados de outras cores politicas que se inscreveu, apressadamente, para poder ir votar no próximo chefe de governo mais a jeito para abate fácil. António Costa, o sorriso mais rancoroso e vingativo da sociedade portuguesa, entendeu que o país inteiro lhe estava a estender a mão, mas não era, era, sim, o país inteiro a empurrá-lo, para ver se o despachava, rápido, e com carinho, muito carinho.

Não por acaso, a Sexta Feira Negra foi um aviso do Ministério Público, e da minha cara amiga Joana Marques Vidal, incorruptível, desde o tempo dos "charros", que, a par com o Carlos Alexandre, parece ter arrancado com uma mudança de paradigma, que João Guerra, com o "Casa Pia" tentou, mas não conseguiu, dado o horroroso poder das sombras detida pela sinistra Rede Pedófila, que domina Portugal, e que agora está avidamente, à espera de que António Costa chegue ao Poder, para poder recomeçar o seu interrompido regabofe.

Para os incautos, António Costa é uma tentativa de taxativo regresso ao pior do Socratismo. Na verdade, António Costa é muito pior do que isso: é a tentativa de regresso ao ciclo interrompido por Jorge Sampaio, um aventalado que acha que o não é, e que percebeu que a fuga para a frente de Durão Barroso, um cobarde neo maoista, e enfiado no negócio dos submarinos até ao pescoço, poderia levar a uma vitória, em caso de eleições antecipadas, de Ferro Rodrigues, enfiado nos escândalos de pedofilia até ao pescoço... mas do pescoço do Gastão. Nesse tempo, era Ferro o Secretário Geral do PS, e Costa o mentor da bancada parlamentar. Viraram os lugares, e a merda instalou-se na mesma, a deixar prever o pior dos cenários possíveis. O resto já vocês sabem: as lojas maçónicas lançaram um sério aviso, e ditaram uma sentença salomónica, Ferro Rodrigues não era, como Paulo Pedroso -- que o tinha puxado para aquelas vidas... -, detido, mas, em contrapartida, também teria de ser inibido, dada a gravidade do clima atingido, de chegar a Primeiro Ministro. Esse interregno chamou-se Santana Lopes, e acirrou a opinião pública ao ponto de Sampaio desencadear o Golpe de Estado Constitucional que conduziu às insuportáveis maiorias de Sócrates. Como se diria, no Efeito Borboleta, a Teoria do Caos levou a que, de um ato simples, como enrabar putos, se chegasse, em três tempos, à Bancarrota.

Este é, portanto, o resumo do que aí pode vir, já que António Costa não é um neo socratismo, mas um neo ferrismo, gente que vem ávida de vingança, e que parece ignorar que a História enterrada já não é recuperável, senão através de um atropelo de todos os valores, e a coisa não é figurada, é literal. Para quem tenha dúvidas, veja o que ocorreu no melhor acervo de imagens satíricas do nosso Bordallo contemporâneo, o Kaos, mal se soube que vinha aí a maré pedófila encavalitada no Costa. Vale a pena verificar o que vai acontecer à liberdade de expressão, como muito bem avisou a Maria Antónia Pila..., perdão, Palla, mãe do dito cujo, quando avisou que o PS convive muito mal com a Liberdade de Imprensa.

Eu acrescentaria, de Imprensa e não só, e diria que ela lá sabe o filho que tem, e, brevemente, todos nós o viremos a saber, pelo mal, e por igual...

A instabilidade é, portanto, inequívoca. Em termos técnicos, estamos a assistir ao Fim da III República, entre o exercício do braço judicial, e a possibilidade, não meramente teórica, de quase toda a Classe Política acabar na prisão. Aqui, ao lado, ascende o "Podemos", e o "Syriza" poderá governar a Grécia. Por cá, como usual, fomos apressadamente aos sucedâneos, não viesse a espontaneidade instalar-se, e os órgãos de intoxicação social imediatamente tentaram ocupar o espaço possível de um movimento emergente de cariz comparável, empurrando apressadamente para a frente aquela anedota do "Livre", um fogo fátuo das entrelinhas dos amigos dos telejornais e das penumbras etílicas do "Frágil".

Até agora, todavia, todo este texto foi regido pela epiderme, pelo que agora vamos ter de ir à derme. Há evidências de uma rotura de paradigma, como altos funcionários do Estado presos, ministros demissionários, e Sócrates, a cabeça de um polvo que ainda nos vai surpreender -- há vozes que dizem que está conectado com o Irão e o ISIS -- mas as causas dessa rotura talvez não sejam as evidentes. Na verdade, o conflito latente, entre as Lojas Regulares e as Irregulares acentuou-se, sendo que as Regulares andarão mais pelas bandas do PS, e as Irregulares pelo PSDeísmo. Como os bastardos, os das Irregulares anseiam agora pelo ingresso nas Regulares, e os irmãos de LÁ começaram a estender as mãos aos irmãos de CÁ (com o carinho com que Soares abraçou Isatilno, e mais não é preciso acrescentar...). Em princípio, o grande golpe seria a tomada de assalto da Madeira, com o novo Napoleão de Goa a fazer da ilha a sua Córsega, pela mão do Albuquerque, uma coisa de que é melhor fugir antes que venha, como avisa, e bem, o nosso Eduardo, o "Braganza" da Ilha mais Bela, mas só o Diabo saberá em que estado de avanço já estará essa gangrena: prefiro não me pronunciar, já que quem se mete com o Aventalinho leva...

Descendo da derme à carne, os rumores são ainda mais sinistros: na sua avidez de atropelo, Costa lesou o irmão de Coja, esquecendo-se de os níveis mais baixos têm de respeitar os graus iniciáticos mais elevados. Não se pode subir mais do que deve, nem fazer descer quem já subiu. A vingança será atroz: António Costa é já o primeiro caso de Primeiro Ministro demissionário, antes de ser empossado. A sua sombra chama-se João Constâncio, e a sombra de João Constâncio chama-se João Galamba, e não precisamos de dar mais nenhum passo para entender, que, então, muito brevemente, estaremos em pleno autoritarismo.

Olhem, acho que já falei demais. Não se importam, mas vou ficar por aqui, por que, se depois da epiderme, da derme e da carne quiserem ir aos ossos, vão vocês, tá?...


(Quarteto do aventalinhos às riscas, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")


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terça-feira, 13 de junho de 2017

Elogio da saída de Trump do Protocolo de Paris, seguido de ascensão e queda de Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro





                             


                            Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas 


Toda a gente sabe que os grandes responsáveis pelas emissões de CO2 são os vulcões, as plantas, quando estão a dormir, e as vacas. Como não se pode andar a tapar os vulcões todos, resta impedir as árvores de dormir e tentar pôr um travão nas vacas. Ora, creio que impedir as árvores de dormir deve ser das tarefas mais penosas do mundo, talvez só comparável com andar a tapar os vulcões todos, pelo que se torna inevitável debruçarmo-nos mesmo sobre as vacas.

As vacas dividem-se em duas espécies, as que deus e o intelligent design já conceberam como tais, e as outras, que são fruto de um longo processo de sociedade e aculturação. As vacas naturais existem na forma atómica, ou seja, uma vaca, um corpo, uma emissão. Já as vacas culturais subsistem na forma molecular, mediante uma ligação covalente, em que a vaca capta um ou mais bois, e entra numa situação dativa, em que é apenas o boi, ou os bois, a fornecem os meios de subsistência da relação.

Crê-se que isto é assim, pelo menos, desde Eva e Dalila, até ter culminado no Santuário da Casa dos Bicos E nada disto é chocante, nem penoso, posto fazer parte da mais elementar História do Mundo. Torna-se, sim, inquietante, quando nos debruçamos sobre os números da Demografia, que nos dizem que, aquando da Revolução Industrial, ainda andávamos pelos 1 000 000 000 de andantes, quando agora, séc. XXI, já andamos a sonhar com a poluição de dez mil milhões de almas penadas.

Num célebre exemplo da Estatística e da importância da correlação na análise de dados, ocorrido na Inglaterra, de novecentos, da vaca pré-May, já se tinha sinalizado um simultâneo aumento de criminosos e padres anglicanos. O Marques “Magoo” Mendes, na sua iluminação, imediatamente extrairia de aqui uma relação profunda entre o sacerdócio e o crime, quando a correlação é, de facto, nula, e apenas se deve à existência de um terceiro fator, o do aumento brutal das gentes, que simultaneamente conduziria a um brutal aumento de crimes e também de... sacerdotes.

E já que aqui falámos de brutal aumento de população, creio que é o tema ideal para começar este texto, esgotado o que fica para trás, e vocês devem ler apenas como prolegómeno.

Deve entender-se que o brutal crescimento da população é, a par com os vulcões, o sono das árvores e as vacas, a principal fonte de emissão de CO2. E é-o por dois motivos, um imediato, o de que qualquer humano, na sua qualidade elementar de qualquer vaca, é um libertador direto de CO2, e igualmente um potencial libertador de CO2, na infinita plêiade de lixo e pegada ecológica que a sua apetência por filhos, carros, casas, hambúrgueres, roupas, viagens, festivais, skates, surfs, barbas, iPhones, iPads, Samsung Galaxy e outras coisas afins provoca.

Deve entender-se que a simples existência de cada humano, apesar de constituir tão-só 1/1 000 000 000 000 (e este número é mera ficção) da atividade de um vulcão, já é cerca de um milhão de vezes pior do que os puns das vacas, e apesar de ser este número igualmente fictício, creio-o largamente mais eloquente do que todos os puns dos vulcões.

Por outro lado, e pela sua própria natureza, toda a gente sabe que, sendo todos os humanos iguais, há uns que são bastante mais iguais do que os outros.

Assim, é já dentro dos humanos que ocorre a explosão, ainda mais prejudicial, da vaca humana, a qual junta todos os defeitos das vacas aos defeitos do humano. Sendo que, como disse, cada vaca se faz sempre acompanhar, por covalência, por um corno manso, e que a mansidão do corno se encontra, na maioria das vezes, associada à potência da exibição da alta cilindrada, a emissão de CO2 começa, só por cada vaca, a tornar-se realmente inquietante.

(Dirão os otimistas que, se a vaca se expande toda em CO2, já o boi é mais modesto, e põe a alta cilindrada, por economia, a emitir o seu CÊ Ó UM (CO). No meu entendimento, a poluição deve ser vivida como a mesma, sendo que a opção entre CO2 e CO se deve apenas a uma opção de corno manso, cujo debate químico terei de atalhar aqui).

O Donald Trump abandonou, e muito bem, o Protocolo de Paris, por que entende que ele deve renegociar-se em condições mais favoráveis para os Estados Unidos. Creio que, com o seu piscar de olho, Donald Trump nos veio dizer que pretende renegociar o papel da Ivanka e da Melania no rol da poluição do Mundo, e nós devemos ser muito respeitadores e ficar a aguardar.

Para mim, todavia, tal coisa não chega, e creio que, em vez de andarmos a assinar Protocolos de Paris, que apenas asseguram que os presentes vão ter de começar a viver pior, para poderem assegurar o viver ainda pior dos que aí vêm, por que continuam a proliferar que nem coelhos, era a altura certa de pôr um travão à Euforia do Falópio. A história da poluição do mundo confunde-se com a história da sobre ocupação do mundo, e a lógica está invertida nos termos, não é a Humanidade que está a produzir mais lixo, é apenas cada vez mais humanidade, que, produzindo o mesmo, ou até menos, lixo, estará sempre a criar maior poluição, e deve cortar-se na Humanidade e o lixo imediatamente se verá diminuído. E, já que a Religião tem andado a invadir todos os cenários, era altura de nos questionarmos sobre por que é que ainda não foi retirado do clausulado religioso o célebre “crescei e multiplicai-vos”’, e esta é a minha primeira proposta para a revisão do Protocolo de Paris, que eu vou já enviar ao Trump da América.

O resto não é melhor, já que o “crescei e multiplicai-vos” se faz por forma direta, e por forma indireta, sendo que, se a forma direta já é má, a forma indireta ainda consegue ser substancialmente pior.

Na forma direta, creio que o futuro Protocolo de Paris, já revisto pelo Presidente Trump, deverá conter uma séria recomendação, e com multas, aos credos que continuem a incitar a procriar. Pode incluir drones que lancem choque elétricos, sempre que alguém se esconder nas moitas para práticas sem contracetivo. Na forma indireta, estas recomendações e multas deverão ser estendidos a todas as formas indiretas de procriação, a saber, fufas e bichas que, com  tanto órfão, insistem em ir à pipeta, e, mais grave do que tudo, aos que, por soberba e cobardia, recorrem às barrigas de aluguer, e aqui chegamos a um dos cúmulos da emissão de CO2, e não só, Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro, que nasceu da barriga, não de aluguer, da Dona Dolores, e até foi da mesma criação, também não por aluguer, se entretanto não se pagou para se alterarem os registos, da sua bela irmã Ronalda.

No tratado das vidas exemplares, Plutarco teria tido muito trabalho em encaixar o Cristiano Ronaldo, e, no entanto, ele foi insidiosamente ocupando um protagonismo e um monopólio culturais, cuja nocividade só os vindouros conseguirão avaliar na total extensão dos seus estragos. Começou na infância, a qual, cumprindo a profecia, teve necessariamente de ser pobre e indistinta, para depois se poder dar a revelação. Como a Irmã Lúcia, ambos não puderam ser crianças e vinham já condenados a uma reclusão na idade adulta. A primeira cumpriu um voto de silêncio, e ele deveria ter tentado cumpri-lo. Se a primeira até sabia falar e teve mesmo de se calar, já o Ronaldo deveria ter-se limitado tão-só a aprender a estar calado sempre que devia, e devia estar sempre calado.

Esta liquefação de papéis culturais só encontra paralelo no Maxwell, da fusão do Campo Elétrico, e do Campo Magnético, no Campo Eletromagnético. Em Portugal, o Campo Eletromagnético foi fechado no Carmelo, e, em contrapartida, foi deixado à rédea solta no Real Madrid.

A fase seguinte é a da ascensão e dos maus exemplos. Ao contrário do Ronaldo, a Lúcia usou sempre o mesmo par de botas, nunca se depilou, e tinha um modesto orgulho no seu bigode. Consta que nunca fez milagres, a não ser na fase terminal, e como era justa, deixou o protagonismo para os irmãos desvalidos. Um dia, caiu uma criança no Brasil, e a criança sobreviveu, apesar da perda da sua massa encefálica. Na realidade, o verdadeiro milagre é o da atual sobrevivência dos milhões de rastejantes, independentemente da conservação, ou não, das respetivas massas encefálicas. No final disto tudo, foram o Francisco e a Jacinta que avançaram para a canonização, e a Lúcia, prudente, ficou só beata, naquele princípio de que os mandatos das presidências estão sempre limitados a oito anos, enquanto as vice-presidências se podem manter vitaliciamente. Beata, mas não estúpida.

O Ronaldo começou por ser ninguém, até uma mão ignota o ter convertido no melhor da sua pequena casa. Da pequena casa, passou a ser o melhor da sua cova da iria, e, de cova em cova da iria, lá o transformaram no Melhor do Mundo. O atual processo já sonha com a extensão a Marte, e lá virá. Depois do estádio e do aeroporto, falta o nome do exo planeta e da galáxia. O processo está todo em Barthes, Castoriades, Lipovetsky, Eco e muitos outros. Só que ninguém acreditou nesta semântica cultural, até ela se ter instalado.

A pegada ecológica disto é gigante. Na ausência de um oscar wilde interior, Ronaldo não procurou o melhor de tudo, mas aquilo que, de tudo e em tudo, fosse sempre o mais caro, e o caro torna-se inevitavelmente ainda mais caro, se for por ele, Ronaldo, patrocinado.

É paradigmático que o Ronaldo seja agora caçado pelo Fisco, não pelo dinheiro do que joga, por que sobre isso as opiniões até são as mais diversas e contraditórias, mas, sim, sobre essa coisa suspeita do que são os seus “direitos de imagem”. No ar de fábula de que este texto se revestiu, é urgente relembrar o existencialismo lafontainiano de Cristiano Ronaldo, e de como não lhe chegando ser rã, tanto o empurraram que acabou por se tornar num boi.

O mais grave nem é o que tudo o que é ditado por estas estrelas do mau exemplo, mas o ser imediatamente imitado por milhões, pelo planeta fora. Pouco interessa o que o Ronaldo faz, ou não faz, mas sim a tal plateia sombra que há muitos anos estava à espera de que o Cristiano Ronaldo fizesse para validar o poderem fazer também. E assim proliferaram as depilações, os brincos, as pulseiras e as sobrancelhas arranjadas. A nossa era, a Era Trump, é deplorável, e mais deplorável ainda é o tempo de antena que a Civilização perde nisto... E, assim, é aqui chegado o momento de perorar sobre toda a (in)finitude da vaidade humana.

Nos reflexos da Natureza, compete à fêmea, no apagamento natural dos dotes do seu corpo, propagar a vaidade do seu pavão. O preço é cruel, já que ela oferece ao progenitor uma réplica eficaz daquilo que ele perdeu anos a contemplar no espelho, mas a contrapartida é sempre cruel, por que lhe exige faturação e sustento para todo o resto da existência. Estas são as leis da natureza, e tudo o resto são soluços da Teresa Guilherme,nua, desnuda, pelada, à poil & stark naked.

A comissão de promoção do fenómeno Ronaldo também aqui foi prudente, e seguiu o consuetudinário das normas da Igreja: não casar o padre, para que o património não sofra diluição. Por um princípio de máxima satisfação, conseguiu assim dar a vaidade ao progenitor, através da solução de um clone de um plano pré-pago: ela recebe à cabeça pelo serviço, e evitam-se depois protagonismos e divórcios. O Ronaldo, demiurgo, desta forma cumpre as pegadas de Jesus e de Apolónio de Tiana, e concebe, não sem pecado, mas sem gaja, por que as gajas são sempre uma chatice, exceto quando se tornam urgentes e necessárias para as foder. Os menos sofisticados preferem as bonecas insufláveis e as bonecas sem ossos, da Deep Web. A solução Ronaldo é uma espécie de meio termo moderado, para consumo lato na forma de pacote integrado. Creio que os maus tratos às mulheres também deverão estar para ser, em breve, validados.

Cristiano Ronaldo é a apoteose da misoginia, e o pontapé, do alto dos seus voláteis trinta anos, em trinta mil anos do louvor da Mulher na Cultura Humana. E assim se cumpriu mais um suspiro das claques.

Na fase sequente do milagre, passou do filho único aos gémeos, ou seja, numa ótica fisicista elementar, se, no primeiro processo, foi necessário ter uma barriga de aluguer para assegurar a parturição de um filho, já no obrar de dois gémeos devem ter sido necessárias duas barrigas de aluguer. Ora, somada a primeira às duas últimas, isto faz três barrigas de aluguer, com todo a consequente emissão de CO2 que isso comporta.

Na lógica da ascensão, passava-se da beata Lúcia e dos santos Jacinta e Francisquinho para a próxima vizinhança da virgindade de Maria. Depois da conceção sem pai se avizinhar da conceção sem mãe, era preciso apontar mais alto, e mostrar que o novo Messias ainda continuava a conter uma costela de humano. E assim se fez a Georgina, que nega a gravidez, mas a sua negação da gravidez pode ser ainda mais grave do que a gravidade do emprenhanço, por que se não é um futuro emissor de CO2 o que agora ali se anuncia, até pode ser que o inchaço nem passe mesmo de um imenso depósito de metano. Quando ela o soltar, tal bufa fará tremer todo o Protocolo de Paris e até os das cidades vizinhas, o que mais uma vez dá razão ao Donald Trump...

Do ponto de vista da Física, a coisa é ainda mais grave, já que, com a Georgina a contrapor-se às barrigas de aluguer, o problema se deslocou, quanticamente, da incerteza da maternidade para a incerteza da paternidade. Tudo o resto assenta na indecisão da numerologia: e, se, desta feita, já são três, fica só a faltar agora o matrimónio para cumprir a profecia do Hermann: sempre casados e sempre pais de três filhos.

No meio disto tudo, foi o Fisco Espanhol a finalmente vir deitar uma desagradável água fria neste noivado da indecência universalA História dos Impostos divide-se inexoravelmente entre dois atores, os que nunca pagaram impostos e os que sempre tiveram de os pagar, sendo que a segunda categoria, num horizonte ideal, sonharia sempre com converter-se na primeira. Na hora da verdade, o olhar da justiça social só se projeta sobre os que são apanhados a meio da metamorfose, e foi aqui que a Fazenda justamente atacou, no momento exato em que o bloqueio ao Qatar revela como Futebol e Terrorismo, tráficos, Daesh, branqueamento de capitais e fuga aos impostos andam de mãos dadas. A ascensão deste fenómeno destruiu o que ainda poderia haver de desporto, no Futebol: mesmo para os que gostem de Futebol, hoje é impossível falar-se de Futebol, sem que as discussões não sejam imediatamente canalizadas para a poluição provocada por Cristiano Ronaldo.

Do ponto de vista do espectador, a coisa é infinitamente nefasta. Do ponto de vista do jogador, creio que seja igualmente preocupante: sempre que o Ronaldo entra em campo, qualquer adversário seu já não se encontra a defrontar um qualquer jogador humano, mas a sofrer um choque anafilático, de que nem Plotino se lembraria: contemplar, face a face, os holofotes brutais que o encandeiam e lhe dizem que nunca deverá ousar perturbar tal inquietante máquina de manobra e iluminação. Na realidade, só um louco ousaria defrontar essa incandescência ex-machina com que a sociedade foi intoxicada, e, portanto, em campo, perde-se agora sempre, e perde-se sempre que o Ronaldo agora entra.

O Cristiano Ronaldo é o exemplo mais gritante da Pós Verdade no Desporto.

É verdade que todos os episódios sequentes são ainda imprevisíveis. Como se sabe, falta ainda o Mourinho. Avanço, como previsão, que uma vez ferida a aura de Ronaldo, os bons jogadores, um após outro, o comecem doravante a vencer. E esta reviravolta é tão miserável, na queda, como foi na ascensão, mas é a lógica das reviravoltas. Está tudo previsto nas cúspides das Catástrofes de René Thom, mas a hora desta emergência continua a não deixar de ser injusta, exatamente agora, quando iam começar a surgir os milagres da beatificação (em vida) do Ronaldo.

Como podem supor, este texto poderia torna-se infinito, fosse eu pelas emissões de CO2 da Dolores, da Katia e da Ronalda, pelo que cumpre suspendê-lo agora, até o voltar a retomar. Adianto, pois, que, sendo a canonização do Ronaldo coisa ainda em profundo segredo nos bastidores do Vaticano, apenas ouso avançar com duas pequenas inconfidências: a de que o processo decerto passará pelo reconhecer do milagre do demiurgo que ousou corrigir deus, sobretudo na forma por deus destinada aos seus dentes e aos dentes da Dolores, e também o milagre desta espantosa fraude ter durado o tempo todo que durou, e ainda continuar a durar. Assim seja.


Amén.





(Dueto do fim dos mitos, no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

António Costa empolga-se e começa a falar do BPN e dos submarinos. Acredita-se que, brevemente, estará a falar da Ota, do Freeport e do "Casa Pia"

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Sócrates admite ser dono dos milhões, mas pede, por amor da Santa, que a comunicação Social não os associe ao tráfico de plutónio, senão, ainda poderá ser linchado na sua gaiola, em Évora

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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Figo nomeado para Jogador do Século (!) Nós achamos pouco, e achamos que deveria ser nomeado o Jogador do Milénio, ou mesmo o Jogador do Universo :-)

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domingo, 23 de novembro de 2014

O Napoleão de Goa, ou as pré primárias do PS, na forma da prisão de José Sócrates, seguidas das primárias monhés, de António Costa, para finalmente desaguarem nas raposas secundárias, do João Constâncio, filho do dito


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Imagem do Kaos



Para mim, leitor da Irmã Lúcia, desde o tempo em que era analfabeta, foi com as lágrimas nos olhos que ontem cheguei à pág. 46 do volume III dos seus"Diários", onde ela escreveu a célebre e piedosa frase "sempre que um político é preso, nasce uma nova estrela no céu". E é por estas e por outras que eu acho que a verdadeira poesia só poderá sempre sair das almas simples, como era a Lúcia, o José Rodrigues dos Santos, a Inês Pedrosa e os inéditos do Jardel, por que tudo o resto não passa de saramagos, mas daqueles mesmo maus.

Estava eu neste engano de alma ledo e cego, vejo passar no rodapé do plasma que Sócrates tinha sido preso, e pensei que o Schindler não fazia só listas, mas também elevadores que encravavam entre dois andares, e pensei, "lá vai ficar a dengosa à espera de que lhe desalavanquem o ascensor", mas era bem pior do que isso, era mesmo passar diretamente da executiva de Roissy para o banco de trás do 67-PD-03... minto... esse era o de hoje, o de ontem era 57-SG-36, ou o 70-BU-71... olha, já não sei, para mim, os carros são como os Chineses, são todos iguais... quer dizer, não são, por que os Chineses até se dividem entre os que já têm visto "gold" e os que ainda não têm. Na verdade, disse-me um passarinho, aquilo são tudo viaturas caçadas à Mafia da Noite, do Pinto da Costa, ou da frota do Autarca das Putas, o Menezes, que tem uma grande quinta, lá em Gaia, senão não vinham de matrícula à mostra, portanto, a serenidade impera e é isso que é preciso, como dizem aqueles olhinhos permanentemente dormentes, e cativantes, de antidepressivos, da nossa Paulinha Teixeira da Cruz.

A realidade é que finalmente prenderam o Sócrates.

No entanto, não entendo como a prisão de Sócrates possa ter sido surpresa, já que estava anunciada desde que foi para Primeiro Ministro de certos interesses, disfarçado de Primeiro Ministro de Portugal, coisa que o distingue de Passos Coelho, que veio ao mesmo, mas já na versão 2.0, ou seja, assumidamente disfarçado de coisa nenhuma, mas pressuponho que este progresso seja aquilo que Marx considerava o desígnio da História e as minissaias prenunciaram, ou seja, a lei dos amanhãs cada vez mais nus.

Como homem da Academia, tenho muito carinho por Sócrates, já que era como Átila, por cada Universidade por onde passava nunca mais a erva crescia, e deixou vários lutos atrás de si, como a defunta "Independente", morta por um "fax" fraudulento, nas palavras da nossa querida colega Tânia Vanessa, inventado com a mesma ligeireza com que se inventou "a roda e o fogo", e ele só não fechou a "Sobronne" -- como pronunciava ontem um dos jornalistas aleijados mentais do Futebol... -, onde ele andou a treinar a Sofística, para poder citar Górgias, e fazer crer ao Sistema Judicial que a virtude de um escravo não era igual à virtude de um estadista, ou invertendo a forma, o crime do escravo nunca poderia coincidir com o do estadista, já que o escravo ia invariavelmente dentro, e o estadista continuava cá fora, e continuava, e continuava, até chegar ao Conselho de Estado e à Presidência da República,
dizia eu de que,
só não fechou a "Sobronne" por que passava mais tempo nos "slings" do "Keller", ajoelhado, a fazer de Fernanda Câncio, e por que a Madame Myriam, apesar de ter recusado à cunha do Seixas da Costa converter Estruturas II em Ontologia, e Betão I em Fenomenologia, sempre o tratou com o carinho devido pelas madames francesas às potenciais porteiras portuguesas, sobretudo, com o pedigrée de terem andado a fingir dirigir um país, quando não passavam de uma cortina para tapar interesses e cambalachos.

Infelizmente, esta história toda misturou-se com a cretinice, os atavismos e a ignorância típicas do país mais atrasado da Ibéria, e quando começaram a falar de 3 000 000 € de um apartamento no Sezième, suponho que os jornalistas ficassem confundidos, já que o topo dos topos dessas mentes que chegaram ao topo da base são os 120 000 dos rés do chão de Massamá e de Mem Martins, e, portanto, nem vale a pena falar-lhes de quanto vale um apartamento de cobertura da Avenue Foch. Na realidade, nem percebo por que estamos a discutir isto aqui, já que uma entrada no offshore do "Keller" não vai além de 15€, mas com dress code, por causa das chuvas douradas...

(Estão-me a fazer ali sinais ao fundo de que a loura burra e descolorada do "Eixo do Mal" está a defender assanhadamente o Sócrates, pelo que suponho que haja comissões ocultas, como recebia a Câncio, por se fazer passar por pau de cabeleira do gajo mais homeoerótico que já desfilou pelos "outros colos" do Largo do Rato...)

E, já que se falou do Largo do Rato, tenho de referir a angústia política que mais me atravessa, neste momento negro de dissolução da III República: até hoje, tínhamos sempre aquela vaga sensação de que estávamos perante o pior governo de sempre, até que dei comigo a desejar que o de Passos Coelho, o pior governo de sempre, não caísse já, com receio de que venha o pior governo de sempre que se lhe vai seguir, uma coisa subtilmente preparada nas sarjetas da Nação, já que as célebres Primárias do PS, e sei de quem o fez, e gaba de ter feito, foi uma multidão de aficionados de outras cores politicas que se inscreveu, apressadamente, para poder ir votar no próximo chefe de governo mais a jeito para abate fácil. António Costa, o sorriso mais rancoroso e vingativo da sociedade portuguesa, entendeu que o país inteiro lhe estava a estender a mão, mas não era, era, sim, o país inteiro a empurrá-lo, para ver se o despachava, rápido, e com carinho, muito carinho.

Não por acaso, a Sexta Feira Negra foi um aviso do Ministério Público, e da minha cara amiga Joana Marques Vidal, incorruptível, desde o tempo dos "charros", que, a par com o Carlos Alexandre, parece ter arrancado com uma mudança de paradigma, que João Guerra, com o "Casa Pia" tentou, mas não conseguiu, dado o horroroso poder das sombras detida pela sinistra Rede Pedófila, que domina Portugal, e que agora está avidamente, à espera de que António Costa chegue ao Poder, para poder recomeçar o seu interrompido regabofe.

Para os incautos, António Costa é uma tentativa de taxativo regresso ao pior do Socratismo. Na verdade, António Costa é muito pior do que isso: é a tentativa de regresso ao ciclo interrompido por Jorge Sampaio, um aventalado que acha que o não é, e que percebeu que a fuga para a frente de Durão Barroso, um cobarde neo maoista, e enfiado no negócio dos submarinos até ao pescoço, poderia levar a uma vitória, em caso de eleições antecipadas, de Ferro Rodrigues, enfiado nos escândalos de pedofilia até ao pescoço... mas do pescoço do Gastão. Nesse tempo, era Ferro o Secretário Geral do PS, e Costa o mentor da bancada parlamentar. Viraram os lugares, e a merda instalou-se na mesma, a deixar prever o pior dos cenários possíveis. O resto já vocês sabem: as lojas maçónicas lançaram um sério aviso, e ditaram uma sentença salomónica, Ferro Rodrigues não era, como Paulo Pedroso -- que o tinha puxado para aquelas vidas... -, detido, mas, em contrapartida, também teria de ser inibido, dada a gravidade do clima atingido, de chegar a Primeiro Ministro. Esse interregno chamou-se Santana Lopes, e acirrou a opinião pública ao ponto de Sampaio desencadear o Golpe de Estado Constitucional que conduziu às insuportáveis maiorias de Sócrates. Como se diria, no Efeito Borboleta, a Teoria do Caos levou a que, de um ato simples, como enrabar putos, se chegasse, em três tempos, à Bancarrota.

Este é, portanto, o resumo do que aí pode vir, já que António Costa não é um neo socratismo, mas um neo ferrismo, gente que vem ávida de vingança, e que parece ignorar que a História enterrada já não é recuperável, senão através de um atropelo de todos os valores, e a coisa não é figurada, é literal. Para quem tenha dúvidas, veja o que ocorreu no melhor acervo de imagens satíricas do nosso Bordallo contemporâneo, o Kaos, mal se soube que vinha aí a maré pedófila encavalitada no Costa. Vale a pena verificar o que vai acontecer à liberdade de expressão, como muito bem avisou a Maria Antónia Pila..., perdão, Palla, mãe do dito cujo, quando avisou que o PS convive muito mal com a Liberdade de Imprensa.

Eu acrescentaria, de Imprensa e não só, e diria que ela lá sabe o filho que tem, e, brevemente, todos nós o viremos a saber, pelo mal, e por igual...

A instabilidade é, portanto, inequívoca. Em termos técnicos, estamos a assistir ao Fim da III República, entre o exercício do braço judicial, e a possibilidade, não meramente teórica, de quase toda a Classe Política acabar na prisão. Aqui, ao lado, ascende o "Podemos", e o "Syriza" poderá governar a Grécia. Por cá, como usual, fomos apressadamente aos sucedâneos, não viesse a espontaneidade instalar-se, e os órgãos de intoxicação social imediatamente tentaram ocupar o espaço possível de um movimento emergente de cariz comparável, empurrando apressadamente para a frente aquela anedota do "Livre", um fogo fátuo das entrelinhas dos amigos dos telejornais e das penumbras etílicas do "Frágil".

Até agora, todavia, todo este texto foi regido pela epiderme, pelo que agora vamos ter de ir à derme. Há evidências de uma rotura de paradigma, como altos funcionários do Estado presos, ministros demissionários, e Sócrates, a cabeça de um polvo que ainda nos vai surpreender -- há vozes que dizem que está conectado com o Irão e o ISIS -- mas as causas dessa rotura talvez não sejam as evidentes. Na verdade, o conflito latente, entre as Lojas Regulares e as Irregulares acentuou-se, sendo que as Regulares andarão mais pelas bandas do PS, e as Irregulares pelo PSDeísmo. Como os bastardos, os das Irregulares anseiam agora pelo ingresso nas Regulares, e os irmãos de LÁ começaram a estender as mãos aos irmãos de CÁ (com o carinho com que Soares abraçou Isatilno, e mais não é preciso acrescentar...). Em princípio, o grande golpe seria a tomada de assalto da Madeira, com o novo Napoleão de Goa a fazer da ilha a sua Córsega, pela mão do Albuquerque, uma coisa de que é melhor fugir antes que venha, como avisa, e bem, o nosso Eduardo, o "Braganza" da Ilha mais Bela, mas só o Diabo saberá em que estado de avanço já estará essa gangrena: prefiro não me pronunciar, já que quem se mete com o Aventalinho leva...

Descendo da derme à carne, os rumores são ainda mais sinistros: na sua avidez de atropelo, Costa lesou o irmão de Coja, esquecendo-se de os níveis mais baixos têm de respeitar os graus iniciáticos mais elevados. Não se pode subir mais do que deve, nem fazer descer quem já subiu. A vingança será atroz: António Costa é já o primeiro caso de Primeiro Ministro demissionário, antes de ser empossado. A sua sombra chama-se João Constâncio, e a sombra de João Constâncio chama-se João Galamba, e não precisamos de dar mais nenhum passo para entender, que, então, muito brevemente, estaremos em pleno autoritarismo.

Olhem, acho que já falei demais. Não se importam, mas vou ficar por aqui, por que, se depois da epiderme, da derme e da carne quiserem ir aos ossos, vão vocês, tá?...


(Quarteto do aventalinhos às riscas, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

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