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segunda-feira, 1 de janeiro de 2018
segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Fernando Pessoa, 80 anos da partida ("I know not what tomorrow will bring")

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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Al Bowlly, "Over the rainbow"

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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Ana Hatherly

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sábado, 18 de julho de 2015

Plutão e Caronte, na aurora extinta da sua fronteira funda (Αποκάλυψη του Ιωάννη)


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas


"Jaz Plutão na fronteira de uma luz extinta. Em seu redor, obscuro Caronte, gravita-lhe a pesada lua de um planeta de sombras. Dura-lhe o dia mais do que o ano, as trevas, mais do que a noite, e, em Plutão, o silêncio nem sequer agora finda. Subterrâneos, lhe são os deuses, e avessos quaisquer destinos. Nele, mais do que crepusculares, coisas poucas reconhecemos, que ora nos façam ansiar ver para além de tais profundidades, pois, um dia, os astros tornarão a conjugar-se numa mesma forma simples, onde tudo será similar, e João voltará a sentar-se, em Patmos, para redigir a sua Revelação, e também eu tornarei a sentar-me aqui, a escrever este texto, num Tempo, cujo ciclo será vizinho do infinito, e, então, nós igualmente voltaremos"

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sexta-feira, 3 de julho de 2015

Lua cheia de verão

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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Pleine Lune

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domingo, 28 de dezembro de 2014

domingo último

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Neste último domingo do ano não faço balanços, não arrumo gavetas, não deito fora o que não presta, não telefono, não envio mails, não ouço a campainha da porta.
Ligo todas as luzes da casa, ponho os óculos escuros e canto as janeiras. Está frio ainda.



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domingo, 14 de dezembro de 2014

amanhecer

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domingo, 16 de novembro de 2014

. a acrescentar cada momento .



galgamos um tempo urdido
pelas amarras do vento
uma época que surte um sortido efeito
porém integral de desalento
tentamos transpor o limite imposto
por tanta sede que nos conduz a mosto
a cada ação ou até no pensamento
deposto do seu caráter trigal
a acrescentar cada momento


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
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domingo, 9 de novembro de 2014

fragmento






Acordou-os o pássaro, pela madrugada. Guardaram dois pedaços de rocha, arenito e calcário, talvez. A cidade permaneceu cá em baixo a vê-lo voar e não fora ave, seria peixe de olhos abertos e o mar e as algas.



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quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Oscar Wilde: 160 anos, ou a importância de não se chamar Nobel

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domingo, 12 de outubro de 2014

quando a maré sobe o rio transborda

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Às vezes bate-me à porta, com o bico. A seguir grasna até eu aparecer. Os vizinhos não gostam dele, dizem que é enorme, que cheira a lodo, que o meio urbano lhe é hostil. Não vejo grande diferença entre possuir um pelicano ou um Labrador, a não ser pelo facto de os cães ladrarem toda a noite a implicarem uns com os outros e os pelicanos não.
Convido-o a entrar, ele abre as asas, dá três voltas ao quintal e conversamos um pouco, sentados na beira do poço. Ele conta-me que quando a maré sobe o rio transborda e os peixes abundam. Eu confesso-lhe que gosto deles grelhados na brasa temperados com um fiozinho de azeite e limão. E um lagostim, pergunto-lhe. Ao natural, responde-me.
Depois calamo-nos a observar por uns segundos os mosquitos que a chuva multiplicou, até que ele diga, vou-me embora, para a próxima trago-te uma perca do Nilo, está bem.
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domingo, 7 de setembro de 2014

cristatus

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Num impulso, convidei-os a seguir-me. Assobiaram qualquer coisa e sentaram-se no banco traseiro. Pelo caminho fui parando em todos os lagos, lagoas e albufeiras e não fora a fome que nos deu, ainda hoje não teríamos chegado a casa.
Acordam cedo, piam, grasnam, ruidosos e exuberantes. Têm-lhes inveja as rolas adocicadas, os pombos-correio, os piscos e os tentilhões. Numa ladroagem ingénua mergulham nas banheiras e nos copos de água.
Ficam por aqui até à próxima lua cheia, depois levantarão voo, os dois, esguios e alongados, um batimento de asas rápido, ligeiramente trémulo, as patas projetadas para trás.
Estranho e abafado este fim de verão e as saudades dos caniçais.
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domingo, 13 de julho de 2014

Lua cheia de verão

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domingo, 22 de junho de 2014

. passaram por mim fugidiços .

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domingo, 15 de junho de 2014

com muito gelo

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Gela-me, disse a rã. Queres um gin tónico ou uma limonada, perguntei. Ela respondeu, croac e mergulhou no Pisang Ambom.
A canícula afeta-nos.
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domingo, 1 de junho de 2014

as crianças de junho

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Dizem-nas raras, únicas, a esperança de vida de oitenta anos tristes. Oferecem-lhes um dia de calor ou de muito vento, bonés, coca-cola, bandeirinhas, gritaria, rapel e um skate. Colocam-lhes questões previamente respondidas, distraídos, paternais. É sempre bom, dois dedos de fingida ternura a abrir telejornais.
E se uma nave virasse a esquina do mar e as levasse a ver lonjuras?


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sábado, 24 de maio de 2014

. urbe e orbe .

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. uma reminiscência . intemporal .


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domingo, 18 de maio de 2014

nonsense fish

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Às vezes aos domingos, ponho o aquário debaixo do braço e vou buscá-lo à praia. Ele gosta de andar por terra, diz que lhe dá outra perspetiva das coisas. Que coisas, pergunto. Ele responde glup, glup, para disfarçar. Prefere os locais altos, uma pedra nas ameias do castelo dos mouros ou em outro qualquer. Como a visão não é o seu forte, talvez lhe agrade o ar, o balancear da água quando está vento, não sei. Se estou para aí virada e ninguém por perto, canto-lhe uma aria de Händel e ele rebola-se a rir. À tardinha sentamo-nos na esplanada, eu peço um chá gelado e ele um camarão. Há quem nos deixe dois ou três euros sobre a mesa. 
Amanhã, ele apenas recordará que é peixe e eu não.
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