sábado, 18 de julho de 2015

Plutão e Caronte, na aurora extinta da sua fronteira funda (Αποκάλυψη του Ιωάννη)


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas


"Jaz Plutão na fronteira de uma luz extinta. Em seu redor, obscuro Caronte, gravita-lhe a pesada lua de um planeta de sombras. Dura-lhe o dia mais do que o ano, as trevas, mais do que a noite, e, em Plutão, o silêncio nem sequer agora finda. Subterrâneos, lhe são os deuses, e avessos quaisquer destinos. Nele, mais do que crepusculares, coisas poucas reconhecemos, que ora nos façam ansiar ver para além de tais profundidades, pois, um dia, os astros tornarão a conjugar-se numa mesma forma simples, onde tudo será similar, e João voltará a sentar-se, em Patmos, para redigir a sua Revelação, e também eu tornarei a sentar-me aqui, a escrever este texto, num Tempo, cujo ciclo será vizinho do infinito, e, então, nós igualmente voltaremos"

3 Responses so far.

  1. Luis says:

    Arte e Ciência, uma συμφωνία :-)

  2. lindíssimo!

    vamos a Plutão?

  3. Vamos a Plutão, mas temos de pagar a alguém para empurrar a cama articulada da Jacintinha. Connosco, a Jacintinha vai sempre atrás :-)

 
 

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