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terça-feira, 2 de julho de 2019

"Fake News" - "The Braganza Mothers" apoia a ação do Miguel Duarte, que ajudou, na reta final do tráfico mediterrânico de carne humana, 14 000 vítimas traficadas a chegarem às costas da república italiana, e para apoiar o Miguel Duarte já contribuiu, com um cêntimo, na conta aberta para o efeito, mas como a coisa nos parece insuficiente, queremos ir mais longe, neste mês de julho, e vamos já abrir outra conta, deste vez, para apoiar uma jovem promessa italiana, Salvatore Agrario, que quer vir trabalhar para as costas da república portuguesa, e promete bater o record do Miguel Duarte, despejando cá, até final de 2020, 20 000 traficados subsaharianos. Força Salvatore Agrario :-)

"A campanha começou há cerca de 5 dias e até agora já angariou um total de 5 mil euros; este era o valor inicialmente estabelecido como objectivo. Contudo, a necessidade de mais dinheiro para fazer face às despesas e incentivados pela solidariedade que se fez sentir, a associação decidiu prolongar o prazo para os contributos e aumentar o valor até aos 10 mil euros.

A campanha dura até ao dia 12 de Julho de 2019 e pode ser consultada no site do PPL no separador Causas. Tão importante como o dinheiro é a mobilização mediática, uma vez que um caso destes tem contornos altamente políticos. Por isso, se não puderes contribuir, partilha".

Já partilhámos e vamos contribuir :-)
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Operação "Húbris II": existe um enorme receio, em círculos próximos da Assembleia da República, de que as detenções aí se estendam, ainda antes do Natal...

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sábado, 17 de novembro de 2018

"Football Leaks": vem aí a grande vaga de fundo de investigação de tráficos de droga, armas, corpos e órgãos, fuga e branqueamento de capitais, através de "jogos" (?) e "transferências" (?) de jogadores, a que os portugueses, de fraca formação académica, costumam dar o nome de "Futebol". Para começar, os alvos chama-se Sporting, Benfica e Futebol Clube do Porto, sendo que o último ficou para o fim, visto ser o caso mais complexo. Até ao momento, Pinto da Costa, o "Padrinho" desta nação, não quis prestar quaisquer declarações a "The Braganza Mothers", mas não acreditamos que consiga manter-se em silêncio muito mais tempo :-)

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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Pois, o Dmitry Rybolovlev, um criminoso "filantropo" (?) russo, que comprou o clube de "futebol" (?) "AS Monaco", num país que nem espaço tem para as pessoas andarem, quanto mais para enfiar estádios de futebol, foi detido. É o primeiro dos muitos que usam o "Futebol" (?) como o maior circuito de exibicionismo mundial de branqueamento de capitais, e lavagem dos tráficos de armas, droga, diamantes, armas, corpos, órgãos e plutónio. Quando esta merda for finalmente toda desmontada, todos os "The Special One... percent" passarão a ganhar o que valem, entre um e dois salários mínimos portugueses

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sábado, 20 de outubro de 2018

Tancos, ou o nome do fim de António Costa

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quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Tancos, enquanto novela camiliana do enorme romance do tráfico de armas português

A história, hoje, tem duas partes, sendo que uma é a primeira, e a segunda, na verdade, não passa de uma sequência da anterior. Sabe-se que a (falta) de qualidade dos governos se mede pelo maior ou menor tempo que medeia entre a opinião pública ter percebido que um ministro morreu, e a teimosia que o títere, que cabeceia o bando, demora a pô-lo na rua. Até agora, o pior exemplo dessa estupidez institucional era o subproduto de Boliqueime, Aníbal, cujos ministros eram todos demitidos nas capas de jornais do Portas, mas ele insistia em sustentar, até acabaram (quase) todos, em casos de polícia e de prisão.

O António Costa insiste em seguir-lhe o exemplo, e brevemente até quererá ultrapassá-lo, sem perceber que os tempos mudaram e a sensação do penoso, para o cidadão comum, se agravou substancialmente. Durante seis meses, tivemos uma tipa, vestida de tricots, a não se demitir, com mortos de fogo e cinza a caírem-lhe, às dezenas, aos pés. Seguiu-se um traste maçónico, de óculos de fundo de copo de três, que quis ignorar que a sodomia, pelo menos desde as Termópilas e Alexandre, era um assunto das fardas, e também não percebeu que não se podem matar rapazes em treinos de uns psicopatas de pendor sádico, que insistem em envolver a palavra “pátria” nas suas surdas perversões sexuais: sustentada pela sua “Loja”, a criatura durou um penoso ano, quando toda a gente já tinha percebido que o problema de Tancos não tinha saída política, mas mais ninguém no Poder percebeu.

A pérola mais recente neste rol é o sinistro Galamba, que os bate a todos, já que é um protagonista que incarna uma coisa surpreendente, a figura de um governante que devia ter sido demitido muito antes de ter sido nomeado... Com esta espécie de “jat-lag” que existe entre o situacionismo e a brigada do reumático do Gajo de Goa, tenho agora, em cima da minha mesa privada, uma aposta sobre o tempo que ele, Galamba, vai levar a vir para a rua, mas depois vos direi, quando “la chose” acontecer. Informo que fiz o mesmo exercício mental com o Carrilho, e acertei sempre. E esta foi a primeira parte da história.

A segunda também gira em redor de Tancos, e centra-se num episódio que foi apresentado como “roubo”, mas que, com a minha costela teorética da conspiração, não passou de mais um penoso episódio de uma máquina muito poderosa do tráfico de armas, na qual Portugal é um nó fulcral, diz-se, pelo menos, desde o fim da Guerra Colonial. A par com o tráfico de droga e dos corpos, dos quais o “Casa Pia” foi só um suspiro, constituem o tripé nos quais assentam os “Sucessos” dos centenos e afins deste mundo. Dizem que, nos idos de oitenta, o assunto desse tráfico custou a vida ao Adelino Amaro da Costa, e é possível que sim, embora o assunto enforme agora a arqueologia das conspirações mal resolvidas.

A ser verdade o episódio de Tancos ser mais uma página sórdida do tráfico de armas em Portugal, a história constrói-se assim: nada foi roubado, por que há muito que não estava lá, por apenas ter lá feito breve escala, antes de ter integrado o circuito habitual de distribuição das “armas sujas”. Num dado momento, ou houve um incauto que descobriu que os paióis estavam vazios, e ninguém o informou que há muito que não estavam, ou nunca tinham estado, cheios, ou alguém ficcionou o espanto, para que a opinião pública fosse alertada para qualquer coisa de monstruoso que se desenrola, há décadas, sob os nossos pés, e fora do alcance dos nossos olhos.

O resto é pior, por que, uma vez alertadas as máquinas de investigação para o “furto”, arriscava-se a ser descoberta toda a rede e os seus elos. Gente poderosa, entre o discreto e o muito conhecido, que não suportaria quaisquer holofotes. Parece agora que houve uns operacionais que se mexeram, uns badochas lá para o Algarve que se chegaram à frente, e aquilo apareceu, à maneira do Solnado, que é o mesmo que dizer à maneira idiossincrática do português, num quintal de uma avó. Só faltava ter sido o Ronaldinho ou a Maria Leal a descobrirem a coisa. E, ainda à portuguesa, até apareceram mais umas coisinhas do que as que tinham desaparecido, e até largaram os nomes de uns bodes expiatórios, uns peões mal tatuados, ligados à noite e aos tráficos.

Penso que para a maioria dos fãs do Galamba e do festival da bifana, tudo teria assim acabado em bem. Para mim, desta vez, tudo aponta para que se tenham acendido subitamente as luzes, na fase em que o pessoal ainda estava todo com as calcinhas na mão. Não é por acaso que se sacrificam uns peões, ex fuzileiros, e as coisinhas, ou outras coisas, a fazerem a vez delas, são todas repostas no lugar da avó, não vão as investigações chegar ao fundo da coisa, e os portugueses serem alertados para o mundo em que vivem e descobrirem o "who is who" desta pocilga. Na verdade, a coisa está em riscos de acontecer, e nós vamos ficar muito chocados. E, como já me estendi muito, prefiro ficar por aqui, mas acreditem que o que eu não estou a verbalizar é infinitamente pior...
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quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Veneza dá o mote, e quer restringir o consumo de álcool nas ruas, para evitar continuar a ser um local de despejo das sobras humanas da Easyjet, que lá vão tirar as drunk-selfies em cenário cultural, e convida Lisboa e todas as cidades vítimas do grande plano de Bilderberg para destruição do individual, da identidade local, da história, da ideia de passado e de cultura, a fazerem o mesmo. Contras as redes de tráfico humano a operar em plena força, em barcos de borracha no Mediterrâneo e em rotas de pé descalço, no espaço aéreo europeu :-\

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sexta-feira, 29 de junho de 2018

Pronto, já está: as redes de tráfico humano, a operar a partir do Magreb e da África Subsaariana já têm luz verde para continuar a trabalhar, e até devem aumentar a sua intervenção. No final do percurso, que se espera curto, o tráfico humano será despejado em diversas quarteiras do sul da Europa. Sim, a coisa vai continuar a pesar nos bolsos do contribuinte europeu, e vai custar ainda mais aos traficados. Fonte próxima do facínora Vítor Constâncio, do Banco Central Europeu, prevê, com esta decisão, um aumento de 3000% dos custos de vir com uma corrente no pescoço do Mali até às costas de Tripoli. As pretas com sete filhos às costas, no entanto, que não se preocupem, por que está previsto os traficantes aceitarem pagamentos com o corpo, e depois de a dívida ser paga com o corpo, a preocupação até vai baixar, por que existe a cláusula oculta de, depois de a dívida ser paga com o corpo, o corpo poder ficar tranquilamente a boiar no mar, ao largo da ilha de Malta. E se o corpo não chegar para pagar o serviço de ser traficado, os gestores da coisa aceitam pagamentos na forma do corpo inteiro do pretinho, a ser levado em palmas a um qualquer franco carlucci de East Upper Side, ou um pagamento rápido através dos órgãos dos filhos da preta. Sim, isto é um luxo, e se isto não é luxo, então onde é que está o luxo, hein?... Um luxo, numa Europa do lixo... :-!

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segunda-feira, 12 de junho de 2017

"The Braganza Mothers" agradece o ax-aequo do "Grande Prémio do World Press Cartoon-2017" e promete que para o ano há mais, e nas Caldas também, se deus e o Kim Jong-un deixarem. Amén :-)

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Diário da Guerra - Irão descobre a porta facilitista de Portugal, para chegar a Londres. Não faz mais do que o seu dever: junta-se a todos os outros que já tinham descoberto...

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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Diário da Guerra - Bulgária defende fronteiras do Espaço Europeu, contra as redes globais de tráfico humano

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sábado, 10 de outubro de 2015

Diário da Guerra - "Operation Bouquet" e as redes de tráfico humano que escolhem Portugal como rota de eleição

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sexta-feira, 2 de outubro de 2015
segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Diário da Guerra - O Pedro Policarpo, a Bárbara Guevara e o Nuno Félix vão para a Europa Central, na esperança de que as redes de tráfico de corpos, com origem no Afeganistão, Bangladesh, Paquistão, Iraque, Síria e Turquia, precisem de mais recetadores dentro do espaço europeu. Estão no direito deles, vão nas carrinhas deles, e só gastam o combustível que compraram. Nós só entramos no filme, no momento em que quiserem voltar, com passageiros ilegais. Supomos que as autoridades portuguesas farão, na fronteira, prevalecer o estado de direito. Nós, Portugueses, não queremos colaborar com redes criminosas mundiais

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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Tráfico de droga, tráfico de corpos, tráfico de tudo tornam Portugal num dos destinos "mais queridos" da Europa. Uma gaja que cá veio e parece que foi comida vende o produto no "New York Post". Os que cá estão que se amanhem com os vícios dos outros

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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Portugal poderá ser poupado à maré de invasores do ISIL, e ser (finalmente) declarado como santuário natural para o tráfico de droga

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sábado, 12 de setembro de 2015

Caravana portuguesa vai para a Húngria, com auxílio para os traficados das redes internacionais, e com uma mensagem clara: "venham, por que temos cá, para vocês, o lugar dos que já de cá tiveram de partir"

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sábado, 29 de agosto de 2015

Entre Bárbaros e Breiviks, a Europa desmonta a sua velha Muralha da China (director cuts)



Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas




Há uma doutrina americana que diz poderem contornar-se as sondagens das Presidenciais, esquecer o próprio escrutínio, e meramente observar o comportamento dos estados onde quem ganha sempre sempre ganha depois a América toda. Há ainda quem prefira os modelos sofisticados de Estatística, que prevêem a monotonia dos resultados imprevisíveis. Nós cá somos mais modestos, e preferimos entregar as certezas dos nossos juízos às oscilações de certos estados de alma e à homeopatia das coisas próximas.

Para não parecer que estejamos a falar de coisas crípticas, passo já a explicar quais são os sensores da nossa casa, e qual tem sido a pista das pitonisas a que usualmente recorremos. Há quem lhe chame o Barómetro da Coca, mas eu vou ser ainda mais comedido e colocar a coisa em termos decentes, já que criamos uma transitividade entre a maior ou menos proximidade do fim de Pinto Balsemão e um acréscimo ou decréscimo das calamidades do Mundo, assim como, nos tempos em que António Borges gastava o dinheiro dos nossos impostos para adiar o seu fim inevitável, a destruição do bem estar dos portugueses estava diretamente indexada ao seu emagrecimento e ao acentuar do fundamentalismo económico. O segundo já marchou -- não faz cá falta nenhuma -- mas o primeiro, infinitamente mais majestoso, continua a ensaiar o nosso Götterdämmerung, bilderberg após bilderberg, sendo que está seguro que esta camada de criminosos mundiais assentou, ou adoraria que o fim da Humanidade se confundisse com a finitude da sua miséria. Assim como o aquecimento global, uma miserável fábula, na qual o Homem se confere unilateralmente o poder de poder alterar o próprio planeta, esta geração nefasta, geralmente neomaoista, e invariavelmente Bilderberg, adoraria protagonizar uma extinção em massa, coincidente com seu dia de finados, tal qual o extermínio do séquito dos marajás, na velha tradição do Rahajistão.

Não me perguntem qual a probabilidade real de tal ocorrência, por que, como em todo o método experimental, o período probatório ainda se encontra em marcha. É certo que temos sinais, mas também não devemos avançar com certezas. Se temos coisas decerto encerradas, como Borges ter falhado fazer coincidir o colapso de Portugal com a sua agonia, de modo algum já dispomos de dados que nos permitam dizer que a miserável morte de Balsemão não venha a sincronizar-se com um fim de mundo.

Eu sei que estas palavras são dolorosas e parecem sectaristas, mas, infelizmente, deixei de ter dúvidas, e acerto sempre no que de pior vier do lado do Errado.

Depois do prolegómeno, vamos aos "migrantes", esse eufemismo com que os órgãos de intoxicação social agora designam os objetos das redes de tráfico humano global, e às razões pelas quais insistem em que olhemos para a árvore, evitando, a todo o custo, que entrevejamos a floresta. Ora, na lógica dos órgãos intoxicadores, nós devemos evitar olhar para o fluxo, e mergulhar no pântano individual das suas pequenas histórias. Houve uma, recente, debitada algures -- procurem -- em que uma "refugiada" somali tinha dado à luz, já a bordo de um barco de salvação de uma outra nacionalidade, com a ajuda de um médico alemão -- o alemão vem mesmo a calhar aqui -- uma menina, de nome Sofia. E, cumprindo toda a retórica da mitologia de Barthes, ela tem 3,3 kg e "está bem"... Não sei se começaram a chorar só no fim da frase, eu, um coração dolente, já tinha as lágrimas bem nos olhos a meio deste período. Infelizmente, como a dureza dos tempos manda que sejamos pragmáticos, e mesmo tendo gostado muito da notícia, ainda achei que poderia ser melhorada: faltou a presença, a bordo, de um turista português, simpatizante do "Livre", e a menina não deveria ter sido menina, mas sim menino, para a mãe lhe poder chamar Cristiano -- para os nossos mais próximos, CR7 -- e ele imediatamente chorar, num grande plano de câmara, capaz de comover todo o retângulo português. Esta era uma história, porventura, nem a melhor, mas suficiente, como amostra, desta espécie de multiplicação shakespeariana dos enredos caseiros, a que as televisões, quando não estão no Futebol, se têm agora sistematicamente dedicado.

Por cá, já há portugueses prontos para receber os "refugiados", e cremos que sejam os mesmos que ajudaram aquelas centenas de milhar de compatriotas, que o colapso do espaço português viu recentemente emigar. Mais assertiva ainda, "Maria Adelaide" Poiares Maduro -- um continuado erro de casting a quem ninguém tem a coragem de apontar um dedo decisivo e definitivo -- também considera, e parafraseio, que os refugiados podem ser uma mais valia para o desenvolvimento do país. Não sei a que país se está a referir, mas hipoteticamente é o mesmo que empurrou a sua geração mais qualificada lá para fora, certamente já a prever -- estes gajos são sempre de visão de longo alcance -- que nos íamos agora tornar num lugar privilegiado de acolhimento das redes de tráfico humano.

Quando deixamos a Cauda da Europa e marchamos na direção da cauda do Mundo em que se tornou a Europa, o discurso assenta na mesma identidade, e, aqui, começamos a recear que as teorias da conspiração tenham mesmo razão, já que a probabilidade de toda a gente, ao mesmo tempo, começar a dizer, sem concertação, que fechemos os olhos, é nula, ou corresponde a um estado delirante de toda a contemporaneidade.

O discurso pode parecer impiedoso, mas não é, é um discurso preventivo, de alerta, enfim, como se pudesse haver alerta numa coisa que já foi longe demais, e aponta para a necessidade imediata de tratar os bois pelos nomes. Na verdade, na lógica imprópria com que estas notícias são fabricadas, essa "coisa" em que tornaram as vítimas das redes de tráfico humano surge, como Atena da fenda do crâneo de Zeus, do nada, e vai imediatamente a caminho de Londres e da Escandinávia. Acontece que a história está muito mal contada, quer a montante, quer a jusante, e passo a explicar: o primeiro reparo, o que só agora estamos a assistir à fase tardia de um processo, logística e estrategicamente, muito bem pensado, cujas origens só, de aqui a algum tempo, poderemos descortinar. O anestesiar das opiniões públicas, poderá, eventualmente, ter coincidido com outras realidade sonegadas, e outros fantasmas cultivados, o mito do Boko Haram, o "Estado Islâmico", uma criação dos suburbanos europeus, e os invernos, perdão, "primaveras" árabes. Embora isto seja matéria para os historiadores, fica aqui o cheirinho de algumas pistas. Na verdade, como nos piores dias do desastre humano, temos narrativas de vagas de desalojados, desenraizados, traficados, seguidores de sonhos, facínoras e outras castas, misturadas com casos de aliciamento, de oportunismo ou de pura aventura. Noutro, seres humanos, fechados em tendas, a tirar selfies, em longas conversas de telemóvel, ou a clamar por avidez de "civilização" (?) Embora esta maré possa ter parecido originar-se nos referidos focos, a sua origem é agora irrelevante; importa, antes, pensar em quem lhes deu pernas para andar, e à medida que se colocam tais questões mais as respostas se nos afiguram sinistras.

Curiosamente, neste concertado processo de desfocagem da realidade, pode compreender-se que haja uns malandros que colocaram nas margens do Mediterrâneo embarcações precárias, a caminho das fronteiras do Ocidente, mas evita-se questionar como chegaram, até aí, essas caravanas longínquas, e, mais grave do que tudo, como lhes facultaram caminho até todas as Calais deste Continente... Creio que, com isto, ficaríamos falados, mas a verdade vai mais longe, já que, contrariamente a muitos de nós, europeus, que desconhecemos as circunstâncias locais de muitos destes paraísos artificiais, os reiterados testemunhos com, que incrédulos, somos bombardeados, mostram, muito mais do que a estatística poderia deixar entregue ao acaso, casos de minucioso conhecimento das cláusulas de acolhimento das seguranças sociais nórdicas, das regras alemãs, ou dos estatutos holandeses, e é isto que é grave, já que mostra, por detrás deste terrorismo mediático e insidioso, massas profundamente industriadas sobre o que querem, onde querem e, independentemente dos percursos, chegar. 

Os cabecilhas destas gentes estudaram a fundo as fraquezas estruturais da Europa, as suas regras de jogo e as ofertas mais vantajosas, e fizeram avançar, em turbilhão, mísseis humanos, capazes de provocar mais estragos do que qualquer atentado bombista.

Decerto não será por acaso que estas redes criminosas colocaram à frente da Grande Marcha as eternas parideiras dos excessos populacionais da África e da Ásia, pois já lhes consta que as legislações de benevolência e concessão com que, durante décadas, nos deixamos enfraquecer e tornar permeáveis, concedem, automaticamente, que criança nascida em determinadas fronteiras seja considerada sua cidadã. Se forem gémeos, nesta lógica, tanto melhor, e lá haverá um médico alemão para as ajudar a dar à luz, uma chamada Sofia, a outra Irene, e ele, Cristiano, suecos de carapinha. Desculpem, mas esqueci-me de que ela já vinha prenhe de três.

Com evidência que este conhecimento só se adquire em duas circunstâncias: ou é fornecido por traidores com sede nos países invadidos, ou deriva das longas operações em que a Europa, no laxismo das suas universidades, formou os estrangeiros, passando-lhes toda a informação cifrada necessária para a sua futura invasão. Nunca nos esqueçamos de que Khomeini, um dos flagelos do séc. XX, foi um subproduto do prolongado vómito francês. Depois disso, todos os cabecilhas deste desastre estão muito mais bem informados do que o comum cidadão intraeuropeu, permanentemente anestesiado com futebol e jogos informáticos, sendo certo que, como em toda a arte da guerra, ganha o que no momento detiver a melhor informação.

Não voltaremos a falar das respostas primárias a que este estado de coisas poderá conduzir os tecidos profundos das nossas sociedades. A completa subversão dos estatutos, através dos jogos de palavras, já provocou as suas maiores vítimas, os equivocados, e os verdadeiros casos de desastre humano que diariamente se afundam nesta dinâmica impiedosa. Incapazes de transmitir a realidade, os transmissores da intoxicação social, na velha escola de Balsemão, continuam a fabricar as suas pequenas histórias, e poderia ser interessante um movimento que convidasse cada jornalista acompanhante da invasão a receber em sua casa, pelo menos, um "refugiado", ou, melhor, um "refugiado" uma mulher e um filho.

Sei que poderia acabar aqui esta breve, que já vai longa, mas apetece-me ir ainda mais longe no cinismo. Curiosamente, na lógica bildebergiana, em que os piores acabarão por ascender mais alto, até poderíamos elidir esta miserável deriva humana, e limitá-los ao mero papel de figurantes do povoamento das televisões ajoelhadas. No fundo, brevemente os tocará, a todos, ou a muitos, a inevitável desgraça do extermínio, uma das regras do paradigma dos Senhores do Mundo, para quem a Orbe ora soçobra nos seus excessos populacionais. É verdade que estamos num tempo de eleições, entre as quais aquela em que compete substituir a testa das Nações Unidas. Curiosamente -- e voltamos do universalmente global para o carinhosamente local -- muito se falou de Guterres, e Guterres, como que por coincidência, é o Alto Comissário para os Refugiados. Como estaria a ONU, se presidida por um homem que no pior dos momentos, falhou em todas as suas funções?... Eu sei que estão, com a cabeça, a concordar, e até eu, curiosamente, também, não me tivesse lembrado, e voltamos à lógica do nosso quintal, de que o candidato de Balsemão não é Guterres, mas um dos maiores escroques que este Continente produziu, José Manuel Durão Barroso. Para ele, líder dos "palhaços" europeus, e, em Bilderberg, substituto, por razões de saúde, do seu mestre Balsemão, quanto mais "refugiados" e "migrantes" morrerem, melhor para a sua candidatura. Deitará a cabeça no joelho do seu instrutor, e, carinhosamente, pedir-lhe-á que não se apague, antes da sua eleição. Um verdadeiro amor.



(Quarteto da desolação absoluta, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

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