sábado, 27 de junho de 2015

Maria Barroso

2 Responses so far.

  1. em silêncio porque a voz permanece

  2. Floriram por engano as rosas bravas
    No Inverno: veio o vento desfolhá-las...
    Em que cismas, meu bem? Porque me calas
    As vozes com que há pouco me enganavas?

    Castelos doidos! Tão cedo caístes!...
    Onde vamos, alheio o pensamento,
    De mãos dadas? Teus olhos, que um momento
    Perscrutaram nos meus, como vão tristes!

    E sobre nós cai nupcial a neve,
    Surda, em triunfo, pétalas, de leve
    Juncando o chão, na acrópole de gelos...

    Em redor do teu vulto é como um véu!
    Quem as esparze — quanta flor! —, do céu,
    Sobre nós dois, sobre os nossos cabelos?


    Camilo Pessanha

 
 

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