domingo, 2 de fevereiro de 2014

o tigre e o rapaz

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas


Iam à pesca aos domingos. O tigre sentava-se na margem do rio, cruzava as patas dianteiras e esperava. O rapaz dizia-lhe, chiu, não faças barulho e o tigre não dizia nada porque já estava calado. A cana de pesca era tosca e a linha prendia-se nas pedras e nas plantas aquáticas e seguia o curso do rio, autonomizava-se, esquecia-se do seu destino alinhado aos peixes e aos camarões. A cana ficava só. Então o rapaz saltava para o dorso do tigre, enrolava os braços no seu pescoço e partiam os dois à pesca sem linha. Silenciosos, vagarosos, quase invisíveis e de repente uma patada certeira atordoava as presas e o tigre e o rapaz riam como doidos e não capturavam nenhum. 
Quando se cansavam, regressavam à margem, faziam uma fogueira e assavam pedaços de coco e de batata-doce. Afinal nenhum deles gostava de peixe.  

4 Responses so far.

  1. .

    .

    . junto.me rendido a tantas mãos criativas . aqui sobre o olhar de um tigre que criou laços com um ser . que sendo . no caso específico . genuíno . é . na maioria das vezes . muito menos genuíno que a minoria dos felídeos . e . lá . nas histórias . rendo.me sob o Sol encantador do nativo mayor deste blogue . o luís .

    .

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  2. Bem vindo o tigre. Frontal, belo e indomável :-)

  3. Peço imensa desculpa, Sr. Intemporal, o senhor que se enxergue!!!

    A única coisa nativa deste blogue são os meus silicones, uma parceria público privada única, já que nunca dá lucro, só nódoas negras, benzó-deus!!!...

  4. Semiramis says:

    Ano do Cavalo: ano de ascensão ao Empíreo :-)

 
 

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