segunda-feira, 3 de julho de 2017

2 de julho de 2007 a 2 de julho de 2017 - Cumprem-se dez anos sobre o encerramento forçado da primeira versão do blogue "The Braganza Mothers", fruto da má-fé, traição e demência. Desde então, não cessou a perseguição obsessiva (cyberstalking) por parte da aberração da noite, afundada em pornografia, incesto, ameaças, calúnias, injúrias e difamações. Para memória futura: "Há monstros que nunca, nunca, nunca, devem ser acordados [...] As bruxas do Canidelo são fadas comparadas comigo!"




























































"Este texto destina-se exclusivamente aos nossos Colaboradores, Leitores, Comentadores, Apreciadores e Adversários: "The Braganza Mothers", para muitos, terá terminado inexplicavelmente, e é a esses, sobretudo, que devo estas palavras.

"The Braganza Mothers" espaço de livre pensamento e expressão de Criadores de Língua, Imagem e Som Portugueses sempre se regeu pelo seu carácter colectivo de expressão. Infelizmente, estamos num país pobre e triste, como diz o Abade Correia da Serra, "Dentro de cada português, mas dos puros, vibra a alma d'um familiar do Santo Ofício. A Nação não presta", mas a Nação é cada um de nós e o comportamento diário de cada qual.
Há várias semanas que se andavam a verificar estranhas manobras dentro do espaço "The Braganza Mothers". Sou um lógico, mas muito antes de um lógico, um intuitivo, e alguma coisa me dizia que o cheiro não condizia com a aparência pretendida. Ao longo da Vida, convivi com o Mal, nas suas três formas, a de Santo Agostinho, que dizia que " O Mal não era senão o Bem na sua forma degradada", a de Pascoaes, de Pessoa e a minha, que "O Bem não era senão o Mal na sua forma degenerada", e o outro Mal, o pior de todos, o Mal Substantivo, ou seja, o Mal Em Si.

Para que se esclareça o sucedido no "Braganza Mothers", durante semanas, um pretenso colaborador, de nome "Messalina", esteve, como um Cavalo de Tróia, oculto nas nossas fileiras. Que tenha conhecimento, ninguém, do "Braganza Mothers", o convidou para a nossa tertúlia. Sou um espectador desatento, quando me convém. Nunca o "Braganza" foi um lugar de espionagem ou de delação, daquela coisa obscena que é fazer uma queixa anónima, que poderá destruir vidas e carreiras. Também nunca fomos um espaço judiciário, ou judicial, por mim falo, que tanto detesto leis como adoro princípios, princípios fascinantes, palavras de auricalco capazes de modificar toda a História e todo o Tempo. Antes fomos um espaço de sátira, a Sátira de Borges, capaz de criar na pele doenças semelhantes à Lepra.
O tempo, infelizmente, não é para ingenuidades: estas coisas da Net são filhas da Cegueira e do Registo, não são voláteis, são pedras graníticas, que vamos semeando no nosso caminho.

Para os detentores de "Blogues", o termo "Administrador" alguma coisa dirá. Para os outros, doravante, passará a dizer: significa que ser "Administrador" é ter o poder de modificar o aspecto visual do "Blogue", convidar elementos, editar os seus e os textos dos outros, ou, num derradeiro instante, ter o poder de... apagar o próprio Blogue.
Nunca prestei muita atenção a "Messalina": em "Divvus Clavdivs", de Suetónio, sempre me coloquei ao lado do pobre Cláudio, literato, manco e gago, redactor da "História de Roma", enquanto a esposa se entregava a todas as devassidões do seu corpo e alma. Ontem, todavia, reparei que a estranha "Messalina", do "Braganza Mothers", sem nunca ter nada escrito ou manifestado, subitamente passara de "Convidado" a "Administrador": esse é o meu lado Cláudio, sou algo distraído quanto aos tempos, mas rapidamente percebo as intenções: entre os colaboradores do "Braganza" existia agora ALGUÉM, que ninguém convidara, um Mal Mecânico, ou Humano, com poderes para alterar textos, mergulhar nos arquivos, tergiversar palavras e tempos, falsificar comentários, tornar apócrifos testemunhos e comentários, mentir sobre o Passado e as intenções do Presente.

Não sou polícia, não tenho espírito detectivesco, antes prefiro o Sol e o Génio, que nos inspiram belas palavras, e semeiam, em nosso redor, clareiras de Assombro e Sedução. Escrevo pelo prazer de escrever o que dá aos outros prazer de ler. Creio que sempre fui eficaz, todavia, com a responsabilidade de ter convidado tantas cabeças e talentos, para erguer este espaço comum, e, ao descobrir que existia um Monstro nas nossas fileiras, imediatamente me lembrei da velha metáfora do Mal Substantivo, muito mais profundo do que o Bem degradado, ou do Mal Primordial, ainda não sublimado naqueles raros oásis do Benigno.

Vou crer que essa "Messalina" era um "autómato", uma coisa cega e insensível, posta a pairar entre nós, com plenos poderes para nos falsificar e destruir 18 meses de talentoso trabalho -- antes prefiro isso, a que tal seja fruto da maldade humana, para não ter de ter, todos os dias, antes de deitar, mais um pensamento de piedade para com uma pobre alma perdida -- e como sempre defendi ser este espaço um lugar de Liberdade e de Generosa Expressão, julguei ser demasiado indigno poder ter o fruto de tantas horas de criação sujeito a insondáveis desvirtuamentos, manipulações e outras palavras de sonoridade e sentido afins.

Não me podia sujeitar a ver o NOSSO trabalho gangrenado por uma mão estranha; não quis ver ninguém sujeito a ter assinado, em arquivos, textos que nunca engendrou; não quis ver uma Utopia transformada num Inferno. Deixo essas coisas para as mecânicas "Messalinas" deste Mundo, cegas, insaciáveis e sonâmbulas. Esse Mundo não é o meu mundo, nem o de ninguém que, de boa-fé, aqui colaborou. Não sei para onde íamos, mas, decerto, nunca iríamos por aí.
Finalmente, para o Capitão do Navio, quando nada mais resta, sobra aquele acto trágico que é a ordem de evacuação, antes de abrir a válvula que levará ao naufrágio da nave inteira. Ontem, por respeito, e para que a dignidade se mantivesse até ao fim, foi a decisão que tomei, eram, mais coisa, menos coisa, duas horas e meia da manhã, do dia dois de Julho do Ano da Graça de Dois Mil e Sete. Peço desculpa, mas era, no Código de Cavalaria, a derradeira opção".


          Cyberstalking: como um dos rostos da Civilização se pode tornar num dos instrumentos da Barbárie


8 Responses so far.

  1. demente será, inimputável jamais

  2. Arrebenta says:

    A história abreviada de um monstro que devia ser inibido do contacto com a sociedade. Mais grave ainda que continue a dar aulas as crianças. É mais um retrato português, onde tudo continua a ser possível... :-\

  3. Dez anos de uma monstruosidade indiscritível, tema de intervenção da APAV, de sindicatos, da Comissão Nacional de Proteção de Dados, intervenção da PSP, CDs atrás de CDs na mão da Judiciária, do Ministério Público, comunicações e colaborações internacionais, pedido de intervenção da Interpol, da Procuradora-Geral da República, da Comissão Parlamentar de Liberdades e Direitos Constitucionais, tema de jornais e das televisões, e, finalmente, alvo da intervenção da Comissão Nacional de Proteção de Jovens e Menores em Risco. Por mais miserável que a criatura seja, e é, conseguiu um currículo (negro) invejável.

    Espera-se agora pela decisão da Justiça

  4. Tudo começou com a sua obsessão com uma personagem literária, o "Arrebenta", triste obsessão, nem "Werther" conduziu a um suicídio social com esta escala :-|

  5. Cita-se o retrato da agressora, feito em agosto de 2016: "A sensação geral é de desolação e a suspeita de uma patologia em que a agressora se sentisse num perpétuo estado de alerta inspetivo, do genérico ao minucioso. Ela encontra-se mergulhada numa ininterrupta morbidez censória. Ter-se-ia dado muito mal com todos os escritores portugueses, a começar por Gil Vicente, para não irmos mais atrás, e decerto a não terminar comigo... Numa permanente espécie de desfasamento da realidade, um dos seus temas obsessivos é o de "ir revelar a identidade" do autor da produção heterónima (!) É um pouco como se todos os dias ela anunciasse ir denunciar Fernando Pessoa como o criador de Álvaro de Campos... O paralelo é ainda possível, e daria um enredo perturbador, o de uma professora insignificante que um dia tivesse decidido abordar Fernando Pessoa, e, sem mais, lhe tivesse dito que "também ela ouvia vozes"(!), e, a partir de aí, se considerasse mandatada para interpelar toda a obra heterónima do poeta, supervisionando termos, vírgulas, estruturas frásicas, de acordo com a sua cartilha secreta. O que, no início do séc. XX, poderia ter-se revelado irrelevante, insignificante e sem consequência, na idade do livre acesso, em que os recursos informáticos permitem uma imediata proximidade entre o alvo desejado e a mente desejante, a coisa pode tornar-se, como se tornou, brutalmente invasiva, e criminalmente imensa, quer nos atos e danos, quer na duração da incidência. Há cem anos, poderia mesmo ter perturbado a criação literária de Fernando Pessoa. Em pleno séc. XXI, não conseguiu mais do que se tornar num epifenómeno caricatural daquilo em que se não podem, nem devem, tornar as relações humanas, na história curta das relações virtuais"

  6. O caso é tão paradigmático que está a despertar a atenção no Brasil

  7. Semiramis says:

    O vómito continuado de um monstro que nunca devia ter nascido :-!

  8. Semiramis says:

    Não fosse este monstro do Canidelo, por que se haveria este monstro de lembrar do Canidelo?...

    O que é o Canidelo?...

    Onde é que fica o Canidelo?

    Quem no Mundo se interessa pelo Canidelo?...