domingo, 6 de dezembro de 2015

. intervalo .

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas


para lá do cinzento tão denso do céu
as linhas são lábios apensos ao olhar
para lá da tormenta entre quem fui e quem sou
deste ocidental canto é para lá que eu vou
entre a esfera e o céu serei apenas eu
para lá onde o azul é a turquesa do mar


é de afinco a contiguidade dos dias que pressinto
horizonte ou borda d`água ou o silêncio de um grito
intervalam as marés circunscritas ao convés
e recorrem a ser mar finda a terra a meus pés


no retorno o sufrágio de uma alma renascida
na geografia que reinvento no redesenho do tempo
ou re.engenho arrebatado às asas rasas do vento
ou universo inato onde intacto me sustento


neste intervalo tão curto onde o pouco é quase furto
nesta barreira convexa onde eclodem os corais
o silêncio acrescenta agora o que outrora fora surto
e regressam as horas das quimeras intemporais


One Response so far.

  1. para lá de tantos vales e cordilheiras e oceanos e pontes

    onde o azul se apodera turquesa do mar

    .

    YES!

    :)

 
 

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