terça-feira, 20 de setembro de 2016

Diário da Tarada de Calcuteza - Bárbara Guimarães chora em tribunal, ao lembrarem-lhe as palavras do carrasco com quem se casou por conveniência. Parece que o Manuel, de dia, lhe lembrava, de quando em vez, que só Deus e a Santa da Ladeira saberiam se ela um dia não poderia cair pelas escadas, e lá teria de ir ele, com os filhos, que lhe chamavam bêbeda, ao funeral, ou então, muito melhor, como lhe assobiava aquele passarinho persistente, que muitas vezes se punha a piar-lhe ao ouvido, e o acordava com estaladas frias a meio da noite, a "Maria", de noite, punha uma cabeleira de estopa, como a mãe do "Psycho", agarrava na faca com que ameaçava a primeira vítima, a Joana Varela, e matava os três, e dava o golpe de misericórdia na sua própria carcaça de hiena, como fez o Marcuse, e no final ainda havia um funeral a quatro, com a Guterres a chorar baba e ranho, coitado, tão ceguinho, foi ele que meteu esta criatura num governo, Ministro da Cultura (?), cada coisa que acontece em Portugal, benzó-deus, e nós gostamos de tudo, acreditamos, aplaudimos, e depois rapidamente esquecemos, por isso é que estamos no lindo estado em que estamos...

"Não reagi às várias agressões. Ele parecia aço. Eu ficava numa espécie de adormecimento", disse Bárbara, que foi questionada por que razão não foi ao hospital ou ao Instituto de Medicina Legal após os alegados maus-tratos, tendo ela própria optado por tirar fotos. "Tinha vergonha, mas o importante era ele não voltar a entrar em casa. Achei isso mais importante do que ir ao hospital. A minha irmã é que se lembrou de me tirar fotos, e eu acreditava que não as ia usar", disse.

O advogado Paulo Sá e Cunha pediu para Bárbara recordar dois episódios em que garante ter sido ameaçada. O primeiro quando Carrilho afirmou que ela podia cair das escadas, indo ao seu funeral com os filhos, e o segundo quando apontou uma faca e disse que a matava e aos filhos e depois se suicidava. "Assim ninguém ia ao funeral de ninguém"
 
 

Blogger news

Blog Archive