quarta-feira, 16 de agosto de 2017

magnólia

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Escrevo-te duas linhas apenas, entre um livro e o feijão de debulhar. Sentávamo-nos no chão sobre uma manta às riscas e jogávamos à bisca e ao loto. As apostas eram feitas a feijão manteiga, catarino e encarnado, porque é feio apostar. Aposto que chego primeiro, aposto que te dou uma amona, aposto que amanhã faz sol, aposto que vamos ganhar. Inocente e amistoso esse tempo de agosto. O gelo a derreter nos copos de limonada, os quadrados de melancia na taça de barro e os dedos a escorrer o vermelho vivo do sumo. O mundo parava e nem os pés cresciam nas sandálias. Basta uma linha, duas são demais.
 
 

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