quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Publicamos, ao abrigo do Direito de Resposta, contemplado no artigo 37.º|4 da Constituição da República Portuguesa (CRP), os artigos 24.º a 27.º da Lei de Imprensa (LI), os artigos 65.º a 69.º da Lei da Televisão e dos Serviços Audiovisuais a Pedido (LTV), os artigos 59.º a 63.º da Lei da Rádio (LR) e os artigos 24.º|1 j), 59.º e 60.º dos Estatutos da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (Est.ERC), o seguinte texto que nos foi enviado pelo gabinete do Ministro da Segurança Social, relativamente ao nosso post do dia 12/12/17, intitulado "Diário do fim das doenças raríssimas - Sim, o gajo que era ministro da Casa Pia, quando se tratou de abafar o Casa Pia, e que se dizia que tinha um olho em frente, para mentir, e um outro em baixo, para ver o estado das braguilhas dos órfãos, pois, afinal, ele era raríssimo, ele e a Paula Brito e Costa, por amor da santa, qual raríssimo, raríssimos são os doentes, o resto é a fina flor do entulho, o estrume do costume, e todo junto, a Maria Cavaca, a Amostra Clínica, Maria de Belém, a Leonor Beleza, o Ulrich, e só não apareceu o Carlos Cruz, por que estava em período de defeso, fica para as assembleias gerais de 2018, se deus quiser :-)"

"A notícia publicada na vossa edição online de dia 12/12/17, intitulada "Diário do fim das doenças raríssimas - Sim, o gajo que era ministro da Casa Pia, quando se tratou de abafar o Casa Pia, e que se dizia que tinha um olho em frente, para mentir, e um outro em baixo, para ver o estado das braguilhas dos órfãos, pois, afinal, ele era raríssimo, ele e a Paula Brito e Costa, por amor da santa, qual raríssimo, raríssimos são os doentes, o resto é a fina flor do entulho, o estrume do costume, e todo junto, a Maria Cavaca, a Amostra Clínica, Maria de Belém, a Leonor Beleza, o Ulrich, e só não apareceu o Carlos Cruz, por que estava em período de defeso, fica para as assembleias gerais de 2018, se deus quiser :-)", pretende informar os leitores de que o desvio do eixo ocular do ministro Vieira da Silva advém do tempo em que tutelava a Casa Pia de Lisboa, e citamos, "o gajo que era ministro da Casa Pia, quando se tratou de abafar o Casa Pia, e que se dizia que tinha um olho em frente, para mentir, e um outro em baixo, para ver o estado das braguilhas dos órfãos".

Tal afirmação não corresponde à realidade, pelo que induz em erro os leitores, prejudicando assim a imagem institucional do ministro e dos organismos que tutela, Casa Pia inclusive. Durante o período em que tutelou tal instituição, quer enquanto Secretário de Estado da Segurança Social do XIV Governo Constitucional, chefiado por António Guterres (1999-2001), quer enquanto Ministro do Trabalho e da Segurança Social, do XVII Governo Constitucional, chefiado por José Sócrates (2005-2009), sempre defendeu que as crianças e jovens da Casa Pia têm necessidades particulares e, por isso, a instituição tem meios e uma estrutura mais forte.

Dado isso, sempre expressou a confiança em ter a Casa [Pia] "a capacidade de prevenir a existência de práticas que devem, de todo, estar afastadas de qualquer instituição e, em particular, de uma instituição com tal responsabilidade". Por tal, se deve entender que o referido desvio dos seus eixos oculares deriva de um quadro tradicional de estrabismo. O estrabismo corresponde ao desvio de um dos olhos, que se pode dar numa direção horizontal, convergente ou divergente, numa direção vertical, podendo um dos olhos desviar-se para cima ou para baixo, ou ainda segundo um eixo torsional, neste caso de diagnóstico mais difícil. Na prática, muitas vezes estes desvios são mistos, ou seja, os eixos visuais encontram-se desalinhados em mais que uma direção.

Sendo desconhecido o número de estrábicos em Portugal, mas sabendo-se que a prevalência do estrabismo para populações com características demográficas idênticas à nossa é de cerca de 3%, poderemos estimar que em Portugal existam cerca de 320.000 estrábicos e que entre estes, 50.000 sejam crianças com idade inferior a 14 anos, nem todas internadas na Casa Pia.

Dado o anterior, deve entender-se que o desvio ocular do ministro Vieira da Silva faz dele apenas um destes 320 000 estrábicos portugueses, e nenhuma outra coisa, para além disso, nada havendo que indique que um dos seus olhos olhe em frente, "para mentir", nem que o outro se dirija para baixo, para, e cita-se, "ver o estado das braguilhas dos órfãos".



(Lisboa, 13 de dezembro de 2017)
 
 

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