domingo, 17 de junho de 2018

podíamos ficar aqui o dia inteiro

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
toutinegra-do-mato

Há as residentes e as estivais, as de cabeça preta, garganta branca, as de barrete azul e peito laranja. O anel orbital avermelhado, bigode branco. As carrasqueiras, as do mato, as reais, as tomilheiras. As que gostam da vegetação rasteira, dos azinhos, dos lameiros, dos bosques, dos matos densos, dos jardins urbanos, dos humanos. As que se deixam observar e as esquivas, que se escondem nas copas das árvores, cultivam o distanciamento e a linhagem da ordem, da família, do género. Tantas são, que se viajarmos para muito longe, descobrimos as anãs, as de óculos, as falcão, as de Chipre, as árabes e as de Ménétries. Reconhecer-lhes o canto é a melhor forma de as encontrar. E simultaneamente a mais difícil. Podíamos ficar aqui o dia inteiro a falar das toutinegras, das vocalizações matraqueadas, dos chamamentos secos, tac, tac, do canto melodioso que invade as manhãs de primavera. Não fora esta semelhança que lhes encontro, de cantarmos de maneira diversa, como diversa é a forma de voar.

2 Responses so far.

  1. E se falássemos de gente
    não seria diferente
    a começar
    por cada cabeça
    a sua sentença
    cada um tem seu andar
    peculiar
    e é diferente
    o timbre da fala
    ou o modo em como se cala

    só temos uma coisa em comum
    não voamos
    no resto,
    cada um é diferente dos outros todos

  2. E há uns discreto pica-paus, pretos e brancos, que fiquei a saber serem endémicos, e que apareceram por todo o lado.
    Adoram as calçadas do Palácio de Belém,
    e eu
    também :-)

 
 

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