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"Mesmo não tendo o Opus Dei nenhum plano para interferir na política ou nos negócios, admite que as casas e as estruturas do Opus Dei possam servir, muitas vezes, de atmosfera onde estas relações se estabelecem e se exteriorizam para fora do Opus Dei?
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"Fake News" - Novos desenvolvimentos da bicha-gay ameaçada no Mac Donald’s de Barcelona. A história foi mal contada: o agressor de preto queria transformar a bicha-gay em heterossexual para finalmente poder ser comido por um heterossexual a sério, e não por bichas-gay vestidas de paneleiras, como é cada vez mais moda e flagelo dos chats e aplicações de engate. O agressor tinha um ar horrível, de arrumador de carros das Amoreiras, embora se perceba que, ao longo do minuto e meio de conversa mole, a bicha-gay, daquelas muito palavrosas das mãos, até o acabaria por “fazer”, lá terá de ser, há tão poucos homens, hoje em dia, e tão poucos homens agressivos, mas a coisa não deve ter evoluído assim: como a história é mesmo má, e não queremos fazer previsões a não ser a partir do final do jogo, ainda assim avançamos que o mais certo é a bicha-gay e a paneleira heterossexual passiva de preto terem acabado, “ambas as duas”, com a velha das riscas a ver, a ser comidas pelo segurança, nas sombras do parque de estacionamento. (Pormenor: o de preto trazia uma cuequinha de racha atrás, por baixo do fato de treino. Que segurança barrigudo lhe ousaria resistir?...)
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"Fake News" - Sim, é um exclusivo "The Braganza Mothers": o emir do Qatar, Tamim bin Hamad al-Thani, estaria disposto a comprar João Félix para o PSG, oferecendo 200 000 000 €, numa operação inédita de petroputos. Condições prévias, que João Félix nunca tenha jogado, nunca tenha entrado em campo, e que, caso já esteja lesionado, não se importe com ser comprado por mais 50 milhões. 250 000 000 €, quem não gosta?... Os lobbies da "branca", da "branca de neve", como se diz na Sierra Nevada, que vão ter de subir a sua parada.... Viseu é uma festa, parabéns, João Félix, por mais este grande salto :-)
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Umas das experiências mais penosas da equipa de intelectuais e artistas do "The Braganza Mothers". O lugar das seitas e dos seus seguidores é no Inferno...
no seu
inferno...
interior...
Fatima:
“UM DIA O TELEFONE TOCOU
Um dia, era já tarde, o telefone tocou: era a Zizita. A Zizita é uma numerária e falava-me, na altura, de Lisboa:
-Está, Fátima? Sou eu, a Zizita. Estás boa?
-Estou- respondi com ar de espanto (tinha-me desligado da Obra havia talvez seis meses).
- A Maria da Purificação morreu... ( e ouço um choro em convulsão do outro lado da linha).
Tentei acalmá-la. Continuou a chorar sem conseguir controlar-se. Indicou-me que o funeral seria no dia seguinte, numa igreja perto do lugar onde então eu vivia.
Na tarde seguinte dirigi-me para o velório da Maria da Purificação.
Lá estava o corpo, rezei. Vi quem estava presente: algumas supranumerárias e poucas numerárias, para além de outras pessoas. A missa de corpo presente foi celebrada por um sacerdote da Obra, o Dr. Matoso.
No final, a directora de S. Gabriel, a Carina, disse-me:
-Olá princesa! Já há muito que não te via... A brincar, a brincar...
- ...( não lhe respondi)
A Maria da Purificação morreu...
Conheci-a num dos centros do Opus Dei.
A Maria da Purificação frequentava os meios de formação, pelo menos, havia uns dez anos. Tinha um plano de vida: confessava-se , missa diária, oração, círculo...
E conheci outras: uma que frequentava, talvez, há sete anos, outra há nove...”
“Não, não eram membros. Então o que eram? Eram cooperadoras.
Pois. São cooperadores ( independentemente do credo, ou não credo) aqueles que ajudam nas tarefas apostólicas da Obra através da oração, de dinheiro ou do trabalho desenvolvido.
Estas pessoas rezavam e ... vai-me custar dizer, mas é a verdade... e pagavam.
Uma espécie de membros “Y” ( como no “Admirável Mundo Novo”, do Aldous Huxley), de intocáveis, que não serviam para nada.
No entanto, mantinham-se fiéis aos seus compromissos.
Uma vez, no início da minha aproximação à Obra, falei com duas delas - falamos todas dos nossos desejos ( todas acalentávamos a esperança de vir a ser membros do Opus Dei).
Porquê? É que, qualquer uma de nós sentiu o “arrepiante” apelo de se dar a Deus, mantendo-se no meio do mundo (o que não torna a proposta da Obra, em nada, original - só mais tarde soube disso).
E não era legítimo esse anseio, atendendo a que nada nos foi comunicado que tornasse inviável a Admissão? Legitimíssimo.
Uma directora conversou comigo dizendo-me que eu não tinha nada que ter falado da “minha vocação” às demais pessoas: elas não estavam no mesmo patamar que eu (Fantástico!). E não percebi. O que percebi, sim, foi que usaram um argumento que visava afagar-me o ego.
E lá seguia eu, toda contente, com as normas, a conversa, etc. , pensando que faria (reparem só na originalidade) a vontade de Deus.
Mas o meu caso não acabou em Admissão...
Mês de Maio, mês de romarias. Lá fiz algumas e a primeira foi ao Carmelo do Porto. Disseram-me que TODAS AS MONJAS CARMELITAS SÃO COOPERADORAS.
Desculpem. É que não percebo nada de Direito Canónico, mas causa-me estranheza que todos os membros de uma ordem possam ser nomeados cooperadores.
Uma vez, falei com uma delas sobre isto, que me adiantou:
- Então...não havíamos de rezar por toda a gente?...
E sorriu.
Não me pareceu nada esclarecedor.
Depois há aqueles que contribuem muito, muito, muito – não apenas em géneros...
E há os ex-membros também, claro... cooperadores.
Então, quem são os cooperadores do Opus Dei?
Poderão ser os que estão numa espécie de ante-câmara de entrada para a instituição, os indiferenciados, os "Y's", as monjas Carmelitas, os ex-membros... ou seja: são tudo o que não cabe nas quatro categorias de membros: numerários, agregados, supranumerários e numerárias auxiliares. Ou seja, NADA.
Suspeito que alguns dos responsáveis da Obra têm consciência do sofrimento que provocam ao alimentar nas pessoas que se aproximam do Opus Dei , expectativas de realização espiritual - e até pessoal - que só poderão vir a ser frustradas.
Sempre me perguntei que significava o choro convulsivo da Zizita – arrependimento? Não sei .
E outro dia, na Igreja da Lapa, vi passar outra “Y”: a Alberta”.
Fátima Filipe