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Aos domingos não vamos à praia.
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Diário do fim da Geringonça - Na Póvoa do Lanhoso, o Iuri desapareceu, e fez muito bem em desaparecer, por que, mal o Iuri desapareceu, entrou em cena um GNR fabuloso, da "Brigada de Odores Humanos". Um cu que é um monumento, património material da Póvoa do Lanhoso e arredores..., da Póvoa do Lanhoso e arredores... só?... sei lá, acho que é do país inteiro!... Com odores humanos daqueles, eu fazia sopa para o resto da vida. É cair para o lado, e pedir proteção do SIRESP, deus queira que o SIRESP demore muito a vir, pode demorar o tempo que quiser, para eu continuar a rastejar..., eu fazia de cadela, e tudo, e ia ratar o tacão das botas, enquanto ele andava à procura do Iuri do desmazelo dos pais, e podia demorar dias inteiros. As "manas" da Praia do Cavalo Preto, a banhos perto do "Gigi" pedem ao Iuri que desapareça mais vezes, para aparecer mais vezes aquele cuzão verde cinotécnico, e, se não for pedir muito, também queremos ver de frente, e queremos que o Iuri desapareça de vez, para podermos ter esta visão todos os dias. "Fui buscar os animais e quando abri a cancela ouvi um gemido. Fiquei a pensar quem seria..." Só podia ser a Cathia Sophia, a ratar na farda verde, pensava a Cathia que era alface com odores humanos... que homem tão bom, por amor da santa... Como ela diz, a foto é tão boa, tão boa, tão Prémio do World Press 2017, que até o cu do cão é bom :-)
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A Europa foi a única oportunidade que tivemos, no séc. XX, de sair do longo mofo nacional, as sacristias, as vizinhas espias atrás das cortinas, o bufo das conversas de café, o analfabeto que sabia e mandava mais do que os doutores. Para quem não gostava nada disso, passou a haver uma alternativa, que era virar as costas ao panorama e olhar para o continente. Em termos civilizacionais, penso que uma das melhores prendas que alguma vez me deram foi um passaporte europeu. Afora isso, os problemas da Europa resolvem-se dentro da Europa, e não fora, ou contra a Europa. Aos meus inimigos de ontem, o longo mofo nacional, as sacristias, as vizinhas espias atrás das cortinas, o bufo das conversas de café, o analfabeto que sabia e mandava mais do que os doutores, Fátima, Futebol e Cavaco Silva, juntaram-se outros, o Boris, o Bolsonaro, o Farage e o fundamentalismo das três religiões do Livro. Sendo que tudo isso não deverá ser mais do que uma das estações do nosso longo fado, vou hoje votar, como cidadão europeu, a favor, e não contra a Europa, à espera de que a Europa nos melhore Portugal, e de que Portugal só desperte na Europa e nos restantes vizinhos da Aldeia Global, bons sorrisos simpáticos. No fundo, sou um oportunista: estou sempre à espera de que o meu cartão de cidadão e o meu passaporte europeu me dêem cada vez mais direitos, longe das margens do Tejo, e me abram cada vez mais destinos livres de viagem. :-)