domingo, 4 de março de 2018

Ernesto vai jantar fora ou o ponto de vista do cão

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Vou sair e não esperes por mim para jantar, disse o cão. O homem desviou os olhos do visor e pareceu ligeiramente atónito. Não me levas? perguntou ao cão. Ernesto abanou a cauda, dobrou a orelha direita, espetou mais um pouco os pelos da cabeça e ladrou.
Vadiou pelo parque, marcou o território em três candeeiros de rua, rosnou ao caniche da vizinha do 2º esquerdo e quando sentiu um ronco no estômago, entrou no restaurante e sentou-se. Pediu um bife mal passado e duas águas sem gás. Apesar da frugalidade da refeição, arrotou. Afinal um cão é um cão.

One Response so far.

  1. Sou testemunha do teu conto.
    Quando passei pelo Ernesto ele delicadamente dirigiu-se-me
    "É servido?!"
    respondi-lhe com um sorriso
    e ladrei-lhe agradecido

 
 

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