sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Grandes êxitos do "The Braganza Mothers I" (2006/07): "A Cornucópia da Abundância, seguido de um Elogio do Capachinho"




Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas 



Portugal é um país em risco.

Há 800 anos que ele está para ser barbaramente devorado pela España, e só escapou da coisa, porque os estados de Sua Majestade Catolicíssima têm medo de não ter dinheiro para o Alka-Seltzer necessário: reza a História que tentaram uma vez, mas que o vómito foi tal que, desde então, decidiram tratar-nos com longas pinças...
De aqui para ali, são terras de Portugal, despejemos o entulho e fomente-se o consumo do monturo.
Palavras sábias: já temos as prateleiras do El Corte Ingles cheias de tanques de guerra, muito bem blindados e camuflados em latas de sardinhas: um dia em que, em Madrid, toque altissimamente a rebate, elas subitamente insuflar-se-ão, e marcharão sobre o Quartel do Carmo, para dizer que a farsa acabou, e que nos tornámos, para sempre, numa pobre província espanhola.
Obviamente que um país debaixo deste permanente risco tem de apostar em fortíssimas Forças Armadas, e no mais moderno equipamento. As fortíssimas não discuto, porque nunca andei a jogar braço-de-ferro com elas. Apenas sei que, de aqui a dezoito anos, já todos os mancebos terão nascido em Badajoz, terra do cruel inimigo: o Sultão dos Turcos usava a mesma táctica, e recrutava as suas tropas de "elite", os Janízaros, entre os jovens nascidos no seio de famílias cristãs. Tremei, pois. Quanto ao equipamento, ele oscila entre a sucata de parada e o pretenso moderno, mas tão moderno, que, às vezes, até acaba a ser vendido, ainda antes de ser estreado.
Luxos de países ricos, e até os submarinos da "Fardas", que entraram para a heráldica do imaginário reles de todas as anedotas porcas a que Paulo Portas, durante o seu curto pontificado, tão bem se prestou, deu o flanco, e, parece, até adorou,
dizia eu
de
que
até esses célebres submarinos corremos nós o risco de ver um dia destes à venda, nos cobertores inclinados da Feira da Ladra.
No meio disto tudo, de tanta Crise e necessidade de defesa contra o papão invasor, subitamente aparece o Nuno Severiano Teixeira, mais um cangalho do Regime, para afirmar que "iria dar continuidade à política do seu antecessor". Como nunca se soube qual era a política do antecessor, passou imediatamente a estar protegido pela transitividade do raciocínio: dar continuidade a uma coisa sólida, mas imprecisável, logo para durar para sempre.
Há nisto tudo um pouco do Princípio da Incerteza, de Heinsenberg, mas eu até preferia nem ir por aí, e morder directamente o osso, pelo lado da Fisiognomonia.
Acontece que o Severiano Teixeira, mais o seu alarve sorriso de auto-complacência, tem tudo escrito na cara, ou, mais claramente ainda, tem escrito na cara que é daqueles capazes de tudo: do meu ponto de vista, fortemente marcado pela humildade de raciocínio deformado pelo sistema de ensino português, ele pertence, mesmo, ao terrível Clube do Capachinho, e devia ser imediatamente arrumado ao lado do Armando Vara, do celebrado Fernando Gomes (que é feito desse?...) ou do Luís Filipe Menezes, daqueles que me lembro, e lembro-me de poucos, porque hoje, por acaso, até nem estou em dia de Cena do Ódio.
Já tínhamos a Severa, e a Severina: suponho que o Severiano deva ser o glutão que vem papar as duas, e à canzana. Portanto, pior do que o capachinho exterior do Severiano, só o seu capachinho interior.
A verdade é que perfis e faciés destes nunca deveriam passar das bordas do simples alguidar autárquico, o que até já seria bastante, com o seu típico pendor para arranjar poleiros para familiares, desviar fundos, e manter a Cultura ao nível da Filarmónica.

Filarmonique-se, e, pelo Princípio de Peter, promova-se, promova-se, daquela já alta patente de Cara-de-Capaz-de-Tudo ao ainda mais alto posto de "Condottieri", defensor de Portugal, nesta horrenda Guerra das Latas de Sardinhas.


One Response so far.

  1. Arrebenta says:

    Tirando a ortographia, anterior ao Accordo, oscila entre o atual e atualíssimo :-)

 
 

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