segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

"Grandes êxitos do "The Braganza Mothers I" (2006/07): "Elogio dos Homens de Bigode"




Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas


Eu gosto de homens de bigode:
1) Porque o bigode faz cócegas;
2) Porque o bigode, de acordo com uma célebre foto que circula aí pela Net, parece que tem a ver alguma coisa com antigas trepadeiras das Trompas de Falópio, salvo-seja...;
3) Porque no tempo do meu papá, um homem de bigode era um homem que precisava de ter aquele sinal bem viril, ali à vista, não fossem pensar que se tratava de mais algum Cláudio Ramos....
Posto isto, eu gosto muito de Fernando Ruas, acho que ele tem bom ar, um misto do à-vontade de Albarran com aquele sinistro comentador da Bola, irmão da Bruxa Ferreira Leite. Pensando bem, ele até poderia ser uma espécie de António Sala falhado, e, por isso, em vez de ter ido para o Mundo do Espectáculo, antes se dedicou ao Mundo dos Compadrios.
Convenhamos que o Ruas tem um furito de aspecto mais acima do que o anterior, um tal -- falha-se-me o nome -- que tinha na cabeça um telhado cheio de líquenes centenários, como aquelas modernas casinhas lusitanas do imaginário da Agustina Bessa-Luís e do Pacheco Pereira.
O meu aspirador, por acaso, até tem um aplique de ponta que se parece com um bigode, mas creio que a coincidência cessa aí.
Vem tudo isto, porque teve o bigodudo uma frase lapidar: a de que todos os fiscais não sei das quantas deviam ser... lapidados, e apanhar com pedras nos cornos, de cada vez que aparecessem em público.
Pessoalmente, acho mal. Até estou de acordo com que se apedreje um Ministro, um Deputado, um assessor, um economista daqueles célebres fóruns periódicos da salvação do Mundo Português. Agora, apedrejar a arraia-miúda, gente que vai ali só para ganhar o seu..., eu acho mal. Aliás, acho malérrimo, porque se começamos a apedrejar os fiscais, um belo dia também vamos ter de apedrejar os autarcas corruptos, e todos aqueles que recebem o mesmo par de luvas recebido pelos fiscais, e ainda acabávamos, numa dura manhã, a apedrejar a Fátima Felgueiras, o que eu também acho mal, porque numa senhora não se toca nem com uma flor, quanto mais com um paralelipípedo de calçada; e acabávamos a apedrejar o Valentim Loureiro, o que eu acho terrível, porque o homem está realmente inocente, e o Estado (nós) brevemente até irá ter de o indemnizar; e "last and the least", poderíamos ter de chegar ao extremo de apedrejar o Isaltino de Morais, de cada vez que. em Oeiras, uma obra é aceleradamente licenciada, através da oferta de mais um andar à filha do dito cujo.
Depois, nós não nos podemos esquecer de que este é um blogue profundamente cristão: apedrejar um fiscal, de acordo com a última versão do Código Penal e o Novo Testamento, é pior do que atirar calhaus à Maria Madalena.
Quem nunca pagou luvas a ninguém que apedreje o primeiro fiscal, e, mais grave do que tudo, tendo sido a Pecadora, como reza o "Código da Vinci", uma voluptuosa amante do Senhor Santo Cristo, apedrejar um fiscal, é como correr à pedrada, salvo seja, com o Menino Jesus da nossa porta.
Haja piedade.

Oremos.
 
 

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