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quinta-feira, 9 de julho de 2015

Eusébio: santo súbito, santo já!....

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terça-feira, 7 de julho de 2015

Correio da Lola - "Adorei ver a trasladação do Eusébio para o Panteão, e espero que brevemente haja mais. Vai haver, não vai?..."


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas



Querida Lola:

Estava a escrever um conto com o mar ao fundo, quando, de repente, liguei a SIC-Notícias e fiquei pregada ao sofá... Coisa mais linda, o nosso Eusébio, de charrete, a caminho do Panteão. Acha que para a semana vai haver mais?

Manuela BaPtista, Estoril, "Histórias com Mar ao Fundo"


Querida Manela:

Passa a vida nessa coisa das histórias com mar ao fundo, devia dedicar-se mas era a coisas verdadeiramente criativas, e mais rentáveis, como comentar futebol no "Prolongamento", ou no "Dia seguinte": acredite que, em dez minutos, aquelas bacoradas são pagas a preço de ouro, ao contrário dos seus contos de ouro que são pagos ao preço das coisas do nada. Devia estar a olhar para o espelho e a comer um "Bloody Mary", que quem a conhece emagrece. Claro que a compreendo, e deve ter sido linda, a trasladação do Eusébio, mas, como sabe, eu durmo de dia, para poder assegurar o trabalho da noite. Só deus sabe se aquela esquina gasta pelas minhas costas não acaba um dia também no Panteão; eu, por mim, vou deixar em testamento vital que quero ser toda enterrada, em campa rasa, no meio de soldados rasos, que me deem, depois de morta, tudo aquilo para que quis viver em vida. Ou ser enterrada viva, com os GNRs que andaram com o preto às costas, a gente a pagar, mas parece que foram todos escolhidos a dedo, como no tempo em que a Zsa Zsa Gabor Portas, "Missa Fardas", era Ministra da Defesa. A Europa a desfazer-se e nós com os cornos enterrados naquele espetáculo decadente. Sabe, há paúis de roçarem ânsias pela minha alma em flor, e muitas noites perdidas, a aviar árbitros passivos, que já nem a FIFA consegue comprar, mas vamos já responder à sua carta, que sei que é sincera, cheia de mágoas de coração e de olhar puro de menina que a menina é, e ainda acredita nos pais natais, das manhãs do Goucha. Pois é, filha, com os cortes orçamentais, houve uma fase em que deixaram de fazer aterros no Panteão, mas, com a retoma, lá arranjaram uma folga, para enfiar lá um dos três éfes. Feitas as contas, a Amália já lá estava, entrou o Eusébio, o segundo éfe, embora ainda lá falta o terceiro, mas já lá iremos, quando acabar a minha resposta. Como sei que a minha querida adora contos de orientalidades voláteis, uma espécie de permanente canto do rouxinol stravinskiano, eu também lhe vou contar uma fábula. A menina já pensou que, quando se der o Juízo Final, nessa altura, vai haver uma "rèssurreição" geral, e todos os mortos se vão levantar e voltar a ocupar o seu espaço vital terrestre, um Califado do ISIS e do levanta-te?... Já imaginou que, como os mais importantes estão todos no Panteão, vão ser eles os primeiros a acordar?... O Pantera Negra vai-se pôr de pé e vai... -- meu deus, quanto tempo faltará para esse Juízo Final?... -- vai-se levantar e já há de estar esfomeado, com aquele corpanzil todo e aquele cérebro minúsculo, a "rèssureirar-se", cheio de vontade de apanhar uma gaja pela frente, para lhe dar um enxerto de porrada, como dava na mulher e na filha, e nas meninas do apartotel da José Malhoa. Com certeza que também vai acordar com o cio, que o moçambicano é mesmo assim, não pode estar muito tempo sem andar a rebentar balizas de meninas púberes, e há de começar aos gritos de "cadê as pitas?"... Mas não vai haver pitas, só carcaças com milhares de anos, a darem à anca, como o solzinho fez, em 1917. Até aqui é tudo lindo, minha querida, parece uma fábula de La Fontaine, mas o pior vai ser a seguir, por que não é só ele que vai "rèssureirar" naquele Panteão: também vão "rèssureirar" vários ao mesmo tempo, e muito poucas fêmeas, para tanto macho. Já viu o que é o zombie, a pôr-se de pé, nas suas perninhas arqueadas, e aparecer-lhe imediatamente à frente a Sophia de Mello Breyner, a mãe da Solha da Coca, e ele a querer pregar-lhe logo um enxerto de porrada?... Vai ser horrível, imagine uma pessoa que acabou de despertar do longo sono da morte, e aparecer-lhe aos olhos o Eusébio da Silva Ferreira, a virar-se a ela e a dizer, "anda cá, para eu te pregar um chapadão na tromba, minha mula!..." Coitada da Sophia, que tanto odiava pretos quanto adorava efebos, vai ser muito mau, já a vejo a afastar-se imediatamente para o lado, embora ela a afastar-se para o lado ainda possa ser pior, por que, com a Amália, que nasceu no tempo em que se vendia a ginja... enfim, se bem está lembrada, a Amália também vai acordar esfomeada, cheia de vontade de garrafão, e de ser lambida, ou pela mãe da Lili das Orquídeas, ou pela sua querida Maluda, o seu último amor do tempo abafado do canto do sufoco. Não estou a ver uma Amália, com o seu cio específico, do "lá lá lá lá lá", a pôr-se a jeito, para levar nas fuças, do Pantera Negra, não acha?... Creio que vai haver resistência, e, mesmo, briga feia, por que a Amália tinha pelo na venta, e isto pode acabar com intervenção da GNR, que esperemos que nessa altura ainda continue a haver dos bons... E, pensando bem, a coisa ainda se pode agravar, não vá o Fernando Pessoa vir dos Jerónimos, na forma de algum heterónimo fêmea, como a "Maria José", e entrar no Panteão, para apanhar logo uma lambada negra nas fuças. Isto pode ser muito, muito, grave, e, como sabe, como a Eternidade é tão longa como o tempo que Portugal e a Grécia vão levar para pagar a dívida contraída pelos seus BPNs, BES e BPPs, isto pode querer dizer que, probabilisticamente, já é possível que, nessa altura, também já estejam no Panteão a Clara Ferreira Alves, a Clara Pinto Correia, a Maria Cavaca e a Margarida Rebelo Pinto. A Maria Barroso espero que não, por que é uma senhora. E o Galamba também pode aparecer, mas não conta, por que não tem rata, acho.... E, mais fundo do que esses todos, já no Panteão vai finalmente estar o terceiro éfe, nas pessoas da Irmã Lúcia, da Jacintinha e do Francisco. O Francisco, coitado, não conta, por que nem vai perceber que "rèssureirou". A Jacinta é de fracos horizontes, e arrisca-se a ficar cheia de nódoas negras do Pantera, e voltar a morrer, de maus tratos. Já a Lúcia, coitada, é uma crueldade bater numa invisual, que só num país destes se pode acreditar em que uma cega e amblíope tenha visto o solzinho a dançar... Quando muito, sopraram-lhe ao ouvido que estava qualquer coisa a acontecer, e ela também não desmentiu, para não ser mal educada. Posso ser sincera?... Destas cenas de violência doméstica, a que mais me dói, ou vai doer, se ainda estiver neste Mundo, ou, quem sabe, também metida no Panteão, para acabar por levar no focinho também, mas o que mais me vai doer é mesmo a Lúcia a ser espancada pelo Eusébio, já que a mulherzinha, coitada, com o voto de silêncio que fez, nem guinchar vai poder, e isso acho mau, muito mau, por que é o silêncio da voz silenciosa que nem a dor do seu tormento pode exprimir. E assim ficamos. Não sei se respondi à sua carta, mas olhe, querida, eu bem tentei. Kisses.
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sexta-feira, 3 de julho de 2015

Um país que mete o Eusébio no Panteão não é um país é uma arrecadação

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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Correio da Lola - "Vão enfiar o Eusébio no Panteão. Não acha que aquilo qualquer dia fica com um ar de vala comum?..."


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas



Querida Lola:

O meu Henrique, não, não é o Balsemão, disse-me que também vão enfiar o Eusébio no Panteão Nacional. Aquilo não estava destinado aos grandes vultos da Pátria Portuguesa?... É que o meu Henrique, não, não é o Balsemão, também já me disse que o Panteão, qualquer dia, está pior do que uma vala comum... O que acha?...

Maria Emília Torroaes Valente, Lisboa



Querida Mila:

Percebo a sua pergunta, que poderá ser a pergunta de milhares, senão milhões de Portugueses. O Panteão é uma espécie de jazigo da Grandeza Nacional, o que não tem nada a ver com altura, já que até a própria Maria de Belém, se estivessemos numa outra incarnação, poderia futuramente integrar o seu elenco de horizontais. Como sabe, sou pouco culta em Futebol, aliás, sou pouco culta em tudo, exceto naquilo que me interessa, e sobre o Eusébio apenas sei que era grande e grosso, critério que, desde a passagem de Manuel, de dia, Maria, de noite, Carrilho, pelo Ministério da Cultura, passou a ser um critério prevalente. Todavia, temos de ser racionais: naquele tempo, Eusébio esteve para a criação da Iliteracia Nacional como Saramago veio a estar, nos nossos dias, para o pântano mental em que vivemos. Com um pouco de sorte, não fosse o útero da Pilar uma passa ressequida, ainda apareceria um qualquer descendente dele, a rodar uma publicidade dos Gatos Fedorentos, como aquele neto do Manoel de Oliveira anda agora a fazer fretes ao Mexia, que já era corrupto muito antes de haver Corrupção. O papel dele, Eusébio, no rebentar a bilha foi muito importante, dizem, e rebentou mais bilhas do que balizas, sobretudo bilhas pequenas. Foi o primeiro, como agora se diz, afro-luso-pretó-português a fazer o frete de dizermos que não eramos um país atrasado, colonial, racista e onde os que andavam de pé descalço tinham de tratar os calçados, por "Sr. Doutor", tradição que se manteve até ao Henrique Neto, que tem uma licenciatura como a do Relvas, ou o Da Nódoa, que é doutorado várias vezes em lugares comuns e até nos incomuns. Para ser o jazigo da Alma da Nação, o Panteão tem mesmo, justa e obrigatoriamente, de enfiar lá dentro os Três Éfes. Um já marchou, que foi a Amália, a cantar, a cantar, mesmo sem pulmões, até ao fim. Quanto a Fátima, com um pouco de engenho, ainda podem pedir à Gorda do Regime que faça uma Fátima dos Pequeninos, e a enfie lá dentro, mais as cinzas dos Pastorinhos, compactadas e leofilizadas, em redor de um presépio, com burro, ovelhas e vaquinha. Burros podem ser os visitantes, ovelhas, os votantes do "Livre", e vacas as que ainda lá não estão, mas faltam, e chegarão, ou pensa que a Clara Pinto Correia, quando a cirrose a levar, também não acaba lá?... O Futebol, evidentemente, tem de estar representado. Como sabe, eu sou bastante burra, e tenho uns estudos limitados, geralmente obtidos a folhear braguilhas, mas, assim como quando arrastaram lá para dentro a Amália cantadeira da boca grande, e imediatamente ligaram um dolby surround com os seus grandes êxitos, como o "Lavadeira que levas no grelo", também com o Eusébio também deverão arranjar um cantinho e reconstituir ambientes, sei lá, sobretudo da sua fase final, a mais violenta, e talvez devessem desmontar o quarto que ele tinha alugado à avença, no Holiday Inn, e remontá-lo, com as manchas de sangue originais, pelas paredes, que tanto custavam às empregadas limpar, de cada vez que ele ia lá ter um encontro do terceiro grau, com mais uma das suas vítimas tenrinhas... Acredite que o Panteão se ia imediatamente compor, como um enorme La Feria, outro panteonável futuro: num canto, a Amália a arranhar a tampa do caixão e a ganir o Fado do Bidé, o seu último vocalizo conhecido; no meio, a Fátima dos Pequeninos, toda em tampões, com as cinzas dos Pastorinhos, e até da Virgem Maria, embora eu não saiba se a porcelana é mesmo a melhor coisa para cremar; por fim, na ponta, o caixão do Eusébio, rodeado de pastas de sangue, dos seus ímpetos de garanhão, rodeado da galeria de fotos das nódoas negras, hematomas, suturas e arranhões, quando ele fazia as visitações à  mulher e à filha. E em todos os 19 de setembro, dia do aniversário de San Genaro, as pastas de sangue das paredes liquefaziam-se, e começavam a escorrer até ao chão, com cheiro a talho, e as coreanas, doidas, a disparar flashes, para mais tarde recordar... Até me vieram as lágrimas aos olhos... E, olhe, no fundo, no fundo, até sou ainda mais generosa, e acho que, já que estamos a apressar as entradas no Panteão, era melhor era fazer como o Saloio de Boliqueime, que já medalhou, nos seus 10 de junho vagais, tudo o que havia para medalhar em Portugal, e, em vez de levarmos só o Eusébio para o Panteão, faziamos como aqueles marajás que eram enterrados com as esposas vivas, e agarravamos já no Cristiano Ronaldo, no Mourinho, na Irina e na Dolores Aveiro, e diziamos, andem cá, filhos, que hoje é dia de desconto geral, arranjavamos umas urnas de casal, e despachavamos todo o problema do Futebol lá para dentro, de uma só vez, e de uma vez para sempre. Ah, sim, e o Jesus, e o Pinto da Costa, e a Carolina Salgado, também, e se eles protestassem muito, subíamos os gemidos da Amália, para abafar os gritos deles, ou levavam uma injeção, como aqueles pobres bichos que fugiram das cheias, no Zoo da Georgia. Iamos ter um Panteão digno de Portugal. Espero que tenha gostado da minha resposta, por que acredite que foi escrita com muito amor, e já que estamos na Quadra dos Santos, uma pequena marcha, para dar ao dedo, quando o seu Henrique andar nos rapazinhos, nas madrugadas da Cidade Universitária: Vulva branca, da Ribeira, vulva branca que o sangu'ensopou. Rata suja, da maruja, rata porca qu'o sangue manchou. Um clitóris e dois ovários, duas trompas e um tampão, um cheirinho a bacalhau, num buraco largueirão!... E muitos kisses na sua xoxa, meu amor. Bem haja. :-)
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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Sophia de Mello Breyner já repousa no Panteão Nacional, transportando consigo um terrível segredo, que se estendeu dos "Ballet Rose" aos "Ballet Bleu". A seguir virá Eusébio, com os mesmos terríveis segredos

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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

"The Braganza Mothers", no dia em que a Assembleia "Nacional" decidiu, por unanimidade, trasladar o Cristiano Ronaldo, nu, desnudo, pelado, à poil & stark naked, mais os brincos e a sua barriga de aluguer mexicana, para o Panteão Nacional

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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Correio da Lola - "Foram-me à pensão, o meu querido Papa Francisquinho anda a telefonar para as Irmãzinhas do Carmelo, e agora... agora... o Eusébio. Será que o Mundo vai acabar em 2014?..."


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Querida Lola:

Sou sua leitora, desde que escrevia crónicas para o "Notícias de Lourenço Marques", e acredito tanto nas suas palavras como no discurso do Pai Santo, Francisquinho, mas estou muito perturbada, porque vou ter cortes na reforma, acho estranhos os telefonemas de Sua Santidade... e agora (chora) morreu o Eusébio, um dos homens da minha vida. Eu acho que o Mundo vai acabar, já em janeiro...

Vera Jardim, Bairro do Catujal


Querida Vera:

Como sabe, o Mundo acaba um pouco, todos os dias, e, para muita gente, às vezes, até acaba, sem ter começado, como as abortadeiras do seu bairro, que fabricam dezenas de anjinhos para mandar para o céu, com agulhas de croché... Deixe que lhe diga que hoje, mal cheguei aqui à esquina, começaram todas aos gritos, a dizer que tinha morrido a Pantera Negra. Ora a Pantera Negra, deus me perdoe, é uma colega minha, ali, do quarteirão de cima, uma guineense, analfabeta e "agarrada" no crack, que o "Major" trouxe para Lisboa, para lhe dar trabalho, quando ainda era Cônsul Honorário da Guiné. A especialidade dela, embora o assunto não lhe interesse certamente muito, é a "espanholada", a punheta de mamas, e disso eles gostam, só que o problema das nossas mamas, ao contrário das da Teresa Guilherme e da Angelina Jolie é que são todas de plástico: aquilo basta um bocadinho mais de esforço e começa a rasgar. Ela adorava que lhe torturassem os bicos, a modos que havia dias que chegava aqui abaixo com as tetas em farrapos, como fica a bandeira nacional, naqueles dias em que o Alto do Parque é o Monte dos Vendavais, ou o Cavaco abre a fossa  para soltar asneiras, e eu pensei, desta vez mataram-na, mas não... era só o Eusébio, uma das glórias do Salazarismo. Eu até pensava que ele já estivesse morto, porque sou muito confusa da cabeça, imagine, querida, que pensava que era a Amália que ainda estava viva, e não ele. Coitado, temos pena, mas chegou a sua hora. Uma chutava com a goela, o outro cantava com as patas. Nesse tempo, o Futebol ainda não servia para branquear capitais: estava na sua infância, e só servia para branquear Regimes. Tenho de lhe confessar que o Eusébio nunca foi meu cliente, ao contrário de alguns colegas dele, das célebres cinco da manhã, em que todos os gatos são pardos. Sei que é uma linha que nunca terei no meu currículo, e por várias razões, a primeira, por que ele frequentava outras "geografias"; a segunda, porque eu, embora já vá longe, nasci... menino, e mesmo que o tivesse conhecido nesses bons anos, nunca teria tido a sorte de ser estreada por ele, que, dizem, adorava era desflorar meninas de 11 anos... É a rude voz de África, que quando se junta à voz dos Regimes, se eleva em cântico, e dá direito aos "Ballets Rose". Consta que o Eusébio era o prato de reforço desse refustedo todo, tendo introduzido a categoria do "grande e grosso", que nunca mais abandonou o nosso palco. Era a chaimite negra, e dura, o quebra gelo que abria caminho para a flacidez da brigada do reumático. Serviu o Estado Novo, e depois até conseguiu continuar, no meio de enfartes, rezas e mezinhas, a servir este Estado Velho, a que estamos todas condenadas... Lamento a sua morte, mas doeu-me mais a da Irmã Lúcia, que vivia exclusivamente para o Senhor e para o "Business". Os Três Éfes estão a chegar ao fim, incluindo Fátima, que pensa que se protegeu, ao ampliar-se, mas só vai dar mais trabalho aos demolidores de idolatrários, quando chegar a sua hora... Quanto à sua pensão, querida, olhe, nada posso fazer. Possivelmente, andou a descontar 40 anos, para receber agora 500€, que são o limiar da riqueza, na ótica da Paneleira de Estado, Paulo Portas. Teve azar: devia era ter feito como as suricatas da Assembleia "Nacional", dar faltas injustificadas durante cinco anos, e estar a receber agora 10 000€, como o Senhor Presidente da República. Com esse é que estou preocupada, porque, brevemente, não vai ter dinheiro para os medicamentos, e lá terá o seu célebre ataque de Boca em "O", o que ainda fará aumentar mais os juros da dívida. Comoveu-me vê-lo e ouvi-lo, ele, que nunca acha que é altura de se pronunciar sobre nada, dizer que o Eusébio era das personagens mais fascinantes que tinha conhecido, o que diz muito pouco sobre o Eusébio, e diz tudo sobre a Múmia de Boliqueime. Tenho muita, muita, muita pena dele, do Sr. Aníbal, que no organigrama do Pedro Miguel Cruz -- um homem que eu aviava com todo o gosto, ai, aviava, sim... -- só aparece ligado ao Banco de Portugal, por amor da santa, o rapaz enganou-se, ele esteve ligado a tudo o que é mau, em Portugal, a começar pelo BPN e a acabar no segundo resgate. Nós, por exemplo, que descontamos do corpo uma via inteira, não temos direito a nada, depois de velhas, se... se... quando lá chegamos, porque muitas de nós acabam esfaqueadas por pretos e moldavos bêbedos, os únicos que nos dão grandes fodas, mas depois ficam furiosos, quando descobrem que também temos "chicote"... Dura vita sed vita. Pensões, filha... acho que nunca verei nenhuma, aliás, minto, já vi as da Rua Bernardim Ribeiro, quando os vãos de escadas estão em dia de overbooking, e até foram juízes conselheiros que me as pagaram, para lhes satisfazer as bordas... Agora, preocupante, preocupante, são mesmo os telefonemas do Papa Francisquinho para as Carmelitas Descalças de Lucena. Toda a gente sabe que as carmelitas descalças, e até algumas calçadas, não podem falar, portanto, telefonar para lá é já saber, à partida, que o telefone se vai levantar e vai haver um enorme silêncio, a não ser que, como o homem tem um, aliás, vários parafusos a menos, tenha ligado, e dito, "olha, fala o Bergoglio, irmã, estás boa?...", e a outra, muda por castidade e voto, não pode fazer mais do que grunhir, "hmmmmm???...", e ele, "estou, sim, fala o Bergóglio, que estais a fazer?...", e elas, "HHHMMMMM!!!...". Só se pode imaginar que tenha havido uma grande pausa, muito sonsa, e Sua Santidade lhe tenha perguntado... "estás... estás... a... senti-lo?... sim, querida... hmmmmm... estás a senti-lo?... Queres mais?..." Eu acho isto decadente: prefiro os árbitros que veem cá, para serem fecundados, depois de terem estado a celebrar as derrotas da Seleção, entre pitas e muito álcool. Agora, um Papa, a fazer sexphone, isso, sim, querida Vera, pode ser o fim do Mundo, ou um ensaio geral para ele. Prepare-se, que o Ano do Cavalo vai doer. Kisses na xoxa, e um bom 2014.
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