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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Dona Ana, a "praia mais bonita do mundo" (!), vinga-se de Assunção Cristas, e volta aos níveis de areal de sempre. "Tu podes ser de Neanderthal, minha cara de padeira, mas eu, praia, já era velha, muito antes de o teu código genético ter retornado de África, filha..."

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terça-feira, 6 de outubro de 2015

Porca masturba-se na praia, com crianças a ver. Apesar de estar muito tempo tempo naquilo, ninguém olhou. A parte em que a amiga vem e a abocanha não está no vídeo

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domingo, 14 de julho de 2013

zeferino e o peixe

Zeferino era magrinho como uma cana-da-índia, esperto como um rato do campo, mas era do mar. Zeferino tinha um barco pintado de branco, duas riscas à volta, uma amarela a outra encarnada, na proa um olho espreitava para o livrar do mal e das tempestades, das vozes das sereias e das correntes malsãs. Zarpava ao entardecer e regressava ao nascer do sol, as gaivotas a esvoaçar a proa, calmas e mansas como se inútil tivesse sido a pescaria.
Não havia quem lhe ganhasse a escalar um peixe. Uma faca estreita e comprida e um movimento delicado e certeiro ao longo da espinha, uma erva, o sal marinho e as brasas no ponto. Depois um fio de azeite a desenhar círculos e ninguém resistia a dizer-lhe, não foras tu pescador, serias chefe de cozinha. Ele encolhia os ombros, indiferente, se não fosse pescador seria coisa nenhuma.
Nas noites de lua cheia, não pescava. Ficava ao largo a ver passar os cardumes prateados de peixe miúdo aos saltos sobre as ondas e esperava-o, ao peixe-pico. Não era pontual, chegava quando queria e era o peixe mais divertido das águas de Sesimbra. Contava anedotas de peixe e quando se ria o seu corpo redondo enchia-se de picos que tocavam uns nuns outros fazendo um ruído sibilante que confundia os peixes maiores. Às vezes perguntava, ó Zeferino, tu que és tão fino, porque é que nunca me conseguiste pescar? E rebolava-se a rir à tona de água e Zeferino ria-se e chorava a rir e até o olho pintado no barco deitava uma lágrima de alegria.
Quando a lua se escondia, o peixe pico ia à frente e o barco atrás com Zeferino à ré, navegavam algumas milhas, davam a volta aos rochedos, tocavam os faróis, descodificavam os sonhos das tartarugas marinhas e por fim adormeciam.
Muitas foram as histórias que contei de Zeferino o pescador, umas inventadas outras não, mas esta do peixe–pico é a mais feliz.
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Solstício de Inverno, a Norte, Solstício de Verão, no Sul

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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Férias

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