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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Sacrifícios Iguais Para Todos
Miséria para Gerações


Este governo destruiu a vida das pessoas e o emprego, chama piegas aos portugueses que ficaram tesos. Em conjunto com o Coveiro da nação, proclama que os sacrifícios são a dividir por todos e diz que faz esforços para criar emprego. O emprego vai atingir cerca de 20% pelo fim do ano. Com os cortes parciais dos salários, a que chamam inapropriadamente subsídios, dos subsídios de desemprego, para alimentar e vestir os filhos vai ser preciso roubar.

É este o panorama actual, e o do futuro anuncia-se muito mais negro e de longuíssima duração. Se o povo continuar a acobardar-se em lugar de se defender como em países democráticos, como aconteceu na Islândia, será sangrado e morrerá de esvaimento total enquanto uma parte da população lhes bebe esse sangue. Se as corjas não quiserem civilizar-se a bem, que seja a mal. Melhor morrer a peste do que uma população inteira Se não, vejamos por alto, porque profundamente a verdade afigura-se terrivelmente mais negra.

Mais grave que tudo o que este artigo encerra – embora dele dependa em totalidade – é o futuro de Portugal. as previsões, baseadas na realidade e não na ficção com que os ladrões nacionais nos querem emprenhar pelos ouvidos com a sua contínua vergonhosa banha da cobra, churros de mentiras para crianças mentais em nome de interesses bem conhecidos, não vai volatilizar-se como o FdP do criminoso cadastrado nos quer convencer. Não vai haver nenhuma recuperação cedo como dizem, como o modo como destroem a produção. Os aumentos dos impostos jamais conseguirão sequer igualar as perdas encaixadas. A dívida não pode ser paga desta forma. A prosseguir do mesmo modo, o governo de incompetentes, vendidos e ladrões irá pedir uma nova ajuda financeira. Cairá num ciclo vicioso com origem no empobrecimento da população já mais miserável da Europa e inigualável na sua maior divisão entre ricos e pobres. Nada de nada foi ou está a ser feito para uma recuperação e tudo o que se inventa é palavreado oco. Haverá flutuações, mas nada é sustentável. Há mais de um século que em Portugal nunca houve verdadeiro progresso, mas agora os próprios rudimentos básicos foram ou estão a ser destruídas. As comunicações os seus custos (compare-se com os países mais ricos), a instrução, a justiça, o aperfeiçoamento e a valorização da mão-de-obra, a saúde, etc., atacadas ou sem devido interesse nelas, não proporcionarão o progresso. Daí que o atraso não vai durar dois ou três anos. Se não tirarem o poder a estes destruidores e os substituírem por outros capazes e controlados, a miséria ficará permanentemente até que estas medidas ou semelhantes forem tomadas.

A destruição começou pelo governo do Cavaco, quando os fundos de coesão europeus para adaptação e modernizar as empresas e dos trabalhadores, preparando-os para a concorrência, hoje. Esses fundos foram roubados e postos em circulação para dar a ilusão de riqueza e a reeleição do governo, como aconteceu. Tudo isto foi previsto há muitos anos e publicado na internet (http://www.leaopelado.org/estado.htm). Todos conhecemos os ladrões e sabemos que andam à solta porque a corrupção geral das oligarquias política em que os partidos estão organizados como associações de criminosos fazem leis para protegerem os roubos com que enriquecem ilicitamente com toda impunidade e legalidade. Com estas leis, a corrupção e a ladroagem não têm controlo. Continuam todos à solta. Muito mais fácil com uma justiça fantoche e corrupta de que toda a população em peso reclama. Veja-se como funcionam o parlamento, a justiça e os políticos no combate á corrupção em Portugal: na busca do YouTube coloque «Opinião Pública - Corrupção».

Aquilo a que chamam subsídios de Natal e de férias, são partes integrantes do salário e assim consideradas para todos os efeitos, incluindo impostos. Foram assim baptizadas para que se pensasse que eram benefícios graciosamente concedidos pelo governo que lhes deu esse nome errado para sacar votos a papalvos. Lembrem-se! A classificação fictícia tornou-os vulneráveis. Acreditamos que não foi essa a ideia do Coveiro, mas o efeito foi o que se conhece. É por isso que em lugar desses montantes serem distribuídos pelos 12 meses, como em todo o mundo (ou por semanas, na Inglaterra), estão em dois acrescentes. Esta medida anterior com a única intenção possível de os mascarar de benefício gracioso tornou-os vulneráveis por desvio da ideia daquilo que são. Aproveitando-se duma nomenclatura errada, cortaram parte dos salários. Mas conservam os seus – ver despachos da ministra da justiça 1210/2012. Conservam subsídios, abonos subvenções, tudo e nalguns casos aumentados.

Segundo o DN, pelo despacho n.º 15 296/2011, Paulo Núncio, Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, transferiu João Pedro Martins Santos, do Ministério das Finanças para seu chefe de gabinete, aumentou-o de €2.000 mensais mais subsídios de férias e de Natal. Na sua nota informativa escreveu «A remuneração atribuída ao Mestre João Pedro Santos está dentro dos limites legais e orçamentais aplicáveis e será objecto de publicação, nos termos aplicáveis ao pessoal dos Gabinetes.» Tem razão, é legal. Os seus acólitos e padrinhos fizeram e aprovam leis destas para que outros como ele as pudessem aproveitar.

Menos de três meses antes da eleição do actual governo, uma certa jornaleira escrevia muito justamente uma crítica contra a conjuntura que se vivia com um título ligado aos exemplos aqui apresentados. Nove messes depois, foi nomeada assessora de imprensa do Ministro da Economia (o tal que quer modificar tudo e diminuir os salários e arruinar os que menos têm), com vencimento equiparado a director-geral: €3.900 por mês, acrescidos de ajudas de custo e subsídios de alimentação, Natal e férias. Com remuneração superior, só a chefe de gabinete desse aborto impostor Álvaro Pereira: €5.900 por mês mais ajudas de custo e subsídios de alimentação, Natal e férias. Porque não, se é legal?

São apenas alguns exemplos do seguimento das leis aqui apresentados, não excepções. É o corriqueiro e normal, de acordo com as leis feitas por aqueles que dizem que nos representam. Não são casos excepcionais.

Querem emprego bem remunerado e reforma aos 40 anos? Alistem-se num partido político! A presidente do parlamento obteve a sua reforma aos 42 anos de idade com 10 da trabalho. O segundo magistrado da nação é um ladrão legal. Acham que esta corrupta e parasita não ajudará a continuar a aprovar leis que vão no mesmo sentido?!

Os orçamentos são concebidos no sentido de agravarem as diferenças sociais e as já maior fossa europeia entre rios e pobres.

Note-se que o presente artigo nem menciona se devíamos ou não pagar as dívidas do banqueiros, amigos e associados que exportaram os fundos roubados, nem se os encargos deviam ser suportados pelos que compuseram os governos e destruíram o país. Aqui, o limite é de lembrar de que a intenção do governo não é de distribuir os sacrifícios por todos, mas de dá-los apenas aos que menos têm. Nem os funcionários do governo são submetidos aso cortes dos restantes funcionários públicos porque fazem parte da máfias políticas que roubam a nação. Nos países mais atingidos pela crise, políticos e governantes reduziram os seus ganhos entre 20% e 30%, é facto conhecido. Reflicta-se, compare-se e conclua-se. O que nos contam são histórias de embalar bebés que, como se prova, têm convencido um povo desinformado e desmiolado a portar-se como o que é: um rebanho de carneiros masoquistas com mentalidade inferior à dos bebés. Basta ouvir o tom dos discursos do Criminoso para que nos demos conta de que sabe como falar a gente deste nível.

Só ingénuos e fanáticos partidaristas cegos acreditam que mudando de governo se poderá resolver o procedimento dos políticos. Ora, para compreender a imbecilidade que essa profunda estupidez encerra, basta comparar o grau de corrupção nos outros países em relação ao controlo exercido pela população sobre a legislação e os políticos. Valerá a pena notar que o grau de corrupção é inversamente proporcional ao grau desse controlo? Se nada se fizer para corrigir esta situação catastrófica os resultados catastróficos só podem continuar a progredir. Nada existe que os possa fazer regredir. Os carneiros confiam na boa vontade dos políticos corruptos. É a anedota do milénio.

Se a população admite tudo isto e muito mais, por que razão hão-de os corruptos rejeitar o que se lhe oferece numa bandeja? Porquê? há verdadeiros anjinhos inocentes que acreditam que os sindicatos lhes resolvem os problemas. Nem os de que reclamam desde que não haja legislação adequada. Os ferroviários, usufruindo dos maiores salários – alguns os €50.000 – são os que mais greves fazem suportados pelos sindicatos que mal defendem os que menos ganham. Alguma ouvimos qualquer sindicato ou partido de qualquer cor reclamar contra os caos aqui apresentados ou congéneres? Não lhes interessa, o povo que se lixe. Só as uniões populares apartidárias e independentes de sindicatos, de defesa de interesses nacionais comuns podem obter algum resultado. Ou o povo amotinado, como ma Islândia. Onde conseguiu prender os principais culpados da ruina do país 8que não era o último primeiro-ministro, obviamente, que vinha de longe, os banqueiros ladrões, e enfim, colaborou directamente na redacção duma nova constituição que não permitisse a essa repetição desastrosa e que aumentasse o controlo dos políticos e governantes. Todos os seus tostões são investigados.

Como é que é em Portugal e que se pode esperar? Com a desinformação de vento em poupa, a manipulação e fabricação das notícias, raros têm uma opinião com bases confiáveis baseadas em factos que desconhecem por lhos esconderem. Veja-se – no DN – como se se manipulou uma reportagem das férias do Coelho criminoso e fabricou uma imagem de promoção política: vergonhosos jornaleiros desonestos, falsários e impostores! A corja que encobre os crimes dos corruptos políticos.

Algo digno de nota é que o Coelho foi único político que até hoje chegou ao governo já com um longo cadastro agrilhoado às patas. Este facto deve servir de reflexão sobre dois pontos: (1) a jornaleiragem defende os que destroem Portugal e são declaradamente contra a população, sendo este o modo preferido para usarem a liberdade que conquistaram na Abrilada – se assim não for, que o provem; (2) substituir governos por outros iguais só tem piorado o estado do país e destruído qualquer esperança numa possível futura democracia, já que até hoje nunca existiu senão na boca que se servem do termo para roubar impunemente.


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sábado, 7 de julho de 2012

A Escumalha Política
Para Lembrança dos Amnésicos

Transcrição integral de dois artigo de Fernanda Câncio no Diário de Notícias. Para memória de fanáticos partidários, desmiolados e outros amnésicos e traidores que continuam a aprovar a corrupção porque é o seu partido. São estes e os jornaleiros coniventes que enganam a população os verdadeiros culpados do estado a que o pais chegou devido ao seu suporte incondicional. Tudo se poderia resumir numa curta frase: Os bandos de cabrões que nos governam e nos desinformam.


Indecência Certificada

6-7-2012 — Ao contrário do que nos dizem os clássicos infantis, não há em regra moral na história. É assim que podemos assistir, boquiabertos - como anteontem - a um Santana Lopes, na TVI24, a perorar, a propósito do curso de Relvas, sobre deverem ser os políticos julgados pelos seus atos em funções e não por episódios do seu percurso privado (cito de memória), sem que algum dos presentes, de Constança Cunha e Sá a Assis e Rosas, pigarreasse sequer. Que o homem que nas legislativas de 2005 fez insinuações explícitas sobre a orientação sexual do adversário e exigiu a audição do depois primeiro-ministro no Parlamento sobre a respetiva licenciatura possa, sem lhe cair tudo em cima, afetar lições de fineza e elevação é bem elucidativo, não apenas da sua comprovada desvergonha, como da amnésia amoral da audiência.

De vez em quando, porém, a realidade faz-se fábula de La Fontaine. E vemos então alguém como Miguel Relvas, que em abril de 2009 afirmou "se fosse parente do engenheiro Sócrates escondia que era parente dele", acrescentando "depois de ganhar as eleições todos os dias quero que a minha filha tenha orgulho" a, numa audiência parlamentar do caso das secretas, três anos depois, lamentar--se, olhos e voz tremeluzentes, pelo "muito que custa" e "o tão injusto é" ser julgado na praça pública, concluindo: "Todo o cidadão tem direito ao bom nome; [...] tenho família, tenho amigos, tenho uma posição na sociedade..."

Tem Miguel Relvas toda a razão: todo o cidadão tem direito ao bom nome. Até ele, que o negou a outros. Curioso que só se dê disso conta quando é à sua porta que as acusações e insinuações batem, depois de tudo ter feito, como tantos "notáveis" do seu partido, de Santana a Ferreira Leite, de Marques Mendes a Menezes, de Pacheco Pereira a Passos, para que a doença do ad hominismo infetasse o combate político, banalizando as considerações sobre "o carácter", o percurso académico e até a família dos adversários.

Estamos a falar do partido cujo líder Marques Mendes pediu, em 2007, uma comissão independente para investigar a licenciatura de Sócrates (o qual, recorde-se, fez cinco anos de Engenharia em universidades públicas); que exigiu uma audição da ministra Lurdes Rodrigues para explicar a suspensão de um funcionário por supostamente ter feito uma piada insultuosa sobre o diploma do então PM, considerando, a priori, estar ante "uma atitude intimidatória, persecutória e opressora dos mais elementares direitos, liberdades e garantias." Um partido, enfim, especializado na calúnia, no insulto e na perseguição pessoal, cujo grupo parlamentar rejubila com menções "a licenciados de domingo" ou "discursos encomendados em cafés de Paris".

Num tal partido, a revelação da licenciatura "Novas Oportunidades" (ah, a suprema ironia - "certificação da ignorância", não era, senhor primeiro-ministro?) de Relvas deveria ter o efeito de uma bomba de tinta negra - tudo com a cara pintada de preto. Isto, claro, se face houvesse.


Nojo Permanente

29-6-2006 — Ao contrário de tanta gente que no passado recente acendeu tochas à menção da palavra "assessor" e agora ou está calada ou até, imagine-se, integra a assessoria de um ministério, acho que se trata de um trabalho como outro qualquer. E não alinho no culto de uma pretensa "pureza" dos jornalistas. Mas enquanto o jornalismo for, pelo menos formalmente, uma profissão com regras, convém que as regras façam sentido e sejam, pelo menos no mínimo, respeitadas.

Já aqui exprimi a minha estupefação com o facto de o Estatuto de Jornalista permitir a manutenção de carteira profissional a alguém que redige propaganda para uma publicação partidária. Um redator do Avante! ou do Ação Socialista não se distingue em nada (se distinção há é para pior) de um assessor de imprensa; no entanto, o Estatuto permite ao primeiro manter a carteira e ao segundo exige que a "entregue". Não faz sentido. Num e noutro caso estamos perante atividades em que se "vende" uma versão conveniente, não raro falsa, sem qualquer cuidado pela verificação factual e pela diversificação de fontes: a negação do jornalismo, portanto.

Esta injustiça relativa praticada pela lei com os assessores é compensada, porém, com o facto de a entrega da carteira profissional ser reversível. Ou seja: um jornalista pode durante uns tempos ser funcionário político e depois, quando lhe aprouver (ou quando o governo muda) regressar - de imediato - às redações. Num país em que se tende a exigir períodos de nojo cada vez mais alargados a ex-governantes, fazendo escândalo se algum surge, mesmo 10 anos depois, numa empresa remotamente ligada à área que tutelava (e mesmo quando não há ligação), o silêncio sobre a transumância entre redações e gabinetes ministeriais não pode deixar de ser encarado como um tabu corporativo e uma debilidade dos media.

Se há quem não se choque com a ideia da revelação forçada das relações privadas de jornalistas e considere mesmo que a existência de uma mera relação pessoal com um político os coloca sob suspeita insanável, como perceber que ninguém pareça preocupar-se com a identificação de autores de notícias como ex-assessores de imprensa ou adjuntos deste ou daquele ministro? Não terá o público "o direito de saber" que uma dada peça noticiosa foi assinada por quem ainda há uns meses estava na dependência hierárquica de um desses grandes malandros, os políticos?

A questão talvez se coloque ainda com mais acuidade ao contrário. De cada vez que um jornalista é nomeado por um governo, não deveremos olhar para toda a sua produção anterior à luz desse facto? E se o cargo em causa não tiver a mais remota relação com as suas competências curriculares, não é nosso dever, para além de confrontar um governo que garantiu a "total transparência" e "o fim dos boys", certificar que, doravante, se há pessoas com especial vocação para o spin partidário, este seja concretizado em panfletos ou gabinetes de comunicação e não em pretensas notícias?
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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Justiça Portuguesa —
Justiça Fantoche e Corrupta

Transcrição integral dum e-mail recebido do conhecido movimento Fartos Destes Recibos Verdes sobre uma tentativa de calar as justas reclamações e comentários no site dos Precários Inflexíveis. Lendo-o, vemos como uma justiça corrupta se esforça por defender ladrões de justas críticas e reclamações. A pestilenta jornaleiragem também não faz qualquer referência. Ladrões é o termo adequado à corja que diz que os esforços são para repartir por todos, mas que se conserva imune a esse esforço e protege todos os que estão a roubar o Estado com os seus privilégios e ganhos desmesurados, grupo que inclui gestores, juízes, magistrados e tantos outros chupistas e parasitas.

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[Início da transcrição integral – conservam-se os erros]

Boa tarde,

Pedimos que tenham em atenção este comunicado de imprensa, pelo enorme ataque à liberdade de expressão que constitui. O tribunal colocou-se do lado de um empresa que pretende que mais de 350 comentários, muitos deles denunciado situações fraudulentas, sejam apagados.
Apelamos ainda que este seja divulgado pelos meios que considerarem adequados.


Empresa ataca liberdade de expressão em Blogue dos Precários Inflexíveis

22 de Maio de 2012

  O movimento Precários Inflexíveis foi alvo de uma Providência Cautelar pela empresa Ambição International Marketing. Esta empresa, dizendo-se injuriada por vários comentários (escritos por centenas de pessoas) num post de denúncia, avançou com um processo em tribunal para forçar o movimento a apagar todos os comentários do blogue. Independentemente de serem ou não contra esta empresa, independentemente do que está escrito, a empresa quer que sejam apagados cada um dos mais de 350 comentários. Infelizmente o Tribunal colocou-se do lado da empresa de uma forma mais do que inesperada: na sentença proferida, condena o PI a retirar, não todos, mas muitos dos comentários escritos pelos cidadãos que por vezes nem sequer referem a empresa . Como sempre dissemos, nunca faremos qualquer censura nem julgaremos ninguém pelas suas opiniões, por isso, discordamos frontalmente da justiça executada.

Apresentamos alguns factos:
  - A empresa em causa, Ambição Internacional Marketing exige que se retirem os comentários sobre um texto que é sobre outra empresa a Axes Market, e não sobre qualquer texto em que fosse citada.
  - A Ambição International Marketing, que avançou com o processo, nunca pediu direito de resposta ao PI, nunca dirigiu qualquer carta ou contacto ao movimento.
  - Nenhuma das empresas (ou talvez a mesma com nome diferente) avançou com qualquer processo ou queixa contra quem escreveu os comentários. Portanto, o que preocupa a administração da empresa é a liberdade de expressão na internet. O mesmo preocupa o Tribunal.
O movimento Precários Inflexíveis defende e defenderá sempre, a liberdade de expressão e a igualdade na exposição de textos e ideias, críticas, ou outras, na internet, salvo excepções sobre textos violentos sob qualquer ponto de vista, físico ou social. A internet deve continuar a ser um espaço de liberdade e igualdade.

  O PI vai reagir judicialmente, porque não aceita que o Tribunal e a Justiça possam ser os instrumentos para afirmar que as empresas podem exigir que os comentários negativos sejam apagados ou os seus textos e marcas valem mais do que as opiniões e denúncias dos cidadãos. Particularmente quando centenas de pessoas denunciam actividades suspeitas de empresas como esta. A liberdade é a base da democracia, porque, antes de mais, significa igualdade. Lutaremos por elas até ao fim.

  Pedimos a divulgação ampla desta luta que diz respeito a todos e a todas – é a de quem defende que a liberdade e o espaço público, virtual ou não, não pode ser contra a democracia.


Alguns dos comentários que o Tribunal sentenciou como sendo para suspender ou ocultar:

“Eu fui lá ontem,e achei que a empresa era séria,agora chama-se International Marketing Lda e encontra-se na Rua dos Fanqueiros Nº277 2ºesq,chamaram-me para ir lá hoje passar o dia e não sei o que fazer,sei que disseram-me o mesmo que vós disseram,mas não parece que estejam a enganar.mas hoje vou tirar isso a limpo com a Ana Santos”

“ola boa tarde
na sexta feira ligou me uma senhora a dizer que fui seleccinada e deu os parabens
tinha que ir la hoje as 18h falar com o director
a empresa encontra-se rua dos fanqueiros nº277 2ºesq e falar com uma senhora chamada ana santos com o contacto 910903870
a vaga era para gestora de marketing. a empresa e a mesma internacional marketing lda... mas qdo fui ver o site deparei com os vossos testemunhos. era para ir la hoje mas ja nao vou.... muito obrigada”

“Boa tarde,
Fui a primeira entrevista ontem na rua dos fanqueiros e confirmo tudo o que está aqui, uma espanhola a falar a mil, fui "selecionado" para passar um dia com eles na segunda-feira, podem me explicar em que consiste o trabalho??”

“É para vendas porta-a-porta ou "peditórios", conforme a campanha com que estejam actualmente. É 100% à comissão, logo não tens direito a nenhum subsídio, ou seja, pagas a tua alimentação, roupa (que tem que ser formal!) e deslocações para o "escritório", e daí para o local para onde te enviem. Espera-se que trabalhes 12h/dia, de segunda a sábado.
Ah, e quando te vais embora não te pagam sequer as comissões das vendas que fizeste, que foi o que me aconteceu a mim.”

"Olá a todos. Obrigada pelos vosso comentários. Recebi um mail de resposta à candidatura para o INTERNATIONAL MARKETING LDA, mas achei estranho a forma como estava redigido, centrando-se muito na "sorte" que se teve ao ser-se um dos escolhidos entre muitos. Também achei estranho o facto de termos de ser nós a telefonar-lhes e não oposto. Fui procurar na net informação sobre a empresa e não encontrei nada, deparei-me apenas com os vossos testemunhos.
Isto assusta-me muito. na realidade já existem empregos em que o patrão se aproveita do trabalhador perante a garantia do seu desespero em manter-se empregado. Questiono-me se não nos fizermos respeitar onde é que as injustiças laborais vão parar. O esquema dessa empresa parece-me um futuro negro que se pode multiplicar e tornar a realidade. Obrigada a todos."

“Só queria dizer, que fui a essa BF Group, e também passei o dia das 10h as 19h, com eles porta-a-porta, e rejeitei o que eles me pediam. Tou desempregado, mas hj vi um anuncio de emprego para essa international markting portugal, e obrigado pelos vossos testemunhos, mas assim ja n vou la fazer nada.....”

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www.precariosinflexiveis.org
Linha Precários Inflexíveis: 925335549

www.leicontraaprecariedade.net
www.antesdadividatemosdireitos.org

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FERVE
Fartos/as d'Estes Recibos Verdes
www.fartosdestesrecibosverdes.blogspot.com

INICIATIVA LEGISLATIVA DE CIDADÃOS:
Lei Contra Precariedade
www.leicontraaprecariedade.net

1 MAIO - O PRECARIADO SAI À RUA!

MayDay Porto
www.maydayporto.blogspot.com

MayDay Lisboa
www.maydaylisboa.net


[Fina de transcrição]
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Querem fazer-nos aceitar a desgraça e a miséria que nos impõem enquanto eles mesmos – os verdadeiros autores da crise nacional – se arrogam o direito de nada sofrerem. Sem que eles e os incapazes e arrogantes fidalgos da justiça podre dêem o exemplo não devemos segui-lo nós. Pode ser-se mais justo e claro?

Até antes da campanha eleitoral, os ladrões do presente governo diziam abertamente o que queriam fazer. Desde o início da campanha não param de mentir em todos os azimutes. Aproveitam-se da desculpa da crise para porem em prática o que antes anunciaram. É mais que evidente que uma das razões por que nos mentem e dizem que tudo em breve irá bem é por terem medo duma revolta e de serem corridos e mandados à mãe. As instruções dadas recentemente a uma polícia inapta por falta de treino e de ensino adequados, para espancar os participantes, é uma prova real. Há já cerca de três meses que verdadeiros economistas de renome mundial, não a soldo do neoliberalismo nos afirmavam que «com a política deste governo Portugal está morto.» Literalmente. Não obstante, os malvados continuam a negar as consequências das suas acções. O ministro da economia apenas provou que as teorias que publicou nas suas obras eram todas inaplicáveis: errou em todas as direcções.

Em países até menos afectados pela crise que Portugal, os governos inteiros e os políticos deram o exemplo em colaborarem, reduzindo os seus ganhos entre 20% e 30%. Na semana passada, a França juntou-se ao grupo dos -30%. Em Portugal os F. da P. roubam-nos, escarnecem-nos e gozam-nos com 5%.

Nestas condições, esta canalha infecta e ordinária não têm o direito de reduzir os ganhos a quem quer que seja. Nem tampouco merece um mínimo de consideração. Salteadores.

Quando a injustiça se torna lei, a resistência torna-se um dever.

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quinta-feira, 17 de maio de 2012

O Desemprego dos Jovens

Não se passa um só dia sem notícias sobre o dito desemprego dos jovens. Estas notícias são autênticas, mas do modo como são apresentadas e o que nelas se esconde, não passam de falaciosas. É a desinformação normalmente gerada pela canalha jornaleira.

A realidade é que as leis feitas por bandos de ladrões permitem que as empresas expulsem os pais e dêem emprego aos filhos por ordenados muito inferiores, causando a miséria nas famílias. É o que se está realmente a passar. Sim, o desemprego jovem existe, mas é inferior ao que poderia acontecer, caso esta táctica não se tivesse tornado possível com a bênção do antro de pulhas que é a coelheira governamental. As provas abundam, mas a escolha de um dos maiores vigaristas conhecidos para ministro, o Corta Relvas, e um governo encabeçado por outro vigarista, condenado pelo Tribunal Criminal de Évora, são mais que eloquentes.

Outra faceta que conta, mas que em que não nos falam para nos desviarem a atenção para factos secundários, é que se o desemprego de jovens sem ou com poucas responsabilidades é mau, o dos adultos com famílias para sustentar é de longe muito mais grave. Escondem, mas qualquer pessoa sabe que se os pais estiverem desempregados os filhos sofrem; se forem os jovens a não terem emprego, mais ninguém sofre e ainda assim, se os pais mantiverem o seu emprego ainda lhes podem dar algumas migalhas que não terão no caso contrário. Até porque, em princípio, um empregado experiente é mais bem pago que um inexperiente.

Uma outra faceta é a inabalável manutenção dos sugadores do dinheiro público que são as instituições e fundações, verdadeiros albergues para parasitas improdutivos dos partidos que vivem exclusivamente à nossa custa.

Outra faceta ainda é o governo de bandidos estar desde o seu início a criar creches de emprego para os seus filhos, parentes, políticos, e amigos. Centenas de novos lugares/empregos foram literalmente inventados exclusivamente com esta finalidade. O costume não é novo, dirão, mas a promessa de mudança desse costume é. Salvo raríssimas excepções, estes novos lugares de «especialistas, assessores, assessores de especialistas, colaboradores de especialstas, adjuntos, assistentes técnicos, assessores técnicos e nomenclaturas semelhantes têm sido açambarcados pelos filhos da canalha parasita com idades inferiores a 30 anos. Acontece a nível nacional, em todos os ministérios. São estes os verdadeiros parasitas do governo e não o número de deputados calões que deveriam trabalhar com um número mínimo de assistentes de todo e qualquer tipo.

O bando da coelheira governamental e o Coveiro Nacional que destruiu os meios de produção do país, têm perdido imenso tempo em discursos e alusões vigaristas e da mais malcheirosa banha da cobra do tipo «O esforço de recuperação e os sacrifícios são a dividir igualmente por todos». Só os cegos mentais ainda não viram como estas afirmações estão a ser cumpridas. Os parolos emprenham pelos ouvidos e acreditam em tudo, até quando os estão a matar, que é o que se passa literalmente com o sistema de saúde. São domáveis e mansos e a corja está bem consciente dessa característica destes animais inferiores.

Em todos os países europeus que foram tomadas medidas contra a crise, políticos, governantes e funcionários reduziram os seus ganhos de acordo com escalões que começam em cerca 30%. Até a França, não tão fortemente atingida pela crise, baixa os ordenados dos seus ministros em 30%. A redução em Portugal foi de 5% e igual para todos – ridículo e autêntico gozo do Zé Povinho –, o que gerou uma ainda maior desigualdade. O que se passa não é só mais um roubo, mas uma afronta a uma população parola que se deixa gozar parvamente, sobretudo depois de termos ouvido tantas e contínuas alusões dos corruptos, como citado no parágrafo precedente.

Outra afronta recente à população reside na desigualdade de atribuição das ajudas de custo atribuídas aos funcionários e aos políticos em casos idênticos de deslocação.

Há quase uma década que alguns canalhas da corja que agora ocupa o governo preconizam a tomada das decisões agora em curso e que geram a desigualdade. Não é novo, estão a fazer aquilo que anunciaram sem mentir. Apenas mentiram, como sempre, durante as eleições porque sabem que o povo é estúpido e amnésico, iria ignorar as intenções que há tanto proclamavam: aumento da miséria para os mais pobres e maiores ganhos para os mais ricos. O alargamento da já maior fossa entre ricos e pobres da UE. Se os amnésicos se deixaram enganar é costume, e a coelheira governamental está apenas a aplicar a doutrina que tem vindo a anunciar abertamente há já tempo suficiente para ser conhecida.

A população continua a aceitar toda a merda que lhe é dada a comer. Acreditaram que «Portugal não é a Grécia», como se a Grécia fosse um país do Extremo Oriente ou que o que originou a sua catástrofe não tivesse sido a mesma destruição dos meios de produção enquanto outros países os incrementavam, o mesmo desgoverno e a mesma corrupção que originaram a portuguesa. No entanto, os gregos já começaram a tomar algumas medidas que os portugueses domados por uma desinformação jornaleira que lhes mente e esconde o conhecimento continuam incapazes de seguir. Os mansos morrerão enquanto os predadores dos partidos lhes chupam os ossos impunemente com belas palavras de que «os sacrifícios são para todos». Mais do que merecem a sua sorte, ficarem sem casa, sem comer, sem tratamento, atirados para o covil dos lorpas como o lixo que na verdade são.

As mentiras constantes sobre as acções do governo benéficas para a economia verificar-se-ão a seu tempo, tal como anunciado neste blog. O descalabro, as opiniões dos economistas mundiais e independentes sobre o caminho de Portugal, o aumento do miséria, a impossibilidade de reduzir o défice deste modo, o desemprego a ultrapassar os 20% pelo final do ano, etc., tudo isso acontecerá impreterivelmente apenas porque é onde leva este caminho.

Uma pequena nota sobre uma assunto que não é objecto do presente, mas que é básico e fundamental, também escondido com verdadeiro afã, sobretudo pelos neoliberais e pela ralé jornaleira desinformadora. A culpa primeira da crise é a dívida monumental dos EUA (ex.: há mais de 20 anos que a China, segundo a Newsweek, é praticamente dona dos EUA) e o ataque ao sistema social europeu e ao euro, que tanto incomoda os norte-americanos, aproveitando e agarrando-se aos maus resultados que alguns países obtiveram graças à corrupção, incapacidade e má administração de alguns governos.

Quando a injustiça se torna lei, a resistência torna-se um dever.

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quinta-feira, 29 de março de 2012

«Mentir É a Minha Profissão»

Ou «Mentir É a Minha Vocação». Este título é o mais apropriado e a única conclusão possível para quem tenha ouvido o Coelho, esteja ao corrente da realidade das circunstâncias económicas e financeiras nacionais e conheça as opiniões da totalidade dos economistas mundiais, de renome ou não.

Mesmo falando como um estropiado, assassinando as concordâncias, os tempos dos verbos e eliminando pronomes clíticos para convencer a maioria iletrada, costume rasca que nos vem já do Mário Soares, merece um grande aplauso (Note-se como os hábitos que produzem votos são adoptados por todas as oligarquias, independentemente das suas cores – como a intenção de ludibriar é comum).

A falsidade empolada do primeiro-ministro – com base numa sólida perfeição na desonestidade e hipocrisia, reconhecidas em tribunal – demonstra a incapacidade do governo em tirar o país da crise que o Cavaco originou com a sua destruição do tecido produtivo nacional, pelo caminho que adoptou; que se aproveita da situação para implantar os princípios neoliberais do novo PSD, tal como há anos apregoados pelo Cagão Feliz, Manela Leiteira e sabujos acólitos (ninguém os ouviu?); que quando existem outros métodos para atacar a crise e se ataca a população em geral deste modo, isentando os partidos, os magistrados e os mais ricos – precisamente aqueles que conduziram o país onde ele hoje se encontra –, o seu procedimento é condenável por traição. Noutros tempos seria arrastado pelas ruas atado a um cavalo e enforcado junto a um pelourinho para exemplo. Não se exceptua, pois, o dever de substituir o cavalo por um veículo moto-mecânico nem que traidores deste calibre se pendurem a uma das estátuas daqueles que em tempos defenderam o país, alguns com a própria vida.

O modo como o miserável mente atesta a o profundo enraizamento da mais escabrosa falsidade e desonestidade, já encontrados pelo tribunal criminal de Évora. O modo como o novo PSD quer destruir os serviços sociais com a desculpa do necessário para desenvolvimento, às qualidades anteriores acrescenta a incapacidade e a malvadez. Porque existem outros meios e porque os escolhidos estão condenados ao fracasso.

Com a caixinha de conluio entre jornaleiros falseiros, por um lado, politiqueiros corruptos de meia-tigela, por outro, não é possível à grande maioria da população conhecer nem as apreciações dos economistas estrangeiros sobre o que vai acontecer ao país pelo caminho tomado pelo governo, nem sobre os resultados obtidos pelas suas medidas nalguns países em estado semelhante, nem o que a esse respeito preconizam e recomendam os economistas que não estão vendidos aos partidos nacionais.

Portugal não é a Grécia? É só ver onde as políticas económicas deste governo nos vão conduzir em linha tão recta que todos a quem não tapem os olhos o vêem. Como economistas dignos desse nome prevêem o futuro do país simplesmente em óbvia consequência das medidas que este governo tomou para matar a maioria dos portugueses enquanto outros se vão enriquecendo.

É fácil ouvirmos a jornaleirada a martelar-nos, diariamente e sem descanso, com as imposturas e falsidades das máfias oligárquicas nacionais. É difícil procurar conhecer na internet como se pensa e faz, e quais a verdadeiras consequências noutros países, mesmo europeus. Todas as informações são filtradas. Pior do que o dito lápis azul porque nesse tempo os jornalistas não eram jornaleiros imundos e desinformadores e como as informações políticas eram censuradas, eles esforçavam-se verdadeiramente por informar e conseguiam-no. Agora é precisa e literalmente o contrário. É uma desinformação a todo o vapor por uma desenfreada banda de cavalgaduras rascas e ignóbeis.

É valendo-se destes factos, simples mas determinantes, que as oligarquias injectam as suas ideias infectas nas massas ignorantes. Ignorância propositadamente infligida pelo conglomerado info-político, em que vivem um do outro e para o outro, defendendo-se mutuamente com uma ilusória algazarra de permeio para distracção das massas. Vimos bem como na entrevista do Coelho a esparvante da Judite Sousa, repetiu perguntas desnecessárias com um fingido ar malicioso, mas sem jamais perguntar o que importa: – Como justifica o governo as negras previsões de famosos economistas mundiais, entre tantos outros, sobre onde o caminho escolhido por este governo nos vai levar e em diametral oposição ao que ele afirma?

De igual modo, a razão do partido para destruir o sistema de saúde só pode ter as mesmas origens: incompetência e malvadez. É certo que o modo como esse serviço está concebido e funciona baseia-se em princípios errados ou mal aplicados (neste caso se comparados a países onde ele foi há muito adoptado com êxito). A este conhecimento acrescente-se que existem países onde o sistema de saúde é 100% privado, 100% igual para todos sem uma única excepção, 100% democrático e que para os que não o podem pagar é o estado que paga as suas quotas e comparticipações. São factos actulíssimos.

Uma prestação nacional totalmente privada, e tanto os ignóbeis vigaristas oligárquicos como a canalha desinformadora permanecem mudos como pedras. Se eles apregoam que deve ser privado e não o fazem é para poderem permitir os enormes lobbies da saúde, que não existem nos países com nenhum sistema, mas que cá nos podem roubar à vontade. Um exemplo que a maioria pode conhecer é o da Suíça, por tantos lá terem familiares emigrados. No entanto, pouco nisso se fala, pelo que os monstros de moeda-falsa se aproveitam para continuarem a impor as suas ideias destruidoras. Incompetência ou malvadez ou ambas, o certo é que continuam a matar gente em plena impunidade.

Dizem, repetem e aplicam que o estado não pode pagar tantos subsídios a toda a gente. Pois não, têm absoluta razão. Só que não fazem como nos países em que se pagam poucos: as pessoas ganham o suficiente para não terem necessidade deles. Em vez de começarem pelo princípio e fomentarem o desenvolvimento por competência e qualidade na produção, criarem as condições para se viver melhor, cortam e põem a maioria na miséria. Note-se que têm razão quanto aso maus hábitos de mândria e que é necessário pôr a população a trabalhar em lugar de ocupar o lugar do emprego (há muitos anos aqui defendido), mas que os estão a querer resolver de modo que mais errado seria impossível.

Foto do Kaos antiga. Entretanto cresceu mais.

Parabéns Coelho, que ouvindo-te falar pela nossa desinformação nos convences. És um mestre em vigarice reconhecida pelo tribunal criminal de Évora e consegues superar o teu indesejável predecessor em quilómetros. Mereces um estrondoso aplauso pela mestria que demonstras. Noutros lados dar-te-iam a corda, mas cá consegues ser um rei. O rei (ou o chefão) dos ladrões é sempre o maior ladrão de entre eles.

Quando a injustiça se torna lei, a resistência torna-se um dever.


Este e outros artigos também nos blogs do autor (1 e 2).
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