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quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Grandes êxitos do "The Braganza Mothers" (2010), a propósito da acusação da "Operação Marquês": "Transcrições das Escutas do "Face Oculta" - "Um pouco de sexphone, se faz favor..."



Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas


Imagem do KAOS

Dedicado ao Semanário "SOL", pela ousadia de me atribuir o galardão de "Blogue da Semana"




CD 37 – minuto 5, segundo 12 (Da série mandada queimar pelo Aventalinho do Orelhas de Bode, do Supremo Tribunal de Justiça)

Zé - … é porque eu hoje estou de ressaca. Voltou o meu primo de Shaolin, só conversas de gajos e de coca, ele foi para lá, pensar que ia aprender aqueles truques todos do “Matrix”, parece que deslocou duas vértebras, a minha mãe tem estado nas rezas dela…

Mano – A tua mãe continua nas cenas do Jeová?...

Zé- Sim, e isso é uma coisa que me faz sofrer bués, aqui, na vizinhança, quando ela bate à porta, a anunciar o Fim do Mundo, fazem um grande sorriso, mandam-na entrar, começa tudo como se já se conhecessem há muito tempo… Perguntam-lhe logo se ela já sabia que o Fim do Mundo ia ser comigo, a cota fica horrorizada, diz que não é isso que vem na “Sentinela”, mas as pessoas insistem que é isso que ouvem dizer por todo o lado, no talho, na padaria, no café…

Mano – E a velha?...

Zé – Pá, a velha anda fodida, como é natural, já foi de urgência para o hospital, e agora decidiu que já não vai bater de porta em porta, a falar do Fim do Mundo, mas da Retoma que vai vir a seguir. Entrou em depressão, porque batem-lhe com a porta na cara, como faziam antigamente. Isso, mais a Câncio, que quer ser aumentada, por cada notícia em que o nome dela aparece colado ao meu, nas revistas do Abel e do Carlos Castro..., pá..., ando mesmo mal, como no período da “Independente”…

Mano – Então, queres falar de quê?...

Zé - Pá, tudo menos de robalos, de sacos de dinheiro, de “Freeport”, de concessões à Mota-Engil…

Mano – Podemos falar da “Lena”. A cena está bem orientada com o consórcio francês. O Pedroso cumpriu bem a missão na Roménia, e, se calhar vai agora para o Báltico. Os gajos precisam bué de autoestradas, e nós sabemos sacar o alcatrão e… (risos) transformá-lo em… robalos (risos)

Zé – Mano, já te disse que não me apetecia falar de coisas sérias… Apetecia-me qualquer coisa de especial…

Mano – Tipo o quê?... Queres umas anedotas das pielas do Alegre?... Dos ataques de epilepsia do Cavaco?... Há umas boas, que me chegaram ontem de Belém (risos) O gajo parece que se mija pelas pernas abaixo!... (risos)

Zé – Não, queria outra coisa, sei lá... (silêncio)... Sabes fazer sexphone?...

Mano – Sei, mas com gajas russas, daquelas com mamas grandes e muita chichinha (risos) pachachas seminovas, como diz o Putin (risos). Queres que faça de gaja?...

Zé – (silêncio)

Mano – Pronto, já percebi… Queres que faça de gajo?...

Zé –(silêncio)

Mano – Escuta, eu sei imitar a voz do Diogo Infante… do teu primo…

Zé - Consegues imitar o meu primo?...

Mano – Yeah… os dois, os três, todos os que tu quiseres. (silêncio) Mas tens alguma fantasia com os teus primos?...

Zé – (silêncio)… (silêncio)… (silêncio)… tenho…

Mano – Com qual???...

Zé – (silêncio)… com… todos... Os primos, os meios primos, os tios... eu curtia uma bacanal com eles todos...

Mano – Então, vamos nessa, para começar, eu faço de Hugo Monteiro, e tu (silêncio)…

Zé - … eu posso fazer de... Câncio?...

Mano – Bute nessa, meu, bute nessa (risos). Vá, começa lá… Anda, chavala, põe-me essas tetas todas cá para fora…

Zé – (silêncio. Abre a camisa Boss) … assim, está bem?...

Mano – Yeah, meu, vamos já a uma “espanholada”?... Abre-me essas mamas e roça agora o telemóvel no rego… isso… estás a senti-lo todo, muito quentinho, para cima e para baixo?... Isso, vá, mais devagarinho, e roça mesmo o teclado, para eu te sentir toda… Queres gemer para mim?...

Zé – (Sócrates geme)… hmmmm… tão bom… Queres que meta o Blackberry onde?...

Mano – Onde quiseres, passa-o no rego do cu… Isso… devagarinho… Agora, põe no vibrar, que eu vou desligar e voltar a ligar… (desliga o telefone)

Zé - Hmmm, tão bom… Apetecia-me um Venezuelano daqueles morenões, como o Chávez me costuma arranjar, nas visitas de Estado… Mano, estou cheio de tesão… Não queres vir aqui, para fazermos os dois, ao vivo?...

Mano – foda-se, ainda se fosses uma Lituana boa, fazíamos o “Hostel” aí, em tua casa, com a Mãe do Herman a cortar-te a picha e a dá-la de comer aos cães aí da rua, que ela costuma envenenar…

Zé - … vá, mano, já nos conhecemos há tanto tempo… Aqueles dias em que ficávamos sozinhos na “Sovenco”… (suspiro) Tantas vezes que eu pensei que me ias encostar à parede, e tratar como uma cadela… Até podíamos casar, quando eu aprovasse o Casamento “Gay”… (silêncio) Eu iria lindíssima, de véu branco e flor de laranjeira, e depois podíamos adotar uns daqueles putos sem família da Roménia… O Paulo conhece tantos… E o meu nome ia ser, no Registo Civil, José Sócrates Pinto de Sousa Vara… (suspiro) Lindíssimo… (suspiro)

Mano – Nâ, chavalo, isso não… Regras da Loja. Somos como irmãos: irmãos da Loja negoceiam, traficam e manipulam, mas nunca fodem. Isso ia ser incesto, Zé, quer na Regular, quer na Irregular...



(Fim da escuta)
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terça-feira, 24 de outubro de 2017

Grandes êxitos do "The Braganza Mothers" (2009), a propósito da acusação da "Operação Marquês": “Como prometido, iniciamos a publicação das transcrições das escutas Armando Vara versus Sócrates, mandadas destruir pelo Pelos na Orelha do "Aventalinho"


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Imagem do KAOS




CD 3 – minuto 3, segundo 12 (Da série mandada queimar pelo Orelhas de Bode, do Supremo Tribunal de Justiça)


Zé – Olá, mano, tudo bem?... Viste o noticiário hoje?... A gaja da TVI tem de ser queimada, pá, é assim, não foi isto que combinámos no início, é todos os dias a mesma merda, os putos, na escola… pá… não podem estar a ouvir todos os dias o que dizem de mim…

Mano – A gaja tá protegida na TVI, mas aquela merda pode-se dar um toque à PRISA. Eu amanhã vou para Madrid, tenho lá um jantar com umas gajas… (silêncio) Pá, desculpa lá… (risos) se eu soubesse que tavas nessa onda até te convidava… (risos) São da Letónia, ou uma dessas merda desses países que inventaram agora… Pá… lindas… mandaram-me o catálogo, têm olhos que parecem aquelas pedras dos anéis..., lindas, bué, Zé..., lindas… águas marinhas, ou lá o que é, muitas vieram clandestinas para pagar a vida da mãe, que tá com cancro… foda-se, estes gajos das redes não respeitam nada, mas a casa é um espetáculo, nada daquelas porras onde eu ia com o Madaíl, em Vouzela, as gajas até cheiravam mal, estas é tudo limpinho, foda-se, boas como o caralho (silêncio)… Zé, eu já meti a língua em duas…

Zé – (silêncio)

Mano - … e volto domingo, deixei uns gajos cá, no gabinete, a aldrabar umas contas no BCP, segunda devo tar com uma ressaca, mas tenho de fingir que tive a tratar dos negócios, há uns gajos dos petróleos, que vieram de Paris, acho que vão lá estar, mas nem me tou pa chatear, pá, foda-se, o fim de semana é pra um gajo se esticar, mas é assim, Zé, se nas Russas estiver lá algum gajo da Prisa… não, com os paneleiros eu não vou negociar, isso depois podemos marcar uma reunião informal, em Queluz, mas eu posso dar o toque. Pessoalmente, também tou farto da gaja, parece uma boneca insuflável, antigamente, tinha a boca grande, agora tem tudo grande e a boca ainda maior, acho que tem mesmo de ser trocada…

Zé- Pronto, então é isso, eu aqui posso pressionar o Paes do Amaral…

Mano – (risos) Vais “pressionar” o Paes do Amaral???... (risos) Como é que tu vais pressionar o Paes do Amaral???... O gajo ainda é mais passivo do que tu, deixa-te de caralhos, eu vou falar diretamente com o Penedos, o gajo mexe-se bem na Holanda, no fundo, nunca deviam ter deixado essa merda da Endemol tomar conta disto tudo. Aquilo é bom para os “cámones”, o pessoal aqui gosta é de gajas com grandes cus e futebol. O problema vai ser que não pode ficar à vista… (silêncio) No “Casa Pia” eles não ficaram com nenhum cu de fora?... Parece que a gaja vendeu a casa no Alto do Restelo e népia de mais valias… Podíamos atacar pelo lado do Fisco, foda-se, sei lá, numa só de desmoralizar, como fazemos com o Portas...

Zé – Do Fisco não sei nada, e do “Casa Pia”… deixa ver, o Paulo ainda não veio da Roménia, está a acabar os contratos, para ver se aquilo passa rapidamente para os Franceses, que não quero o meu nome misturado nem com a "Lena" nem com a "Abrantina", vocês isso prometeram…

Mano – Tá prometido, tá cumprido… Sabes se o gajo se tem safado com os putos?...

Zé - Mano, tou mais preocupado com as fugas, a Cabrita já anda à perna, o Monteiro anda a fazer jogo duplo na Procuradoria e a gaja, qualquer dia, enturma com a outra…

Mano – Yeah, isso é mau… sim, isso é mau, tou farto dessas gajas da coca, a história começa aqui, amanhã já está o Balsemão a snifá-la, aquilo do “Expresso” e da “Sic” acho que está mesmo muito mau… (silêncio) Olha, já te chegou alguma sobre o Miguel ir para a “Sic”?...

Zé- Qual Miguel?...

Mano – Pá, o filho da outra, o que copia os livros…

Zé – Quais livros?... Há tantos a copiar livros

Mano – Pá, o dos comentários da TVI, ele não está feito com a da boca grande, mas se se vir entalado faz maioria… esse é daqueles que é tudo menos merdas, por causa da mãe…

Zé- Tá morta. Essa, ao menos, já foi, senão tínhamos de ir arrumá-la ao lado do Ferro…

Mano – Ou do Carrilho, na Unesco… olha, tinha sido mais fácil calá-lo assim. Agora, há um problema nisto tudo, é que eu preciso de fundos, para comprar algumas coisas, sabes como é, o pessoal anda todo um bocado enrascado com a crise, se tu chegares e puseres um saco de notas em cima da mesa, a conversa é sempre mais rápida…

Zé- Tens a faturas do Godinho, mas podemos usar o nome da REN, para sacar alguma coisa da fatia do BPN, ninguém nota, no meio do buraco... Mais logo, vou telefonar ao Zé, quando ele chegar de Bruxelas, aquilo ali está mesmo denso, parece que andam a queimar o nome do Blair, para depois avançar com o nome de um dos nossos, para a Presidência Europeia…

Mano – E então?...

Zé -… e então, pá, tivemos de negociar. O pessoal, aqui, cala-se, oficialmente, vamos com a Espanha, e aí avançamos com um nome dos nossos, parece que é um Belga, mas deixei ali o nome no bolso do outro casaco, não sei dizer-te quem é, mas é poderoso, daqueles que conseguiu bloquear o Caso Dutroux. Em contrapartida, os gajos fecham os olhos ao nosso deficit aí uns dois anos, pelo menos...

Mano – E isso do deficit está como?... Lá no banco falam de uma porrada de dinheiro…

Zé- Tá mau, mas a gente aguenta-se. A Loja deu ordens ao Vítor para agarrar os números, e só virem depois das eleições…

Mano – Mas tipo o quê?...

Zé – (silêncio) Pá, já passou os dois dígitos, mas isso não se pode saber, e também não interessa, que eu nessa altura já espero não estar cá. (silêncio) Agora que isto está mau… está, está muito mais do que se pensa...

Mano –E o que é que diz a Loja?... Tenho tido pouco tempo para ir lá, com isto das Russas…

Zé- Até agora estão a aguentar a coisa. A eleição do Obama calou os toscos, na América, e aqui vamos ver se conseguimos manter a calma até à próxima reunião de Bilderberg.

Mano – Já sabes onde é?...

Zé- O Aguiar Branco disse-me que pode ser na Sicília, mas já me chegou, por outras vias, que vai ser no Rio de Janeiro.

Mano – Boa!... Para ver se dividimos os gajos. E sempre vai dar para falar diretamente sobre o plutónio, com o Hugo.

Zé- … é… Isso é outra coisa que me anda a tirar o sono. Quando era uma de estarmos a fazer entrar a coca, ainda podíamos ter a “Air Luxor” e a as velhinhas de Arraiolos, agora, com o plutónio… É complicado, já pensámos em Marrocos, ou Cabo Verde, para depois vir via os voos de Angola. Depois mete-se nos camiões e é mais fácil, os gajos nem sabem que aquilo mata (risos)

Mano – E como está a conversa com Teerão?

Zé- Bastante boa. Se houver crise do petróleo, os gajos asseguram os stocks até 2015, mas precisamos de pôr lá 10 toneladas, senão nada feito…

Mano – 2015 é porreiro, pá… Achas que em 2015 já estamos outra vez com Maioria reforçada?

Zé- o Zé diz que sim. Está agora a montar uma empresa de sondagens…

Mano – Ah, ganda Magalhães, sempre a faturar (risos). E achas que é merda para se aguentar?...

Zé- Ele disse-me que é tudo baseado em escutas, portanto, não precisamos de amostragens, diz o gajo. Tem uma equipa que escreve o que o pessoal diz ao telefone, e ninguém vai mentir, ao telefone sobre onde vai votar… 0% de margem de erro!... (risos)

Mano – E o Corno de Belém, anda manso, ou com os tremeliques?...

Zé - Anda manso. Por aí está tudo controlado. Pelo menos, é o que tenho ouvido nas gravações. Parece que ainda pensa que é Presidente (risos)

(Fim da secção)


( Duo da Coxa no "Arrebenta-SOL", e no "The Braganza Mothers" )


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sexta-feira, 9 de setembro de 2016
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Escutas e álcool dividem Ana Gomes e Isabel Moreira

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quinta-feira, 20 de novembro de 2014
quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Obama escutou tudo, até o Conclave, para ter a certeza de que a Ultradireita Americana, formada nas universidades jesuítas, conseguia pôr um totó no Vaticano. E conseguiu. Miracolo, mamma mia, miracolo!... :-)

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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Há folga, no Orçamento de 2012/2013, para assegurar a continuidade da virgindade (de mulheres) da Senhora de Mota Amaral. Haja Deus! :-)

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sábado, 11 de agosto de 2012

Rica se abra, enquanto se escuta, não vá derrapar-se, na forma de contas

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas


Imagem do Kaos


Tenho, algures, escrito, um texto, sobre a Teoria Geral das "Fag Mothers", onde se explica, como a deriva estelar, da sequência principal, para os buracos negros, é equivalente à evolução dos buracos negros políticos portugueses, para formas muito para lá do que a Astrofísica e a cadeira de rodas do Hawking poderiam, sequer, imaginar.
Como  devem ter percebido, já estou em pleno discurso sobre Zita Seabra, uma anomalia espacio-político-temporal, que levaria séculos de investigação da NASA, para a poder explicar, mas eu, que sou mais primário, vou reduzir já a coisa aos meu típicos axiomas: a rata, enquanto fenda, e pista de aterragem de todo o tipo de "curiosities", é, ela mesma, alvo de todas as metamorfoses, sendo que, por natureza própria, nem todas são de Ovídio, caso do Ovário de Eva, e da Eva, em sim mesma, enquanto deriva do pecado original, quando Adão estava muito sossegadinho, a tratar dos seus animais, e Jeová, velho e zarolho, que nenhum seguro de saúde da Opus Dei, de Paulo Macedo, hoje cobriria, decidiu que ele tinha uma costela a mais, lhe a tirou, e, depois, deu no que deu.

Acontece que a rata começa por ser tenra, a chamada "maminha", dos restaurantes de picanha brasileira, e dos "Ballets Rose", e acaba, com uns "intermezzi" pelo meio, em coiro rijo, na célebre forma do palmier sem cobertura, exceto uns pintelhos de catroga, para se tirarem da boca, depois do banho, como nas "Recordações da Casa Amarela", um dos grandes filmes portugueses.

Ora, aristotelicamente, sendo Zita Seabra mulher, e tendo todas as mulheres rata -- excetuadas as vitimas da Síndroma de Rokitansky (não, não é um ex camarada da traidora...) --, Zita Seabra também tem rata, a qual, dado o seu adiantado estado de decomposição política, deve estar muito para lá do palmier, sem cobertura, e completamente ressequido. Vamos, talvez, usar a imagem, que vale o que vale, de um palmier, do tempo de Tuthankamon, encontrado num vaso canópico do séc. XIX A.C., para dar uma ideia do atual estado do entrepernas da Zita.

Acontece que o entrepernas da Zita apenas a ela diz respeito, minto, respeito a ela, e ao bidé, o célebre bidé, dos monólogos do bidé, da Zita Seabra, mas o mesmo não se pode dizer das suas intervenções políticas, que sendo públicas, têm, e cometem, o estrago de todas as palavras públicas. Ora, o que defendo, em tese, é que o estado de ressequimento político de Zita Seabra é exatamente equivalente ao do palmier ressequido que ela tem entre as pernas, e como já ninguém lhe pega, nem na rata, nem no palmier, nem nas ideias, nem na figura, nem no histórico, nada melhor do que um escândalo de ares condicionados, para voltar a dar nas vistas, e concluo aqui a frase.

O resto é pior: há uma voz corrente, em certos meios mais esclarecidos -- que, desta vez, não vou explicitar se neles me incluo, ou não incluo -- que defende que Fascismo e PCP foram a cara e a coroa de uma mesma moeda, sendo que o 25 de abril, por inerência, pensou dar um golpe no primeiro, mas soube conservar o segundo, esquecendo-se de que o primeiro era muito mais resistente e idiossincrático do que o segundo, como recordam as célebres palavras do Abade Correia da Serra: "Cada um de nós transporta, dentro de si, um familiar do Santo Ofício", o que explica que fossemos a risota da Europa, em pleno Século das Luzes, com a nossa Santa Inquisição, ainda ativa, e os seus sucedâneos, por aí, fora, Miguelismos, Autoritarismos, Franquismos, Sidonismos, Salazarismos, Cavaquismos, Socratismos, e agora, esta miserável excrescência, que só os próximos meses irão ditar se entrará para a História como "Relvismo", ou como "Passoscoelhismo", mas já teve as suas origens certas, certíssimas, em Neanderthal, e Cro-Magnon, quando um atrasado da mão já impedia o outro de rabiscar, naquela miséria que é Foz Coa, um TGV, e lhe batia, para que o outro desenhasse, em vez de um TGV, um comboio a vapor...

Já nessa altura eramos Portugueses consumados, graças à Senhora de Fátima, e espíritos santos afins.

O que a Zita Seabra veio trazer, com a sua língua de palmier ressequido, é uma coisa estranha, porque são as palavras da vitela, que mamou na vaca, enquanto dava, e depois mudou de teta, quando lhe cheirou que o Cavaquismo era mais apetecível, e era, como o prova uma longa corrente de energúmenos "políticos", de que todos estão lembrados, e embarcaram na transumância: La Feria, Eunice Muñoz, Dias Loureiro, Marques Mendes, Duarte Lima, o Rui Rio, que não era filho da puta, como o Pinto da Costa também nunca foi, nem será, nem ele, nem o Isaltino, nem o "Major", nem nenhum dos da seita; o pedófilo que empurrou o próprio Cavaco para a "rodagem" da Figueira, e que este mês mudou de casa, para o Inferno, Eurico de Melo, e tantos outros. Também havia, com dizia o Mário Viegas, uma Agustina, que já era fascista antes de haver fascismo, mas isso é só uma prova do anteriormente escrito: que, na forma A, ou B, cada um de nós aspira a um totalitarismo, que impeça, de uma forma ou de outra, o vizinho do lado de abrir a boca.

O P.C.P., na forma mais emblemática das suas figuras de majestade, como Álvaro Cunhal, nunca fez o necessário "mea culpa" do Estalinismo, como nunca o fez o seu miserável escriba, Saramago, que deve agora andar a discutir Metafísica, no mesmo lugarzinho quente, e bem bom, um com o outro, um, por umas razões, o Eurico de Melo, por outras, bem diversas.

Ora, ares condicionados, que escutam, são um moderno sucedâneo para amanhãs que deveriam cantar, mas não cantando, se limitam a escutar, e, escutando, ditam um verão indiano de um estalinismo mal resolvido, e agonizante.

É certo que estou a levar a coisa para o ar da graça, pela simples razão de que, a ser verdadeira, e não fruto de um palmier ressequido, convertido, de Estaline, à Opus Dei -- coisa que faria Darwin desistir de escrever... -- e que já não consegue dar mais nas vistas, é grave, mas, em Portugal, tudo é grave, a arte milionária dos tampões de rata da Joana Vasconcelos, a artista oficial da "Situação", que vem de Versalhes (!) para Queluz (!), a Fundação Paula Rego, que, sem a bruxa saber, parece que servia para lavar tudo o que era dinheiro sujo do Casino; o fácies daquele povo que abre telejornal atrás de telejornal, convencido de que o Euromilhões não faz parte da Teoria Geral das Probabilidades, mas pode, sim, ser tratado como mais um caso de causas naturais, ou dos milagres da fé; daquele povo que, confrontado com o problema de uma diminuição do uso de cartões multibanco estar diretamente associado com o empobrecimento geral da população, prefere encolher os ombros, e soltar um espantoso "eu não tenho, nem nunca tive...", voz do familiar do Santo Ofício, que implicitamente condena quem tem e usa, e se remete para um estádio de relação fiduciária com décadas de atraso, e, por fim, aquelas coisas que o Tribunal de Contas vai descobrindo, das sobrefaturações, e das derrapagens, que conduziram a que o roubo de alguns acarretasse a desgraça atual de todos.

Creio que o inapto que ocupa, por vaidade, a Pasta da Educação, devia ensinar ao Tribunal de Contas, que, apesar de ser de contas, esses estranhos números do sorvedouro da Coisa Pública, têm, para quem saiba ler, um nome em cima, que propõe, e um nome em baixo, que assina e permite. Seria bom que o Tribunal de Contas fosse forçado, pelo medíocre Crato, a juntar letras e números, ou seja, por cada derrapagem, imediata identificação dos "derrapadores", com sua punição, por atos lesivos do Erário.

Acabava-se o "deficit" num instante, mas, creio que, com isso, também toda a máquina de bastidores, que mantem a aparência da Política, e tal não pode acontecer, não é?...

(Quarteto de ares condicionados, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino", e em "The Braganza Mothers", em plena "silly season")
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