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domingo, 21 de setembro de 2014

Para bem da democracia que seja o Manuel António próximo Presidente da Região Autónoma da Madeira - contra a maçonaria e interesses de alguns sectores económicos!

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sábado, 6 de setembro de 2014

Diabo tece-as!



Esta semana, no comunicado de um autoproclamado candidato a Presidente do Governo Regional, lê-se no ponto um: “O ex-Presidente do Governo Regional, Carlos César, pode ainda mandar nos Açores, mas na Madeira não manda nem Governa”; e o ponto dois do mesmo comunicado rezava assim: “Eu, enquanto for Presidente do PS-Madeira, não serei comandado nem por Lisboa nem pelos Açores e não admito ingerências no PS-Madeira”.

Tirando ao que aos socialistas diz respeito ao ex-presidente do Açores, eu concordo e subscrevo. A Madeira, desde a sua Autonomia, NUNCA FOI, NEM NUNCA PODERÁ VOLTAR A SER MANDADA DESDE SÃO BENTO, OU DO RATO e ATÉ MESMO DA SÃO CAETANO À LAPA!

Desde há algum tempo, e em vários setores, verificam-se movimentos no sentido de que a Madeira volte, de novo, a ser comandada por Lisboa. Vou ser muito claro e frontal! Ainda esta semana houve quem dissesse que a Madeira voltou a ter, temporariamente, as grilhetas impostas pelo Terreiro do Paço, isto é, do Ministério das Finanças. Se isso fosse dito por certos setores tradicionalmente antiautonomistas é como diz o outro, já toda a gente sabe do que essa casa gasta! Agora vindo de quem a si mesmo se considera paladino da Autonomia, é pena que ignore que a atual situação resultou de uma crise externa ao território e até mesmo, porque não dizê-lo, pelo menos em parte, ao próprio país! Essa situação, isso tem de ser dito com todos as letras, foi imposta a todo o país por três entidades denominadas, no todo, por essa palavra russa TROIKA e levanta antigos e novos fantasmas! Já agora, já que se fala em grilhetas, é importante lembrar de quem era a assinatura e quem assinou o PAF a 24 de Setembro de 2012, da Câmara Municipal do Funchal. Será que essa pessoa também colocou umas amarras na autonomia do poder local, no caso da Câmara Municipal do Funchal, e comprometeu o futuro dos funchalenses? Claro que não, nunca irei acreditar nisso porque não uso contra o meu Partido os pseudo argumentos de uma oposição que nunca soube se encontrar com o interesse regional e, para o caso, com o interesse municipal, incompetente como é, incompetente como está a demonstrar em todo o lado. Esta situação foi agravada por estas políticas ultraliberais que não são subscritas pelo PSD-Madeira!

Contudo, esse candidato a candidato a Presidente do Governo Regional que afirma isso é exatamente o mesmo que apoia e é, supostamente (afinal, não teve lugar no Governo, como se propalou por aí!), apoiado por Pedro Passos Coelho, aquele que, ao que dizem, o atual líder nacional quer colocar como Presidente do PSD-M! E para quê? Para que a Madeira perca de vez a sua autonomia e com esse passo, então sim, a ser controlada a partir de São Bento.

Eu quero manter a Autonomia da minha terra, quero que a Madeira seja como tem sido desde o 25 de Abril: aquilo que os madeirenses decidirem! Como se viu, pela boca morre o peixe: o diabo tece-as!

Um ditado antigo diz: diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és. E por aqui me ficava, não fosse toda a regra ter sua exceção! Não é verdade que Judas privou com Jesus?


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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Rapsódia dos Tempos de Guerra, ou de há alguma coisa pior do que o que aconteceu ao BES?... Pois há, mas tem mesmo de ler o texto até ao fim, para ficar a saber tudo


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas




Imagem do Partido das Cadeiras Vazias, e dedicado ao meu amigo Eduardo Freitas e a todos os Portugueses que ainda acreditam numa coisa extinta, que outrora se chamava "Portugal"



Já não sei quando foi, mas sei que foi, a Professora Marcela quer morcela, num daqueles programas que eu não vejo, mas que sei que está periodicamente a acontecer, e ela está, naqueles deliria tremens que a Fortuna lhe deixa durar muito, ou sendo menos camoniano, quando ela vem, com os olhinhos a brilhar, toda traje de luces, a soltar, como os pirilampos, luminâncias por tudo quanto é trompa de falópio, a fazer lembrar aqueles super camiões, gigantes, do "Massacre no Texas", que atravessam a América extinta, de costa a costa, numa espécie de natal dos arizonas, de grinaldas de luzinhas coloridas, de pôr qualquer um de grelo aos saltos, e, dizia eu de que, quando o Marcelo abre a cloaca, dá às asas, como os extintos pterodáctilos, e solta, como é seu hábito, a bojarda da semana, para ver se cola, eu, geralmente, faço o "zapping", e deixo-o a masturbar-se sozinho em público, diante daquelas velhas que fazem naperons, enquanto o ouvem, desde o milénio passado, enquanto sobem e descem as testas, como os cães articulados de retaguarda, e fazem "hum hum", entre os dentes, por cada alarvidade que o outro solta. Para elas, toda a palavra é uma verdade, e quem me dera ser feliz assim, mas antes acho que devia haver um medidor de decibéis e um detetor de mentiras, sempre que o Marcelo entra em velocidade de cruzeiro, e parece o Vapor do Punheteiro, no tempo em que ainda ligava as Bordas Norte à Borda Sul, e levanta os cotovelos, arreganha a tacha para o entrevistador, deita os olhos para fora, e carimba com um delírio indescritível todas as ficções que desejaria que fossem verdade. Acontece que o Real se tornou de tal modo delirante que os disparates e as previsões que ele solta ficam muito aquém do disparate e conseguimentos da contemporaneidade, toda ela cheia de soft power sagrado, para ser capaz de se tornar ainda mais fenoménica do Entroncamento.

Eu sei que já estão a arfar, mas eu ainda não comecei, e só vou começar, depois de dizer que o Marcelo nem é o pior de tudo, por que agora há um a querer imitá-lo, com a impossibilidade de imitar o inimitável, e não tem ponta de graça nem imaginação: é o cara pálida, e reflexo fosco, da Ruth Briden dos comentadores, Mister Marques "Magoo" Mendes, uma invenção da defunta reserva pedófila do PSD, Eurico de Melo, e que está para o Marcelo como os "pufes" estão para as poltronas: desde que não fale muito, sempre servirá para descansarmos os pés.

E, portanto, aqui vamos, já que, estava eu a roncar, entre um filme porno, pago, e o canal do Marcelo, que não sei qual é, por que confundo-os todos, tirando a CNN chinesa, uma coisa fabulosa, que só passa em África, e ouço, de repente, com aquele tom assertivo de coisa já dada como consumada, sair daquela boca sugadora para fora, "pronto, suponhamos, portanto, António Costa já como primeiro-ministro e Rui Rio como vice primeiro-ministro...", e eu, aí, acordei mesmo, por que pensei, este deve andar a dar na veia..., mas depois recompus-me e pensei que aquilo era o Ovo de Colombo, já que a doida me tinha dado, numa só frase, uma argumentação corretíssima de onde NÃO VOTAR, nas próximas Legislativas, e fiquei a desejar que a profecia se tornasse realidade, já que a grande novidade do momento, até que se pendurem as caras do costume, parece ser o Partido das Cadeiras Vazias, cujo manifesto eleitoral é elementar, já que consiste em deixar desocupado o lugar de cada deputado eleito. Sei que a coisa tem um arzinho de sair da Antologia do Humor Negro, do Breton, mas poderia dar resultado, se não se pendurassem logo os zinks, os joões vieiras, os esteves cardosos, o "Livre" e as processionárias habituais, e se, pelo contrário, os deputados vazios, uma vez eleitos, até aparecessem de vez em quando, só para devorar, ou arrancar uma mão ou um bocado da bochecha ao seu parlamentar sentado ao lado, até aquilo ficar totalmente vazio, e a Democracia entrar na sua refundação, de que tanto precisa. Não custa sonhar, mas voltemos à realidade: António Costa, enfim, não tenho nada nem a favor nem contra António Costa, que sei ser uma pessoa muito bem relacionada, desde o célebre "Processo Casa Pia", onde salvou os seus (presentes aliados) Ferro Rodrigues e Paulo Pedroso da forca.

Da forca dos outros, da minha, não, por que, infelizmente, tenho informação em demasia sobre o tema. Resumamos, portanto, António Costa: é irmão de um dos diretores do "Expresso", e está tudo dito.

Sobre o Rui Rio é melhor eu fechar mesmo a boca, e assestar baterias sobre os chamados "impacientes", que mal ouviram que o Costa ia canibalizar o Seguro apareceram a latir em campo, desalmados, como os cães preparados para a luta, dos bairros proibidos dos subúrbios -- como se "subúrbio" ainda fosse um termo com sentido, no estado a que chegámos... -- e foi um #meet de apavorar onde não faltou tudo, até os defuntos como o Taveira, o que deixaria prever coisas ainda piores, aliás, plausíveis, palpáveis e espectáveis, como o João Galamba, na Administração Interna, de lápis vermelho  na mão, a escrever nomes de gente a quem cortar a cabeça, o João Constâncio, na Educação e a Inês de Medeiros, a mulher mais estúpida de Portugal (Bilderberg-2014), na Cultura. Podem rebaralhar e colocar outros nomes, que fica tudo exatamente na mesma. Claro que nada disto torna o Seguro bom, apenas revela a que ponto ainda poderemos, e vamos, piorar. Salva-nos a segurança da nossa futura Comissária Europeia, Maria Luís Albuquerque, e o apoio de retaguarda do Carlos Moedas, que esperemos fique numa cadeirinha onde consiga escrever os relatórios para a Goldman Sachs, como o seu master, Schäubel.

Do Costa, apenas espero que, antes deste salto despropositado, deixe obra, alguma coisinha, ao menos, feita na Câmara, que é pregar o Zé-que-faz-falta, e o gajo que se pendurou na espada de Afonso Henriques, no meio dos brasões da Praça do Império, com uma estaca no coração, como se faz aos vampiros.

Isto, todavia, são os trocos dos Amanhãs que Cantam, já que o grande golpe da retaguarda, enquanto estamos entretidos com os derbies e os futebol da manhã, tarde e noite, ou os desmanchos e facadas das bombeiras de terras que nem se sabia que existissem, gente séria, pergaminhada, está-se a preparar, depois do sucesso que foi o assalto ao BES, para um novo assalto, desta vez, a uma fatia inteira do território nacional: estamos a falar da sede vacante e do período de desordem descontrolada que se seguirá ao abandono de Alberto João Jardim, do seu lugar vitalício de Cronista do Regime, ou, por palavras mais claras, da tomada do poder na Madeira, por parte do Grande Aventalinho Lusitano: se Costa e Rio estiveram em Bilderberg, em 2008, a convite do político há mais tempo no Poder, em Portugal, Pinto Balsemão (o Balsemão é o oposto do Marcelo, circula há meio século, mas sempre com silenciadores, luzes apagadas e em contra mão...), e só agora emergem dos bastidores, com este ruído de bater de latas, perguntarão vocês por quê só agora, esquecendo-se de que, se o Bardarbunga só agora também acordou, já os outros há muito que andavam, nos bastidores, a dar a bunda.

Chama-se a isto jet lag político, e é de arrepiar a espinha.

Consta que o Alberto João tem denunciado a entrada, em força, da maçonaria na Madeira, mas desta vez parece que é a sério. Diz-se que o Miguel Albuquerque, ex cacique da Câmara do Funchal, e candidato, em dezembro, à chefia do PSD-Madeira, é um compagnon de route de Bilderberg, como nos arrepia que o "padrinho" Balsemão e ele andem aos kisses, louvando o papel da "informação", na substituição do Real, seja lá isso o que for. Tal como no Costa, a agitação é, todavia, bardarbungasticamente frenética, e já queriam ter empadeirado o calafate de serviço, Alberto João, para as Europeias, mas falhou-lhes o golpe, pelo que terá de ficar agora para dezembro. Ordem direta do avental dos Blandys -- cheira a obediência escocesa --, do "Diário de Notícias da Madeira", e a pressa é tal que o Albuquerque, ou o Cunha e Silva, dos lobbies, têm mesmo de avançar, ordem dos Graus Superiores. No "Cont'nente", o Diretor já foi substituído, e temos agora um de obediência skinhead, depois de o Marcelino ter denunciado os dinheiros da Banca, presentes no crime de lesa-pátria da eleição de Aníbal de Boliqueime, quando o Montez, genro do dito cujo, o decidiu botar para foraDemocracia...

Pois pensou que tinha visto tudo com o assalto descarado do BES?... Estava enganado: eles não só não param, como no país sem reações agem  agora de cara descoberta. O BES são trocos, diante de uma ilha inteira, com uma Maçonaria a bardabungar. Lá para dezembro, o sonho desta gente era ter uma "Madeira boa", e uma "Madeira má", sendo que a primeira não teria qualquer sentido, e só passaria a existir apenas uma Madeira Má.

Claro que tudo o que escrevi para trás é mentira, e NUNCA ninguém se atreveria a dar um golpe da escala de uma ilha monumental, aliás, eles até costumam pedir licença primeiro, como o Putin, na Crimeia, entre os novos nomes da Nova Desordem Mundial...

Alegrai-vos, contudo, por que tudo indica que nessa altura talvez já estejamos mergulhados no apocalipse da III Guerra do Golfo, e na mortandade lançada pela Mafia Russa sobre a velha ordem europeia.

Há quem diga que é a vida, e é capaz de ter razão. A mim, continua a custar-me engolir.





(Quarteto do Aventalinho navega de vela em vela, a caminho do Funchal, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

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domingo, 31 de agosto de 2014

Eduardo Freitas apoia Manuel António Correia à liderança do PPD/PSD-Madeira





Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Carta aberta ao Presidente da JSD

Caro companheiro Hugo Soares,
Assunto: do referendo sobre a co-adoção e de outras questões de coerência política
Pretendo, com esta minha carta aberta – e ela é aberta porque o que interessa à JSD interessa à Juventude Portuguesa - manifestar o meu absoluto repúdio pela posição a que, de certo modo, por ação e ou por omissão, obrigaste todo o PSD a tomar perante o referendo da co-adoção e adoção de casais do mesmo sexo.
Tenho lido e acompanhado, com todo o interesse, mas também com crescente preocupação, algumas das tuas atitudes e entrevistas, acerca do tema supracitado.
Na última tua intervenção publicada no site da JSD, a argumentação que sustenta a tua posição sobre o assunto só me pode causa perplexidade pela confusão que não pode deixar de ter criado entre os nossos jovens. Declaras, categórico: “E votamos todos, todos os Deputados [PSD], com liberdade de voto, como sempre foi no PSD em matérias de consciência e ditas de construção de modelo de sociedade”. E eu pergunto-me: onde é que houve liberdade de voto neste caso de referendo? Claro, pretendes contornar essa questão, que é de consciência, transformando-a em questão política, um processo que cerceou, quer queiras ou não reconhecer, aquilo que, sim, tinha sido a liberdade de voto, de acordo com as consciências invioláveis de cada um, durante o processo parlamentar e legislativa dessa proposta. E isto justamente porque esta ideia de referendo surge depois de, através de um projeto de lei, ter sido aprovada a proposta com o voto favorável e decisivo de 16 deputados do PSD! Aí, sim, exprimiu-se livremente a consciência de um Partido que, desde Sá Carneiro, é um partido livre porque quer um Povo Livre!
E o que é que tu propões agora? Um processo de referendo, que não só todos sabem ser inviável, mas que tem como resultado prático, a violação da consciência sagrada dos nossos deputados! Isso é a descredibilização das juventudes partidárias perante a sociedade portuguesa; isso é cavar ainda mais o fosso que existe entre a atual JSD e a juventude portuguesa. Finalmente, isso é descredibilizar o instituto de Referendo, que, como se sabe, precisa de mais de 50 por cento de participação do eleitorado para ser vinculativo! E tu achas que, com os candentes problemas que hoje afligem os portugueses em geral e a jovens em particular, um referendo, convocado, nestas circunstâncias, teria a participação que lhe desse força vinculativa? Não quero acreditar que isto tenha sido uma simples manobra política inenarrável para desviar os portugueses e os jovens dos reais problemas que afligem os cidadãos em geral e, neles, os jovens em particular! Recuso-me a te acusar de tal manobra inqualificável!
Disseste, na comissão que foi criada, que não te eximiste ao diálogo, que ouviste a Ordem dos Psicólogos a dizer que não era prejudicial para a criança. Contudo, como nem a força da ciência, nem dos estudos disponíveis contrariavam o espírito da lei já votada e aprovada em votação inicial, vá de, em cima da votação final, ao te aperceberes que a lei ia passar na nessa votação, tiras um último coelho da cartola e, como passo de magia, lanças a ideia inopinada de um referendo. Até poderia concordar, se não fossem as razões que já acima expus e com os dados concretos que temos de que nenhum referendo anterior foi vinculativo pela baixa participação.
Mas esquecendo isto, vamos analisar as consequências de um referendo, sabendo que tu tens afirmado várias vezes que os deputados ganham mal, e que até têm de se dedicar a outras coisas, porque os quase três mil euros que auferem não chegam para termos os melhores deputados exclusivamente dedicados ao parlamento - isto em tempo de austeridade e de graves e pesados sacrifícios para as famílias portuguesas.
Voltemos, por agora, porém, à questão do referendo em si, deixando esses assuntos para diante.
Vantagens de referendo:
1. Debate na sociedade civil – apesar de os partidos e juventudes partidárias poderem fazer esse trabalho de mobilização da sociedade portuguesa, é esse o seu papel. Aliás, a tua afirmação de que a lei foi debatida entre quatro paredes – o Parlamento – brada aos céus e aos deuses da Democracia. Então consideras o parlamento nacional, onde está representada a nação no seu todo, uma cidadela inexpugnável e sitiada, sem ligação com o mundo real? Nenhuma força política populista e de extrema-direita teria dito melhor! Sei que não o fizeste por intenção, mas isso é de uma leviandade insustentável!
2. Mais estudos e mais debate, nada a opor – apesar de todos os estudos disponíveis mostrarem que não existe nada que prejudique o desenvolvimento da criança, seja a nível psicológico, seja a nível sociológico, porque quem cria os preconceitos são os adultos e não as crianças;
Confesso que procurei mais argumentos a favor, inclusive em todos os teus textos, mas não fui capaz de os encontrar, problema meu!
Desvantagens:
1. Atrasar um processo legislativo que só por si mesmo está em andamento e terá como consequência a sociedade e as famílias do século XXI poderem ter crianças, sejam essas famílias monoparentais, casais do mesmo sexo e ou casais de sexos diferentes;
2. Valor elevado num referendo em que dificilmente haverá 50% de votantes, e logo voltamos ao início e teremos que retornar ao processo legislativo dentro das “quatro paredes do parlamento” – é verdade que a democracia tem custos, mas será esta a democracia que os portugueses desejam? Que tal fazer um referendo a questionar qual é a democracia que os portugueses querem? Uma democracia onde os nossos políticos brincam com os salários dos meus pais, dos meus avós… Onde está a verdadeira democracia? É este o projeto de Sá Carneiro?
3. Os estudos e investigações realizadas em Portugal e no estrangeiro demonstram que o interesse máximo da criança estará sempre salvaguardado e é melhor ter uma criança numa família do que abandonada de afetos familiares numa instituição de solidariedade social.
4. O que se verifica é que se está a colocar o interesse da criança em segundo plano, não se o salvaguardando, como se impõe. A JSD deve estar na vanguarda do progresso e evolução do país, deve saber compatibilizar disciplina estatuária interna e irreverência externa, e não - nunca! - porque nunca foi essa a sua tradição, fechar-se numa visão retrógrada do passado, que não impele para o futuro com esperança. É certo que o país, em certos índices, tem regressado ao passado, pois voltamos a atingir os níveis de emigração do tempo dos meus avós, e, por isso, talvez, entenda que, também a nível dos costumes, alguns pretendam regressar a uma sociedade do século XX ou século XIX. Mas nunca permitiremos que a JSD seja uma espécie de “Cavalo de Troia do Tempo”, cujo dorso seja revestido com bonitas vestes do século XXI, mas que traga no se bojo, escondida qual contrabando, as mezinhas culturais do já longínquo século XIX e primeiro quartel do Século XX!
Acredito que o processo legislativo, nomeadamente os referendos são importantes e não abdico da democracia representativa, mas entendo que, certamente, haveria temas bem mais importantes que os portugueses gostariam de votar.
Terminado o tema do referendo, voltemos, então, a algumas ideias que vens defendendo. A ideia de que um político, não pode exercer por exclusividade a defesa do país, e, no entanto, um cientista que procura curar, que procura solucionar problemas do mundo e recebe, em Portugal, uma bolsa de quase mil euros, tem de se dedicar a isso a 100% ou poderá dar umas aulitas na faculdade e ganhar mais algum, mas tudo para o projeto. Responder-me-ás tu, que foi uma opção deles. E a de um deputado? Representar o Povo português não foi uma opção? Não é quase uma questão de voluntariado? Ou será que temos os piores cientistas? E os melhores já emigraram ou dedicaram a outra coisa? Vejamos os bombeiros, esses bombeiros voluntários por todo o país, que, muitas vezes, arriscam a sua vida para salvar a vida dos seus cidadãos, ou as forças de segurança pública, todos eles no exercício das suas profissões e que trabalham em turnos, quase sem tempo para estar com a família. Mas, como é óbvio, terão quase que se dedicar a tempo inteiro àquela atividade. E recebem ordenados que não chega aos mil euros. É claro que foi uma opção de vida.
Sabes, quando queremos ter os melhores, temos de ter a noção que aquilo que verdadeiramente os move não são os salários, que deve ser, isso sim, uma preocupação do Estado ou das empresas, conforme o caso, em lhes proporcionar todos os meios de vida e de trabalho para que eles se dediquem àquilo que verdadeiramente os move, com abnegação e denodo! O mesmo se deveria verificar na política, o sentido de serviço à comunidade, o verdadeiro sento de voluntariado. Os melhores não o são por questões materiais mas por ideais, o que não significa que sejam ermitas. Que a Nação e o Estado tratem de lhes dar aquilo de que a nação será a primeira beneficiária. E o que é que temos visto? Os ordenados apetecíveis pagos têm servido para uma luta intrapartidária, que leva ao afastamento dos melhores, restando os que mais golpes forem capazes de desferir internamente. Sabe-lo bem! E isto é válido para a política e para outros setores onde o que devia prevalecer era a vocação e não busca da mordomia fácil!
Mas, continuando o meu raciocínio, pergunto-te quantos ex-políticos é que, depois da passagem que tiveram pelos governos, pelas câmaras, pelo parlamento estão hoje a auferir milhões em determinadas empresas, sem que se possa estabelecer uma relação desses proventos em razão da competência desses agentes mas dos seus conhecimentos adquiridos na área política e das influências que aí têm. E isso não te preocupa?
Será que os políticos são mais que os cientistas, bombeiros, forças de segurança pública, professores, enfermeiros, técnicos de terapêutica e outros? A avaliação é feita sempre em eleições e é claro que pode ser admissível que haja um subsídio de reintegração para casos comprovados que da atividade política resultaram danos para a vida pessoal do ex-político. Por isso eu defendo a exclusividade e sem aumentar ordenados. Sabes porquê? Porque ser político e voluntário terão que ser os melhores e os melhores não fazem as suas funções por questões materiais.
Contudo, deixa-me voltar de novo ao assunto que me fez escrever esta carta. Dizes que houve unanimidade no Conselho Nacional. Digo que fiquei chocado quando vi deputados limitados na sua opção, por uma birra da JSD. Deixa-me chocado ver presidentes de concelhias a dizer que não concordam. Deixa-me chocado quando vejo que eu, apesar de não ter nenhuma função institucional na JSD e só me representar a mim próprio, verificar que não concordo com a posição da JSD.
Quando da apresentação da tua candidatura, disseste que tinhas estado desligado da JSD durante o mandato do Duarte Marques, e isso apesar de teres sido presidente da Congresso, o que é, no mínimo, paradoxal para quem tinha desempenhado tão alto cargo na nossa estrutura partidária. Julguei contudo, que isso era apenas uma afirmação que significava apenas afastamento do trabalho desenvolvida pela direção de então. Considero agora que não só te afastaste da atividade da JSD mas do seu próprio ideário e do percurso histórico da JSD, que sempre se pautou pela irreverência, por liderar as grandes causas que preocupam a sociedade portuguesa, nomeadamente as que mobilizam a juventude do nosso País. Deixa-me triste, enquanto militante da JSD, verificar que o PPD/PSD serve-se da JSD para colocar uma manobra de diversão para os portugueses, quando atravessamos uma crise, e quando a população portuguesa não dará a devida atenção a esse debate que referes como importante, pois neste momento nem dinheiro para comer, ter medicamentos, para estudar têm.
Por isso, acho que neste momento acredito que sirvas os interesses do PPD/PSD, mas não serves os interesses de Portugal, muito menos os interesses da Juventude Portuguesa.
Este é o momento de refletires e teres coragem de colocar à disposição dos militantes da JSD, se queremos que a tua linha de pensamento continue a ser seguida. Como tu dizes que não tens medo da Democracia, aplica-a dentro da JSD!
Amigo e companheiro, constato ainda mais: é que infelizmente não só te afastaste do nosso ideário como também, que existe entre ti a juventude portuguesa e as grandes questões nacionais que hoje a preocupam um fosso insanável. Se as juventudes partidárias não podem viver à parte em relação aos nossos jovens, a JSD, por maioria de razão, não pode ser liderada por quem abriu um fosso insanável entre si e a Juventude Portuguesa. Só tens uma saída: obviamente, demite-te! Era o serviço que prestavas à JSD e que a Juventude Portuguesa agradeceria.

Com os melhores cumprimentos,
Eduardo Freitas
Militante da JSD n.º 13772

in blog do Diário de Notícias da Madeira
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