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terça-feira, 12 de novembro de 2013

As histórias da Joaninha, enquanto carochinha, seguidas de umas brutas chancelleradas de Machete, à moda de uma Troika Tea Partyda


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas




Imagem do Kaos




Tanto quanto  me lembro, Portugal foi palco de uma luta feroz entre uma das últimas rainhas com horizontes, que tanto tinha de visão, como de puta, Carlota Joaquina de Bórbon y Bórbon, filha de Carlos IV, de Maria Luísa de Bourbon-Parma, e de Godoy (cavalo do bom, que comia o pai e a mãe...) -- na altura em que as putas ainda se podiam candidatar a rainhas, e não a ficar como meras apresentadoras de "trash", nas televisões públicas e privadas -- e o filho, Pedro de Bragança, depois, Imperador do Brasil.

A luta não foi por causa da tutela do Dinis Maria, mas por que o Senhor D. Pedro queria impor em Portugal, tal como fez no Brasil, uma coisa chamada Separação dos Poderes, que tem uma praça única, no Mundo, na fantástica Brasília -- um dos poucos sítios em que ainda me sinto em casa --, com o mesmo nome.

Como toda a gente sabe, o chamado 25 de abril foi uma agitação política que permitiu tirar uns cangalhos dos seus poleiros de Estado, para lá colocar uma série de outros, quiçá piores, porque não descolaram, até hoje, procriaram e infestaram a sociedade inteira. Trocando mutilados por pobres, pusémos uns territórios ultramarinos -- Portugal é dos poucos estados europeus que não tem territórios ultramarinos... -- nas mãos de algumas famílias honradas, como a Dos Santos, e seguimos para a primeira bancarrota. Também houve uns sobressaltos, do lado das Finanças, mas o Saloio de Boliqueime encarregou-se de repor tudo, em pior, durante os dez anos em que esteve a arruinar Portugal, como Primeiro Ministro. Coisas que lá vão, embora tendo deixado doloroso rasto, como o que estamos presentemente a viver.

Quanto aos Tribunais, como se sabe, não sofreram a lavagem que deveriam, e continuaram a manter a sua velha forma, que vinha da Santa Inquisição, e depois sofreu um aggiornamento, transformando-os em Tribunais Plenários, no qual a vítima era sumariamente condenada, sem direito de defesa, às ordens do Maior Português de Sempre, até chegar ao estado presente, em que as condenações são como o boletim meteorológico, e têm oscilações, entre a freira que é condenada por não pagar bilhete e a prescrição do homicídio dos hemofílicos pela Leonor Beleza, assim, muito só por alto.

Passados estes anos turbulentos, emergiu uma coisa chamada FMI, que era uma espécie de porquinho das moedas internacional, que, sempre que um país estava aflito, se partia, para dar umas moeditas ao desgraçado, com a condição de que, se se sentisse pior, ficava a dever dois porquinhos das moedas cheios, a quem lhe dera o primeiro...

O FMI, entre muitas coisas, foi um dos rostos que os países ditos "civilizados" tinham de manter oprimidos por dívidas monumentais os chamados países do Terceiro Mundo. Com a Globalização, tudo passou a ser Terceiro Mundo, e uma alma boa lembrou-se de que a escravização colonial (financeira) dos territórios ricos em recursos podia -- et pour quoi pas? -- ser estendida à decrépita Europa. O processo não teve nada de especial, e caímos que nem patinhos, porque, ao colocar nas mãos do Banco Central Europeu, através do Tratado de Lisboa, também conhecido por Tratado do "Porreiro-Pá", ou Tratado de Bilderberg, a gestão, ou amordaçamento financeiro dos estados europeus, retirava-lhes qualquer autonomia na chamada Política Monetária, que correspondia a dar uns jeitos nos valores das moedas, jogar com flutuações cambiais, ou fazer injeções locais de capitais, para permitir que corressemos decentemente.

Chegada a praga Obama, uma alma, ou várias, almas boas lembraram-se de que, estando amordaçados, agrilhoados, com sapatos de cimento, e subservientes todas as economias clássicas do Velho Continente, por que não aplicar-lhes as receita de décadas atrás, de as arruinar, enquanto estados, utilizando um espantoso cavalo do tróia, essas estranhas organizações transnacionais e sem rosto, Troikas, FMI, Bancos Mundiais, Goldman Sachs, Agências de Rating, que passaram, em estados impotentes para se defenderem, a permitir a ingestão de órgãos financeiros externos nas suas políticas nacionais mais estruturantes e estruturais?...

O resultado está à vista: um, após outro, os países europeus estão a cair em situações de pobreza extrema, caciquismo, extremismo de desigualdade social, excentricidades de cristianos ronaldos a par com bairros, vilas, cidades, inteiros, caídos na miséria, festas da Baía de Luanda e beach parties de Moscovo, onde nem praia há, exceto os arenais da Mafia da coca, dos corpos e do Futebol.

Confessemos que a coisa foi bem preparada, estudada, e aplicada. Evidentemente que, dentro das "fronteiras" fictícias destes espaços pilhados, era necessário manter enterteiners bem pagos, marcelos, sócrates, putas ferreiras alves, anões de Fafe, medinas carreiras e tantos outros, para "explicarem" ao povinho, hipnotizado, como a coisa era boa. Claro que o nosso típico pendor masoquista tornou este ajuntamento de pessoas, que D. Afonso Henrique teria, hoje, vergonha de revisitar, em um dos palcos ideais para a "experiência", que se traduz numa única frase: como injectar numa crisálida indefesa, os ovos do mosquito parasita, que o vão devorar em vida, para depois sair em liberdade de infetar as populações em redor?...

A crisálida indefesa é a Europa, transformada num estado global, em vias de se tornar terceiro mundistas, enquanto o Obama e amigos tentam salvar um estado outrora sério, e agora à beira de uma bancarrora monumental.

É curioso que, com tantas brilhantes cabeças, tantas teodoras, tantos ulrichs, tantos cabrões como o catroga, tantos outros, andem a olhar para números como 3%, enquanto os seus patrões americanos se dão ao luxo de terem desvios de contas da ordem dos quatrilões, todos eles nas mãos especuladoras da China, da Rússia e de estados pária, como a Arábia Saudita, ninho do terrorismo, ninguém tenha dado uma punhada na mesa e dito "basta".

O meu desconhecimento da teia global leva-me a descer aos patamares da porcalhota: cito Vítor Constâncio, um dos maiores canalhas da contemporaneidade; o traidor da pátria, Durão Barroso, um agente do Tea Party, depois de ter sido agente de Mao Tse Tung, e que hoje se descaiu -- obviamente por vingança, por que a criatura realmente não presta -- depois de ter sido criticado por andar a pressionar o Tribunal Constitucional, lembrar que talvez o Tribunal não fosse o que pensávamos, já que tinha lá dentro um Machete júnior... Como podem imaginar, isso são trocos, para quem já tem um Machete sénior, nos Negócios Estrangeiros (!), onde já deu vastas provas de que, apesar de agente da CIA, como o Amado, e tantos outros, também serve Angola, a China e tudo o que estiver à mão.


Para terminar como comecei, Carlota Joaquina tinha razão: era o tempo das putas, e os poderes nunca deveriam ter sido separados, mantendo-se a lógica do absolutismo, e juntando aos três poderes o poder da Finança, que é hoje primordial: todos os outros não passam de meros bobos da Corte.

O pai macheta no Governo, enquanto o filho chancerella no Constitucional, e o neto lá será um Dinis Maria: é normal, só que ligeiramente, muito ligeiramente, mais discreto do que na Coreia do Norte.

A esperança, mas esta é um boutade críptica, é que a Joaninha, muito conhecida pela sua ombridade, já que nos belos tempos da passa ficava incomodada com os procuradores todos envolvidos em festas nebulosas de haxe, e os seguranças cá fora, a vigiar, sem saberem o refustedo que ia lá dentro, ponha um pouco de ordem nesta coisa, e olhem que eu até gosto dela, senão, sinceramente, só mesmo os militares, e já vêm atrasados, muito atrasados, meus amigos, muito atrasados...


(Quarteto chancerelle de machete, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

"The Braganza Mothers", no dia em que se descobriu que os Machetes, afinal, não eram um, mas vários, como sempre :-)


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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Afinal, Rui Machete, um homem sério, limpo e honrado tinha razão em violar o Segredo de Justiça e em fornecer informação sigilosa a Angola, porque Angola tem estado a fazer um enorme esforço de investimento, para pagar a catedráticos (!) portugueses -- não, não se assustem, nenhum deles é da "Lusófona"... --, para testemunharem que Portugal não é um dos palcos mais descarados e impunes de branqueamento de capitais da Europa. Até devia ser beatificado: já salvou um Procurador Geral da República africano da forca :-)

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sábado, 1 de junho de 2013

Cândida Almeida está certa de que o seu processo será arquivado. Tem graça que nós também :-)

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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Paula Teixeira da Cruz garante que não há mau ambiente no Governo: no fundo, todos somos pagos pela mesma rede de interesses, para desempenhar os nossos fracos papéis...

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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

A Joaninha chapa com um processo disciplinar na Justiça com Rimel, Cândida Almeida, uma das responsáveis pela fusão do Poder Político com o Judicial. Parabéns :-)

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sábado, 16 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Pinto da Costa versus Valentim Loureiro: o país onde os criminosos se condecoravam uns aos outros, com a população indignada a assistir

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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Valentim Loureiro interpõe novo recurso, para não perder mandato, e vai conseguir, porque eles conseguem sempre :-)

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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

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quarta-feira, 24 de outubro de 2012
segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Rui Rangel, Ribeiro e Castro, e tantos outros: uma permanente promiscuidade entre o Futebol, a Política e o Poder Judicial

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domingo, 19 de fevereiro de 2012

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
 
 

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