#Post Title #Post Title #Post Title #Post Title
Mostrar mensagens com a etiqueta Decadência cultural. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Decadência cultural. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Saramago, fraco Ibérico e pior escritor (edição revista)




Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas




Sou insuspeito, nunca li Saramago, e acho que isso é uma falha minha: na verdade, perdi demasiado tempo a percorrer os Não-Nóbeis da Literatura, Petrónio, Li Bai, Dante, Shakespeare, Sade, Voltaire, Joyce, Kafka, Pound, Borges e Proust.

Acho inimitáveis os poemas de Cesário, e telúrico, e a necessitar de obras por todo o lado, o enorme Pascoaes, e o maior escritor do séc. XX Português, mais coisa menos coisa, é mesmo Pessoa, em si, e nos seus heterónimos todos. Eça parece que não conseguiu ensinar senão muito pouco e a pouca gente, e Pacheco e Cesariny viveram, como vem no número de 2007 de "A Phala", através das repercussões visíveis e subliminares do testemunho deste último: "eu acho que sou um poeta bastante sofrível, numa época em que o tecto está muito baixo. Percebes o que eu quero dizer? Um grande poeta, numa época em que não há Anteros, não há Camilos Pessanhas, não há Guerras Junqueiros, não há Pessoas, se quiseres. Compreendes? Há para aí uma data de gente a publicar uma data de livros de poesia, que aquilo há-de ir parar tudo, não sei... muito longe. Há-de ir parar muito longe. Isto é horrível de dizer", mas precisa mesmo de ser dito.

A verdade está toda aí, nas capelinhas de sempre, revestidas de condimentos e tecnologias diversos.

Hoje, a História pôs-nos, na mão, megafones como nunca de antes vistos, e quando a Academia Escandinava olhou para trás, à justinha do cerrar do Século, a quem haveria de dar o "Nòbele" senão a um produto das prateleiras de hipermercado, silenciosa e habilmente trabalhado, e posto bem à vista, pela Pilar del Rio, profissional de "marketing", por sólidas máquinas políticas, e pela enorme España, a quem ele já pertencia.

Curiosamente, sou tanto de Camões, como de Quevedo e Cervantes, e encontrei muita da luz em Otavio Paz, e nada devo a Saramago, o qual (quase) tudo deve a Castilla la Mancha.

Vem, agora, no momento crítico em que atravessamos, dizer que nos acostumaremos a ser espanhóis. É normal, quando penso nele, raramente penso num Português, mas numa coisa em forma de assim, típica de um século de decadência, de que ele não é mais do que uma acabada forma de epifania. Os Dons Sebastiões são agora outros, e têm os nomes que vocês conhecem, não vêm do Paço de Enxobregas, mas de todo o tipo de covas provincianas que a parca imaginação portuguesa dispensou, e todos acabarão por se afundar em medíocres tratados de alcácer-quibires e coisas semelhadas.

O sonho começa agora, quando diariamente me sento aqui, e, ao contrário dos pequenos saramagos, minuciosamente estou a reconstruir a fronteira da Língua, a Portuguesa, e só essa, e não qualquer outra, e, felizmente, não sou nisso, nem serei, o único. E, juntos fletiremos, até ao limite da dor, o árduo trabalho de Penélope do nosso labor, e nem que tenha de continuar a ser sobre a carcaça e a cabeça e os ossos corrompidos desse lastimável... cavalheiro (peço desculpa: a rima interna, e correta, como se sabe, era em... estupor).

[ Read More ]
sexta-feira, 8 de julho de 2016

Diário do Marcelo - Brexit esgota as vagas nas Alliance Française de todo o Mundo. Felizmente nos vamos livrar do inglês, uma língua boa para falar com os cavalos

[ Read More ]
terça-feira, 25 de agosto de 2015

A Europa, entre Bárbaros e Breiviks, desmonta a sua velha Muralha da China



Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas





Quando a Europa voltar de férias, estará em guerra. Minto: a Europa, quando partiu para férias, já estava realmente em guerra, e impotente para verbalizar tal problema de todos nós.

Resumidamente, enquanto o continente dormia, alguém o pôs na ratoeira do cão que morde a própria cauda, ao mesmo tempo que poderosas máquinas de invasão nos bombardeavam diariamente com infindáveis mísseis humanos.

Na ótica da Física, o cenário pode explicar-se pelo próprio princípio dos vasos comunicantes, e, linguisticamente, por uma certa osmose e baralhar das etiquetas. O resultado foi uma verdadeira miopia genérica, que irremediavelmente nos ofuscou a Realidade.

Por um lado, as décadas de suburbanização acabaram por substituir todo o padrão metropolitano pelo pensamento da gaiola económica, entre o guarda roupa da tribo e as insuficiências culturais, até ao eclodir das piores anomalias sociais. Cansados de repressão e da impossibilidade de imporem a sua lei da selva nos HLM de Paris, nos devolutos de Bruxelas e nas florestas pós industriais de Birmingham, todos os excedentes populacionais da Europa foram pastar o seu flagelo, na forma da mulher submissa e velada, nas penas de talião, no Fim da História, atolado nas pulsões do Presente, mais ISIS menos ISIL, e a anarquia do Esquecimento constituiu-se na única cartilha dos novos bárbaros, enfiados nas mais recônditas aridezes da Síria e do Iraque, 

Com uma Civilização minada pelos fracos poderes, dos quais Obama se constituiu na epígrafe histórica mais medonha, instaurou-se a impotência, e, depois da impotência, chegou agora a vez do Caos presente.

Se este é o retrato, a montante, da comunicação dos vasos, o seu refluxo na direção da Europa é muito mais assustador. Na verdade, quando Odisseu construiu o cavalo encarregado de minar Tróia, mais não estava do que a abrir a boceta de pandora de todas as mimeses e metáforas futuras do nosso próprio fim. Sistemática e estrategicamente, todos os cavalos de tróia do presente estão agora a ser enfiados por todas as frestas do pensamento, numa confusão de impotência de valores e maré de invasão. A insidiosa substituição da Realidade por sucessivas narrativas da complacência cumpriu todos os quadros do politicamente correto, e as minudências da quotidianização da História tomaram de assalto os canais da comunicação global. Agora, é só uma mera questão de tempo para que todos os invasores se convertam em histórias personalizadas de pietás com os filhos chorosos ao colo, perante nós, irremediáveis culpados de todos os males do Mundo.

A Europa descarregou os seus excedentes nos desertos, e o Mundo vingou-se, e vomitou-nos os excessos dele por cá.

O Império acabou assim, como todas as civilizações, que não perceberam que a complacência e a impassividade não eram compatíveis com a ideia da integridade cultural, acabaram por ser submersas pelas marés do Estranho. Seria interessante ver Roma a acolher de braços abertos os Hunos, e a levar ao colo a mulher e filhos de Átila, entre choros e pedidos de desculpas, por que é essa miserável imagem a que hoje assistimos.

Numa análise mais assertiva, enquanto os estertores do politicamente correto se deslocaram do senso comum para os construtores de narrativas da comunicação social, também, pelo mesmo princípio dos vasos comunicantes, se assistiu a uma transferência das reticências dos pensamentos radicais para o senso comum das populações. Curiosamente, quando Breivik fez a sua Matança Norueguesa, a preocupação maior foi sobre o seu distúrbio psíquico. Hoje, fica por saber até que ponto esta cruel explosão a montante não era mais do que premonitória, e, quando tivermos a resposta, vai-nos assustar muito estarmos porta sim, porta sim, com bárbaros e breiviks, o que, no fundo, conduz ao mesmo. Se há um silêncio ditado pela paralisia, toda a gente sabe que a História não é complacente com estes momentos de suspensão. O novo rosto do Terrorismo são estas ondas de "refugiados", que estão a trazer fortunas a quem os empurra. Brevemente, num tempo próximo, num lugar qualquer, este incrédulo passeio pelas televisões acabará numa chacina, e alguém finalmente perceberá o desastre a que nos deixamos, silenciosamente, conduzir. Não terá qualquer graça, nem futuro.



(Quarteto do impossível e do inacreditável, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
[ Read More ]
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Rapsódia dos Tempos de Guerra, ou de há alguma coisa pior do que o que aconteceu ao BES?... Pois há, mas tem mesmo de ler o texto até ao fim, para ficar a saber tudo


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas




Imagem do Partido das Cadeiras Vazias, e dedicado ao meu amigo Eduardo Freitas e a todos os Portugueses que ainda acreditam numa coisa extinta, que outrora se chamava "Portugal"



Já não sei quando foi, mas sei que foi, a Professora Marcela quer morcela, num daqueles programas que eu não vejo, mas que sei que está periodicamente a acontecer, e ela está, naqueles deliria tremens que a Fortuna lhe deixa durar muito, ou sendo menos camoniano, quando ela vem, com os olhinhos a brilhar, toda traje de luces, a soltar, como os pirilampos, luminâncias por tudo quanto é trompa de falópio, a fazer lembrar aqueles super camiões, gigantes, do "Massacre no Texas", que atravessam a América extinta, de costa a costa, numa espécie de natal dos arizonas, de grinaldas de luzinhas coloridas, de pôr qualquer um de grelo aos saltos, e, dizia eu de que, quando o Marcelo abre a cloaca, dá às asas, como os extintos pterodáctilos, e solta, como é seu hábito, a bojarda da semana, para ver se cola, eu, geralmente, faço o "zapping", e deixo-o a masturbar-se sozinho em público, diante daquelas velhas que fazem naperons, enquanto o ouvem, desde o milénio passado, enquanto sobem e descem as testas, como os cães articulados de retaguarda, e fazem "hum hum", entre os dentes, por cada alarvidade que o outro solta. Para elas, toda a palavra é uma verdade, e quem me dera ser feliz assim, mas antes acho que devia haver um medidor de decibéis e um detetor de mentiras, sempre que o Marcelo entra em velocidade de cruzeiro, e parece o Vapor do Punheteiro, no tempo em que ainda ligava as Bordas Norte à Borda Sul, e levanta os cotovelos, arreganha a tacha para o entrevistador, deita os olhos para fora, e carimba com um delírio indescritível todas as ficções que desejaria que fossem verdade. Acontece que o Real se tornou de tal modo delirante que os disparates e as previsões que ele solta ficam muito aquém do disparate e conseguimentos da contemporaneidade, toda ela cheia de soft power sagrado, para ser capaz de se tornar ainda mais fenoménica do Entroncamento.

Eu sei que já estão a arfar, mas eu ainda não comecei, e só vou começar, depois de dizer que o Marcelo nem é o pior de tudo, por que agora há um a querer imitá-lo, com a impossibilidade de imitar o inimitável, e não tem ponta de graça nem imaginação: é o cara pálida, e reflexo fosco, da Ruth Briden dos comentadores, Mister Marques "Magoo" Mendes, uma invenção da defunta reserva pedófila do PSD, Eurico de Melo, e que está para o Marcelo como os "pufes" estão para as poltronas: desde que não fale muito, sempre servirá para descansarmos os pés.

E, portanto, aqui vamos, já que, estava eu a roncar, entre um filme porno, pago, e o canal do Marcelo, que não sei qual é, por que confundo-os todos, tirando a CNN chinesa, uma coisa fabulosa, que só passa em África, e ouço, de repente, com aquele tom assertivo de coisa já dada como consumada, sair daquela boca sugadora para fora, "pronto, suponhamos, portanto, António Costa já como primeiro-ministro e Rui Rio como vice primeiro-ministro...", e eu, aí, acordei mesmo, por que pensei, este deve andar a dar na veia..., mas depois recompus-me e pensei que aquilo era o Ovo de Colombo, já que a doida me tinha dado, numa só frase, uma argumentação corretíssima de onde NÃO VOTAR, nas próximas Legislativas, e fiquei a desejar que a profecia se tornasse realidade, já que a grande novidade do momento, até que se pendurem as caras do costume, parece ser o Partido das Cadeiras Vazias, cujo manifesto eleitoral é elementar, já que consiste em deixar desocupado o lugar de cada deputado eleito. Sei que a coisa tem um arzinho de sair da Antologia do Humor Negro, do Breton, mas poderia dar resultado, se não se pendurassem logo os zinks, os joões vieiras, os esteves cardosos, o "Livre" e as processionárias habituais, e se, pelo contrário, os deputados vazios, uma vez eleitos, até aparecessem de vez em quando, só para devorar, ou arrancar uma mão ou um bocado da bochecha ao seu parlamentar sentado ao lado, até aquilo ficar totalmente vazio, e a Democracia entrar na sua refundação, de que tanto precisa. Não custa sonhar, mas voltemos à realidade: António Costa, enfim, não tenho nada nem a favor nem contra António Costa, que sei ser uma pessoa muito bem relacionada, desde o célebre "Processo Casa Pia", onde salvou os seus (presentes aliados) Ferro Rodrigues e Paulo Pedroso da forca.

Da forca dos outros, da minha, não, por que, infelizmente, tenho informação em demasia sobre o tema. Resumamos, portanto, António Costa: é irmão de um dos diretores do "Expresso", e está tudo dito.

Sobre o Rui Rio é melhor eu fechar mesmo a boca, e assestar baterias sobre os chamados "impacientes", que mal ouviram que o Costa ia canibalizar o Seguro apareceram a latir em campo, desalmados, como os cães preparados para a luta, dos bairros proibidos dos subúrbios -- como se "subúrbio" ainda fosse um termo com sentido, no estado a que chegámos... -- e foi um #meet de apavorar onde não faltou tudo, até os defuntos como o Taveira, o que deixaria prever coisas ainda piores, aliás, plausíveis, palpáveis e espectáveis, como o João Galamba, na Administração Interna, de lápis vermelho  na mão, a escrever nomes de gente a quem cortar a cabeça, o João Constâncio, na Educação e a Inês de Medeiros, a mulher mais estúpida de Portugal (Bilderberg-2014), na Cultura. Podem rebaralhar e colocar outros nomes, que fica tudo exatamente na mesma. Claro que nada disto torna o Seguro bom, apenas revela a que ponto ainda poderemos, e vamos, piorar. Salva-nos a segurança da nossa futura Comissária Europeia, Maria Luís Albuquerque, e o apoio de retaguarda do Carlos Moedas, que esperemos fique numa cadeirinha onde consiga escrever os relatórios para a Goldman Sachs, como o seu master, Schäubel.

Do Costa, apenas espero que, antes deste salto despropositado, deixe obra, alguma coisinha, ao menos, feita na Câmara, que é pregar o Zé-que-faz-falta, e o gajo que se pendurou na espada de Afonso Henriques, no meio dos brasões da Praça do Império, com uma estaca no coração, como se faz aos vampiros.

Isto, todavia, são os trocos dos Amanhãs que Cantam, já que o grande golpe da retaguarda, enquanto estamos entretidos com os derbies e os futebol da manhã, tarde e noite, ou os desmanchos e facadas das bombeiras de terras que nem se sabia que existissem, gente séria, pergaminhada, está-se a preparar, depois do sucesso que foi o assalto ao BES, para um novo assalto, desta vez, a uma fatia inteira do território nacional: estamos a falar da sede vacante e do período de desordem descontrolada que se seguirá ao abandono de Alberto João Jardim, do seu lugar vitalício de Cronista do Regime, ou, por palavras mais claras, da tomada do poder na Madeira, por parte do Grande Aventalinho Lusitano: se Costa e Rio estiveram em Bilderberg, em 2008, a convite do político há mais tempo no Poder, em Portugal, Pinto Balsemão (o Balsemão é o oposto do Marcelo, circula há meio século, mas sempre com silenciadores, luzes apagadas e em contra mão...), e só agora emergem dos bastidores, com este ruído de bater de latas, perguntarão vocês por quê só agora, esquecendo-se de que, se o Bardarbunga só agora também acordou, já os outros há muito que andavam, nos bastidores, a dar a bunda.

Chama-se a isto jet lag político, e é de arrepiar a espinha.

Consta que o Alberto João tem denunciado a entrada, em força, da maçonaria na Madeira, mas desta vez parece que é a sério. Diz-se que o Miguel Albuquerque, ex cacique da Câmara do Funchal, e candidato, em dezembro, à chefia do PSD-Madeira, é um compagnon de route de Bilderberg, como nos arrepia que o "padrinho" Balsemão e ele andem aos kisses, louvando o papel da "informação", na substituição do Real, seja lá isso o que for. Tal como no Costa, a agitação é, todavia, bardarbungasticamente frenética, e já queriam ter empadeirado o calafate de serviço, Alberto João, para as Europeias, mas falhou-lhes o golpe, pelo que terá de ficar agora para dezembro. Ordem direta do avental dos Blandys -- cheira a obediência escocesa --, do "Diário de Notícias da Madeira", e a pressa é tal que o Albuquerque, ou o Cunha e Silva, dos lobbies, têm mesmo de avançar, ordem dos Graus Superiores. No "Cont'nente", o Diretor já foi substituído, e temos agora um de obediência skinhead, depois de o Marcelino ter denunciado os dinheiros da Banca, presentes no crime de lesa-pátria da eleição de Aníbal de Boliqueime, quando o Montez, genro do dito cujo, o decidiu botar para fora. Democracia...

Pois pensou que tinha visto tudo com o assalto descarado do BES?... Estava enganado: eles não só não param, como no país sem reações agem  agora de cara descoberta. O BES são trocos, diante de uma ilha inteira, com uma Maçonaria a bardabungar. Lá para dezembro, o sonho desta gente era ter uma "Madeira boa", e uma "Madeira má", sendo que a primeira não teria qualquer sentido, e só passaria a existir apenas uma Madeira Má.

Claro que tudo o que escrevi para trás é mentira, e NUNCA ninguém se atreveria a dar um golpe da escala de uma ilha monumental, aliás, eles até costumam pedir licença primeiro, como o Putin, na Crimeia, entre os novos nomes da Nova Desordem Mundial...

Alegrai-vos, contudo, por que tudo indica que nessa altura talvez já estejamos mergulhados no apocalipse da III Guerra do Golfo, e na mortandade lançada pela Mafia Russa sobre a velha ordem europeia.

Há quem diga que é a vida, e é capaz de ter razão. A mim, continua a custar-me engolir.





(Quarteto do Aventalinho navega de vela em vela, a caminho do Funchal, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

[ Read More ]
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Glória e esplendor de Pedro Miguel Cruz, enquanto utente dos serviços mínimos da fase terminal da Cauda da Europa


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas



Com dedicatória para o "Kladestino", que lançou esta maravilha, na Blogosfera




Portugal é uma fronteira europeia, extremamente permeável a tudo o que é mau, e especialista em consultorias externas, geralmente, se forem caras, inúteis e tiverem um amigo, intermediário, que irá receber umas notas, pelo meio. No fim, como é sabido, fica tudo na mesma, e o Erário Público ainda mais delapidado.

Contrariamente a esta consuetudinalidade estrutural, que já vem de Dona Urraca, Pedro Miguel Cruz, um brilhante talento do Instituto Superior Técnico, de Lisboa, e agora pelas terras onde se fala a pronúncia oficial da língua lusitana, resolveu fazer a sua própria consultoria interna, chegando às fantásticas conclusões que apresenta no seu "Eco-Sistema", muito justamente contemplado, pelo seu trabalho de investigação, com o "Prémio Pessoa 2013", da Mafia do "Expresso". Tenho a pequena impressão, mas eu sou um pouco de tiques, quanto a estas "impressões", que não recebeu um pagamento milionário, do "Polvo" que governa o Estado Português, e há décadas desbarata a Coisa Pública, ao ponto de nos ter tornado num protetorado da Goldman Sachs, tutelado por uns gajos falhados dessa instituição, chamados António Borges -- que o Demo tenha --, Carlos Moedas, e a medíocre Maria Luís Albuquerque, "Miss Swaps". Às tantas, o Pedro Miguel Cruz não recebeu nada, mas a verdade é que resolveu criar um monumento, naquela linhagem gnóstica de Pessoa,  em que "Deus quer, o homem sonha, e a obra nasce".

Até aqui, creio que estamos em concordância, por que a estrutura organigramática do seu trabalho assenta numa interatividade oscilatória entre dois pólos, o pântano político, e o pântano empresarial. Segunda a boa regra portuguesa, a coisa está consumada, esgota-se na sua leitura literal, e, na Net, onde a rapidez tem a velocidade do Rápido, já deveria ter tido consequências práticas, mas perdeu-se nos entrefolhos, como seria de esperar.

Para mim, que tenho formação científica, uma investigação deste género não se pode, nem deve, arrumar em qualquer gaveta, mas, aparentemente, já está, onde se prova que São Tomás de Aquino tinha razão, quando afirmava que, sendo a consultoria cara, ou grátis, acabaria sempre arquivada, e é bom saber que um teólogo do séc. XIII continua atual, dado a resistência ao progresso da coisa portuguesa, mais se podendo hoje, alargadamente, dizer que existe noutros centros, como num idêntico trabalho, sobre os drones, no Paquistão, que cresceram abissalmente, desde que o agente da Ultradireita Americana, Obama começou a andar entretido com as fotos de Natal da fêmea, a dar brutos linguados no cão de água português.


Vamos agora à exegese profunda: sendo epidérmico o trabalho de Pedro Miguel Cruz, já seria, num país normal, por si só, explosivo. A coisa, todavia, não explode, pela mais elementar das razões: o dedo que poderia carregar na gatilho é justamente o alvo potencial de tal tiro, e o tema morre por aqui, se não for a Opinião Pública a tomá-lo em mãos: resume-se numa frase, o estar constituído um organigrama que mostra, interativamente, que nomes da Política infestam os meios empresariais e vice versa. Digamos que, enquanto silogismo, é um encadear de premissas que aguarda, do seu visitante uma conclusão, aqual, nunca tendo lugar, nada acrescenta a umas velhas palavras de Almada Negreiros, quando afirmava que todas as ideias que haveriam de salvar o Mundo já estavam enunciadas, só faltava era salvá-lo... Tinha toda a razão.

Mergulhando no sentido da derme, e desculpem lá o tique da metalinguagem do modelo, há duas variáveis internas de análise (político/empresa), associadas a duas equações diferenciais, cujo comportamento e soluções conduziu ao atual estado das coisas. Pouco nos é dito sobre o devir interno, e apenas temos um ponto de partida e um ponto de chegada, o que, volto a ressalvar, na perspetiva da moralização de um Estado -- se estivéssemos num Estado e não num quintal de interesses rasteiros -- já seria mais do que suficiente para chamar à pedra todos os nomes envolvidos naquele polvo asqueroso, e aplicar-lhes sanções, já que entre um país que chegou ao limite da sua sustentabilidade, e aquela permanente circulação de piolhos, alguma penalização teria de acontecer.

Na voz dos mais radicais, continua a circular uma certa palavra de ordem que é: bastava abater um que os outros imediatamente debandavam, embora a coisa não seja assim tão simples, e até tenhamos mecanismo de regularização legal, que, uma vez aplicados, os permitiria apanhar numa só rede, e de uma só vez. Infelizmente, continuamos a deixar que subam, que grimpem, e ocupem os mais altos cargos do Estado, a começar pela vergonha nacional, que está no Palácio de Belém, e vindo por aí abaixo, por todos os postos chave do remanescente do tecido económico, dos baluartes da banca, da cultura, e, sobretudo, acima de tudo, dos palcos de intoxicação da Opinião Pública. Apenas como exemplo, falaria da FLAD, um órgão gerido por criminosos culturais que permitiu, durante décadas, que a linguagem de criação nacional fosse tomada de assalto e gangrenada por indivíduos a soldo da mediocracia americana. Como sempre, até no servir falhámos, e a coisa cotrreu mal, com os derradeiros episódios, do agente da CIA, Rui Machete, que foi corrido de lá, e também a sua sucessora, Maria de Lurdes Rodrigues, pessoa que dispensa quaisquer comentários...

Ao nível da derme, dizia, não basta enunciar a teia de relações entre políticos e empresas, mas tornar-se-ia fundamental perspetivar os fundamentos de causalidade que foram motor de construção e manutenção dessa rede, e, aqui, chegaríamos aos fundamentos da "Coisa", o lugar topológico em que ela se alicerça, antes de lançar os tentáculos, ou seja, associar cada um daqueles nomes de políticos à sede de poder que foi o seu berço, caindo, naquilo que o formidável trabalho de Pedro Miguel Cruz não pode, não pôde, e não poderia abordar, posto que nenhum daqueles nomes está ali por acaso: são filhos do antro do crime em que a Maçonaria séria se tornou -- como recentemente António Arnaut avisou, usando palavras diretas do Rito: "o Mestre não pode mais ascender na escadaria" (porque os patamares superiores foram ocupados por criminosos), como o prova o atual Grão Mestre do Grande Oriente Lusitano, Fernando Lima, associado à coisa mais tenebrosa que já assombrou, depois do Casa Pia, a Democracia Portuguesa, o BPN, como atual condutor da "Galilei", a sociedade de mafiosos que substituiu a sigla SLN. De facto, retomando as palavras de António Arnaut, "não mais o Mestre poderia ascender na escadaria". Pudera...

O resto são titãs da concorrência, na sujidade e obscenidade: Opus Dei, Opus Gay, Opusdófila e toda a tessitura que percorre as diferentes mafias que ainda conseguem sustentar um simulacro de país, assente nos dinheiros turvos das mafias que nos utilizam os territórios, a do Futebol -- que até o Panteão quer agora colonizar... -- a da droga, a dos corpos, a da prostituição, a dos órgãos, a da pedofilia e aquela que ninguém ousa nomear, porque demasiado perigosa, a do plutónio. Num nível ainda mais profundo, está aquela camada geológica que agora constitui o neofascismo europeu, cujos adeptos e membros se encontram transversalmente em todo o espetro político, e vão tomar a Europa de assalto, nos próximos meses. Como dizia uma voz profética, no dia em que esta corja cair e tudo se galambizar, vocês vão então ver o que é a realidade...

Para que este texto não seja técnico e demasiado sério, uma coda de humor: o "Eco Sistema" de Pedro Miguel Ramos, um profundo trabalho de análise da decadência das relações num Estado em vias de se tornar pária, Portugal, deveria estabelecer imediatas parcerias com aqueles muito falados servidores de televisões por cabos, MEOs, ZONs, Vodafones e afins, para que as boxes já trouxessem integrado o organigrama: da cada vez que aparecesse um comentador, de tom e voz salvífica, apresentar mais uma "solução", incluindo velhinhas, funcionários públicos, cortes hospitalares, de segurança e de educação, para "salvar" o país que arruinou, a box tinha um piloto automático que a faria mudar automaticamente de canal. Confesso que seria difícil, e, às tantas, acabaria num daqueles que acabei, por exclusão de partes, por tanto visualizar, em Cabo Verde, a CNN... chinesa, imaginem.
As voltas que o Mundo dá.
Deve ser por isso que ele é mundo...



(Quarteto de pedido de despertar imediato da Opinião Pública Portuguesa, em homenagem a Pedro Miguel Cruz, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")


[ Read More ]
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Uma questão para São Tomás de Aquino: Justin Biber, que nunca cantou, anuncia que vai deixar de cantar, e vai passar a estar, como o Cristiano Ronaldo, a olhar para o espelho, sempre nu, desnudo, pelado, à poil & stark naked


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Vou deixar de cantar, e vou passar a ser a alegria das pitas histéricas, das gajas mal casadas e dos pedófilos de todo o mundo, nu, desnudo, pelado, à poil, nudo, ننگے, 벌거벗은, 裸, عار, обнаженный, гол, го, khỏa, thân, γυμνός, çıplak, մերկ, çılpaq, оголений, biluzik, নগ্ন, hubad, noeth, עירום, შიშველი,નગ્ન, नग्न, naakt, meztelen, נאַקעט, nakinn, nudo, аголены, ನಗ್ನ, gol, го, nahý, toutouni, nag, నిర్మాణమైన, nøgen, gola, nudo, alasti, uchi, nudus, kails, nuogas, гол, telanjang, mikxufa, naken, เปลือยกายnagi, நிர்வாணமான & stark naked 
[ Read More ]
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Ucrânia agoniza entre o Imperialismo da Mafia Russa e a agonia da Decadência Europeia

[ Read More ]
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O "Expresso" avança que Laurinda Alves poderá brevemente lançar petição que equipare consumo de carne de cavalo a canibalismo

[ Read More ]
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Decadência da influência da esfera cultural francesa torna a exposição de Joana Vasconcelos, em Versailles, na mais visitada, desde 1960 (!)

[ Read More ]
 
 

Blogger news

Powered By Blogger

Blog Archive