#Post Title #Post Title #Post Title #Post Title
Mostrar mensagens com a etiqueta Intensa liberdade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Intensa liberdade. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Elogio, contra o PCP, do acordo ortográfico de 1990



Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas




Três coisas sustentavam o Estado Novo: a ditadura, uma justiça inquisitória e o PCP.

O 25 de abril apenas conseguiu libertar-nos da primeira; a segunda evoluiu (?) para o pântano que conhecemos, e a terceira parece ter-se tornado vagamente arqueológica.

Vem esta introdução a propósito da iniciativa do Partido Comunista, reprovada por todas as correntes parlamentares, de tentar reverter o atual acordo ortográfico.

Pela minha parte, também não gosto de acordos ortográficos, pela simples razão de que quem constrói a língua e as formas da língua são sempre os povos e os escritores, e não os guiões das academias. Por outras palavras, os guiões das academias só vêm depois de os ajustes e novidades que os usos das gentes e dos poetas trouxeram ao fluxo da língua. Os acordos apenas podem aspirar a transformar em norma o que o curso das coisas já impulsionou. Nisto tudo, como se poderá ver, não há qualquer espaço para o PCP, como os parlamentares hoje, e bem, lhe puderam demonstrar.

Começava janeiro de 2009, e eu escrevi, em Fortaleza, o primeiro poema enformado pelo acordo. Esse poema tem o nome de “Inscrito no Tempo”, e foi assim que entrou para história da Língua, como o primeiro texto de escritor português, a cumprir as novas normas da ortografia. Reproduzo-o, por, com o passar dos anos, se ter tornado mais intenso, e por mais intenso ainda se dever vir a tornar: “Chegado dos Alísios, O Guardião dos Fogos espalhava as estrelas do Nascente, e a sua mão de olhares cruzados acendeu os Céus num momento inteiro, do supremo Zénite aos infinitos lugares do Poente.
Era o Turbilhão dos Astros e das flores efémeras, e o turbilhão das estrelas fixas, desenhado para sempre, ato inscrito no Tempo”.

Excetuada a poesia, toda a sua novidade assenta no “ato” com que finda E é só essa pequena diferença que prestou homenagem ao janeiro de 2009, em que o Brasil inteiro inaugurava a simplificação do acordo.

Ao contrário desta festa, o PCP sonhava com poder regressar, em 2018, à ortografia do seu Estado Novo. Parece que não conseguiu. Creio ser apenas mais um anquilosamento de quem nunca compreendeu que, de todas as aspirações da liberdade, uma das maiores é a de poder escrever com desobediência.

Todavia, pode o PCP estar tranquilo, pois eu acabei de percorrer ambas as letras, as do “Avante” e da “Internacional”, e não há nelas uma única palavra que os ditames ortográficos do acordo venham alterar, o que, eventualmente, talvez seja uma pena, já que, tal como no 25 de abril, parece que por aquelas bandas, mais uma vez, vai tudo ficar na mesma...

[ Read More ]
sábado, 27 de junho de 2015

Maria Barroso

[ Read More ]
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Varoufakis já consegiu desmantelar as visitas da Troika a Atenas. Em Portugal, devem continuar, por que fazem parte do "Pügrèsso" e da degenerescência neurológica de Aníbal de Boliqueime

[ Read More ]
segunda-feira, 7 de julho de 2014

República Española

[ Read More ]
domingo, 27 de abril de 2014

a culpa original

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas


Destinaram-nos a cave, mas nós desejámos o andar de cima, o que tem mais luz, de onde se vê o mar. Ousámos perspectivar. Não é legítimo, dizem-nos. Por isso pagamos e tornamos a pagar e sangramos e voltamos a sangrar.
Apenas uma imensa culpa reclamamos e é de abril, é minha, é nossa.


[ Read More ]
sexta-feira, 25 de abril de 2014

25 de abril de 2014

[ Read More ]
sexta-feira, 26 de abril de 2013

Lua cheia de liberdade

[ Read More ]
domingo, 21 de abril de 2013

conto antigo e os códigos de linguagem dos pássaros

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas


Aprisionou-o irrefletidamente logo após o primeiro gorjeio do anoitecer e lançou para o ar frio e húmido a linguagem dissuasora de ramos e telhas. Os outros assustaram-se, confundidos pela razão das penas, sem vontade de brigas e gritos.
O homem não soube o que dizer, deixou-se ficar, as pernas pendentes, um ligeiro arrepio, que estupidez, disse, porque é que não vesti uma camisola de gola alta, agora não adianta, altitude é coisa que não me falta e sentiu-se marear.
O pássaro ouviu-o e aproximou-se saltitando, telha sim, telha não, numa equidistância espontânea lança-lhe uma baga encarnada, redonda, brilhante, e mais outra ainda, desafia-o ao reconhecimento do jogo, não teme, conduz. O homem deixa-se conduzir, não sabe o que fazer, nunca foi prisioneiro de um pássaro.
A negritude das penas confunde-se com o escuro da noite, o bico laranja abre-se provocador e ensina ao ser sem asas o grito agudo do medo da rapina das aves, o miar do gato gordo e mimado, o assobio desvairado do ciúme, o agressivo da guerra.
Criadores de códigos, partilham as árvores e os telhados, o calor do sol, a água da chuva, a lama, os ninhos e as penas. O pássaro é fiel, o homem nem sempre.
Os olhos do pássaro fixam os olhos do homem e ele sente-se bem ali, longe do ruído dos dias, da solidão do micro ondas, dos talheres de plástico dos centros comerciais, do som das chávenas quando chocam com as torradas.
A noite cheira a laranjas desfiadas, a um colar de bagas encarnadas para enfeitar um pescoço delgado.
E o homem entende a diferença do pássaro e não ousa perguntar porque me prendeste. Ou fui eu que me deixei prender. Os melros riram da sua ingenuidade.
[ Read More ]
domingo, 3 de março de 2013

domingo depois

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Amanheceram estrelas e a cidade à tona de água, se não pode ser como antes, que seja já hoje amanhã.
E apanharam do chão as antigas bandeiras, bordadas as quinas, reconhecíveis os campos verdes da cor do limão, ai sim não me assustam não. É um mar de gente a navegar peixes e se brilharem as janelas dos nossos olhos, escoam-se os ladrões de sonhos como ratazanas gordas afogadas no lodo das sarjetas.
Depois, retomado o canto, o riso das crianças correrá vadio pelas esquinas.

[ Read More ]
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

As louras preferem os livros :-)

[ Read More ]
quarta-feira, 28 de novembro de 2012

João Salaviza distinguido com Prémio Memória de Ingmar Bergman

[ Read More ]
sábado, 14 de julho de 2012

Irá Madrid restituir a liberdade aos povos oprimidos pelo Monstro de Bilderberg?...

[ Read More ]
domingo, 29 de janeiro de 2012

The Birds

[ Read More ]
 
 

Blogger news

Powered By Blogger

Blog Archive