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sábado, 28 de novembro de 2015

"Temos políticos muito ignorantes", o que é verdade, mas não são só os políticos, filha...

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sexta-feira, 13 de novembro de 2015
sábado, 29 de agosto de 2015

Entre Bárbaros e Breiviks, a Europa desmonta a sua velha Muralha da China (director cuts)



Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas




Há uma doutrina americana que diz poderem contornar-se as sondagens das Presidenciais, esquecer o próprio escrutínio, e meramente observar o comportamento dos estados onde quem ganha sempre sempre ganha depois a América toda. Há ainda quem prefira os modelos sofisticados de Estatística, que prevêem a monotonia dos resultados imprevisíveis. Nós cá somos mais modestos, e preferimos entregar as certezas dos nossos juízos às oscilações de certos estados de alma e à homeopatia das coisas próximas.

Para não parecer que estejamos a falar de coisas crípticas, passo já a explicar quais são os sensores da nossa casa, e qual tem sido a pista das pitonisas a que usualmente recorremos. Há quem lhe chame o Barómetro da Coca, mas eu vou ser ainda mais comedido e colocar a coisa em termos decentes, já que criamos uma transitividade entre a maior ou menos proximidade do fim de Pinto Balsemão e um acréscimo ou decréscimo das calamidades do Mundo, assim como, nos tempos em que António Borges gastava o dinheiro dos nossos impostos para adiar o seu fim inevitável, a destruição do bem estar dos portugueses estava diretamente indexada ao seu emagrecimento e ao acentuar do fundamentalismo económico. O segundo já marchou -- não faz cá falta nenhuma -- mas o primeiro, infinitamente mais majestoso, continua a ensaiar o nosso Götterdämmerung, bilderberg após bilderberg, sendo que está seguro que esta camada de criminosos mundiais assentou, ou adoraria que o fim da Humanidade se confundisse com a finitude da sua miséria. Assim como o aquecimento global, uma miserável fábula, na qual o Homem se confere unilateralmente o poder de poder alterar o próprio planeta, esta geração nefasta, geralmente neomaoista, e invariavelmente Bilderberg, adoraria protagonizar uma extinção em massa, coincidente com seu dia de finados, tal qual o extermínio do séquito dos marajás, na velha tradição do Rahajistão.

Não me perguntem qual a probabilidade real de tal ocorrência, por que, como em todo o método experimental, o período probatório ainda se encontra em marcha. É certo que temos sinais, mas também não devemos avançar com certezas. Se temos coisas decerto encerradas, como Borges ter falhado fazer coincidir o colapso de Portugal com a sua agonia, de modo algum já dispomos de dados que nos permitam dizer que a miserável morte de Balsemão não venha a sincronizar-se com um fim de mundo.

Eu sei que estas palavras são dolorosas e parecem sectaristas, mas, infelizmente, deixei de ter dúvidas, e acerto sempre no que de pior vier do lado do Errado.

Depois do prolegómeno, vamos aos "migrantes", esse eufemismo com que os órgãos de intoxicação social agora designam os objetos das redes de tráfico humano global, e às razões pelas quais insistem em que olhemos para a árvore, evitando, a todo o custo, que entrevejamos a floresta. Ora, na lógica dos órgãos intoxicadores, nós devemos evitar olhar para o fluxo, e mergulhar no pântano individual das suas pequenas histórias. Houve uma, recente, debitada algures -- procurem -- em que uma "refugiada" somali tinha dado à luz, já a bordo de um barco de salvação de uma outra nacionalidade, com a ajuda de um médico alemão -- o alemão vem mesmo a calhar aqui -- uma menina, de nome Sofia. E, cumprindo toda a retórica da mitologia de Barthes, ela tem 3,3 kg e "está bem"... Não sei se começaram a chorar só no fim da frase, eu, um coração dolente, já tinha as lágrimas bem nos olhos a meio deste período. Infelizmente, como a dureza dos tempos manda que sejamos pragmáticos, e mesmo tendo gostado muito da notícia, ainda achei que poderia ser melhorada: faltou a presença, a bordo, de um turista português, simpatizante do "Livre", e a menina não deveria ter sido menina, mas sim menino, para a mãe lhe poder chamar Cristiano -- para os nossos mais próximos, CR7 -- e ele imediatamente chorar, num grande plano de câmara, capaz de comover todo o retângulo português. Esta era uma história, porventura, nem a melhor, mas suficiente, como amostra, desta espécie de multiplicação shakespeariana dos enredos caseiros, a que as televisões, quando não estão no Futebol, se têm agora sistematicamente dedicado.

Por cá, já há portugueses prontos para receber os "refugiados", e cremos que sejam os mesmos que ajudaram aquelas centenas de milhar de compatriotas, que o colapso do espaço português viu recentemente emigar. Mais assertiva ainda, "Maria Adelaide" Poiares Maduro -- um continuado erro de casting a quem ninguém tem a coragem de apontar um dedo decisivo e definitivo -- também considera, e parafraseio, que os refugiados podem ser uma mais valia para o desenvolvimento do país. Não sei a que país se está a referir, mas hipoteticamente é o mesmo que empurrou a sua geração mais qualificada lá para fora, certamente já a prever -- estes gajos são sempre de visão de longo alcance -- que nos íamos agora tornar num lugar privilegiado de acolhimento das redes de tráfico humano.

Quando deixamos a Cauda da Europa e marchamos na direção da cauda do Mundo em que se tornou a Europa, o discurso assenta na mesma identidade, e, aqui, começamos a recear que as teorias da conspiração tenham mesmo razão, já que a probabilidade de toda a gente, ao mesmo tempo, começar a dizer, sem concertação, que fechemos os olhos, é nula, ou corresponde a um estado delirante de toda a contemporaneidade.

O discurso pode parecer impiedoso, mas não é, é um discurso preventivo, de alerta, enfim, como se pudesse haver alerta numa coisa que já foi longe demais, e aponta para a necessidade imediata de tratar os bois pelos nomes. Na verdade, na lógica imprópria com que estas notícias são fabricadas, essa "coisa" em que tornaram as vítimas das redes de tráfico humano surge, como Atena da fenda do crâneo de Zeus, do nada, e vai imediatamente a caminho de Londres e da Escandinávia. Acontece que a história está muito mal contada, quer a montante, quer a jusante, e passo a explicar: o primeiro reparo, o que só agora estamos a assistir à fase tardia de um processo, logística e estrategicamente, muito bem pensado, cujas origens só, de aqui a algum tempo, poderemos descortinar. O anestesiar das opiniões públicas, poderá, eventualmente, ter coincidido com outras realidade sonegadas, e outros fantasmas cultivados, o mito do Boko Haram, o "Estado Islâmico", uma criação dos suburbanos europeus, e os invernos, perdão, "primaveras" árabes. Embora isto seja matéria para os historiadores, fica aqui o cheirinho de algumas pistas. Na verdade, como nos piores dias do desastre humano, temos narrativas de vagas de desalojados, desenraizados, traficados, seguidores de sonhos, facínoras e outras castas, misturadas com casos de aliciamento, de oportunismo ou de pura aventura. Noutro, seres humanos, fechados em tendas, a tirar selfies, em longas conversas de telemóvel, ou a clamar por avidez de "civilização" (?) Embora esta maré possa ter parecido originar-se nos referidos focos, a sua origem é agora irrelevante; importa, antes, pensar em quem lhes deu pernas para andar, e à medida que se colocam tais questões mais as respostas se nos afiguram sinistras.

Curiosamente, neste concertado processo de desfocagem da realidade, pode compreender-se que haja uns malandros que colocaram nas margens do Mediterrâneo embarcações precárias, a caminho das fronteiras do Ocidente, mas evita-se questionar como chegaram, até aí, essas caravanas longínquas, e, mais grave do que tudo, como lhes facultaram caminho até todas as Calais deste Continente... Creio que, com isto, ficaríamos falados, mas a verdade vai mais longe, já que, contrariamente a muitos de nós, europeus, que desconhecemos as circunstâncias locais de muitos destes paraísos artificiais, os reiterados testemunhos com, que incrédulos, somos bombardeados, mostram, muito mais do que a estatística poderia deixar entregue ao acaso, casos de minucioso conhecimento das cláusulas de acolhimento das seguranças sociais nórdicas, das regras alemãs, ou dos estatutos holandeses, e é isto que é grave, já que mostra, por detrás deste terrorismo mediático e insidioso, massas profundamente industriadas sobre o que querem, onde querem e, independentemente dos percursos, chegar. 

Os cabecilhas destas gentes estudaram a fundo as fraquezas estruturais da Europa, as suas regras de jogo e as ofertas mais vantajosas, e fizeram avançar, em turbilhão, mísseis humanos, capazes de provocar mais estragos do que qualquer atentado bombista.

Decerto não será por acaso que estas redes criminosas colocaram à frente da Grande Marcha as eternas parideiras dos excessos populacionais da África e da Ásia, pois já lhes consta que as legislações de benevolência e concessão com que, durante décadas, nos deixamos enfraquecer e tornar permeáveis, concedem, automaticamente, que criança nascida em determinadas fronteiras seja considerada sua cidadã. Se forem gémeos, nesta lógica, tanto melhor, e lá haverá um médico alemão para as ajudar a dar à luz, uma chamada Sofia, a outra Irene, e ele, Cristiano, suecos de carapinha. Desculpem, mas esqueci-me de que ela já vinha prenhe de três.

Com evidência que este conhecimento só se adquire em duas circunstâncias: ou é fornecido por traidores com sede nos países invadidos, ou deriva das longas operações em que a Europa, no laxismo das suas universidades, formou os estrangeiros, passando-lhes toda a informação cifrada necessária para a sua futura invasão. Nunca nos esqueçamos de que Khomeini, um dos flagelos do séc. XX, foi um subproduto do prolongado vómito francês. Depois disso, todos os cabecilhas deste desastre estão muito mais bem informados do que o comum cidadão intraeuropeu, permanentemente anestesiado com futebol e jogos informáticos, sendo certo que, como em toda a arte da guerra, ganha o que no momento detiver a melhor informação.

Não voltaremos a falar das respostas primárias a que este estado de coisas poderá conduzir os tecidos profundos das nossas sociedades. A completa subversão dos estatutos, através dos jogos de palavras, já provocou as suas maiores vítimas, os equivocados, e os verdadeiros casos de desastre humano que diariamente se afundam nesta dinâmica impiedosa. Incapazes de transmitir a realidade, os transmissores da intoxicação social, na velha escola de Balsemão, continuam a fabricar as suas pequenas histórias, e poderia ser interessante um movimento que convidasse cada jornalista acompanhante da invasão a receber em sua casa, pelo menos, um "refugiado", ou, melhor, um "refugiado" uma mulher e um filho.

Sei que poderia acabar aqui esta breve, que já vai longa, mas apetece-me ir ainda mais longe no cinismo. Curiosamente, na lógica bildebergiana, em que os piores acabarão por ascender mais alto, até poderíamos elidir esta miserável deriva humana, e limitá-los ao mero papel de figurantes do povoamento das televisões ajoelhadas. No fundo, brevemente os tocará, a todos, ou a muitos, a inevitável desgraça do extermínio, uma das regras do paradigma dos Senhores do Mundo, para quem a Orbe ora soçobra nos seus excessos populacionais. É verdade que estamos num tempo de eleições, entre as quais aquela em que compete substituir a testa das Nações Unidas. Curiosamente -- e voltamos do universalmente global para o carinhosamente local -- muito se falou de Guterres, e Guterres, como que por coincidência, é o Alto Comissário para os Refugiados. Como estaria a ONU, se presidida por um homem que no pior dos momentos, falhou em todas as suas funções?... Eu sei que estão, com a cabeça, a concordar, e até eu, curiosamente, também, não me tivesse lembrado, e voltamos à lógica do nosso quintal, de que o candidato de Balsemão não é Guterres, mas um dos maiores escroques que este Continente produziu, José Manuel Durão Barroso. Para ele, líder dos "palhaços" europeus, e, em Bilderberg, substituto, por razões de saúde, do seu mestre Balsemão, quanto mais "refugiados" e "migrantes" morrerem, melhor para a sua candidatura. Deitará a cabeça no joelho do seu instrutor, e, carinhosamente, pedir-lhe-á que não se apague, antes da sua eleição. Um verdadeiro amor.



(Quarteto da desolação absoluta, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")

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segunda-feira, 25 de maio de 2015
domingo, 8 de março de 2015

Perversity Jane e a Soror Alcoforada de Vilar de Maçada


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas



Imagem do Kaos



Hoje não me apetecia escrever, por que estou demasiado preocupado com Hatra, Nimrod e Palmyra. Há uma semana, fui buscar o livro à estante, e só hoje percebi o que, no subconsciente já me andava a preocupar, e é mesmo isso, o fim explícito da Humanidade, ou, como diria Santo Agostinho, de uma certa Humanidade, através do desaparecimento dos seus testemunhos maiores, mas isto é uma questão privada, e quem a perceber, como eu, que a viva, e perceba por que não deveria estar a escrever hoje, mas estou.

No nosso quintal, a coisa não anda melhor, e anda a ser rodada da forma do costume, ou seja, enquanto caminhamos aceleradamente para uma guerra, ou, melhor, enquanto já aceleradamente avançamos, dentro de uma guerra, o nosso esgoto continua preocupado com minudências, e vamos começar pela parte humorística, a daquela soror Mariana de Vilar de Maçada, que continua, como a outra, com o seu alcoforado enfiado atrás das grades. Parece que houve uma deriva do polo magnético da Terra, e, ao contrário da primeira, que tinha orgasmos fingidos em Beja, esta geme, como uma podenga, no seu descalçário carmelita de Évora. Creio que, sinal do fim de era, em que estamos, é que uma criatura, supostamente detida por risco de perturbação de inquérito, continue, na choldra, a emitir oráculos: "Ah, eu própria atraí sobre mim tanta desgraça!", dizia a outra, "De si nada mais quero. Sou uma doida, passo o tempo a dizer a mesma coisa...", e é verdade, pelo menos, desde que estoirou o escândalo do diploma, em 2007. "Mandar-lhe-ei, pelo primeiro meio, o que me resta ainda de si. Não receie que lhe volte a escrever, pois nem sequer porei o seu nome na encomenda. De tudo isso encarreguei D. Brites" (Esta Dª. Brites, que se saiba, ainda não está na lista de Rosário Teixeira, ou do Juiz Carlos Alexandre, mas é bom que eles se informem, por que a pista está lá, pelo menos, desde o séc. XVII...)

A verdade é que, ao contrário desta, afogueada pela falta de picha, a de Vilar de Maçada é mais de rancores e de ameaças de vingança, fala de gente próxima da "miséria moral", "O que aconteceu aqui foi uma total precipitação de quem estava tão cego pela sua intenção persecutória ou tão convencido da sua teoria e das suas presunções que avançou sem provas ou sequer fortes indícios de quaisquer crimes", e mais "procuro neste momento desculpá-lo, e sei bem que uma freira raramente inspira amor; no entanto parece-me que, se a razão fosse usada na escolha, deveriam preferir-se às outras mulheres: nada as impede de pensar constantemente na sua paixão, nem são desviadas por mil coisas com que as outras se distraem e ocupam", e é isto que nos deveria inquietar, por que, se o bicho preso já é assim, e assim se comporta, como seria o bicho se fosse largado cá fora, como tantos desejam, pois não acabaria o Mundo às mãos do ISIS, mas às dentadas de Vilar de Maçada, salvo seja...

"Não tenho nada que ver com a vida empresarial dele, ele nunca me pediu nada enquanto fui membro do Governo. A nossa relação fraterna é pessoal não é profissional", dizes, que nada que tu digas eu acredito, e vou mais pela voz maviosa da tua antepassada, com o grelo aos saltos pelo Marquês de Chamilly -- que a tinha grande e grossa, como o Nelson Évora --: "Amei-o como uma louca, tudo desprezei! O seu procedimento não é de um homem de bem. É preciso que tivesse por mim uma aversão natural para me não ter amado apaixonadamente. Deixei-me fascinar por qualidades bem medíocres. Que fez para me agradar? Que sacrifícios fez por mim? Não procurou tantos outros prazeres?", coitada, coitada, coitada, ai que apertada, que apertada, que apertada que eu me sinto, e não é para menos: "malas de dinheiro que iam para Paris; o milhão descoberto num cofre que nunca foi meu; e agora um fundo que eu teria para "esconder" os imóveis que nunca tive. Tudo invenções e mentiras", a dor que sente a verdade que deveras sente, "um amante que não voltarás a ver, que atravessou mares para te fugir, que está em França rodeado de prazeres, que não pensa um só instante nas tuas mágoas, que dispensa todo este arrebatamento e nem sequer sabe agradecer-to. Como é possível que a lembrança de momentos tão belos se tenha tornado tão cruel? E que, contra a sua natureza, sirva agora só para me torturar o coração? Ai!, a tua última carta reduziu-o a um estado bem singular: bateu de tal forma que parecia querer fugir-me para te ir procurar. Fiquei tão prostrada de comoção que durante mais de três horas todos os meus sentidos me abandonaram: recusava uma vida que tenho de perder por ti, já que para ti a não posso guardar." E fossemos nós só humanos, simples e mortais, já o nosso coração estaria aqui esvaído em lágrimas:
"Lindo! O ideal do Ministério Público será, portanto, o de um processo onde o arguido esteja em respeito, viradinho para a frente, sem se defender", sim, e "contra mim própria me indigno, quando penso em tudo o que te sacrifiquei: perdi a reputação, expus-me à cólera de minha família, à severidade das leis deste país para com as freiras, e à tua ingratidão, que me parece o maior de todos os males. Apesar disso, creio que os meus remorsos não são verdadeiros; do fundo do meu coração queria ter corrido ainda perigos maiores pelo teu amor, e sinto um prazer fatal por ter arriscado a vida e a honra por ti. Não deveria oferecer-te o que tenho de mais precioso? E não devo sentir-me satisfeita por ter feito o que fiz?..."

E aqui acho que já deverão estar mesmo, como eu, a chorar que nem marias madalenas, e a verdade é que, se até aqui, foi um puro exercício de estilo, um bocejo de escritor, como nós costumamos dizer, é agora necessário voltar à realidade, e a realidade é muito simples: como intelectual, detesto que me manipulem, e a questão das dívidas à Segurança Social de Passos Coelho não passa de mais uma manobra de diversão, num cenário que eu passo a explicar: neste momento, o governo da República, depois de anos de tormenta, entrou na reta final dos seus sinais de agonia. Do ponto de vista histórico, já cumpriu o seu papel, que foi fazer Portugal regredir décadas, destruir uma geração e arredores, mergulhar o país numa catalepsia económica, num pântano financeiro, e deixar à rédea solta todas as ilegalidades e violações sociais e constitucionais. 

Cumpre lembrar que, nesta situação, Passos Coelho não passa de um mero idiota a quem o frete foi encomendado, por quem, de direito, e na sombra, há muito, senão quase desde sempre, governa Portugal. Há gente para quem a palavra "Democracia" ainda faz tremer, e é a mesma gente que preferiria que a "evolução na continuidade" tivesse triunfado, e talvez nem fosse mau, como fez a España do então notável Juan Carlos. Quis a História que a coisa não fosse assim, e, enquanto soltavam as feras do enxovalho e da turbulência política e social, essas mesmas caras da sombra permitiram que o país profundo, o país do juízes que nunca mudaram, o velho sistema censório salazarista, permanecesse, basicamente intocável e intocado. Sempre que há uma manifestação dos descontentes dos amealhamentos de uma vida inteira, nós vemos aqueles inacreditáveis fácies, que foram fixados, desde Bosch, passando por Le Brun, e permaneceram, até Lombroso: aquelas são as verdadeiras caras de Portugal, as mesmas que aplaudiam nos autos de fé da Inquisição, as que queimaram a Passarola, as que ainda discutiam a Segunda Escolástica, no tempo de Descartes, as que votaram Cavaco e aplaudiram Carmona, as que sabem que Angola é nossa e até deles, exceto de quem deveria ser, os apreciadores do "Gatos Fedorentos", os metralhistas de todos os "Charlies Hebdo" que não temos, os fãs do Tony Carreira, da Mariza e do Zezé Castel Branco, enfim, tudo isto para dizer que essas mesmas mãos de sombra, que nos querem tornar em marionettes de outras marionettes, mais uma vez soltaram as feras, e transformaram o momento de desintegração e declínio da Nação numa espécie de novo circo, com imbecis atrás de imbecis, a comentar o Vazio, na impossibilidade de olhar para a vaga gigante que se está a avolumar sobre todos nós.

Olhar para a televisão e ouvir falar dos probleminhas de Passos Coelho é exatamente igual a estar a ver a "Casa dos Segredos" ou as longas horas dos anormais que comentam "Futebol": é a mão da manipulação a manipular, mais uma vez, todos os que pensavam que já não podiam ser manipulados mais, pois podem, e estão.

E, já que entramos na realidade, vamos mais fundo, por que a coisa se resume no modo em como a vou expor. Há um dado, no meu perfil existencial e de maturação intelectual que gosto de fazer sobressair e relembrar: sou dos raros Portugueses, ou talvez nem seja tão dos raros assim, que acha que, de tudo o que Cavaco fez, desde que nasceu até agora, nada se salva nem aproveita, e tudo foi nocivo para a Nação, e apenas aguardo, com o mesma ansiedade com que aguardaram aqueles que, noutro tempo, e noutras gerações, ouviram, um dia, dizer que Salazar tinha caído da cadeirinha, que Cavaco já não está entre nós, depois de 20 anos da mais infecta podridão política, sendo que os melhores anos das nossas vidas foram gangrenados pela mera existência dessa obsolescência política e histórica, que nos fez severamente crer que nunca poderíamos deixar de ser a Cauda da Europa.

Contrariamente ao que atrás disse, a repulsa por Cavaco não é só minha, mas transversal a muitos dos setores do pensamento e da orientação política portuguesa. Cavaco foi o indivíduo para quem a Democracia sempre foi, é e será, insuportável, já que representou uma pausa existencial, na sua ilusão de um salazarismo continuado, ad aeternum, a quem ele um dia estenderia a mão, e do qual seria um severo continuador. A História não o quis assim, e ele vinga-se na História e na História dos Portugueses. O dia da sua morte será um dia de libertação, mas  o dia da sua humilhação, por muito que isto possa parecer estranho aos que me leem é, verdadeiramente, o que subjaz aos devaneios das dívidas de Passos Coelho, que me interessam tanto como os broches feitos ao Clinton pela Lewinsky, pela simples razão que Passos Coelho nunca existiu, mas foi uma mera fachada frouxa, para que se instalassem, na cena portuguesa, os interesses que a Alcoforada de Vilar de Maçada ainda não tinha deixado penetrar.

A nossa questão fronteiriça, a da "raia", voltou a níveis de inquietação e instabilidade medievais, não sabemos quem somos, onde começamos, nem para onde vamos. Apenas sabemos que estamos, e continuamos, a ser empurrados para lá, e aqui entra o segundo monstro deste filme de terror, Pinto Balsemão, o homem cuja morte, como a de Cavaco, finalmente poderá ser o verdadeiro 25 de abril português. Até lá, estamos numa agonia de vinganças proteladas, de facas afiadas e mentiras. Toda esta gente, a de Bilderberg, sabe que é mortal, e não suporta a sua finitude, preferindo arrastar consigo o fim de todas as realidades, entre Nimrod e Palmyra, ou um belo holocausto atómico em Teherão. Não é por acaso que os melanomas inoperáveis das pálpebras de Pinto Balsemão se manifestam agora, e reveem, nas atrocidades dos ISIS, e dos seus vídeos de execução, rodados nos bastidores cinematográficos da Alemanha. Nem Riefenstahl faria melhor, e o filme continua, e vai continuar, até ao descalabro final.

Num momento em que o Napoleão de Goa não está senão preparado para o seu exílio antecipado, em Santa Helena, com a Alcoforado ainda a gritar, de Évora, pelo extermínio de quem a condenou, com os muitos galambas ávidos de decapitações antecipadas, e um eleitorado completamente desinteressado e apavorado com o que possa ser uma disputa entre um governo já morto, e em pura gestão, e um governo nado morto e sem qualquer possível sustentação, nesse momento, estamos a discutir o sexo dos anjos, enfim, está quem a isso se deixou levar.

Como Clinton, Passos Coelho apenas fez aquilo com que todos os Portugueses sonham e sonhavam poder ter feito. Teve apenas azar, por que os tempos mudaram, e ele foi apanhado com as calças na mão. Quanto à história, a história não é essa, é a história dos afiadores de facas longas, entre os quais me incluo, e estranhos são os tempos em que me vejo cercado dos aliados que mais execro, mas unidos num único propósito, o de que Cavaco Silva, essa neoplasia do tecido democrático, não obtenha a última lápide com que sonha, a de que se diga que, durante o seu ranço e a sua tetraplagia física e mental, foi o único período pós 25 de abril em que uma coligação cumpriu, até ao fim, o seu mandato. Como se pode imaginar, só o prazer de poder tirar ao degenerado neurológico esta derradeira, e premeditada, consolação, me põe os olhinhos a brilhar, e digo, vamos a isso, e se a Segurança Social for a coisa que faça cair o Governo, pois que caia, só para ver o desespero da Múmia de Boliqueime, mas isto sou apenas eu, um nefelibata do vazio da contemporaneidade: a realidade é infinitamente mais vasta, e afastada de qualquer laplacianismo sonhado, por que, caído Passos, nada garanta que não volte, e revigorado, ou substituído por aquela indiscritível massa de podridão que rodeou o nado morto António Costa. Como sempre, nem "Podemos", nem "Syrizas", nem coisa nenhuma encontramos para substituir este impasse, atafulhados nos Acidentes Eucarísticos, e na trama da Segunda Escolástica, ou talvez o vejamos, inesperadamente resolvido, com uma coligação imprevista, entre os Pastorinhos, o Cristiano Ronaldo e a Teresa Guilherme, como Ministro de Estado.

Uma coisa é certa: isto vai, como em Nimrod, acabar profundamente mal.



(Quarteto do colapso civilizacional, no "Arrebenta- SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

"SwissLeaks": desta vez vão todos :-)

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sábado, 18 de outubro de 2014
terça-feira, 1 de julho de 2014

Aguarda-se, a qualquer momento, a queda de Bagdad, para a proclamação do Califado Negro

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Paulo Macedo, da Opus Dei, agradece aos órgãos de Comunicação Social que retirem as notícias sobre o seu papel no genocídio da população portuguesa, pelo menos, até poder cumprir a decisão do Sr. Balsemão, em Bilderberg 2014, de o pôr na pasta da Finanças, a substituir a estúpida loura, de cabelo oleoso

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quinta-feira, 19 de junho de 2014

Bilderberg 2014, na forma das "rapidinhas" de um mundo cada vez mais estupidificado, para quem ISIS, Maddies, Ucrânias, MH 370 e abdicações españolas são só milagres da fé e causas naturais de um ensaio geral do pior que para aí vem




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Creio que só para os incautos as reuniões do Clube de Bilderberg ainda são entendidas como uns chás de amigos, e não como sinistros encontros, para decidir os figurinos de extermínio primavera/verão, dos anos em que ocorrem.

A novidade deste ano é que se tornaram menos discretos, abriram página, e tudo, e resolveram olear as coisas, para serem mais despachadinhas e terem efeitos mais rápidos.

Da Maddie, acho que nem vale a pena falar, porque já toda a gente percebeu que aquilo tresanda a satanismo e odor de cadáver, por tudo quanto é fresta. O Gonçalo Amaral já lhes começou a dar o tratamento devido, e devia convidar a Kate Healy para o "Bairro Alto", para ela experimentar a célebre bebida do "Pontapé na Cona", que entretanto já fechou, mas a Maddie também, embora as Sombras até a Scotland Yard tenham conseguido pôr em campo -- isso custa uma fortuna, não custa?... --, para chegarem a uma conclusão extraordinária: pesquisaram uns quintais, e como não encontraram cadáver, a Maddie estava viva!... O Aristóteles iria adorar incluir, no seu "Organon", este tipo de silogismo (?), e Santo Anselmo suspiraria, por saber que, em pleno século XXI, continuava a ter seguidores, e tem.

A seguir, vêm as coisas grotescas, um Goya do nosso século, com Juan Carlos, "El d'Elephantes", a ser discretamente substituído por um Felipe Cinco e Meio, de onde se augura que os Bourbons de España começaram com um Filipe e acabarão com outro. Acho-o uma figura para lá deste Mundo, uma espécie de Cristiano Ronaldo, sem lesões, mas empolado de vazios e vaidades, e casado com uma esferográfica, parideira de fendas com ovários, com ar de meninas do "Shinning", e que ainda não percebeu o virote que vai levar. Para os apreciadores de História, o Rey de España representa Castela, e a Rainha, Aragão, ou seja, a Monarquia é bicéfala, e em regime de paridade, e por mais constituições fanhosas que depois tenham feito, Sofia representa a longa linhagem da Casa da Dinamarca, e Letízia os cenários de uma televisão de segunda escolha. A escolha, portanto, mal Sofia se divorcie do vexame que foi a sua humilhação por Juan Carlos, chama-se Aragão, ou seja, Cataluña, o que anuncia um curioso divórcio, mas mais não digo. Fica para os próximos episódios.

A seguir, vêm as coisas piores, porque implicam execuções, genocídios e extermínios, dentro da lógica de Bilderberg. Os Neo Zelandeses resolveram pôr em livro, e o que virá sobre o ato de guerra que representou o MH 370 não agradará, nem na generalidade, nem na especialidade, a ninguém, embora talvez abra um pouquinho mais os olhos a quem costuma ver o solzinho a dançar, ou tenta ignorar que a Interpol está a desmentir estar a investigar o asco que é a COPA 2014, entre búzios e biliões.

A Ucrânia é outra etapa da tentativa de destruição da Zona Euro e do Espaço Económico Europeu. Foi para isso que Obama e Durão Barroso foram eleitos, e têm cumprido bem os seus papéis, sobretudo nesta fase final dos seus mandatos. Todavia, tenho uma vaga ideia de que vão falhar, e o primeiro voltará à sua condição inicial de escarumba hipócrita, e o segundo à de maoista não licenciado. Putin, pelo seu lado, já está a ser contornado, e ainda não percebeu bem, mas deixa-me calar a boca.

O pior dos problemas, na verdade, por que incontrolável, imprevisível e sem fronteiras ainda definidas, chama-se "ISIS", ou lá que nomes lhe foram dando, e começou por ser um ensaio de uma coisa que, como nascida da coxa de Zeus, "naturalmente" Bilderberg pôs a circular em tudo o que são televisões assalariadas, como se desde sempre lá tivesse estado. Assim, contada por alto e às criancinhas, eram uns bandoleiros que, em três dias, percorriam milhares de quilómetros, e conquistavam um país, sem que ninguém desse por nada, nem sequer os célebres satélites contadores de alfinetes da NSA. Vieram não se sabe de onde, já com nome e tudo, e conquistaram a Síria, o Iraque, e fizeram dos mauzões de Teherão uns possíveis aliados. Como se sabe, o negócio da venda de armas não tem senão uma regra, a de vender, e desde logo Ingleses e Americanos descobriram que podiam vender em novos mercados. Ao mesmo tempo, arranjaram-se uns excessos populacionais de Londres, da Holanda e de Madrid, para se irem lá alistar: livram-se deles com ligeireza, e não têm de descer à indignidade do canalha Passos Coelhos, de os "mandar emigrar".

A solução foi tão maquiavélica que nem a Maquiavel lembraria, e, em vez de andar a enviar e a trazer para casa riqueños, monhés e outras raças consideradas "inferiores" pelos Americanos, com uma perna, umas mãos ou uns olhos, a menos, o melhor, mesmo, era explorar as dissensões religiosas entre os próprios muçulmanos, e porem-se a matar-se uns aos outros, poupando os filhotes das mães gordas do Michigan. No fundo, é um ovo de Colombo, e nem está mal visto, uma jihad entre jiahdistas, que tornou o Irão respeitável, poupou mísseis a Israel, e pode estar a caminho de cortar o pior dos nós górdios da região, o célebre tratado de totós anglo-francês, que dividiu a região entre os Estados que tinham petróleo e os que não tinham. Como já escrevi, e é a posição (im)possivelmente oficial do Patriarca Siríaco de Antioquia, os Ingleses ficaram com o petróleo, e os Franceses com o resto, chamado Síria e Líbano, entre outros, para os que tinham o petróleo depois virem bombardear e destruir, e fazer com que esses países ficassem nas mãos do Banco Mundial, para pagarem durante décadas a destruição inflingida.

A coisa foi bem estudada, deve ter rasteirado o próprio Czar Putin, que vai acordar mal, e permitiu fazer a reentrada do velho Irão Persa, no xadrez dos "estados amigos". Brevemente a macaca de Washington apalpará, com carinho, o cu a alguma madame de algum harém de algum ayatolah conservador; os Curdos terão o seu país, retalhado nalguns desertos da Síria e do Iraque, e não haverá homens louros e de olhos azuis mortos no terreno, mas tão só uma drástica diminuição de excessos populacionais muslim, e um aumento muslim de multidões de cegos, amputado, castrados e extropiados.

Parece que, desta vez, o alvo é mesmo o cancro da região, a Arábia Saudita, pátria e banca do terrorismo internacional.

Talvez Bilderberg tenha decidido a queda da Casa de Saud, com a mesma ligeireza com que o dos elefantes abdicou, mas como isto é por episódios, iremos aguardar os próximos, com toda a certeza de que nada do que está a acontecer é o que nos querem fazer acreditar. Será que a Caaba Santíssima será destruída por uma nuvem de drones?... Será que Michele Obama irá para o harém do Emir do Qatar?... O que é certo é que vamos assistir à entrada em cena das poderosas armas informáticas, já ensaiadas no "acidente" do MH 370. Mas o que interessa isso, perante as penosas amarguras do Raul Meireles, das mais pura escumalha portuguesa, e os tiques de favela do Fábio Coentrão?...


(Quarteto da Fraude ISIS, Osiris e Hórus, santíssima tríada dos Illuminati, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
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quinta-feira, 13 de março de 2014
 
 

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