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segunda-feira, 24 de junho de 2019

"Fake News" - Sim, "The Braganza Mothers" já visitou o Armazém D, de Loures, onde estavam escondidos os tesouros artísticos (?) de Ricardo Salgado. Aquilo é mesmo muito mau, e é de chorar, só com paralelo nos Mirós (?) do BPN e nas sucatas Berardo. "Consta-se de que" se chegou a pensar em expor aquilo e editar um catálogo. Era para o prefácio da coleção que se chegou a pensar na Agustina, pois claro, mas nem isso foi em frente, por que quando a ideia surgiu, já ela estava para lá de Bagdad, naquela fase criativa pela qual também a Amália passou, quando começou a confundir Wagner com Alfredo Marceneiro. Querem um conselho?... Não visitem, peçam para aquilo tudo ir rapidamente para o BES "Mau", e esqueçam rapidamente, que há certos desgosto que o coração já não aguenta.... :-\

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terça-feira, 24 de outubro de 2017

Grandes êxitos do "The Braganza Mothers" (2009), a propósito da acusação da "Operação Marquês": “Como prometido, iniciamos a publicação das transcrições das escutas Armando Vara versus Sócrates, mandadas destruir pelo Pelos na Orelha do "Aventalinho"


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas




Imagem do KAOS




CD 3 – minuto 3, segundo 12 (Da série mandada queimar pelo Orelhas de Bode, do Supremo Tribunal de Justiça)


Zé – Olá, mano, tudo bem?... Viste o noticiário hoje?... A gaja da TVI tem de ser queimada, pá, é assim, não foi isto que combinámos no início, é todos os dias a mesma merda, os putos, na escola… pá… não podem estar a ouvir todos os dias o que dizem de mim…

Mano – A gaja tá protegida na TVI, mas aquela merda pode-se dar um toque à PRISA. Eu amanhã vou para Madrid, tenho lá um jantar com umas gajas… (silêncio) Pá, desculpa lá… (risos) se eu soubesse que tavas nessa onda até te convidava… (risos) São da Letónia, ou uma dessas merda desses países que inventaram agora… Pá… lindas… mandaram-me o catálogo, têm olhos que parecem aquelas pedras dos anéis..., lindas, bué, Zé..., lindas… águas marinhas, ou lá o que é, muitas vieram clandestinas para pagar a vida da mãe, que tá com cancro… foda-se, estes gajos das redes não respeitam nada, mas a casa é um espetáculo, nada daquelas porras onde eu ia com o Madaíl, em Vouzela, as gajas até cheiravam mal, estas é tudo limpinho, foda-se, boas como o caralho (silêncio)… Zé, eu já meti a língua em duas…

Zé – (silêncio)

Mano - … e volto domingo, deixei uns gajos cá, no gabinete, a aldrabar umas contas no BCP, segunda devo tar com uma ressaca, mas tenho de fingir que tive a tratar dos negócios, há uns gajos dos petróleos, que vieram de Paris, acho que vão lá estar, mas nem me tou pa chatear, pá, foda-se, o fim de semana é pra um gajo se esticar, mas é assim, Zé, se nas Russas estiver lá algum gajo da Prisa… não, com os paneleiros eu não vou negociar, isso depois podemos marcar uma reunião informal, em Queluz, mas eu posso dar o toque. Pessoalmente, também tou farto da gaja, parece uma boneca insuflável, antigamente, tinha a boca grande, agora tem tudo grande e a boca ainda maior, acho que tem mesmo de ser trocada…

Zé- Pronto, então é isso, eu aqui posso pressionar o Paes do Amaral…

Mano – (risos) Vais “pressionar” o Paes do Amaral???... (risos) Como é que tu vais pressionar o Paes do Amaral???... O gajo ainda é mais passivo do que tu, deixa-te de caralhos, eu vou falar diretamente com o Penedos, o gajo mexe-se bem na Holanda, no fundo, nunca deviam ter deixado essa merda da Endemol tomar conta disto tudo. Aquilo é bom para os “cámones”, o pessoal aqui gosta é de gajas com grandes cus e futebol. O problema vai ser que não pode ficar à vista… (silêncio) No “Casa Pia” eles não ficaram com nenhum cu de fora?... Parece que a gaja vendeu a casa no Alto do Restelo e népia de mais valias… Podíamos atacar pelo lado do Fisco, foda-se, sei lá, numa só de desmoralizar, como fazemos com o Portas...

Zé – Do Fisco não sei nada, e do “Casa Pia”… deixa ver, o Paulo ainda não veio da Roménia, está a acabar os contratos, para ver se aquilo passa rapidamente para os Franceses, que não quero o meu nome misturado nem com a "Lena" nem com a "Abrantina", vocês isso prometeram…

Mano – Tá prometido, tá cumprido… Sabes se o gajo se tem safado com os putos?...

Zé - Mano, tou mais preocupado com as fugas, a Cabrita já anda à perna, o Monteiro anda a fazer jogo duplo na Procuradoria e a gaja, qualquer dia, enturma com a outra…

Mano – Yeah, isso é mau… sim, isso é mau, tou farto dessas gajas da coca, a história começa aqui, amanhã já está o Balsemão a snifá-la, aquilo do “Expresso” e da “Sic” acho que está mesmo muito mau… (silêncio) Olha, já te chegou alguma sobre o Miguel ir para a “Sic”?...

Zé- Qual Miguel?...

Mano – Pá, o filho da outra, o que copia os livros…

Zé – Quais livros?... Há tantos a copiar livros

Mano – Pá, o dos comentários da TVI, ele não está feito com a da boca grande, mas se se vir entalado faz maioria… esse é daqueles que é tudo menos merdas, por causa da mãe…

Zé- Tá morta. Essa, ao menos, já foi, senão tínhamos de ir arrumá-la ao lado do Ferro…

Mano – Ou do Carrilho, na Unesco… olha, tinha sido mais fácil calá-lo assim. Agora, há um problema nisto tudo, é que eu preciso de fundos, para comprar algumas coisas, sabes como é, o pessoal anda todo um bocado enrascado com a crise, se tu chegares e puseres um saco de notas em cima da mesa, a conversa é sempre mais rápida…

Zé- Tens a faturas do Godinho, mas podemos usar o nome da REN, para sacar alguma coisa da fatia do BPN, ninguém nota, no meio do buraco... Mais logo, vou telefonar ao Zé, quando ele chegar de Bruxelas, aquilo ali está mesmo denso, parece que andam a queimar o nome do Blair, para depois avançar com o nome de um dos nossos, para a Presidência Europeia…

Mano – E então?...

Zé -… e então, pá, tivemos de negociar. O pessoal, aqui, cala-se, oficialmente, vamos com a Espanha, e aí avançamos com um nome dos nossos, parece que é um Belga, mas deixei ali o nome no bolso do outro casaco, não sei dizer-te quem é, mas é poderoso, daqueles que conseguiu bloquear o Caso Dutroux. Em contrapartida, os gajos fecham os olhos ao nosso deficit aí uns dois anos, pelo menos...

Mano – E isso do deficit está como?... Lá no banco falam de uma porrada de dinheiro…

Zé- Tá mau, mas a gente aguenta-se. A Loja deu ordens ao Vítor para agarrar os números, e só virem depois das eleições…

Mano – Mas tipo o quê?...

Zé – (silêncio) Pá, já passou os dois dígitos, mas isso não se pode saber, e também não interessa, que eu nessa altura já espero não estar cá. (silêncio) Agora que isto está mau… está, está muito mais do que se pensa...

Mano –E o que é que diz a Loja?... Tenho tido pouco tempo para ir lá, com isto das Russas…

Zé- Até agora estão a aguentar a coisa. A eleição do Obama calou os toscos, na América, e aqui vamos ver se conseguimos manter a calma até à próxima reunião de Bilderberg.

Mano – Já sabes onde é?...

Zé- O Aguiar Branco disse-me que pode ser na Sicília, mas já me chegou, por outras vias, que vai ser no Rio de Janeiro.

Mano – Boa!... Para ver se dividimos os gajos. E sempre vai dar para falar diretamente sobre o plutónio, com o Hugo.

Zé- … é… Isso é outra coisa que me anda a tirar o sono. Quando era uma de estarmos a fazer entrar a coca, ainda podíamos ter a “Air Luxor” e a as velhinhas de Arraiolos, agora, com o plutónio… É complicado, já pensámos em Marrocos, ou Cabo Verde, para depois vir via os voos de Angola. Depois mete-se nos camiões e é mais fácil, os gajos nem sabem que aquilo mata (risos)

Mano – E como está a conversa com Teerão?

Zé- Bastante boa. Se houver crise do petróleo, os gajos asseguram os stocks até 2015, mas precisamos de pôr lá 10 toneladas, senão nada feito…

Mano – 2015 é porreiro, pá… Achas que em 2015 já estamos outra vez com Maioria reforçada?

Zé- o Zé diz que sim. Está agora a montar uma empresa de sondagens…

Mano – Ah, ganda Magalhães, sempre a faturar (risos). E achas que é merda para se aguentar?...

Zé- Ele disse-me que é tudo baseado em escutas, portanto, não precisamos de amostragens, diz o gajo. Tem uma equipa que escreve o que o pessoal diz ao telefone, e ninguém vai mentir, ao telefone sobre onde vai votar… 0% de margem de erro!... (risos)

Mano – E o Corno de Belém, anda manso, ou com os tremeliques?...

Zé - Anda manso. Por aí está tudo controlado. Pelo menos, é o que tenho ouvido nas gravações. Parece que ainda pensa que é Presidente (risos)

(Fim da secção)


( Duo da Coxa no "Arrebenta-SOL", e no "The Braganza Mothers" )


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sábado, 21 de janeiro de 2017

Yes we can :-)

"O conjunto de provas reunido pelo Ministério Público contra Ricardo Salgado na Operação Marquês indicia que este pagou várias dezenas de milhões de euros em ‘luvas’, no período que vai de 2006 a 2011, para obter decisões favoráveis ao Grupo Espírito Santo no âmbito da participação na Portugal Telecom. Os beneficiários terão sido José Sócrates (21 milhões), Zeinal Bava (18,5 milhões) e outros administradores da PT"
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quarta-feira, 8 de junho de 2016

Diário do Marcelo - Ricardo Salgado confessa que dinheiro para o saco azul de Zeinal Abedin Mohamed Bava veio do BES. E foram muitos milhões, tirando ainda os outros que nós ficamos a pagar...

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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Prazo para os eleitores de Cavaco aceitarem a proposta do Novo Banco termina hoje

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

"The Braganza Mothers", no dia em que Ricardo Salgado resolveu pôr a boca no trombone e desbobinar a longa lista de escroques políticos com quem contou e contactou

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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Há um enorme silêncio em Portugal. Por que será?... Ah, sim, parece que Ricardo Salgado finalmente começou a falar :-)

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terça-feira, 15 de julho de 2014

Pequena fábula de um Espírito Banco, em forma de Caco Vaco Silva


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas




Imagem do "The Braganza Mothers"




Para mim, um leigo da Teoria da Comunicação, incapaz de escrever um texto, ou uma notícia interessante, faz-me impressão, sempre que me debruço sobre as metamorfoses de ovídio, ocorridas na grande parte dos órgãos de comunicação social. Antigamente, creio que antes de os gases da Flandres terem extinguido os ulmeiros na Europa, os órgãos de comunicação se organizavam assim: a primeira página, onde vinha o essencial do local e do global, a segunda, onde a coisa se diluía pelas vizinhanças, e por aí fora, passando pelos lugares da Serenela Andrade, até voltar a culminar numa pequena excentricidade de rodapé, geralmente confinada ao canto inferior direito da última página. Existia, claro, a secção de anúncios, o necrotério, a meteorologia, a zona reservada ao ténis, ao pólo e aos desportos urbanos, e até as declarações em ponto de honra, de cavalheiros mal casados, que não se responsabilizavam pelos atos praticados pelas suas indomáveis bocas da servidão.

Isto parece do Triássico, mas não foi há tanto tempo assim.

Houve, depois, um período, eventualmente o que o Futuro chamará Era da Gangrena, em que se coligou tudo o que existia de pior à face da Terra: um traste apostólico, que vinha das minas da Polónia; um ator de segunda ordem, Reagan, que os Americanos consideram ser o seu melhor presidente de sempre, o que diz muito sobre os Americanos e nada acrescenta a Reagan..., e a Cona de Ferro, uma sopeira, madrasta da SIDA, de baixíssimo nível, que resolveu acabar com o poder dos sindicatos britânicos, e lançar a especulação e a miséria globais, amparadas pela Senil de Calcutá. Surgiram, então os magnates da Comunicação, dois ou três filhos da puta, que iam inaugurar o novo paradigma, aquele em que uma ficção, acertadamente repetida no sítio adequado, acabava mesmo no "Diário da República", ou terminava em emenda constitucional. É posterior a isto a CNN, em que a coisa se tornou com mais... "glamour", e a Aljazeera, em que o Emir do Qatar se tornou naquilo que é: uma das sombras mais poderosas do Mundo.

Por cá, Cavaco fechava as minas, vendia a Agricultura, desmantelava a Construção Naval e as vias férreas, tornava Portugal numa fronteira de importação, e dava carta branca à ascensão da mediocridade absoluta, estado que se manteve, em piorado, até aos dias de hoje, onde, para chegarmos a uma notícia, temos de suportar uma hora de lixo futebolístico, e, garanto-vos, o sistema primeiro, estranhou-se, depois, entranhou-se, e há hoje uma multidão, que vai até ao horizonte, que pensa que a Realidade são as perninhas de senil do Cristiano Ronaldo, a barriga de aluguer dele, a mãe que o queria ter abortado -- soubesses, tu, senhora, o bem que tinhas feito ao Mundo... -- as férias de paneleiro, na Ilha de Mikonos, e a eterna Irina, que, como Penélope, foi transformada na ficção daquela que espera eternamente pelo seu macho, para, pelo menos uma vez na vida, ver o padeiro. Homero irina..., perdão, Homero iria adorar, embora, na minha ótica, ela devesse, de vez, mudar de padaria, mas isso seria desviar-me da linha deste texto.

A questão dos bancos, por que é essencial que abandonemos esta pequena viagem pelos últimos 30 anos, e nos centremos no âmago desta fábula, passa por ser fulcral que percebamos que o nome do carcinoma da sociedade atual se chama Capitalismo Selvagem, e é uma coisa praticada, com alguma diferença de temperos, entre Wall Street, a City, Cuba, o Dubai, Berlim, Moscovo, Luanda, Pyongiang, Tóquio, Singapura e Pequim, tudo ótimos destinos de férias para quem queira escravizar o seu igual...

Marx, que era um obsoleto, dividia o Mundo em Trabalho e Capital, mal suspeitando ele que viria um dia em que apenas haveria Capital y Capital, bons e maus bancos, ou, parafraseando um dos nossos maiores pensadores contemporâneos, Aníbal de Boliqueime, a Boa e a Má Moeda, ou, ainda, nas minhas palavras de quarta classado de tempos passados, a Péssima e a Inacreditável Moeda.


A Inacreditável Moeda tem algumas singularidades, todas elas arrepiantes: o seu zero, que é o de não existir fisicamente, mas apenas em alucinados e cintilantes dígitos de monitores; a primeira, a de que está em todo o lado; a segunda, que estando em todo o lado, está sempre, predominantemente, nas piores mãos; a terceira, que, para poder existir, tem de minar qualquer (ainda) moeda boa, e tudo o que seja o valor do Trabalho; a quarta, que o faz sempre sem qualquer piedade, desde o extermínio local ao extermínio em massa; a quinta, que já se tornou independente das ideologias e até das religiões; a sexta, que nunca é passível de ser utilizada em qualquer das coisas taxadas como valores, à luz dos antigos parâmetros da Cultura e do Iluminismo; a sétima, que é metastática e tenderá para absorver tudo à sua volta; a oitava, que o seu preço será uma guerra global, sem previsão nem localização.

Estas coisas, todas revistas e somadas, têm depois as suas versões locais: foram, até ontem, um branqueamento de capitais numa das mais gloriosas potências emergentes do Mundo, o Brasil, e pelas mãos de uma bruxa asquerosa, praticante de magia negra e de todo o tipo de prostituições do corpo e da alma, chamada Dilma Rousseff. Passou, e bem, a bola assinada pela sua mãozinha sapuda, para as mãos de Putin, um ex KGB ligado a um país onde, outrora, uma mafia ideológica cobria a mafia dos elos sociais, para agora ficar apenas a teia sinistra, que se estende por todo o lado. Dizem que até o Fidel gosta, e sempre gostou: o fumo dos charutos cria eternas amizades....

Em Portugal, a coisa é mais comezinha, ou nem sei se isso, por que, estando o Regime em agonia, a tal coligação apenas presa pelas chantagens dos passados e presentes sórdidos de Passos Coelho e Paulo Portas; a Oposição inexistente, na forma de um vampirismo do temos-de-despachar-isto-depressa-por-que-há-uma-matilha-privada-de-mama-desde-2011; o país a desintegrar-se por tudo o que é lado, com gente que é incapaz de perceber que a Dívida Pública aumentará até ao infinito, posto que, não existindo Economia, e havendo, por exemplo, um crescente número de desempregados, as verbas do Desemprego crescerão exponencialmente. Felizmente, e aqui volto a citar um dos nossos maiores pensadores da viragem do século, o filósofo Aníbal de Boliqueime, a solução para todos estes males "é esperar que morram", e até lágrimas se me soltam, de tanta sapiência, já que isso se estende à Função Pública e ao Setor Privado, aos Reformados, ao empregados e aos desempregados, aos licenciados e aos não licenciados, aos Doentes e aos Saudáveis, aos homens e às mulheres, enfim, a tudo o que bem quiserem e vos apetecer.

A outra singularidade do momento português é que essa transição entre a Péssima e a Inacreditável Moeda se faz através de "pontes vagais", que tanto podem dar no 10 de junho, como no Natal, como e onde quer que seja.

Nos últimos dias, assistimos a uma "crise vagal" que pode parecer incompreensível, mas é linearmente explicável, se percebermos que o tempo se está a esgotar. Tecnicamente, Cavaco Silva, um criminoso, conseguiu ultrassalarizar Portugal, por exemplo, dando rédea solta a uma coisa que o Vacão, e tinha razão, não queria cá, a Opus Dei, mas o Algarvio enfiou, por todas as portas, por exemplo, na forma do BCP. Quando a Maçonaria de Sócrates atacou o Millennium, ao mesmo tempo que o banco do Cavaquistão se desmoronava, com a cumplicidade de outro, ainda mais criminoso do que Cavaco, chamado Vítor Constâncio, de repente, as sombras pardas que tinham pago, por um preço incalculável, a eleição de Aníbal de Boliqueime para "Presidente" da República, viram-se sem bancos físicos, depois de terem percorrido o BPP, o Banif, aquela coisa sinistra do BPI, com o Santander e o Barclays a fugirem, ou a falirem, enfim, abreviando, o que estava mais a jeito era um banco de família, aliás, o último banco de família, que vinha do "Antigamente". Podia escrever outro texto sobre isso, mas não me apetece: desta vez, ainda mais do que no BPN, foi à descarada, enquanto o Marques "Magoo" Mendes piscava os olhos, por que os calendários eleitorais estão aí, e a situação portuguesa é tecnicamente explosiva. O fenómeno não é único: esta súbita "urgência" dos ratos do Costa Concordia deu em várias frentes, nos solavancos da dieta da Ana Drago, nos abutres que se empoleiraram nos ombros do António Costa (parece que até o Taveira ele conseguiu ressuscitar...) e os gajos do Cavaco, as sombras do Regime, os aflitos que sabem que isto pode mudar imprevistamente de rumo, e têm de arranjar rocha para a sua lapa.

Como se sabe, não há banqueiros santos, exceto o São Balaguer, e aquele Jean-Baptiste Franssu (um Francês chamar-se Franssu é de ir às lágrimas, se não fosse para arrepiar....), chegadinho à Opus Dei, para mostrar que a Santa Sé, na sua longa senda dos seus 2000 anos de contra a natureza, conseguiu agora algo de ainda mais extraordinário, que foi juntar a avidez dos Jesuítas com a fome canibal da "Obra". Nada de diferente seria de esperar de um delirante argentino, e, continuando, como não há banqueiros santos, nada melhor do que pôr as toupeiras sapadoras de informações secretas, para descobrir os podres de Ricardo Salgado, que devem ser muito parecidinhos com os podres de todos os outros da Banca.

O que assistimos foi a qualquer coisa de extraordinário, chapado como "natural", pelo órgãos de intoxicação social, e que foi a tomada de assalto de um banco privado familiar pelo abutres do passos-cavaquismo, que andavam desesperadamente à procura de pouso. O cenário, aliás, é o ideal, por que estando Cavaco Silva naquela permanente e irreversível levitação vagal, ficou, como nos formigueiros, na posição da rainha-mãe: já tem o cu tão gordo que está impossibilitado de se mexer, deixando todo o terreno livre para os obreiros cavaquistas. Na sua memória apagada, ele ainda sonha, enquanto a matilha age.

Este é o derradeiro sobressalto do Cavaquismo.

Eu adorava dar um pontapé nesse formigueiro e acabar já com o assunto e os protagonistas, mas muita gente acharia que eu estou a delirar, e, como se tornou natural, e a coisa até nos foi apresentada como... salvífica, e talvez até seja, poucos devem ter sido os que deram conta de que, com a pressa, o processo ficou todo à vista: foi como se tivessem subitamente aberto a luz num dos quartos escuros das saunas de Bruxelas, frequentados pelo Morais Sarmento, e toda a gente tivesse sido apanhada com "ele" todo entalado... O resultado é evidente, temos o BES-Nosferatu, e agora vão chover "figuras próximas de", para preencher todas as frestas ainda deixadas em aberto. Ah, como estamos em Portugal, também já foi escrito o livro, na Leya, claro -- como eu adorava saber improvisar um livro em cinco dias, mas essas coisas são para os grandes escritores, como o Miguel Sousa Tavares e a Inês Pedrosa... -- e espera-se que venha ainda o melhor, que é a Mariza a recitar passagens desse diário da sordidez, como os outros cantaram Boaventura Sousa Santos (!); A Pilar del Rio, com algum (novo) "inédito" do defunto, a fervilhar nas bordas, e talvez a Joana Vasconcellos a ser subsidiada pelo meu amigo Barreto Xavier, para fazer uma merda temática e caríssima sobre o assunto.

A minha esperança, no fundo, é ver rolar a cabeça do Zeinal Bava e do Granadeiro, mas acho que o que vem aí é ainda pior: para a "OI", por exemplo, creio que não há mensalões grátis, nem Telecoms que durem sempre.

Olhem, acho que não me apetece escrever mais, pode ser, ficam bem assim?...

Então, boas férias :-)




(Quarteto do escândalo a céu aberto, BES, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers") 

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sábado, 2 de fevereiro de 2013
 
 

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