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sexta-feira, 23 de março de 2018

Diário da prisão de Cristiano Ronaldo Aveiro dos Santos - Manuel Luís Goucha, da coisa grande e grossa, o tal que estreou José Sócrates, queixa-se de as audiências de "Secret History 7" estarem a cair dia após dia, e não é de estranhar, já que quando aquela merda era apresentada pela Teresa Guilherme, nua, desnuda, pelada, à poil & stark naked, toda a gente imediatamente via nos olhinhos dela qual o tipo de macho com que ela sonhava ser montada, e tudo assentava na cumplicidade montada entre ela, a voz, e o macho enjaulado, que já sabia que, para sair vencedor, tinha de montar a esgalgada que o toureava, as touradas sempre foram sim, e as chocas que eram colocadas dentro da casa eram só um pretexto e um disfarce para o clímax que vinha sempre depois, quando a Teresa Guilherme, nua, desnuda, pelada, à poil & stark naked, e a quatro, era montada pelo vencedor barbado, tatuado, e dava gritinhos de rebarbada, a fingir, com um currículo daqueles, que ainda sentia alguma coisa, não sentia, mas o público vibrava com este reality show, e isto é que era casa dos segredos, não esta espécie de politicamente correto do Goucha, que já está na fase de ser montado pelo negrão, mas quer que o público se fixe e fascine com duas bichas delambidas, de um chiado de subúrbio, que, em vez de se dedicarem a catar lá dentro o macho, passam o tempo a discutir o preço do Sonasol e o sabor dos pratos do Avillez, deixa-te estar, filho, continua assim, que vais longe, vais arranjar um buraco financeiro à TVI, e não vai ser muito longe, com um bocado de sorte, ainda ganhas um prolongamento, mas não muito grande, à data em que o mito Cristiano Ronaldo vai dentro, por obra e graça, ordem e mão, da Hacienda Espanõla

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sábado, 2 de abril de 2016

Daesh in the sky with diamonds



Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas




Dedicado ao soldado Alex Pushin, que nos devolveu as primeiras flores de Palmyra




Agora que o filme está a chegar ao fim, o Obamismo nada conseguiu produzir, exceto Donald Trump. É justo, por que a eleição de Obama sempre teve um programa de marasmo previsto, e Trump é uma forma de marasmo como qualquer outra, talvez com a diferença de que mais vale um Donald Trump do que o Obamismo ter parido coisa alguma, e arriscava-se agora a chegar ao fim, deixando-nos de mãos completamente vazias.

Semelhante ao Obamismo, só a deriva, rezam os livros de História, de Jimmy Carter, fraca figura, que, na segunda metade dos anos 70, deixou o Mundo à beira de cair nas mãos do Império Soviético: nunca Moscovo chegou tão longe, com a conquista da Indochina, a queda do Negus da Abissínia, uns grupelhos vermelhos a incendiarem a Península Ibérica (então, uma "geringonça" monopartidária, para quem se lembre...), uma Grécia à beira do soviete, uns acidentes pelas Caraíbas e o Afeganistão, finalmente, onde os porcos pós estalinistas se afundaram em miséria, como todos os invasores se tinham afundado, bem antes deles. Pior do que isto, só os solavancos maoístas e os gritos de perfeição do gueto albanês. Naquele tempo, se aquilo não era o fim, então, o que seria o fim, mas mais iria haver para ver.

Graças à Apple que a versão presente é mais iPhónica, e o preto americano é uma loa bem diferente da coisa sinistra que foi Ronald Reagan. Como diria Aristóteles, a velhice está para a juventude, tal como o crepúsculo está para a manhã, e assim estará Trump para Obama, como Reagan esteve para Carter. No final disto tudo, também há, e sempre houve, um títere Putin, com esse ou outro nome. Há quem lhe chame analogia, mas eu prefiro acreditar que é bem a voz de Spengler a falar da bela Decadência do Ocidente.

O Ocidente escolheu decair de formas diversas, e algumas delas inesperadas. Roma, quando soçobrou, transformou-se num subúrbio; o Ocidente preferiu acabar numa epopeia de suburbanos, gente gira, na ótica da Teresa Guilherme, gente fatal, na ótica dos poucos, que, como eu, estamos a viver a coisa na sua inevitável literalidade.

É inevitável que voltemos a Bilderberg e ao seu programa de "normalização" pela base. Com Bilderberg, apenas tenho um ponto de contacto e uma única coincidência, a de que o Mundo está superpovoado, e superpovoado por representantes da espécie cada vez mais desinteressantes e perigosos. Infelizmente, as religiões, que se apresentam sempre como tão sábias, foram sistematicamente incapazes de girar a chave do problema, através da enunciação de um simples "não procriarás"... De aqui deriva, embora não se ouse estabelecer a conexão, que a tão falada inevitabilidade de uma geração inteira a ir ter de viver pior do que geração que a antecedeu não é mais do que uma resposta dos programadores dos figurinos do Mundo a esta cultura do enxame multiplicado num mundo despovoado de recursos. Os sensores estão todos em sintonia, e há uma lógica do senso comum que realmente conflui numa conclusão inevitável, a de que a desenfreada multiplicação da espécie humana, uma das espécies mais tóxicas do planeta, é incompatível com uma igualdade de posse dos meios. Por outras palavras, chegamos à axiomática de que já não chegaria uma Terra inteira para produzir os bens do fascínio das grandes ilusões destas massas todas.

Mais interessante do que tal evidência é se terem tornado esquivos os corolários do anterior, já que, se as coisas não chegam para todos, então, a quem chegarão, e a resposta é extraordinária, posto que se não rege por um princípio do mais apto, mas pela lógica de Bilderberg, em que sobreviverão os piores, ou para dar rostos às coisas, sobreviverão os protagonistas e finalistas dos reality shows da, e vou repetir, Teresa Guilherme.

Como já deverão ter percebido, a Teresa Guilherme é aqui completamente irrelevante, já que ela não passa de uma espécie de Wally de todas as teresas guilhermes deste mundo. Ela não é mais do que um bodisatva de um budismo perverso e imprudente, que prega o desprezo por todas a regras do mundo e um salve-se quem puder assente nas volatilidades de um corpo com uma semivida de vinte anos, e dois ou três orgasmos falhados no chuveiro. Na realidade, esta insuficiência na posse plena de todos os recursos do planeta é espantosamente resolvida numa oval forma colombiana, do já que eles não podem ter tudo, e não podem desconfiar de que tudo já não é possível que esteja na posse de todos, então dêem-lhes o onírico às postas, simplesmente, invertendo a lógica do indispensável.

Esta gente foi filha de uma gente para quem a educação, o emprego, os cuidados de saúde, o estado social, as reformas e a estabilidade na velhice eram os pilares maiores de uma aventura da finitude. A grande aposta dos sabotadores do Mundo foi diminuir-lhes a esperança de vida, acenando com as glórias do êxito fácil, e os quinze minutos de fama do Wahrol, os quais foram esticados durante meses, a baixo custo, piores expectativas, e plena intoxicação da TVI: só tatuam os braços do cotovelo até às mãos aqueles que sabem que isso vai contra uma política de certos empregos e castas, e essa mimese é própria daqueles que subliminarmente já estão a ser preparados para a exclusão. Também a saúde não é importante, por que as doenças são problemas da velhice, e a velhice é um horizonte quimérico, uma coisa de que falam os avós, avós que nós nunca seremos, mas dos quais tanto continuamos a depender, durante os curtos anos da nossa sobrevivência.

Curiosamente, e por um princípio de entropia, este empobrecimento em massa repercutiu-se a montante, afetando a geração anterior, forçada a sustentar esta massa enorme de desempregados, de desapossados do teto próprio, e nos quais é sistematicamente necessário injetar os capitais que permitem os sinais efémeros de sobrevivência: a representação social das roupas, dos eventos musicais, das discotecas, e da troca, segundo a moda, dos tablets e smartphones, e a droga, necessária à permanente anestesia. É um interminável narcisismo, afundado no vazio, na virtualidade e no combustível das substâncias. Vales e és o tamanho do teu Facebook. Tudo o resto se tornou irrelevante, e não integra a cultura da deseducação. Desde que os pais paguem, os filhos podem concentrar-se na posse dos poucos objetos que os validam na vacuidade contemporânea. Na verdade, nós não quereremos imaginar o que vão ser os filhos destes filhos, criados no caos e na precariedade, mas acreditamos que já virão dotados de um princípio de amnésia, que os fará esquecer de que as coisas nem sempre foram assim. No final disto tudo, estará uma guerra, entre os que ainda têm e os que nunca tiveram, entre os que ainda se lembram e os que já não guardam memória, e, sobretudo, entre aqueles que vivem do não esquecimento e os que sabem que o registo da memória é um incidente letal. A violência começa no estádio, e estende-se até Palmyra. E é aqui que chegamos ao ponto essencial deste texto, já que nós viemos aqui para falar de guerra.

Sendo a História perigosa para estes sistemas, é fundamental que regridamos no tempo, e regressemos à memória, ou seja, ao ponto em que, historicamente, este cenário foi manipulado, para chegar à desagregação que preparava. Não voltaremos a falar das derivas neoliberais, por que são já do senso comum, mas importa recordar que esse é o big bang do colapso presente, ditado pela irracionalidade do salve-se quem puder, mesmo que, no final, ninguém se chegue a salvar. Esse é um dos cenários de Bilderberg, ditados pela lógica do extermínio, e nós vamos alegremente nessa direção.

O princípio do empobrecimento global, que entre nós teve muitos rostos, gera imparidades crescentes, já que a lógica do pântano não é sincrónica com o afundamento de todas as camadas da sociedade. O subúrbio da exclusão, com o seu princípio de reconquista dos centros abandonados, é uma das maiores glórias desta nova idade média: começou-se por caçar os picas e acaba-se a decapitar no teatro de Palmyra.

A falácia seguinte assenta na representação, e nos valores visuais da representação, já que a lógica do subúrbio tem heráldica, uniforme e ritos: ninguém, melhor do que o neoliberalismo, importou para os cânones do visual os estigmas do novo nomadismo: as mochilinhas, os capuchinhos, os óculos escuros, as barbas a despropósito, e a mais recente estética dos pés em forma de martelinhos de cordas de pianoforte, a emergirem na ponta das calcinhas lycradas e apertadas. De aqui aos fundamentalismos das madrassas de Kandhaar e de Fahti é um passo, e este cortejo dos falhados do Ocidente, que invadiram as nossas ruas e praças, nada mais é do que um generalizado cavalo de tróia do nosso colapso civilizacional. Só se espantarão os incautos de que os servos do aeroporto de Zaventem tenham celebrado os atentados de Paris. Toda a superpopulação gera violência. Faltava-lhes ainda o enquadramento religioso, e nisso os bilderbergers falharam, já que não bastou a "geringonça" de dois papas fundamentalistas e um totó para subverter séculos de aggiornamento e laicização. Porquanto todo o empenhamento fanático e a cruzada antierótica de Woytila e Ratzinger não foram suficientes para fazer o Ocidente empolgado atravessar o limiar da jihad. Esse teria sido o cenário de guerra ideal, em que um Ocidente fundamentalizado se apropriasse dos recursos das civilizações vizinhas. Mas, como a guerra era indispensável, foi necessário, encontrar um casulo mais radical, que, impossibilitado de se encostar aos fanatismos sionistas, encontrou bom porto nas derivas ortodoxas do Islão. O Islão não é senão uma segunda escolha de cenário, falhada a tentativa do fundamentalismo cristão. Para aqueles que dizem que o Daesh é um subproduto das políticas de relaxe do capitalismo selvagem tem de se fazer o reparo de que esta gangrenosa infiltração dos tecidos sociais por elementos estranhos e radioativos é, pelo contrário, fruto dos laxismos das culturas da integração e da mestiçagem, os piores flagelos das sociedades rendidas às "geringonças", que, no limite das suas necessidades de defesa, acordam nas formas estranhas dos donalds trumps destes mundos.

Esta é uma guerra que não assenta na posse de territórios, mas na uniformização do pensamento. O seu fim final é o colapso da Democracia e o fim da herança ateniense. Brevemente, que é o hoje já, todos teremos integrado os argumentos das correntes extremistas e totalitárias como postulados elementares das nossas mesas de café. Ao nosso lado, todos os que se sentarem e não partilharem do nosso pensamento estarão ao alcance da rapidez de autos de fé tecnológicos e literais, perpetrados pelos novos escravos do precário e dos 500 €, e imediatamente publicitados no Twitter e no Instagram.

Foi esta cultura nómada da mochilinha obsessiva que nos tornou invisível o bombista suicida do metro de Lisboa. Foi esta cara tapada pelos óculos, pela barba e pelo capuchinho, que tornou o nosso vizinho do lado vizinho do militante do Daesh, encarregado de se vir fazer explodir nas rotundas do Colombo e nos saldos do El Corte Inglês. É o puro triunfo da estupidez, replicado e assistido por milhões, nas cenários da ninfómana, Teresa Guilherme, que marca a irrelevância da educação, e que permite que se tenham dinamitado os templos de Palmyra, tal como se dinamitaram os Budas afegãos. Brevemente, não haverá livros, mas apenas estádios de futebol. Sabemos que o Sr. Balsemão, como muitos, gosta disto e aplaude. Talvez goste menos, quando chegar a vez de ser a sua cabeça decapitada a decorar a capa de alguma edição extraordinária do "Expresso"...


(Quarteto da esplendorosa Tadmor-Palmyra, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")



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quarta-feira, 15 de julho de 2015

"El Chapo", nu, desnudo, pelado, à poil e stark naked, já se tornou num sex symbol, e poderá, quando capturado, tornar-se num modelo da Hugo Boss. Antes isso do que andar na droga, não é?...

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segunda-feira, 13 de abril de 2015
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Bruxelas subitamente descobre que o Ministro das Finanças de Portugal é uma loura sebosa, ex docente do Polo de Setúbal da extinta Universidade Moderna ("uma coisa horrível, que metia droga, mulheres e armas..."), e cujos únicos atos que se conhecem foi ter desenvolvido a promiscuidade entre o Setor Público e o Privado, através dos Contratos "Swap", nos quais era especialista, e que, à pala dessa merda, arruinou o país inteiro, com a atenuante, e apenas essa, de que desde que a começámos a tratar aqui por "loura sebosa" passou a lavar o cabelo de vez em quando. Afora isso, continua com ar de mulher a dias do Bairro da Boavista

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Teresa Guilherme como campo subliminar de treino do "Estado" Islâmico


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas




Dedicado a Laura "Bouche", como prenda atrasada do seu Lauragenário, e memória do seu estatuto ímpar de única grande bicha portuguesa que andou à porrada com a Teresa Guilherme por causa de um macho, e perdeu. Fosse hoje em dia, e mais uma vez perderia...




Há um estado larvar da Semiótica que diz que os símbolos de inteligibilidade universal deverão ser de imediato acesso aos próprios iliteratos, o que, naquela dinâmica própria destes fenómenos, implica que aqueles que não conseguirem chegar lá com o intelecto, ou com a sensorialidade dos olhos, deverão, pelo menos, estar permeáveis ao seu impacto subliminar.

Como esgoto, a "cultura" contemporânea portuguesa, estrangulada entre saramagos, joanas vasconcelos, cristianos ronaldos, marizas, gatos fedorentos e juliões sarnentos necessita, pelo princípio do "panem et circenses" de poder alcançar todos os círculos do seu dantesco onanismo, sendo que os patamares mais baixos, por um princípio trismesgístico, deverão obter, na devida proporção, um grau de satisfação idêntico ao dos superiores. Chama-se a isto o socialismo do paupérrimo. Acontece, que na realidade, este postulado é falacioso, posto que a qualidade do engano e a miséria do produto é comensurável, em todos os estratos, acontecendo não ser isso o que move esse texto, pelo que apenas fica na forma de pista.

Teresa Guilherme tem algo de extraordinário, ao ponto de ter conseguido introduzir, no sacrossanto tripé salazarista, do Fado, Futebol e Fátima, uma nova premissa, na forma pleonástica de si mesma, o que, implicando aristotelicamente que duas coisas não podem ocupar simultaneamente o mesmo lugar no espaço, ela imerge numa certa indefinição quântica dos novos "quarks" desta merda, que, caleidoscopicamente, permitem que enunciemos Fátima, Futebol e Teresa Guilherme; Fado, Futebol e Teresa Guilherme, ou ainda Fátima, Teresa Guilherme e Fado. Num tom de piada para físicos, Teresa Guilherme está dotada de um spin próprio, obviamente fracionário, que, à la limite, permite que a declinemos como uma nova trindade, eventualmente a que mais me agrada, já que odeio Fátima, Futebol e o Fado me inspira pouco, como Teresa Guilherme, Teresa Guilherme e Teresa Guilherme, e aqui chegamos à confluência sociológica da coisa, que é o que realmente me levou a delinear esta farpa.

Platonicamente, o discípulo de Sócrates  -- salvo seja... -- pretendia que toda a nossa vivência sensorial não fosse mais do que uma reminiscência das coisas perfeitas, arquetipicamente armazenadas na Caverna. A trilogia, Teresa, Teresa, Teresa e Teresa Guilherme, como uma espécie de fusão sincrética da abjeção fletida por Fátima, Futebol e Fado, conseguiu, e é isso que é extraordinário, já que enformou todo o Cavaquistão, enquanto tempo passado, presente e futuro, e conseguiu que toda a nossa Caverna Platónica confluísse na "Casa dos Segredos", ou seja, tudo o que depois dela vivenciemos nada mais é do uma pálida sombra de todos os esplendores que ali se reúnem, reuniram e reunirão.

Para mim, um cético absoluto, totalmente indiferente às vicissitudes e oscilações do tempo presente, não deixa de ser extraordinário que toda a estrutura milenar, elegantemente geométrica, do "Timeu" e dos seus poliedros axiomáticos tenha sido imprevistamente substituída por uma prateleira de lêndeas, as quais a Demiurga, Teresa Guilherme, conseguiu sucessivamente fazer passar do Informe à Forma, e da Forma ao Sentido, conferindo-lhes um verdadeiro estatuto de Universais, se não, mesmo, de Transcendentais.

Pela lenga lenga teológica cristã, seria pressuposto que a Criação fosse feita à imagem e semelhança do Criador, o que conferiria uma dimensão de excecionalidade ao pequeno palco de marionettes, no qual ela se especializou. Na realidade, a própria estrutura topológica da Teresa Guilherme apresenta algumas particularidades e pontos de estabilidade que a tornam notável. Ao contrário daqueles célebres concursos de misses, que caíram em desuso, por todas as gajas se terem hoje tornado reles e galdérias, e onde imperava a aritmética das medidas do peito, da cintura e da anca -- a centimetragem da mulher-objeto... -- Teresa Guilherme, a Mulher Demiurgo é socialista, ou seja, ela consegue ser igual em todos os seus números e termos. Por outras palavras, syrizou. Para reencontramos tal cânone, teríamos de recuar ao Período Saíta, e aos sacerdotes cubos da XXVI Dinastia, onde a Sabedoria assentava nesse cânone monolítico, de dimensões idênticas.

Tornando a coisa ainda mais epifânica e teológica, a Teresa Guilherme é como a Jerusalém Celeste, igual em comprimento, largura e altura, o que faz dela, para além de uma referência do Dogma, uma potencial referência da Física, que só pecou por ter nascido dois séculos depois de Napoleão.

Na verdade, esta indistinção entre dimensões, com as mamas em fusão topológica com os ombros, as tetas, enquanto cu metafórico, o umbigo semanticamente confuso com os buracos procriativos e as narinas, o colo do fémur a articular simultaneamente com as cervicais e com o cóccix, e o esterno feito numa espécie de garrafa de klein clavicular, entre dobras, pregas, atalhos dérmicos e confusões epidérmicas, enfim, ce bouillon Guilherme, essa sopa de pedra da anatomia disforme, que faz dela um Witkin vivo, ou sonâmbulo, numa peluda, depilada e de cerdas frisadas, na verdade, este ser perfeito do Intelligent Design estaria pronto para representar o metro padrão, muito melhor do que aquela barra de irídio-platina, que pretendia incarnar a décima milionésima parte do quadrante de um meridiano terrestre, coisa pouca, para ela, muito mais habituada a medir o mundo em jardas de picha de Matosinhos, Gaia e Trofa, e outros recantos afins do rebotalho nacional, onde ela se espelha e identifica, e muito mais perto da versão seguinte do mesmo comprimento, desde então, equivalente a 1 metro, percorrido pela luz no vácuo, durante o intervalo de tempo correspondente a 1/299 792 458 segundo, o qual, posteriormente adotado, se posicionou, porventura, muito mais próximo do tempo médio que ela leva a aviar as jardas anteriores,
mas

lá vamos,
posto que ainda estou a perorar aqui sobre a métrica e a quântica, em que ela poderia ser infinitamente mais útil, uma espécie de -- outra vez -- protótipo de irídio-platina de peso equivalente a um litro de água, sendo que para ela, quilograma ou newton são coisas totalmente indistintas, posto que Newton lhe agrada muito mais, por se assemelhar a um daqueles nelsons tatuados que, à falta dos Judocas da Universidade de Braga, ela costuma seriar, para ocupar o antro da sua teia, e aqui vamos começar a falar a sério, por que o grave da coisa não está na sua possibilidade, univolúmica, e indistinta, de poder ser padrão, mas no poder de ter padronizado uma espécie de vazio social, cultural e de relações, que contaminou, distorceu, perverteu e gangrenou todas as possibilidades de uma geração, já de si, fortemente fragilizada, pelas más influências de Cavacos, Lourdes Rodrigues, Cratos, Poiares Maduros, Carrilhos e anomalias afins. Reduzida, pela Crise, aos arredores e subúrbios literais ou figurados do nosso tempo, assim como uma prodigiosa máquina de gestão do Vazio permitiu a confeção de uma fatura nula, como Cristiano Ronaldo, seria necessária toda uma parafrenália de modos de sucesso abaixo, impedindo esta massa bruta de investir diretamente pela brutalidade e transformar as nossas ruas em Donetsks generalizados.

A verdade é que num país inibido, pelas suas próprias insuficiências, de criar Valentinos, Boss ou Armanis, o padrão Teresa Guilherme, do vigorético disforme, tatuado, com um ninho de cuco rapado no alto da cabeça, como forma envolvente do meio neurónio interno, vingou, e os sucedâneos desse novo platonismo alastraram, quer na forma, quer no comportamento, por tudo o que é beco, subúrbio ou vão de ginásio. Tudo isso é irrelevante, uma vez na posse da chave do processo que se deve medir a duas velocidades, a primeiro, como defende Prigogine, que a gaja, num tempo indefinível, os acabará por aviar a todos, e, se não os aviar no ato, os aviará mesmo, nem que seja só em potência; o segundo, de impacto social alargado, que o modelo de vazio fabricado no seu Antro dos Segredos, num outro tempo, acabará por alastrar a todo o desvitalizado tecido social desta ruína nacional, substituindo qualquer diversidade pela uniformidade guilhérmica. O guilhermismo formal, não fosse Marcuse um pulha idêntico ao pulha Carrilho, teria aqui, por fim, uma hipóstase do Homem Unidimensional, ou no vernáculo guilhérmico, o Suburbano Unidimensional.

De novo, tudo isto seria irrelevante, se não fosse neste cadinho instável que o chamado "Estado" Islâmico, uma espécie de claque pinto da costista alargada, veio recrutar toda a espécie de facínoras, assassinos e marginais da contemporaneidade, e aqui teremos de relevar de outra métrica, de modo a tornar inteligível o paradigma, em toda a sua mediocridade que envolve as chamadas barbas de três dias. Teresa Guilherme é a autora sinalizada daquele disfarce perfeito com que o fundamentalista de cinto bomba um dia inesperadamente se fará explodir entre nós.

Na mundividência, na qual me não incluo, dos ginásios, da promiscuidade e da vigorexia crónica, as pelagens do queixo -- tal como as tatuagens passaram a ser as novas epifanias dos triângulos auschwitzianos daqueles que Bilderberg exterminará, na hora de ser pressionado o botão do extermínio -- também, repito, as barbas de três dias passaram a integrar uma semântica elementar do duche, em que o macho mostra que está recetivo, para se tornar no vas indebitum da luxúria do duchado do lado, ou, abandonando o refúgio latino, o macho que ali está a dar músculo à fêmea que transporta dentro de si, está finalmente preparado para soltar a Sombra de Grey de si mesmo, e entregar o seu ponto G ao estímulo do macho de barba de três dias mais perto de si.

Evidentemente, explicar isto à tribo de anormais com que diariamente nos cruzamos, e para quem a Casa dos Segredos se tornou no Arquétipo do Sucesso seria tarefa tão inglória e votada ao fracasso, como tentar discutir Relatividade com a Clara Pinto Correia ou o João Galamba, mas também isto, para vosso descanso, é aqui totalmente irrelevante, já que podemos fazer uma époché sobre o conteúdo, e apenas nos ater aos contornos da forma: acontece que esta tribo, multiplicada por mil, dos retardados de subúrbio, aos quais juntamos a moda das barbas de profeta, de quem sente a insegurança da virilidade a tal ponto que tem de exibir permanentemente uma pintelheira no focinho, se tornou numa espécie de cavalo de tróia dos maiores riscos da contemporaneidade. Na verdade, o hiato epistemológico entre cada um desses trastes, teresa guilhermados, e as fuças dos assassinos do ISIS é tendencialmente nula, o que mostra que o padrão introduzido pela ninfomaníaca da TVI se converteu insidiosamente no modo mais perverso de podermos ter, entre nós, e já permanentemente infiltrados, potenciais terroristas, prontos para perpetrar um qualquer atentado, sendo a sua inversa igualmente verdadeira, ou seja, não ser preciso qualquer arranjo, para os podermos exportar diretamente, em massa, de Mem Martins, da Trofa ou de Caxinas, com a cabeça cheia de carros transformados, pastilhas, repetências, super-dragões e rastejamentos de Fátima, para as montanhas sírias.

A coisa poderia esgotar-se aqui, e ficar pelo humor, mas, uma vez que o Ocidente está em guerra, contra uma das formas mais profundas de barbárie com que nos confrontámos, desde o Nazismo, e como se torna necessário aprender a responder, à maneira israelita do olho por olho, dente por dente -- única linguagem que esse lixo humano compreende -- talvez lhes devêssemos enviar, por cada novo refém decapitado por um suburbano espanhol, português, ou inglês, a imagem da hidra decapitada, a própria Teresa Guilherme, em si mesma, de pescoço cortado pelo Carlos -- o tal que "roça o suor" numa das suínas que por lá anda --, ou, talvez, para ser ainda mais mediático, entregar-lhe o pescoço sapudo à fúria fundamentalista do Fábio Poças.

Há nisto, talvez, um pequeno senão: como já nada a satisfaz, ainda corríamos o risco de que se viesse toda, e em público, como adora, a ser degolada em pleno horário nobre...



(Quarteto da Decadência do Ocidente, no "Arrebenta-SOL", no "Democracia em Portugal", no "Klandestino" e em "The Braganza Mothers")
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sábado, 20 de setembro de 2014

"Casa dos Segredos": há mais de 100 000 candidatos nus, desnudos, pelados, à poil & stark naked, a prostituir o corpo e a alma

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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Seleção sub 21, nua, pelada, à poil, nuda, desnuda, ننگے, 벌거벗은, 裸, عار, обнаженный, гол, го, khỏa, thân, γυμνός, çıplak, մերկ, çılpaq, оголений, biluzik, নগ্ন, hubad, noeth, עירום, შიშველი, નગ્ન, नग्न, naakt, meztelen, נאַקעט, nakinn, аголены, ನಗ್ನ, gol, го, nahý, toutouni, nag, నిర్మాణమైన, nøgen, gola, alasti, uchi, nudus, kails, nuogas, гол, telanjang, mikxufa, naken, เปลือยกายnagi, நிர்வாணமான & stark naked, obrigada a ganhar ao Azerbeijão, sob pena de ser lançada nas garras da Teresa Guilherme!...

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terça-feira, 8 de outubro de 2013

Bosão de Higgs, uma das fantasias mais elaboradas no nosso Neobarroco, recebe o Nobel da Física. Para o ano, serão as mamas da Teresa Guilherme

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terça-feira, 30 de abril de 2013

Bye, bye, Beatriz de Bilderberg

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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

"Emergência Social" recusa donativos da "Casa dos Segredos", porque acha que o dinheiro tem cheiro

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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Correio da Lola - "Sonhei com um jardim de vulvas... Acha que vou ser sobretaxada por isso?..."

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Querida Lola:

Sou espectadora atenta da "Casa dos Segredos", edição I, II, III, e até ao fim, se deus quiser: No outro dia, fiquei aterrorizada, porque a Sandra -- graças a deus que essa mulher já foi expulsa!... -- disse à Teresa Guilherme que tinha sonhado com um jardim de pilas coloridas, que se levantavam, quando ela passava... Meu rico menino jesus, Lola, eu sou lésbica não assumida, e como muitas mulheres, como eu, estou obrigada a estar casada com o meu Francisco José, e até já sou mãe de três filhos. A verdade é que fui tão impressionada para a cama, com o sonho da outra, que, depois de dar ao dedo, a pensar nela, sonhei com um campo de... ratas. Acha que o meu marido irá descobrir que sou fufa?...

Julieta de Sá Pires, Quinta do Conde

Querida Julieta:

É sempre bom encontrar mais uma mãe de Portugal que vê a "Casa dos Segredos". Aposto que até junta dois prazeres num só, e põe o som daquilo um pouco mais baixo, quando a Katia Guerreiro está a fingir cantar "Caro nome", ou a Mariza está naqueles sobressaltos de garganta que as cordas vocais não deixarão durar muito. Devia haver um estudo entre a taxa de incidência do sucesso das retornadas no nosso degenerado tecido cultural, e a mediocridade do produto final, mas isso são trocos, querida, comparados com a Teresa Guilherme, porque a Teresa Guilherme é uma espécie de Alfonso X da nossa Cultura, a mãe, avó, sei lá, a Lucy de todas as manifestações histriónicas deste povo. Há de tudo nela, desde o Cancioneiro da Ajuda até à Literatura de Cordel, passando pelos orgasmos da Amália com a Maluda, e pelos sonetos da Flor Spam Cadela, cheios de dor e de cio, naquelas noites em ela que vai ter de apresentar mais uma gala, cheia de "speeds", e meio anestesiada, para não se dobrar muito, não se lhe vá romper alguma costura. A verdade, querida, é que, como ela, poucas mulheres passam os tempos de camarim a serem comidas, horas, e horas, pela frente, e por detrás, por aqueles homens fantásticos, de 20 anos, que ela adora, e que vai desenterrar nos recantos mais sórdidos da nossa sociedade. Como sabe, um pouco de gel, um duche e uns adereços da Zara e da Springfield tornam qualquer degenerescência de bairro num Brad Pitt do pito dela... desde que não abram a boca, porque, quando abrem a boca, para além daqueles sotaques do axim, e "bem bisto", que fazem Chelas parecer a Royal Academy..., mas, mas... quem é que quer que os homens bons abram a boca, desde que nos montem, e não vão olhando para aquelas pregas dos anos que pesam?... No fundo, como foram todos estreados, em novos, por um tio, ou um padrinho, quando eles olham para um saco de celulite, conseguem sempre ver aquela barriga peluda e flácida que os montou, quando tinham oito anos, mesmo que seja numa cinquentona, como a nossa amada Teresa. Há um romantismo e um saudosismo renatosseabresco em cada um dos mancebos de Portugal, coisa que já vem do tempo da Dona Urraca, e que foi de Alcácer Quibir até Rikers Island, o sonho do jovem que cresceu, com saudades da picha velha que primeiro o montou, mas, olhe, querida, estou eu, para aqui, já perdida em metafísica, quando você, como fufa, o que mais deve estar a odiar é que eu lhe fale de homens, e vamos já ao seu sonho, filha, diz você que sonhou com um jardim de vulvas, amorosa, cá para mim, e não li a Interpretação dos Sonhos, de Freud, sonhar com um jardim de vulvas é equivalente a estar a sonhar com um campo de golfe, suponho que com os buracos todos, porta sim, porta sim, muito juntos. Faz-me lembrar uma vagina na pradaria, mas em versão varius multiplex multiformis. Mas... mas... como tudo hoje é economia, finança e usura, vou ter de a desenganar, e dizer-lhe o contrário do que, de certeza, lhe disse a bruxa da sua zona, a troca de um notinha de 50€: sonhar com vulvas não significa abundância de esfregas, no futuro, e não se veja já, num arranha céus, de Nova Iorque, durante a passagem do "Sandy", com aquelas galdérias todas, a descerem do 70º andar, pelas escadas de serviço, a correr, e você deitada no patamar, de cada vez que passava uma, você levantava o pescoço, e abocanhava-a, por debaixo das saias, querida, sonhar com buracos, nesta altura, só se forem orçamentais, foi Santo inácio de Loyola que lhe apareceu em sonhos e lhe está a dizer para se preparar para ficar como a Grécia, num par de meses. Pode ter um azar ainda maior, que é os militares decidirem internar o "Professor" Cavaco  Silva e os seus acólitos, e, a seguir, como o Gengis Khan, irem, de porta, em porta, usufruir do direito de terra conquistada, e violar todas as ratas que lhes aparecerem pela frente. Imagine-se, você, toda espojada no sofá, de perna aberta, a dar ao dedo a pensar na Teresa Guilherme, sim, querida, porque a verdadeira fufa não se masturba com as concorrentes, mas com a patroa, um animal de peso, difícil de satisfazer, e capaz de lhe dar a satisfação toda, mas... olhe, acho que me perdi... acho que ia nos militares... também não devia ser importante, porque amanhã, com a eleição do Obmamnrey, os verdadeiros valores da América Profunda vão vir ao de cima, e as mulheres como você, que adoram rata, vão ter de ser purgadas, e reintegradas na sociedade. Diz que tem três filhos?... Mulher, casada, e com três filhos?... É a fufa típica, portuguesa, com certeza!... Brevemente, a América vai dar ordens mundiais para que procrie mais, e vai ter de simular orgasmos, porque a Merkel, de Leste, traz um Plano Reich, para Portugal, para evitar que sejamos povoados por lusodescendentes de pretos, chineses, ciganos e monhés. Vai ver que tem a anca larga, e vai ser escolhida para nova parideira do Reich, destinada a povoar este quintal meridional, por muito pouco que goste de homens. Deixe estar, que, se calhar, só gosta um bocadinho menos do que as outras, que isso de apreciar o belo sexo é mesmo, e só, para as trabalhadoras de chicote, que cada vez mais se multiplicam nestas esquinas do Conde Redondo. Kisses, desta sempre sua.
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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

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