Damos-lhe um golpe certeiro sobre a mesa de pedra, uma a
uma. Não pode ser demasiado fundo, nem superficial. Já dentro de uma taça
grande, entontecemo-las de sal grosso.
A arte está na fogueira. Pedaços de madeira secos, pinhas
e caruma. Algumas horas depois quando tudo for cinza a escaldar, é que as
assamos neste quase pó. Pelo meio fica a noite de outono e aquele falar de
amigos de tudo e nada.
Nem está vento, mas chegou-me o estalar da casca das castanhas.









