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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Рождество



Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas


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domingo, 20 de dezembro de 2015

a estrela e o barco

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Com a chegada do equinócio o mar agitou-se e a maré alta lançou na areia toda a espécie de detritos, humanos ou não. Era uma vingança, um retorno, do que não fazendo parte dos oceanos regressava ao lugar de origem.
Zeferino não temia as ondas nem as tempestades, no entanto esperou que o tempo amainasse, que o quarto crescente arredondasse, que a vila adormecesse, que os cães se calassem, que as aves marinhas escondessem a pata direita entre as asas e partiu. Às vezes o coração pesava-lhe. Sentia-se distante das pessoas, indiferente às rodadas e aos votos, ao ruído das ruas. Mais valia o mar do seu avô, que o ensinara. As sacadas, as armações, as redes de emalhar, a arte cercadora ou traineira e agora já ninguém pesca assim. Nem ele. Perdera o seu barco antigo, quebrado entre as rochas e construíra um barco maior, mais seguro, mais veloz e depois desenhara outro e ainda um terceiro e passou aos peixes e aos seres reais e imaginários que povoam o mar e colava-os nas paredes das casas e nos muros das hortas e já não era Zeferino, o neto do pescador, mas Zeferino o sonhador.
Não tinha rota definida, desejava um mar chão e os cardumes de peixes prata a saltar e a mergulhar. Navegou algumas milhas em direção ao norte e logo ali, a baleia. Corpo longo e esguio, acinzentado e ele quase jurava que era a mesma em todas as viagens, aquela baleia comum que o reconhecia e que se fazia reconhecer. O coração de Zeferino perdeu dois gramas e a baleia cinzenta espadanou água por todos os lados. A baleia nadava e o barco seguia-a e quando avistaram ao longe os grandes blocos de gelo, desviaram a rota, pois não estava na sua natureza esse lugar gelado. Cruzaram-se com um veleiro que logo apitou, ali vai Zeferino e a sua baleia, nós regressamos a terra e ele não, nós buscamos a casa e o lume e ele é o vaga-lume do mar, adeus Zeferino. Depois o silêncio, a escuridão e nem o vento soprava. Não era possível identificar o mar e o firmamento e o breu profundo cobriu o homem, o barco, o leme e a baleia.
Zeferino aguardou, esperou, porque não tinha pressa ou urgência de chegar e ela surgiu, uma luz no céu, um cometa, um asteróide, uma estrela brilhante. Muitas outras a seguiram e pousaram no mastro mais alto e os peixes prata pratearam o mar de prata e o coração de Zeferino perdeu mais dois gramas e os seus ouvidos foram capazes de ouvir o canto inaudível das baleias. E Zeferino seguiu a rota das estrelas.
Em terra, foi visível a estrela e o barco e todos souberam que era Natal.


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sábado, 19 de dezembro de 2015

The Braganza Mothers entra em estado de Luzes de Natal

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quinta-feira, 12 de novembro de 2015
quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Uma celebração da Luz

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domingo, 21 de dezembro de 2014

um casaco com asas e muitos bolsos


Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas


Era uma vez um rapaz que gostava de bolsos. Grandes, pequenos, médios e assim-assim. Nos primeiros arrumava os cadernos da escola, nos segundos, as pedras redondas e as moedas, nos médios, os pacotes de leite com chocolate e nos assim-assim, tudo o que sendo invisível para os olhos da maioria das pessoas era importante para ele. Os pensamentos e os projetos por exemplo. Não se veem, mas são reais e o rapaz guardava-os para nunca se esquecer deles. Também era um rapaz com sorte. A mãe sabia costurar e ele acreditava que os seus dedos eram mágicos e que, se ele desejasse, poderia fazer-lhe um casaco com asas que lhe permitisse voar.


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domingo, 22 de dezembro de 2013

conto de natal


Nesse instante cansou-se das asas, o anjo. Pousou-as entre a chaminé e a segunda telha partida a contar do algeroz e deslizou parede abaixo. O gelo fez-lhe um rasgão nas calças mas ele não deu por isso, estonteado na liberdade de quem deixa um fardo na paragem do autocarro e segue a pé a cantarolar inocências. Atravessou a cidade, vagueou pelas ruas, entrou numa ou duas lojas, mas como não lhe faltava nada, nada desejou. Depois sentou-se num banco da avenida e certificou-se de que o céu era azul escuro e que as luzes brilhavam nas janelas.
- Andas aos caídos?
O anjo virou-se, sentado ao seu lado estava um rapaz muito pequeno com o nariz a pingar e uns ténis enormes a balouçar nos pés. Para dizer a verdade nem chegava a ser um rapaz, era mais um menino, enfezado e magrinho.
- Eu? Tu é que caíste aqui - disse o anjo - e como o ranho sempre o enojara, acrescentou – toma lá um lenço, assoa-te por favor.
- És um enjoado – respondeu o rapaz e pegando no lenço que o anjo lhe estendia, assoou-se ruidosamente.
- Sou um anjo – disse o anjo.
O rapaz olhou-o de soslaio, as calças rotas, dois buracos na camisola no lugar das asas e começou a rir, primeiro baixinho, a seguir elevou o tom, gargalhou, dobrou o riso.
- Se a minha mãe me visse agora, não ia acreditar- disse o rapaz.
- A minha também não – riu-se o anjo.
Um cheiro a bolo quente deu a volta às ruas e os estômagos do rapaz e do anjo roncaram de fome.
Visível no firmamento era a estrela cadente e o rapaz piscou os olhos de sono. O anjo descalçou-lhe os ténis, pegou-lhe ao colo, fez o caminho em sentido inverso, subiu aos telhados e entre a chaminé e a segunda telha partida encontrou as suas asas e nelas deitou o menino enfezado e magrinho.
Pela madrugada vieram os homens, as mulheres e as crianças daquela cidade e ofereceram uma agulha e uma linha ao anjo e uns sapatos novos ao rapaz, que era mais um menino.
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sábado, 21 de dezembro de 2013

Le Crabe-Soleil du Solstice d'Hiver

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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

. quase natal .

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É nesse instante o natal.
 
 
 
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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Viajantes infantis das estrelas

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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Solstício de Inverno, a Norte, Solstício de Verão, no Sul

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