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sábado, 2 de novembro de 2013

OE 2014 no dia em que todos os Santos se alhearam :-(

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
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domingo, 28 de abril de 2013

sem título


Gosto de atirar pedras ao charco, acordar as rãs. Somos parecidas, que eu desse conta, não possuímos cauda e respiramos através da pele. Escolho uma pedra arredondada, achatada, o peso ideal é uma coisa intuitiva para rodar pelo ar e à tona de água tocar uma, duas, três vezes. Até cinco, é o meu melhor. Os peixes fingem assustar-se, os mosquitos alados voam e as ditas rãs, saltam, os membros posteriores longos, flexíveis e aquele movimento, impulso, que as faz lançar para cima e para a frente.
É um jogo de aproximação afastamento. E ficamos por aí. Não me interessa a fisiologia, o chamamento, o ciclo de vida. Da primeira vez que dissequei uma rã, caí para o lado, o cheiro a éter, o coração a latejar e eu nauseada. Não se devem beijar sapos, raramente são príncipes. E no entanto há uma toxina latente em cada um de nós, uma língua pegajosa, um tímpano mal tapado.
A rã noturna usa a artimanha da máscara, da camuflagem, da viscosidade. É o seu mecanismo de ataque. Uma noite distrai-se, inocula-se com o seu próprio veneno, incha, arrebenta, implode.
E eu com as rãs a soltar juncos, a coaxar lagos.
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