3 de julho é uma data nefasta para "the Braganza Mothers": completam-se 8 anos, e inicia-se um nono, em que o nosso espaço inicial foi forçado a um encerramento brutal, mercê de uma intriga de serralho, com contornos para sempre mal explicados. Os ingredientes eram explosivos: inveja, cobardia, ressentimento, rancores acumulados, álcool, estimulantes, antidepressivos, páginas de encontros acedidas a partir de postos autárquicos, condenações de fações partidárias, sociedades secretas, maus caráteres, emocionalidades assimétricas, gente com a vida mal resolvida, desejos recalcados, paixões por fantasmas, e, sobretudo, muito suburbanismo e provincianismo, com total falta de humor, premeditação, má-fé, ambição, vingança e outras tantas coisas pouco, muito, ou nada shakespearianas. Num pequeno resumo, entre Savonarola e Dostoievsky, o pior do português, concentrado num único espaço blogosférico.
Desde 3 de julho de 2007, todos os membros iniciais de "The Braganza Mothers", os seguintes, os presentes e os futuros, todas as suas relações, familiares, afetivas, profissionais, postos de trabalho, páginas pessoais, associações, lugares de expressão foram vítimas de um cego processo de perseguição obsessiva, em todas as vertentes possíveis e inimagináveis: impersonificação, perseguição diurna e noturna, divulgação de dados pessoais, insultos, injúrias, ameaças, difamação, envio de falsos emails, falsos telefonemas, spam, scam, falsos perfis, perfis proposiitadamente construídos para o permanente assédio, cartas anónimas, queixas, denúncias, violações de caixas de correio eletrónico, apropriação de passwords, devassa da vida privada, coação, exposição de relações profissionais, perseguição de amigos, familiares e conhecidos, circulação incontrolada de boatos, agressão verbal, visual e ameaças físicas, tentativas sistemáticas de linchamento de caráter, de tudo isto tivemos um pouco, e muito.
São ligeiramente menos de 3000 noites de perseguição, ausentes de Sherazades, mas povoadas de monstros, insomnes e degradados, insaciáveis, obsessivos, impertinentes, rastejantes, capazes da exposição do mais degradante da natureza humana, da impiedade, do calculismo, da frieza, da total ausência do sentido da existência do outro.
Da Comunicação Social, aos livros, às polícias e ao Ministério Público, a saga do "Braganza Mothers" já fez história, dentro e fora de portas, continuando a aguardar justiça.










