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domingo, 5 de março de 2017

Lord Buddha

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sábado, 18 de fevereiro de 2017

Zealandia

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domingo, 27 de dezembro de 2015

Ilhéu Gago Coutinho (Ilhéu das Rolas)

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

. Siri Francisca Menezes Fonseca Pereira dos Santos Jardim .

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. aos três meses de idade . (no ano de dois mil e três) .




. e,,, no ano em que completa treze anos de vida .

. (nove de dezembro de dois mil e quinze) .

. muitos parabéns !!! . Siri Francisca .


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sábado, 21 de novembro de 2015

"Somos os autores do que há de melhor e do que há de pior."

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domingo, 18 de outubro de 2015

Buddha

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Devemos compreender que o corpo é impermanente como
um recipiente de argila
E que os fenómenos, como as miragens, são desprovidos
de realidade intrínseca.
Depois de destruirmos as perigosas armas do apego - que
são atraentes como as flores -
Poderemos mesmo ultrapassar as visões da morte.

Buddha


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domingo, 16 de agosto de 2015

. intemporal .

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domingo, 22 de março de 2015

. Luz .

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de repente mil sorrisos em redor de outros tantos
e os cheiros da terra dos dourados encantos
de repente o solstício a acrescentar quem desperta
e do estádio de alerta decorre a intensidade certa
da Luz sobre os mantos difusa a quebrar quebrantos
quantos somos somos quantos profanos e santos
em demanda da sorte entre asceses e cantos


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sábado, 21 de março de 2015

. thailand .

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. thailand . forever .


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sábado, 14 de março de 2015

. shanghai mansion .

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. (bangkok) .

porque o romance tem uma fragrância textual .


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sábado, 7 de fevereiro de 2015

. um momento . intemporal .

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domingo, 21 de dezembro de 2014

Um bom presságio - O Ano da Luz

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Arte Luminosa


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sábado, 6 de dezembro de 2014

. dentro


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do poema .


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sábado, 29 de novembro de 2014

. sexto .


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. intemporal .


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domingo, 13 de abril de 2014

nem sempre solitários, outras sim

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Agora podemos ir. Duas ou três inutilidades num saco fundo, uma toalha, uma maçã, é quanto basta. Aquilo de que precisamos raramente nos faz falta.
Deles não nos esquecemos. Virados para o rio, a espelhar amarelos solares. As ninfas chegam mais tarde, já nós partimos com as luas cheias da primavera.
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domingo, 2 de fevereiro de 2014

o tigre e o rapaz

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Iam à pesca aos domingos. O tigre sentava-se na margem do rio, cruzava as patas dianteiras e esperava. O rapaz dizia-lhe, chiu, não faças barulho e o tigre não dizia nada porque já estava calado. A cana de pesca era tosca e a linha prendia-se nas pedras e nas plantas aquáticas e seguia o curso do rio, autonomizava-se, esquecia-se do seu destino alinhado aos peixes e aos camarões. A cana ficava só. Então o rapaz saltava para o dorso do tigre, enrolava os braços no seu pescoço e partiam os dois à pesca sem linha. Silenciosos, vagarosos, quase invisíveis e de repente uma patada certeira atordoava as presas e o tigre e o rapaz riam como doidos e não capturavam nenhum. 
Quando se cansavam, regressavam à margem, faziam uma fogueira e assavam pedaços de coco e de batata-doce. Afinal nenhum deles gostava de peixe.  
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domingo, 23 de junho de 2013

o trema do homem-pássaro

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Construo os poemas no ponto mais alto da minha cabeça, como o cantor coloca a voz esquecendo a garganta e o peito. Depois vou cortando palavras, raramente acrescento, a frugalidade imperfeita.
O homem viaja de pé na carruagem apinhada de gente. Ninguém o ouviu, mas ele não parece importar-se grande coisa. E continua: às vezes desejaria mudar tudo em mim, a roupa, o cabelo, como um pássaro que muda de penas, alterar a rota desta carruagem, desarticulá-la, desmembrá-la. Escrever o impossível.
Foi neste momento que sentiu qualquer coisa na parte detrás da boca, entre a língua e o palato, salivou, engasgou-se, deixou cair uma vogal na palma da mão. Sentiu-se outro.
Quando saiu do comboio era pássaro e tinha um trema no alto da cabeça.
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domingo, 2 de junho de 2013

29º hemisfério norte

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O café deve ser forte, arábica para aguentar, o açúcar mascavado e o limão acabado de apanhar. Debaixo de um jacto de água da torneira, lava-se bem para tirar a caca dos pássaros e as teias de aranha, pega-se numa faca afiada e na tábua da cozinha cortam-se rodelas finas e milimetricamente semelhantes. O gelo laminado. Não interessa como. Pode sair de um frigorífico moderno que nos entrega a água já gelada, capaz de catalogar as caixas de congelação, de as identificar sem misturar a base da sopa de cenoura com a carne à bolonhesa. Alguns também são ecológicos, poupam energia e possuem várias memórias de conversação consoante sejam invadidos pelas crianças em busca de sumos ou pelo avô que guarda a garrafa do whisky de malte escondida na gaveta dos legumes. Os mais educados são caros, mas agradecem sempre que fechamos a porta com o pé e esta bate sem que o consigamos controlar. Na falta deste modelo, serve um martelo e um saco de plástico resistente. Neste caso o gelo não sairá laminado, mas lascado, que é aquela forma como às vezes nos sentimos ainda o verão mal começou.
O movimento de bater no gelo não é isento de perigos e os dedos mais frágeis são o anelar e o mindinho seu vizinho, com quem gostamos de partilhar o limoeiro, mais propriamente aquele que nos rouba os limões.
O segredo está na proporção talentosa dos elementos, o café, a água gelada, o açúcar, o gelo, as rodelas de limão. Mistura-se com uma vareta num jarro de vidro azulado translúcido para brigar com o amarelo branco preto limão.
Bebe-se pausadamente ou só de um trago e o sabor será igual.
Entre o factual e o imaginado a luz refrata-se no jarro de vidro azulado e o pássaro da tarde já cantou.
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domingo, 26 de maio de 2013

conto longo feito de partículas

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A voracidade das lagartas é atroz. Se é folha, tornam-se folha, se é fruto transfiguram-se em polpa e cor. Avançam em visco e rastejo mas se pisadas são ranho.
O senhor da sapataria perguntava, quer a caixa ou um saco? A mãe dizia, saco, eu respondia, caixa, para os bichos da seda. As amoreiras já eram árvores em vias de extinção. Andávamos quilómetros até à quinta dos gafanhotos, puxávamos a corda e o sino tocava. Descansávamos então sentados na berma da estrada, porque o caseiro era coxo e levava muito tempo para chegar da horta ao portão. O seu nome era Serafim, mas as pessoas diziam, Serafim o coxo. Hoje diríamos o senhor Serafim, o que tem um defeito numa perna. Não gostaríamos mais dele do que então gostávamos, seríamos apenas mais corretos. A correção pode ser também um enorme defeito, porque sendo falsa, é só por si uma imperfeição. A mim chamavam-me espirra-canivetes por ser alta e magra, o que é incorreto, pois esta expressão significa uma pessoa irritadiça, nervosa, coisa que nunca fui. As poucas vezes que andei à bulha fi-lo de uma forma perfeitamente calma, fria e distante. Bati para defender alguém e quando me batiam, caía sempre, porque tinha peso a menos.
A mais leve pesa zero vírgula três gramas e a mais veloz pode percorrer mil e quinhentos quilómetros no sentido sul-norte e passar desapercebida. As mais coloridas são diurnas, sofrem o stresse da competição, têm de ser as melhores, as mais belas, as únicas. As noturnas pacificam-se, dispensam o brilhantismo das cores, atraem-se, desenvolvem os outros sentidos e assim se perpetuam.
Serafim deixava-nos subir às amoreiras e apanhar apenas as folhas maiores. As mais tenras e pequenas tinham de ser protegidas para atingirem a maturidade. Depois dos sacos cheios, o ritual repetia-se, Serafim chamava-nos para debaixo da latada e colocava sobre a mesa de madeira um enorme melão. Com a sua faca afiada cortava as pontas, em redondo, a seguir abria-o no sentido do comprimento, retirava as sementes para um balde de lata e dividia connosco as fatias sumarentas. O sumo doce, ligeiramente picante, escorria-nos pelo queixo e matava a sede e a fome de merendar. Lanchar era a fala das cidades, onde jamais se encontrariam melões ligeiramente picantes e alaranjados.
As asas são formadas por escamas. Seriam dorso de peixe, barbatana. A longevidade de um ser mede-se pela intensidade da sua vida e um mês pode ser eterno. A Monarca vive nove meses, quatro fases de vida e só se alimenta em duas delas.
A pele dos bichos-da-seda era suave e macia. Devorar era o seu objetivo e a sua cegueira confundia-me. O cheiro a cartão da caixa misturava-se com o cheiro das folhas de amoreira, dos ovos, dos casulos, das borboletas a acasalar. Nauseava-me. Andei quilómetros, subi à amoreira e larguei os bichos e as folhas e a caixa dos sapatos.
Um dia somos as partículas de deus.
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domingo, 5 de maio de 2013

domingo sim

Reconheci-te. Só podias ser meu. Foi o dia mais bonito da minha vida. Está quieto, não mexas aí. Desanda. Estarei sempre a teu lado. Dá-me um abraço. Foste tu, és sempre tu.
Vai correr tudo bem amanhã. Não tenhas medo. Não permito que te batam. Estás aqui, estás apanhar. Arruma o quarto, faz a cama. Vives numa pocilga. Orgulho-me de ti. Como é que podes vestir essas calças, pareces um tonto. Baixa o som. Estás tão bonito hoje.
Detesto-te. Estragaste a tua vida. Fiz tudo por ti. Desiludes-me. Não tens culpa. Perdoo-te. Não vales nada.
Acredito no que dizes. Espera um pouco, quero ver-te dobrar a esquina. Acenar-te. Desaparece, estou farta. És o melhor filho do mundo. Fazes-me falta.
Vem comigo, hoje é dia de histórias e de mitos, somos parecidos tu e eu. O amor é uma contradição.


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