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terça-feira, 8 de outubro de 2013

"The Braganza Mothers", no dia em que Rui Machete foi mais uma vez mentir ao Parlamento, mas como quem mente uma vez mente todas, who cares?... :-)

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quinta-feira, 13 de junho de 2013

O Grande Bluff dum Pulha

A página do Cavaco no Facebook utiliza um filtro que encobre os comentários contra por escolha manual. Eles aparecem apenas para o autor desde que ele tenha feito o login no Facebook.

Por exemplo, colocou um comentário onde menciona verdades inquestionáveis, com ou sem referência a um artigo ou semelhante, publicado num jornal ou televisão, que prove factualmente o modo desastroso e cheio de consequências funestas para o país como ele se comportou ou comporta, o seu partidarismo ou qualquer outro caso idêntico que tire o verniz daquela chaga nacional. Alguém a seu mando aplica o dito filtro e o comentário continua lá mas invisível para todos à excepção o autor, desde que este tenha feito o login.

O porquê é elementar. O autor continua convencido de que o seu comentário se encontra à vista de todos, mas afinal é como se tivesse sido apagado, pois que só ele o vê. É como ter escrito algo e queimá-lo logo de seguida, mas ficando convencido que foi publicado em todo o mundo. Um desabafo do género do lobo nos desenhos animados do Tex Avery da década de 1950. O comentador é gozado até mais não poder.

Há duas maneiras muito simples de verificar o que aconteceu ao seu comentário.

Para uma delas, primeiro coloque um comentário do género realmente indesejável para o Cavaco. Não com insinuações tolas nem termos menos dignos, mas que contenha verdades incontestáveis, como o que ele fez aos fundos de coesão europeus, um link para o vídeo ao fundo deste artigo ou outro do género. Volte à página dentro de algum tempo, talvez uma ou duas horas, menos ou mais, dependendo da azáfama do operador do tal filtro em Belém. O seu comentário continua lá. Agora log out do Facebook e volte à página: o seu comentário desapareceu. Faça de novo log in e lá está ele! Pode também pedir a um amigo para ver o seu comentário e contar-lhe o resultado. Não tem nenhum «gosto», claro, que ninguém mais o viu nem verá.

Outra maneira simples que lhe permite avaliar o número de comentários que foram maliciosamente filtrados e escondidos. Ao chegar à página do Cavaco, olhe para o seu último post e leia quantos comentários contém, clicando no link Ver xxx comentários, entre o post e os comentários, para os expandir. Conte-os. Não se aflija se lhe parecerem muitos, que verá que será rápido e fácil: falta uma quantidade enorme que corresponde ao número de comentários filtrados apenas visíveis para os autores. A certa altura, no post da sua mensagem do 10 de Junho, listava 216 comentários, mas após desdobrar a lista completa só apareciam 34. Os restantes estavam eclipsados e só eram visíveis por quem os escreveu ao fazer log in. É obra!

Todos os comentários favoráveis são visíveis, até mesmo os contra que contenham palavreado parvo, oco ou inócuo.

Tudo isto é tão visível e elementar que nem merece aprofundar qualquer investigação nem procurar justificações. Este semi-bloqueamento é permanente, ou seja, o comentador continua a poder inserir comentários, mas só para si. É um bluff do presidente que se enquadra perfeitamente na falsidade da sua personalidade e no seu modo de governar que reconhecemos de quando foi primeiro-ministro, em que, entre outros sucessos, chegou a enganar a nação inteira, ao impingir a ilusão de riqueza súbita com o esbanjamento dos fundos de coesão europeus para conseguir votos e ser reeleito.

Como classifica esta acção aliada ao seu comportamento e discursos? Pode-se pegar num dicionário e copiar todos os sinónimos de impostor, aldrabão, vigarista, etc., tudo o que se quiser, mas nenhum deles chega para classificar um tal traidor, um nojento filho da puta da mais baixa estirpe a ocupar e a desonrar a mais alta e nobre magistratura de qualquer nação com truques de baixeza. É aquele em quem votaram. Portanto, que os que o fizeram jamais se queixem, porque o voto não significa democracia nem controla nada nem ninguém e deixa toda a liberdade a qualquer reles canalha, como se vê.

Há que compreender que votar não define uma democracia e afirmá-lo para convencer é mentir, e em Portugal devia saber-se melhor que em qualquer outro país, pois que se votava durante a maior parte do tempo do Estado Novo. É evidente que o voto de per si nem é imprescindível a uma democracia nem a justifica. Essencial e básico é a colaboração e participação de facto do povo, assim como o exercício do seu controlo sobre os governantes, os quais poderão ser escolhidos de qualquer outra forma.

Democracia consiste naquilo que se lê em qualquer dicionário e mais nada; o resto é lavadura para porcos – aquilo que os políticos todos nos têm dado desde a Abrilada, de que se apoderaram. Oligarquia é o estado de uma nação em que a preponderância de alguma família dispõe do governo. Os partidos são perfeitamente assimiláveis a esta definição, por demais que sem controlo são constituídos em famílias mafiosas de associações de malfeitores. A recordar que não existe nenhuma democracia em que os políticos e governantes não sejam submetidos a qualquer tipo de controlo. Foi assim em Atenas, a cidade-estado fundadora da democracia. A mais antiga democracia dos tempos modernos assim funciona também desde a sua fundação, em 1291, na Suíça, e é a isso que se deve tanto a sua existência como a recusa do povo à adesão à União Europeia.

Os políticos e os governantes são tão humanos quanto aqueles que os elegem e administram; seria profundamente estúpido acreditá-los como imunes aos pecados comuns dos outros humanos. Sem controlo não pode haver democracia. Em Portugal nunca houve democracia, mas apenas logro dos políticos para poderem roubar à vontade e impunemente e se alguém acredita que vão largar a galinha dos ovos de ouro a bem ou sem os forçarem ainda é mais estúpido.

Para ajudar a fazer uma ideia do panorama actual e do fumo da podridão intoxicante que paira sobre Belém, transformada numa casa de porcos, e se estende sobre o país, veja o vídeo do comentário da jornalista Constança Cunha e Sá, que segundo parece não está a ser paga para encobrir corruptos, ladrões nem traidores:

«O Presidente da República fugiu do país».
















Apêndice

Alguns se perguntarão pela razão da falta de publicação de artigos pelo autor. É bem simples. Tudo o que havia para dizer sobre o estado do país já foi dito e agora temos um facto novo. Tudo doi dito, tanto sobre aquilo a que se assiste como sobre o que há-de vir. Antes havia uma possível escolha de caminhos a seguir que podiam ser discutidos; agora não há, que a desgraça está instalada. Está tudo publicado e quem tiver dúvidas sobre o futuro pode ir acompanhando e verificando. As justificações estão lá. Ser incrédulo é ser cego e neste caso paga-se em sofrimento.

O pior está ainda para chegar, mas a preparação já foi feita. Não é polémica, mas consumação. Os ditos «investimentos» estrangeiros garantem a miséria futura para décadas. Chamavam caixeiro viajante ao Sócrates, e era justo porque andava de porta em porta a tentar impingir os miseráveis produtos nacionais devido à impreparação pelo extravio dos fundos de coesão que a isso se deveriam ter destinado. Foi um péssimo primeiro-ministro devido à sua arrogância, mas agora temos muito pior dum sonso que parece dócil e que chegou ao governo por encobrimento do seu cadastro pelos responsáveis da desinformação. Desinformação a tal ponto que em Portugal nem se sabe bem como funciona uma democracia.

Não havia em quem votar? Pois não, com este regime seria uma excepção e se não se quiser mudar assim continuará para bem da canalha. Há uma constituição e legislação feitas à medida e conveniência duma elite de salteadores. Agora, em lugar de caixeiros viajantes temos os liquidadores da nação a viajar à procura de sanguessugas para extorquirem os lucros do que cá investirem a troco de salários miseráveis. Sai o dinheiro e fica a miséria. Não é preciso ser adivinho e qualquer um pode discorrer. Basta usar a própria cabeça em lugar de beber as ideias das cloacas de mentira que nos põem à boca.

Só há uma solução, como ficou acima. Greves, demonstrações, cantarolas parvas e outras tretas só servem para perpetuar o mal e a razão dos queixumes. Nos países mais democráticos as greves são raras e na Suíça até foram terminantemente proibidas durante uma eternidade. Se não aceitam acordos civilizados obriga-se a uma mudança de regime a fim de que os acordos se possam alcançar. Os interesses também não podem ser apenas daqueles que reclamam, pisando indiscriminadamente os dos outros, mas no interesse comum do país e aí é também o povo no seu conjunto que deve ter a última palavra.

Este e outros artigos também nos blogs do autor (1 e 2).
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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

"Tu não me filmas a cara, ouviste?...", que eu não tenho nada a ver com isto!...

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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Salário do Mexia continua a ser superior ao do falecido Steve Jobs, e poderá sofrer ligeiro aumento, em 2013, para compensar perdas da inflação

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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Vítor Gaspar elogia "civismo" dos Portugueses que está a espoliar, para proteger o núcleo da Corja. Sexta, ainda vai elogiar mais, acreditem... :-)

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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Intelectualmente... não

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Por razões que são conhecidas, não frequento a escrita de Maria Velho da Costa, mas o teor deste texto não se prende com a sua obra literária, mas com a pessoa pública, que, queiramos, ou não, poderemos reler, como eco, e ressonância, da pessoa privada. O nosso tempo é demasiado exemplar, no mau sentido, na confusão entre todos esses planos, mas isso também é um sinal da era, e não é o fulcro desta breve.

A pessoa pública de Maria Velha da Costa, a única que conheço, teve, relembro, em tempos que não são do meu tempo, uma postura de rotura com um regime que não prestava.
Há um momento para os intelectuais dizerem... não, e Maria Velho da Costa, uma das três marias, disse-o, ao decadente salazarismo caetanista. Depois, entrou naquele limbo em que, mais coisa, menos coisa, mergulharam todos os prosadores portugueses do pós 25 de abril: um jorrar de livros que, em nada, contribuirá para o Esplendor da Língua. Esse, é porém, o espaço da obra, que é aqui irrelevante, como disse, já que a pessoa pública de Maria Teresa Horta, corajosamente, hoje, voltou a dizer... não.

Entre os dois "nãos" alinhavam-se, todavia, uma miríade de efemérides, das quais se destacam todas, e muitos, excessivos, intervenientes, numa primeira hermenêutica, separados pela barreira dos que disseram... não, e daqueles que disseram... sim.

Tomando como exemplo da segunda categoria os inaptos Vasco da Graça Moura, Nuno Crato, e Francisco José Viegas, temos epifanias de gente que sempre dirá entre "sim", "sim, sim", "sim, sim, sim", e mesmo, nos casos mais miseráveis, um, à maneira antiga, "sim, sim... sr. doutor". Não vou especificar de quem falo, porque o molde é tão maleável que encaixa perfeitamente em muitos mais figurinos do que os que trouxe para a ribalta. Para eles, é irrelevante uma coluna de jornal, uma direção do "Taguspark" e um poiso ministerial, logo a seguir. Às vezes, até dizem "sim"... pela ordem inversa, e para a obtenção do mais baixo.

O horizonte destes "sins" é sempre o barómetro do topo da base, aquele horizonte limitado que rege as suas estátuas interiores, e estes nem serão os piores, porque há os "sins" crónicos, os "nãos", que, de facto, são permanentes "sins", como Manuel Alegre e Saramago, e, mesmo os "sins", antes de haver "Sim", como Agustina Bessa Luis, esse quisto da Língua Portuguesa, de quem o defunto Viegas, e muito bem, dizia que "já era fascista antes de haver Fascismo", e era, e é.

No extremo oposto, há os que, intelectualmente, dizem... não. Tomando um exemplo externo, Sartre, ao recusar o Nobel, estava a atribuir uma mortal valorização negativa ao galardão. O intelectual interventor é aquele que dá brilho aos prémios, não o contrário, assim como, e exemplarmente, Sartre não se posicionava politicamente, independentemente das crises ideológicas, e clubismos, pelos quais passasse. A sua posição era paradigmática: "não sou eu que tenho de seguir os políticos, são os políticos que, mais tarde ou mais cedo, terão de integrar as minhas palavras". E assim se fez.

Num horizonte cultural miserável, como o português, onde os pequenos figurantes saltam de clube em clube, de loja em loja, de seita em seita, para alcançaram o limitado patamar do seu topo da base, o "sim" impera, e é tão generalizado que acabamos por nem dele nos apercebermos, mas está, como sabem , por toda a parte.

Eu fui criado na cultura do "não", e, consequentemente, venho aqui pretar homenagem a esse gesto do "não", de Maria Velho da Costa, que hoje se reveste de particular simbolismo, nestes momentos finais do Regime. A figura mais elevado deste "não, uma cultura da resistência passiva à mediocridade, é, sem dúvida, Herberto Hélder, cuja produção literária, ao contrário da de Maria Velho da Costa, já marcou a nossa Língua, tal como a sua pessoa pública, no persistente "não", se demarcou das limitadas varandas da portugalidade. Um tempo virá em que a sua pessoa privada será relida, em funções deste duplo "não", do público e da pessoa literária.

O que há de mais complexo no gesto de Maria Velho da Costa, está, todavia, numa fronteira da degenerescência de que dificilmente nos damos conta, mas que exemplifica ter havido quarenta e tal mil candidatos ao Ensino Superior, e o dobro à sintomática "Casa dos Segredos", espaço de divertimento que espelha, não só pela figura e comportamentos da sua mentora, como pelos patamares dos que nela contracenam, a "Atualidade".

Passámos do muito mau para o péssimo, e creio que as pessoas privada, e pública, de Maria Velho da Costa estarão a sentir uma coisa muito próxima daquilo que eu próprio sinto, a reboque da síndroma da madalena, de Proust: num tempo, ela disse "não", a uma coisa que não prestava, para num pavoroso momento de espanto, perceber agora que tem de voltar a dizer "não", numa sequela temporal de uma coisa indescritivelmente pior.

Apesar de, e por que, aqui ficam as minhas felicitações literárias, e os parabéns da pessoa, cidadã, e da pessoa pública,  que, com ela, totalmente, se solidarizam.
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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Maria de Boliqueime prepara o seu cartaz, para o linchamento do marido, sexta feira, 21 de setembro

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Correio da Lola - "15 de setembro?... Conde Redondo?... meu deus..."

Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas

Querida Lola:

15 de setembro, foi a primeira manifestação a que fui, na minha vida, aliás, a segunda, quando os Portugueses saíram todos para a rua, para apoiar as vitórias do Dr. Salazar, no Ultramar, que saudades, era eu menina, agora, valha-me deus, agora, ando agarrada a esta muleta, mas não quis deixar de vir para a rua para cuidar da vidinha dos meus netos. Neste momento, estou com 145 € de reforma, e na pastelaria lá do bairro, puseram-me uma bandeirinha do Benfica na mão, e disseram-me, "vais para a rua, e vais ver que és logo aumentada em 20 €!..." Ora, eu vim para a rua, mas fiquei sem saber quando é que vou receber o aumento...

Alzira Rebelo, Regueirão dos Anjos

Querida Alzira:

Compreendo a sua angústia, em redor desses 20 €. Com a quebra do poder de compra dos Portugueses, a vida está a ficar um horror, se bem que se saiba, que, como toda a gente, eles, primeiro, cortam nos supérfluos, e só depois é que chegarão ao essencial, o sexo, que, isola, isola, isola, espero que nunca sofra nenhuma austeridade, nem haja aqui uma Troika, a apertar-nos o silicone das mamas, que bem bastam aqueles sádicos que só se conseguem vir, a morder-nos os bicos. Eu sei que a querida Alzira teve um percurso exemplar, apoiou o maior português de sempre, quando ele precisava de apoio; chorou, com as palavras santas do Dr. Caetano, e deve ter vindo, no dia seguinte ao 24 de abril, chamar-lhe "ladrão", na praça; deve ter estado ao lado do saudoso Marechal Spínola, quando as maiorias silenciosas vieram para a rua; deve ter tido alguns desvarios marxistas estalinisto maoístas, quando o Dr. Durão Barroso fazia um curso de "aptos", em cima das mesas que mandou roubar, da Reitoria, e, às tantas, até foi apalpada por outro revolucionário da altura, o Pacheco Pereira; esteve 6 meses de luto, quando os traficantes de armas deitaram ao chão a sucata em que o Adelino Amaro da Costa e o Sá Carneiro planavam, a seguir, deve ter-se tornado soarista, como toda a gente, e assistiu, com alegria, à entrega dos retalhos do Império Colonial aos impérios coloniais nossos vizinhos; votou Cavaco Silva, nas duas maiorias que tornaram Portugal, de cauda das regiões espanholas, em Cauda da Europa; ainda votou nele para Presidente, quando a Maçonaria conseguiu empurrar o seu candidato, Jorge Sampaio, e foi sempre por aí fora, guterrista, apoiante dos lindos olhos do "Cherne", uma Socratista de gema, embora o coração lhe tenha oscilado entre Vilar de Maçada e o charme inconfundível de Santana Lopes, e trouxe, sempre, sempre, como com Salazar, Aníbal no coração, que é o lugar onde ele, realmente, deve estar. Aposto que até tenta vestir-se como a Cavaca Velha, embora, com o preço das chitas, me pareça que só consiga fazer saias até ao refego da boca da servidão... Acha Passos Coelho um homem lindo, e continua a repetir que Portas, depois de Freitas do Amaral, em que também votou, são os homens que melhor falam em Portugal. Se saiu para a rua, ontem, foi para apoiar o Benfica, e por 20 €, já que, quando vai a Fátima, a excursão, do grupo, até costuma ser mais barata. Pela parte que me toca, só lamento que as manifestações de homens bons sejam sempre convocadas para os locais mais estapafúrdios, quando eles deviam era vir manifestar-se para o Conde Redondo, contra as desdentadas celulíticas, e de bigode, com quem estão casados, para apreciarem a nossa chichinha rija e os nossos biquinhos empinados, isto, já para não falar da "surpresa debaixo da saia", que eles tanto adoram. Querida, eventualmente, até está a pensar que estou a responder-lhe ao lado, mas não estou: isto serve tanto para si, como para muitos dos milhões de Portugueses que fizeram o seu percurso. Esmeraram-se na sementeira, têm agora uma colheita à altura. Quanto aos 20€, se vierem, aproveite, e adira a uma Campanha da "Meo", protagonizada pelos "Gatos Fedorentos", essa aberração da escatologia "humorística" portuguesa, a quem tanta falta faz uma goyescada do 3 de maio, como a todas as caras do Polvo nacional. Não haveria Campo Pequeno que chegasse, mas, siga o meu conselho: 20€, e aderir à "Meo", sobretudo agora, que a Teresa Guilherme voltou, depois de ter posto os dinheiros todos na megalópolis de São Paulo. Já reparou como ela está diferente?... Mais gorda, mais vaca e mais velha. Enfiaram-na dentro de umas cintas cor de rosa, para parecer um paio de Barrancos, ou seja, para que a amadora se convertesse na coisa amada, como cantava o Poeta. Finalmente, ela conseguiu que aquela bateria de plásticas, que fez, a pusesse com o ar da idade que, de facto, tem, o que não é para todas. Agarre no comando, aumento o som, e sente-se, religiosamente, no país de Fátima, Futebol e Teresa Guilherme, a olhar para a televisão, e vai ver que todos os seus males vão desaparecer, miraculosamente, talvez o solzinho dance, entre os "spots" publicitários, e ainda terá um bónus de Cultura, já que aquele concurso, começando por putas, e acabando numa puta, ainda maior -- se quiser pormenores, telefone à Laura "Bouche" -- é a prova provada de que a Terra, realmente é redonda. Kisses.
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sábado, 15 de setembro de 2012

15 de setembro: Maria Cavaco Silva recebe delegação de manifestantes, que queriam linchar o marido

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A Anulação da Dívida Pública Portuguesa Permanece a Questão Central

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Portugal, o país da bandeira de croché, de Maria Cavaco Silva

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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

O Desastre da Líbia Pós-Ghaddafi e o Filme Anti-Islão

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terça-feira, 10 de julho de 2012

Relvas e os Médicos

A partir de agora, a todos os que tenham exercido a profissão de médico por mais de X anos sem terem frequentado os cursos vão ser dados diplomas, admitidos na Ordem dos Médicos e terão equivalência aos médicos formados, mesmo que tenham passado o tempo do curso a colar cartazes. É a adopção tácita e generalizada das Novas Oportunidades. Justifica plenamente o que em toda a Europa se crê da competência e dos cursos nacionais em que nem os médicos nem os dentistas podem exercer nos países mais avançados.

Novo diploma das universidades nacionais: Doutor em Vigarice.

Adenda
A vigarice é muito maior e mais antiga. É só reparar na data e compará-la com o que o vigarista-mor nacional.
É o exemplo da corja de ladrões e vigaristas que governam Portugal e que nos roubam sem direito por conservarem e aumentarem os seus ganhos. Só roubam aqueles que menos têm. Forca com eles.
Imagem da Internet

Este e outros artigos também nos blogs do autor (1 e 2).
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sábado, 7 de julho de 2012

A Escumalha Política
Para Lembrança dos Amnésicos

Transcrição integral de dois artigo de Fernanda Câncio no Diário de Notícias. Para memória de fanáticos partidários, desmiolados e outros amnésicos e traidores que continuam a aprovar a corrupção porque é o seu partido. São estes e os jornaleiros coniventes que enganam a população os verdadeiros culpados do estado a que o pais chegou devido ao seu suporte incondicional. Tudo se poderia resumir numa curta frase: Os bandos de cabrões que nos governam e nos desinformam.


Indecência Certificada

6-7-2012 — Ao contrário do que nos dizem os clássicos infantis, não há em regra moral na história. É assim que podemos assistir, boquiabertos - como anteontem - a um Santana Lopes, na TVI24, a perorar, a propósito do curso de Relvas, sobre deverem ser os políticos julgados pelos seus atos em funções e não por episódios do seu percurso privado (cito de memória), sem que algum dos presentes, de Constança Cunha e Sá a Assis e Rosas, pigarreasse sequer. Que o homem que nas legislativas de 2005 fez insinuações explícitas sobre a orientação sexual do adversário e exigiu a audição do depois primeiro-ministro no Parlamento sobre a respetiva licenciatura possa, sem lhe cair tudo em cima, afetar lições de fineza e elevação é bem elucidativo, não apenas da sua comprovada desvergonha, como da amnésia amoral da audiência.

De vez em quando, porém, a realidade faz-se fábula de La Fontaine. E vemos então alguém como Miguel Relvas, que em abril de 2009 afirmou "se fosse parente do engenheiro Sócrates escondia que era parente dele", acrescentando "depois de ganhar as eleições todos os dias quero que a minha filha tenha orgulho" a, numa audiência parlamentar do caso das secretas, três anos depois, lamentar--se, olhos e voz tremeluzentes, pelo "muito que custa" e "o tão injusto é" ser julgado na praça pública, concluindo: "Todo o cidadão tem direito ao bom nome; [...] tenho família, tenho amigos, tenho uma posição na sociedade..."

Tem Miguel Relvas toda a razão: todo o cidadão tem direito ao bom nome. Até ele, que o negou a outros. Curioso que só se dê disso conta quando é à sua porta que as acusações e insinuações batem, depois de tudo ter feito, como tantos "notáveis" do seu partido, de Santana a Ferreira Leite, de Marques Mendes a Menezes, de Pacheco Pereira a Passos, para que a doença do ad hominismo infetasse o combate político, banalizando as considerações sobre "o carácter", o percurso académico e até a família dos adversários.

Estamos a falar do partido cujo líder Marques Mendes pediu, em 2007, uma comissão independente para investigar a licenciatura de Sócrates (o qual, recorde-se, fez cinco anos de Engenharia em universidades públicas); que exigiu uma audição da ministra Lurdes Rodrigues para explicar a suspensão de um funcionário por supostamente ter feito uma piada insultuosa sobre o diploma do então PM, considerando, a priori, estar ante "uma atitude intimidatória, persecutória e opressora dos mais elementares direitos, liberdades e garantias." Um partido, enfim, especializado na calúnia, no insulto e na perseguição pessoal, cujo grupo parlamentar rejubila com menções "a licenciados de domingo" ou "discursos encomendados em cafés de Paris".

Num tal partido, a revelação da licenciatura "Novas Oportunidades" (ah, a suprema ironia - "certificação da ignorância", não era, senhor primeiro-ministro?) de Relvas deveria ter o efeito de uma bomba de tinta negra - tudo com a cara pintada de preto. Isto, claro, se face houvesse.


Nojo Permanente

29-6-2006 — Ao contrário de tanta gente que no passado recente acendeu tochas à menção da palavra "assessor" e agora ou está calada ou até, imagine-se, integra a assessoria de um ministério, acho que se trata de um trabalho como outro qualquer. E não alinho no culto de uma pretensa "pureza" dos jornalistas. Mas enquanto o jornalismo for, pelo menos formalmente, uma profissão com regras, convém que as regras façam sentido e sejam, pelo menos no mínimo, respeitadas.

Já aqui exprimi a minha estupefação com o facto de o Estatuto de Jornalista permitir a manutenção de carteira profissional a alguém que redige propaganda para uma publicação partidária. Um redator do Avante! ou do Ação Socialista não se distingue em nada (se distinção há é para pior) de um assessor de imprensa; no entanto, o Estatuto permite ao primeiro manter a carteira e ao segundo exige que a "entregue". Não faz sentido. Num e noutro caso estamos perante atividades em que se "vende" uma versão conveniente, não raro falsa, sem qualquer cuidado pela verificação factual e pela diversificação de fontes: a negação do jornalismo, portanto.

Esta injustiça relativa praticada pela lei com os assessores é compensada, porém, com o facto de a entrega da carteira profissional ser reversível. Ou seja: um jornalista pode durante uns tempos ser funcionário político e depois, quando lhe aprouver (ou quando o governo muda) regressar - de imediato - às redações. Num país em que se tende a exigir períodos de nojo cada vez mais alargados a ex-governantes, fazendo escândalo se algum surge, mesmo 10 anos depois, numa empresa remotamente ligada à área que tutelava (e mesmo quando não há ligação), o silêncio sobre a transumância entre redações e gabinetes ministeriais não pode deixar de ser encarado como um tabu corporativo e uma debilidade dos media.

Se há quem não se choque com a ideia da revelação forçada das relações privadas de jornalistas e considere mesmo que a existência de uma mera relação pessoal com um político os coloca sob suspeita insanável, como perceber que ninguém pareça preocupar-se com a identificação de autores de notícias como ex-assessores de imprensa ou adjuntos deste ou daquele ministro? Não terá o público "o direito de saber" que uma dada peça noticiosa foi assinada por quem ainda há uns meses estava na dependência hierárquica de um desses grandes malandros, os políticos?

A questão talvez se coloque ainda com mais acuidade ao contrário. De cada vez que um jornalista é nomeado por um governo, não deveremos olhar para toda a sua produção anterior à luz desse facto? E se o cargo em causa não tiver a mais remota relação com as suas competências curriculares, não é nosso dever, para além de confrontar um governo que garantiu a "total transparência" e "o fim dos boys", certificar que, doravante, se há pessoas com especial vocação para o spin partidário, este seja concretizado em panfletos ou gabinetes de comunicação e não em pretensas notícias?
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domingo, 1 de julho de 2012

Falsidade e Oportunismo

É a norma de comportamento inserida pelo marketing das oligarquias para nos convencerem de continuarmos a votar neles. Sem a aprovação dos desmiolados masoquistas não lhes seria possível às associações de criminosos revezar-se na governação a fim de poderem continuar a roubar impunemente.

Roubar impunemente é uma expressão um pouco desadequada, visto que para além do roubo ligeiramente escondido por ser admitido, há abusos de gravidade não inferior. Nestes, inclui-se um número sem fim de privilégios que negam a existência básica de igualdade, negando assim a existência da democracia. Os exemplos mais conhecidos são escarnecerem o povo, roubando parte das remunerações das pensões dos reformados sem que toquem nas suas reformas douradas. Roubarem os ditos subsídios (que não o são) de férias e de Natal (parte integrante dos ordenados, assim nomeados para os fazer passar por favores, benesses magnanimamente oferecidas pelas oligarquias mafiosas aos miseráveis com os ordenados mais baixos da Zona Euro. Simultaneamente, proclamando que «os sacrifícios são para todos», estes grandes cabrões de abusadores que os carneiros toleram em lugar de os enforcar, conservam para si tudo o que tiraram ao povo, visivelmente em nome do que proclamam, simplesmente mudando o nome aos ditos subsídios. Enquanto nos outros países com crises menos graves que a portuguesa, os governantes, por vontade própria e solidariedade, decidiram cortar voluntariamente os seus ganhos degressivamente a partir de 20% e 30%, os cornudos nacionais, em nome dessa solidariedade, assimilaram-se aos funcionários públicos e apenas abdicaram de 5%. Que gozo da população!

Não é um gozo? E quem é que é mais cornudo? Aqueles que o fazem ou aqueles que o admitem? Embora não seja directamente comparável, podemos perguntar: se a população de carneiros incivilizada crê que quando alguém é roubado a culpa é da vítima por se ter deixado roubar, não será a culpada dos actos dos políticos, analogicamente, também da culpa das suas vítimas?

Muita algazarra se ouve a este respeito, mas é só isso, algazarra. O Coveiro da nação, esse Ali-Baba que com os seus 40 (160) ladrões destruiu os meios de produção nacional e deixou Portugal sem preparação para o futuro (hoje), tem sido apupado e vaiado, assim como outros governantes, mas é só algazarra. Aquando da visita do idiota visionário e incompetente do ministro da economia à Covilhã, hoje 29, muita algazarra houve e muitos chegaram a saltar em cima e a dar palmadas na lata do seu bólide, comprado com o dinheiro dos que perderam os subsídios e a comida, mas a cobardia não permitiu que o sacassem do coche e lhe dessem uma boa cossa, naquele que estragou a vida a centenas de pessoas, arruinou milhares e roubou a comida da boca de outros tantos. O presidente da câmara, da sua cor, também o atacou verbalmente. Chamaram-lhe cobarde, mas cobardes foram eles, que nem um exemplo deram.

Uma busca no Google com os termos «ministro apupado» dá uma longa lista onde figuram quase todos os governantes, mas é tudo. Os criminosos estão perfeitamente conscientes de que «cão que ladra não morde» (pelo que podem continuar sem receio, que a algazarra não é mais do que desabafo) e de que «os cães ladram, mas a caravana passa» (que continuarão a votar neles como sempre, ora num bando de ladrões, ora noutro, que os roubarão à vez). E têm razão a mais não poder, que se tem confirmado sem excepções. Não será tempo de os atar aos pelourinhos que ainda restam do tempo da justiça real, chicoteá-los, julga-los sumariamente com mais razão do que a cabra da ministra da justiça decidiu fazer aos flagrantes delitos e enforcá-los por crimes contra o povo? Não é um delito mais do que flagrante? Precisa de maiores provas?

Já que a justiça, dominada pela mesma corrupção ou idêntica, onde os próprios juízes usufruem de privilégios antidemocráticos não funciona, que a justiça seja devolvida ao povo. A saber que os juízes, salvo os do Tribunal Constitucional, cujas funções são diferentes das dos restantes, não são órgãos de soberania por duas razões universais: (1) numa democracia não podem existir «órgãos de soberania» dado que o único soberano é o povo (se existirem de facto não é uma democracia – não é dialéctica) e o termo foi inventado para justificar a hegemonia dos tiranos oligárquicos sobre um povo a quem roubaram a soberania; (2) os juízes representam o povo apenas quando assumem as suas funções oficiais nos tribunais, não fora deles. Ainda assim, deve considerar-se que o Tribunal Constitucional funciona menos como um tribunal, mas como um Conselho de Sábios doutores da Lei que se consulta para obtenção duma opinião de confiança, a qual por tanto deve ser aceite. De notar que Conselho de Sábios se aproxima muito da designação que lhe é dada na Suíça.

Logo, se os juízes não cumprem com o seu dever, providenciando uma justiça eficiente e em tempo útil, a sua prestança é inútil e devem ser substituídos por incumprimento e incapacidade em representarem o povo. Se eles representam o povo, o povo que eles representam tem o direito de se juntar e eleger juízes de entre ele, tal como aconteceu em diversas civilizações da antiguidade. De entre as várias normas que ditam o procedimento da justiça, o precedente é uma delas e não podemos suprimi-la apenas para aceder à conveniência e arrogância de alguns.

Ainda há imensos parrecos, crédulos e militantes, que por estas razões diferentes continuam a acreditar que votando noutros melhora. Afinal, são estes os culpados da perpetuação do roubo autorizado e de todos os outros cancros que o acompanham em paralelo. Justificada a intervenção popular na condenação dos governantes criminosos, deixamos a podridão da justiça e voltamos à podridão da política.

Temos observado alguns factos, ultimamente, que nos mostram a ambiguidade do Partido Socialista e outros que nos dão uma previsão de como o PSD vai proceder num futuro bem próximo.

A ambiguidade do PS é uma verdadeira impostura. A tomada de decisão de não votar a moção de censura dos comunistas é disso a prova real. Tão simples que não necessita de explicação detalhada. Alguns monossílabos bastam e o resto são tretas. A moção de censura nunca passaria, existindo uma maioria que não permite que os seus malefícios sejam criticados, muito menos derrubados. Dúvidas? Portanto, a abstenção do PS não poderia ir no sentido de manter uma estabilidade governamental, como o partido afirmou. Sendo impossível, foi mentira chapada. A abstenção contrariou a totalidade de todos os discursos do PS desde as últimas eleições e retira-lhe qualquer possível confiança futura. Qual foi, então a ideia? Simples, um golpe para sacar apoiantes nos simpatizantes do PSD numa pura mira eleitoralista e sem qualquer interesse para o país, como mentiram. Quem votar neles baseado nesta falsidade prova que eles têm toda a razão em tomar a população pelo que ela efectivamente é, bandos de bandalhos rascas desmiolados, masoquistas e carneiros dóceis que se deixam levar voluntariamente para o açougue a que os conduzem. Todos os políticos o sabem e estrangeiros também.

No dia em que dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) apontam que o défice orçamental no primeiro trimestre se agravou para 7,9 por cento do PIB, ficando acima da meta de 4,5 por cento prevista para o final do ano, o criminoso cadastrado pelo Tribunal Criminal de Évora, ladrou para saloios burgueses:
«Os resultados que estamos a observar são positivos na medida em que indicam que estamos a fazer um ajustamento bem-sucedido.»

Bem sucedido significa o que todos conhecemos: a miséria geral por má e incompetente política económica e enorme alargamento entre ricos e pobres sem igual em toda a Europa.

Estes resultados, apenas iniciais, foram previstos internacionalmente, não trazem qualquer novidade e são apenas o início da catástrofe segundo a opiniões de economistas de renome que não estão a soldo da coelheira nacional. Veja-se uma tradução de um dos imensos artigos por economistas notáveis e espere-se tranquilamente o que se segue. Tal como até agora tudo o previsto tem acontecido. Como esperar outra coisa?

O medo, a intimidação, a exploração e o empobrecimento são as marcas registadas deste governo.

O Coelho nunca mentiu até à campanha eleitoral. Sempre disse como queria fazer, absolutamente de acordo com a adopção pelo seu partido dum neoliberalismo muito mais avançado que o do PS e desde há mais de uma década proclamado bem alto pela corja militante. O cadastrado só mentiu a partir do início da campanha eleitoral, negando os seus princípios e prometendo aquilo que sabia jamais ir fazer por ser contra os seus baixos princípios de canalha neoliberal. Ele sabia que atrasados mentais, amnésicos, anestesiados, carneiros, masoquistas e outros subdesenvolvidos e imaturos que formam o grosso da população, aqueles que apoiam o roubo e a corrupção e nela votam, cairiam todos na esparrela que lhes armava. E assim foi. Por isso, como compreender que reclamem do que escolheram? De quem é a culpa?

Com a faca da recessão da crise e o queijo que os miseráveis que o elegeram lhe ofereceram sobre uma bandeja estilhaçada, só tinha a cortar e cortou mesmo. Porque não. Um oportunista cheio de malvadez, porque temos exemplos da inutilidade dos métodos que adoptou, de que há outros caminhos e de que temos a prova de que o partido apenas se aproveitou para implantar as suas ideias neoliberais arcaicas e ressuscitadas pelos governos que querem que os grandes aglomerados financeiros dominem a economia mundial para a poderem sugar a seu gosto.

O sistema macroeconómico Keynesiano foi o que salvou os EUA da grande depressão. Os neoliberais negam-no e arrastam as populações para a miséria. É o que faz a actual coelheira governamental. Acusam os governos anteriores de endividamento, mas deixam completamente em branco que o Ali-Baba e os seus ladrões destruíram os meios produtivos e que pela altura em que o Guterres chegou ao governo o país já tinha sido transformado numa economia de serviços. O alheamento deste facto comprova a má-fé da coelheira. Por outro lado, se têm razão em afirmar que o país não pode prover uma população que viva de subsídios, a decisão de os eliminar antes de providenciar as condições para que a mesma população possa prescindir dos subsídios só pode ser outra prova de má-fé.

Qual vai ser, pois, o novo passe e ilusionismo da coelheira governamental para sacar votos aos pobres desmiolados que não vão compreender nada, aliás como de costume? Os métodos são sempre os mesmos, por isso previsíveis. Os estultos também, donde a sua reacção é igualmente previsível.

A UE, puxada por alguns países, vai modificar as medidas neoliberais aplicadas à solução da crise. Não se inclui o detalhe por ser do conhecimento geral, mas a mudança requer uma diminuição do rigor que tanto tem convindo à coelheira para empobrecer os que menos têm e dar aos mais ricos. Todos sabemos, mas o cadastrado vai mostrar que quer fazer ainda mais miséria para em seguida se mostrar magnânimo e salvador da nação e diminuir os rigores. Haverá algo mais óbvio? Um golpe para sacar votos nas próximas eleições. Por seu lado, com as mesmas intenções e manha, o PS vai dizer que as mudanças se devem à sua persistência e embora ele tenha efectivamente insistido num caminho melhor, ainda sem grande convicção, a realidade é que a mudança nada terá a ver com som as suas acções.

Não haja ilusões, porém, que embora possa haver uma pequeníssima melhoria, a existência de dois factores tornam uma autêntica recuperação impossível. Primeiro, a destruição já foi quase completa, depois a coelheira jamais abdicará da sua política neoliberal nem adoptará uma economia recuperadora do estilo Keynesiano, de que se confessam totalmente contra.

Se procurarmos informar-nos pelos nossos próprios meios em lugar de continuarmos a emprenhar pelos ouvidos pelo conluio da desinformação jornaleira com notícias manipuladas e encenadas e a bebermos da cloaca que o marketing político nos impinge em permanência conseguiremos compreender a realidade sem nos deixarmos apanhar nas redes daqueles cujo único interesse é roubar os que menos têm para dar aos que mais têm, tal como a colheira governamental está a consumar por os aprovarmos pelo voto e os governos anteriores não terem sido muito melhores. Triste, ser-se obrigado a reconhecer que cada novo governo é pior que o anterior. Esta situação não muda porque nada se faz nesse sentido. Nada mudará por si só, pois que os que roubam não vão desistir e permitir que lhes tirem a impunidade apenas para agradar aos eleitores. Os primeiros continuarão a lograr os segundos enquanto estes se deixarem vigarizar.

Será que haja ainda tão poucos capazes de tirar esta infimamente pequena e simples conclusão em vista dos resultados persistentes que se têm acumulado e reforçado ao longo de tantos anos? Tiraram-lhes a casa o emprego, o dinheiro a comida e muito mais. Estarão ainda os homens à espera que os capem e cortem os clitóris às mulheres para se darem conta e tomarem as decisões adequadas. Inacreditável. Inacreditável também que julguem que os outros europeus não conheçam o seu atraso. Isto faz lembrar um velho ditado: «o cornudo é sempre o último a saber».

Desigualdades?!
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Se não é abuso de poder e roubo dos contribuintes, o que é?

Tantos discursos do impostor cadastrado há uma ano, em acabar com as sugadeiras nacionais e as mamadeiras: institos, PPPs, reformas douradas, ordenados extravagantes num país com uma média baixíssima, «sacrifícios a dividir por todos», fim da renovação dos popós dos parasitas, etc., etc.

Tudo burlas por um vigarista profissional condenado pelo Tribunal Criminal de Évora. Que outra coisa esperar por um governo encabeçado por um criminoso dessa estirpe? Tudo ao contrário. Roubo dos que menos têm e maior enriquecimento das máfias oligárquicas. Note-se como as outras oligarquias não reclamam por as máfias descontarem apenas 5%, como citado acima. Todas as medidas deste governo têm resultado, factualmente e sem uma única excepção, no alargamento da fossa entre ridos e pobres. Cada novo governo é constituído por um maior número de vigaristas reconhecido, Nunca houve um igual. Como será o próximo se não se lhes põe cobro. A bem não vau, vimos, terá que ser pela força. Sem o controlo dos políticos por um povo soberano não pode haver democracia. Eles não representam nada senão os seus interesses contra o país. Não têm legitimidade para ocupar lugares de governação porque foram eleitos por mera vigarice. Nestas condições, votos neles não contam e as eleições são fraudulentas e ilegais. Apossaram-se dos lugares por comprovada burla.

«Os sacrifícios são para todos» – Palavra de filho da puta.
Se não é abuso de poder e roubo dos contribuintes, o que é?

Ao que parece, a quase totalidade da população aceita a ideia por detrás da definição de que os juízes são «órgãos de soberania», independentemente do cargo que ocuparem. Quem não se sentir de acordo com a questão, tal como definida acima, justifique a sua ideia, comentando.

Este e outros artigos também nos blogs do autor (1 e 2).
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