skip to main |
skip to sidebar
Neste blogue praticam-se a Liberdade e o Direito de Expressão próprios das Sociedades Avançadas
Dizem-nas raras, únicas, a esperança de vida de oitenta
anos tristes. Oferecem-lhes um dia de calor ou de muito vento, bonés,
coca-cola, bandeirinhas, gritaria, rapel e um skate. Colocam-lhes questões
previamente respondidas, distraídos, paternais. É sempre bom, dois dedos de fingida
ternura a abrir telejornais.
popular
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
Manual de "migrantes" para totós - Fatiha é de Omhs. Sempre foi de Ohms. Ao longo de 30 anos, teve sete filhos. Encontramos um ventre seco e um olhar que as lágrimas já não visitam. A sua vida foi vender bolos, até que a guerra começou. Agora, tem muitas dificuldades em se mover. Há 3 anos, Amid e Ibrahim foram mortos pelo regime de Assad. As filhas mais novas, que tratavam dela, foram raptadas pelos criminosos do ISIL, no início do verão. Yussuf, Mamoud e Zacharias partiram há dois meses, com destino à Alemanha. Prometeram enviar, notícias mal chegassem, mas Fatiha não voltou a ouvir falar deles. Confessa que come um pouco de pão, que a vizinha lhe dá, uma vez por dia, mas ela também já lhe disse que também poderá partir em breve. Agora, quando Fatiha tenta dormir, é sempre agarrada ao seu cão. Quem cuidará da velhice de Fatiha?...
Adoro crianças, sobretudo, quando já nascem com 18 anos e depois vão por ali fora. Há dias em que as adoro ainda, mais, quando levam o pai atrás :-)
Eu serei sempre criança :-*